sábado, 28 de janeiro de 2017

RETRATOS DE CAMPINAS: Janeiro de 2017




AVENIDA ANDRADE NEVES





RUA MAJOR SÓLON





RUA GENERAL OSÓRIO





RUA PADRE VIEIRA





ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 22 de janeiro de 2017

REPORTANDO: Tragédia no Cine Rink



Desabamento deixa 40 mortos e mais de 400 feridos



Domingo, 16 de setembro de 1951. Uma tragédia ocorre no Cine Rink, localizado na esquina da Rua Barão de Jaguara com a Rua Conceição. Às quinze horas e dezoito minutos, quando ocorre a matinê dupla em que são exibidos os filmes “Os Salteadores” e “Amar foi minha ruina”, uma das vigas que sustenta o meio do telhado da sala de cinema se desprende e cai sobre o estuque, um forro feito com cimento e tela. O peso é tanto que o estuque não é capaz de suportá-lo, o que desencadeia a queda de uma avalanche de madeiras, pregos e telhas sobre centenas de pessoas, atingindo, sobretudo, quem está se sentado nas fileiras do meio. Como uma lâmina afiada, as madeiras que caem causam inúmeros ferimentos nas pessoas atingidas, desfigurando rostos, arrancando peles, cortando tudo o que está em seu caminho. As vítimas são colocadas na calçada, em frente ao cinema. Algumas são levadas à Farmácia São Luís, perto do local. Muitos taxistas se solidarizam e levam os feridos até os hospitais próximos, enquanto as ambulâncias chegam. É pedido auxílio os médicos presentes no estádio Moisés Lucarelli, onde jogam Ponte Preta e XV de Piracicaba. O resultado da tragédia: 25 pessoas morrem, dentre as quais, muitas crianças. São eles: Adir Eglesias Duran, Agenor Arantes, Aguinaldo Xavier de Souza Filho, Alaor Pereira Campos, Ana Alves dos Reis, Antonio Benedito Rocha, Antonio Arruda Ribas, Augusto Cesar Massaini, Benedito Wilson Franco, Carlos Rudge Ramos, Carlos Ferraz Lacerda, Carlos Baltazar Filho, Consuelo Moreno, Cid Morais Júnior, Flora Castione Oliva, Hiroshi Nishimura, Izaura Alves, Myrce Campos Graça, Olga Tereza Finelli Monteiro, Roberto da Silva Ferreira, Salete Lopes de Moraes, Tereza Martins Moreno, Terezinha Maria Nogueira e Waldemar Cazassa. Um nome não consta nesta lista. Posteriormente morrem mais 15 pessoas. Também são contados mais de 400 feridos. Inaugurado em 1878, o Rink começou na verdade suas atividades de 1878, quando era um local de lazer com um rinque de patinação, passatempo preferido da elite da época. Depois, o prédio serviu para apresentações de circo, bailes e teatro, até se transformar em uma sala de cinema com capacidade para 1200 pessoas.






Fontes:

http://www.campinasdeantigamente.com.br/2014/08/cine-rink.html

http://www.alexnucci.com.br/blog/?p=985



ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 14 de janeiro de 2017

PRAÇA HERÓIS DA LAGUNA



Um pouco de história...


A Guerra do Paraguai foi um conflito armando envolvendo a chamada Tríplice Aliança constituída por Brasil, Argentina e Uruguai, apoiada financeiramente pela Inglaterra, contra o Paraguai, que na época tornou-se uma nação industrializada e com objetivos expansionistas. Este conflito durou de 1864 a 1870, e culminou com a derrota do Paraguai, que teve grande parte de sua população tragicamente reduzida.


 
Quanto à razão da guerra, sabe-se que a intervenção do governo brasileiro de Dom Pedro II na política uruguaia desagradou o ditador paraguaio Solano Lopez, pois o ditador uruguaio Aguirre, que foi deposto, era seu aliado.




A invasão brasileira ao território do Uruguai teve como retaliação o aprisionamento, em Assunção, do navio brasileiro Marquês de Olinda. Em seguida, o Paraguai atacou Dourados, na província do Mato Grosso. Além disso, os paraguaios fizeram, em 1865, várias incursões armadas em território argentino, com o objetivo de conquistar o Rio Grande do Sul.



Essas pretensões do Paraguai causaram reação por parte de Brasil, Argentina e Uruguai que se reuniram na chamada Tríplice Aliança, um acordo militar que os ingleses apoiaram, pois não queriam concorrência comercial de outro país, no caso o Paraguai, em relação aos seus produtos industrializados.

 
Os heróis da Laguna...







Quando o Estado do Mato Grosso foi invadido pelos paraguaios, o governo brasileiro enviou o exército para expulsá-los. Parte do exército saiu de Santos e, a caminho do conflito, acampou em Campinas. O acampamento foi erguido em um local que era conhecido como Largo de Santa Cruz, no exato local onde fica atualmente a Praça Heróis da Laguna.

 
 

Chegado ao seu destino, a tropa brasileira deparou-se com a falta de alimentos, com o clima difícil e doenças, além da própria batalha. Por isso, o exército decidiu se retirar da Fazenda Laguna, onde o conflito ocorreu, para salvar o máximo de vidas possíveis.

 


No território onde, posteriormente, recebeu o nome de Praça Heróis da Laguna, para homenagear aqueles combatentes, acamparam-se cerca de 1680 soldados, mas muito mais da metade morreu na batalha. Essa história ficou conhecida como a Retirada de Laguna e foi imortalizada na literatura do Visconde de Taunay, um de seus protagonistas.




O Monumento Heróis da Laguna, um bloco de granito onde está inscrita uma homenagem aos soldados que passaram pelo local, foi inaugurado em 16 de janeiro de 1940.
A Praça Heróis da Laguna fica no bairro Cambuí, em Campinas, tendo à sua frente o Largo de Santa Cruz, e a Rua Major Sólon entre ambos.




 ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

sábado, 7 de janeiro de 2017

RUA DR. MASCARENHAS: Quem foi o Dr. Mascarenhas?




Francisco de Araújo Mascarenhas nasceu em 28 de janeiro de1867, em Campinas, mas foi registrado em 1868. Era filho de João de Paula Mascarenhas e Manoela Araújo Oliveira Rozo. Casou-se em 1902 com Ernestina Soares (a Titina - 1884-1950) descendente dos Barões de Paranapanema. Foi médico, veterinário e político, no entanto, foi na medicina que se destacou, ganhando admiração da população campineira.

 
 
 


Especializou-se no atendimento das crianças e engajou-se neste propósito com verdadeira devoção. Admirado por suas atuações no cenário infantil, o Dr. Mascarenhas era conhecido por sua grande modéstia, bondade e solicitude. Tornou-se sinônimo de caridade aos olhares sociais por sua iniciativa de zelar pelas crianças pobres, tal como fazia pelas crianças ricas. Atendia a todas com o mesmo sorriso acolhedor e gesto gentil, pois era despido de ambição e vaidade.
 

 
 

Em um de seus aniversários, recebeu como presente um automóvel comprado através da iniciativa das crianças, que arrecadaram, junta à população, uma importância em dinheiro de CR$ 30 mil, necessária para a aquisição do veículo. O carro da marca “Berliet”, oferecido em nome das crianças de Campinas, serviu para o Dr. Mascarenhas atender seus clientes nos arrabaldes e subúrbios, pois dentro da cidade ele preferia sempre andar a pé.

 
 
 

 
Na política, o Dr. Mascarenhas elegeu-se vereador e ocupou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Campinas durante várias legislaturas. Também foi intendente (administrador público da época) de 1905 a 1906 e de 1906 a 1908.

 

 
 

Neste tempo, aliou-se ao grande vulto popular de prestígio e coragem, Álvaro Ribeiro, e ambos iniciaram uma grande campanha a favor da fundação de um hospital exclusivamente para crianças pobres, o Hospital Álvaro Ribeiro, que durante muito tempo esteve presente na Rua São Carlos, na Vila Industrial, e cumpriu o programa traçado pelos seus inesquecíveis e beneméritos fundadores.




O Dr. Mascarenhas dedicou sua vida, sobretudo, ao seu propósito de socorrer aos necessitados e aflitos, amando e servindo as crianças, às quais no início de sua carreira profissional, ele se dirigiu com aquele preceito sublime do Evangelho: “Vinde a mim as criancinhas”.




O Dr. Mascarenhas morreu pobre, no dia 20 de setembro de 1946 e foi sepultado no Cemitério da Saudade, em uma humilde campa.



A Rua Dr. Mascarenhas recebeu este nome em 1923. Anteriormente, chamava-se Rua 7 de Dezembro, para marcar o dia em que foi inaugurado o templo de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Campinas.
 


Essa rua tem em seus limites as ruas Saldanha Marinho e a Avenida Lix da Cunha, e cruza a movimentada Avenida Andrade Neves.




Em seu percurso, encontram-se muitas construções residenciais antigas, algumas funcionando como pensões. Há também a presença de imóveis comerciais, hotéis, clínicas e duas pontes da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.



Fontes:
Historiador Lucas Camargo
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA