domingo, 26 de julho de 2015

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A casa onde nasceu Carlos Gomes





Antônio Carlos Gomes foi o mais importante compositor brasileiro de ópera. Ele nasceu no dia 11 de julho de 1836, em Campinas. Carlos Gomes é conhecido nacional e internacionalmente por suas obras musicais, e em nosso país foi homenageado em muitas cidades com monumentos, bustos, estátuas e nomes de localidades. Sua obra mais conhecida é O Guarani.

Mesmo perdendo a mãe muito cedo, a qual foi assassinada, ele não deixou para trás seus objetivos e superou todas as dificuldades para se tornar um grande maestro, o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas em uma das mais famosas casas de ópera do mundo, o Teatro La Scala.

 

 

Carlos Gomes nasceu na Rua da Matriz Nova número 50, que hoje é denominada Rua Regente Feijó, no atual número 1251.

 
 
 
 
 
 
 

Atualmente, defronte ao imóvel onde nasceu nosso grande compositor campineiro existe uma placa identificando ser lá o local de nascimento de Carlos Gomes, além de uma pintura que retrata a figura deste grande campineiro.























ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

domingo, 19 de julho de 2015

EM CAMPINAS, SUA VIDA


 




Quando ele veio da cidade de São Paulo para Campinas, não sabia que teria uma vida agitada. Nasceu em uma editora paulistana conceituada, em uma maternidade que lhe deu prestígio. Logo foi desejado por uma livraria no interior de São Paulo, na famosa Campinas, e a partir de então, o endereço de seu novo lar seria na Rua Sacramento. Uma estudante de Letras, que estudava na PUC da Rua Marechal Deodoro, avistou-o um dia e folheando suas interessantes páginas, resolveu levá-lo. Passou a residir em um apartamento situado na Rua Saturnino de Brito. Por bons e saudosos tempos foi o companheiro daquela estudante, aquele que estava com ela toda noite. Que silenciosamente ensinava-lhe muito. Mas, um dia ela viu-se diante de algo inútil em sua vida, já que não podia obter dele nada de novo. Novamente ele residiria em um novo endereço. Ela vendeu-o para um sebo na Rua Barreto Leme. Recebeu uma mixaria em troca, mas pelo menos estava livre daquele velho amigo. A estante onde ele vivia era apertada. Nada parecido com a confortável gaveta rosa de outrora. Sentia-se nestas prisões superlotadas e nascido em uma família nobre, agora era mais um à espera de atenção. O tempo foi passando, suas páginas amarelando, impregnou-se de um cheiro desagradável. Era um velho abandonado, sem perspectivas, esquecido. Certo dia, alguém o percebeu e resolveu levá-lo; era a esperança de novos dias. Mas, ficou pouco tempo na periferia onde seu dono morava. Foi trocado por outro livro, em outro sebo, na Rua César Bierrenbach. Pelo menos, agora seu novo lar era vizinho de uma escola de música, dava para ouvir alguns belos sons. Além do mais, a dona da loja era uma amável senhora que gostava muito de livros. Então, outro leitor desprendido levou-o, mas desta vez, abandonou-e em um terminal de ônibus, em um espaço onde ficavam publicações doadas para que leitores pudessem saborear a gratuita leitura. Sem um lar fixo, ao ar livre naquela Campinas, o destino parecia conduzi-lo para uma destas cooperativas de reciclagem de lixo, pois leitor algum o devolveria àquele lugar. Foi o que aconteceu, quer dizer em parte. Um solitário senhor, também esquecido pelas glórias do passado, um professor aposentado que residia na Rua José de Alencar, decidiu levar aquele livro para sua casa humilde, cheia de conforto. E reservou um lugarzinho em sua estante para aquele novo amigo, junto aos seus velhos amigos de anos de trabalho, de anos de carinho.


CRÔNICAS DE CAMPINAS
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 12 de julho de 2015

REPORTANDO: Campinas é bombardeada pelas tropas da ditadura


A cidade de Campinas foi surpreendida ontem com ataques aéreos das tropas federalistas da ditadura de Getúlio Vargas

Morre o escoteiro Aldo Chioratto, de 10 anos de idade.  




A cidade de Campinas foi surpreendida com um bombardeio realizado pelas tropas federalistas da ditadura de Getúlio Vargas, ontem, dia 18 de setembro de 1932. A primeira bomba caiu no teto da Estação Ferroviária, furando o telhado e explodindo em uma das vigas de sustentação, causando apenas problemas materiais. A segunda bomba caiu em frente à Estação, entre o ponto de automóveis, o posto de telégrafo e a sessão de despacho. O garoto Aldo Chioratto, de 10 anos de idade, escoteiro, foi atingindo por 13 estilhaços da bomba no Hall da Estação, após entregar uma correspondência para o comando revolucionário de Campinas. Aldo foi encontrado morto, caído no chão, sangrando e com ferimentos na região estomacal. O corpo do garoto foi levado ao “Marcadinho da Estação”. Ele era filho de Ada Chioratto e João Chioratto, dono de uma tinturaria. A família residia na Rua Doutor Campos Salles, 450. Eles embarcariam em um trem na Estação Ferroviária com destino a cidade de Sumaré, onde visitariam um tio do garoto.


Algumas pessoas que passaram nas proximidades do local onde ocorreram os bombardeios ficaram feridas. Algumas foram identificadas e levadas para hospitais da cidade. Vejam quem foram os identificados: o imigrante italiano Vicente Nome; João Venturini, José e Oliveira e José Said, que estão internados no Hospital do Circolo Italiani Uniti; Alfredo de Freitas, internado no Hospital da Beneficência Portuguesa; Attilio Alves de Britto, Attilio Neves Júnior, o garoto João Polli, internados no Hospital da Santa Casa; João Gomes e Isolino Monteiro, funcionário da Mogiana, que foram medicados e não apresentam gravidade. Outra bomba atingiu as proximidades da Companhia Mac Hardy e derrubou um pilar do edifício. Já na Rua Visconde do Rio Branco, 164, uma bomba atingiu a residência de Athayde dos Santos, morador de um prédio naquele endereço. Ele ficou levemente ferido. Durante a tarde, o avião da ditadura retornou a Campinas acompanhado de outro “vermelhinho”. Mais bombas foram lançadas, dessa vez na Vila Industrial. Duas atingiram um prédio na Rua Salles de Oliveira, 1200, na residência da viúva Maria Ferreira. Uma bomba atingiu o jardim da frente e não provocou problemas. A segunda caiu na varanda e atingiu Maria Ferreira e suas filhas Delmira, Albertina, Amelia e Anezia, além de uma de suas netas, Maria de Lourdes, filha de Belmiro Reis e Maria Reis. Donato Mamone foi ferido gravemente por um estilhaço nas proximidades da Estação da Companhia Paulista.

 

 

 

Fontes:

http://vejasp.abril.com.br/materia/oitenta-anos-revolucao-1932/




 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 5 de julho de 2015

GRANDES MULHERES DE CAMPINAS: Maria José Morais Pupo Nogueira





Maria José Morais Pupo Nogueira foi filha de fazendeiro de café e durante seus 102 anos de vida, vivenciou as transformações ocorridas no território campineiro.

Ela trabalhou como professora primária e ainda jovem começou a escrever livros premiados em todos os cantos do país.

Casou-se com Stênio Pupo Nogueira, também acadêmico, com quem teve três filhos: Spencer, Clirian e Maria.

Maria José foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Campinense de Letras (ACL), obtendo este reconhecimento no dia 02 de junho de 1969. Também foi a primeira campineira premiada pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Júlia Lopes de Almeida.

Foi diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura de Campinas e do Teatro Municipal.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seu primeiro livro foi “Natal solitário”, escrito na década de 50 e premiado pela Academia Brasileira de Letras. Em seguida escreveu “Céu escuro”, premiado pela Academia Paulista de Letras e pela Secretaria de Cultura do Estado da Guanabara. Também escreveu o livro intitulado “Ana” e “O órfão e a mulata”.







Ela conviveu com personagens ilustres de Campinas, como José de Castro Mendes, de quem seu marido era neto, e com os cunhados, Paulo Mendes Pupo Nogueira, o Paulinho Nogueira, compositor reconhecido internacionalmente por seu talento e o jornalista Bráulio Mendes Nogueira.

 



 
Maria José Morais Pupo Nogueira morreu aos 102 anos de idade em Campinas, no dia 19 de junho de 2015. Ela ocupava  a cadeira número 33 na Academia Campinense de Letras.

 

 

Fontes: