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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

đź“‚đź—„️ ARQUIVO ESPECIAL: A fábrica de Lápis Campineira

Dá para imaginar que Campinas já teve até uma fábrica de lápis?

No dia 29 de janeiro de 1924, foi fundada em Campinas a IndĂşstria Nacional de Lápis A. O. Maia & Cia, na Rua Major SĂłlon, bairro CambuĂ­.  O prĂ©dio da fábrica foi um projeto do engenheiro Hoche Neger Segurado. 


A fábrica surgiu atravĂ©s de uma sociedade entre dois grandes empreendedores de Campinas, Adalberto Maia e Joaquim Gabriel Penteado, o Joá Penteado, que passou a investir na fábrica a partir de 1926. 

Antes de fundar a fábrica, Adalberto Maia trabalhou na Casa Genoud, que ficava na esquina da Rua CĂ©sar Bierrenbach com a Rua BarĂŁo de Jaguara. Neste estabelecimento, a maioria dos itens vendidos eram importados, e foi entĂŁo que Adalberto e outros campineiros tiveram a ideia de produzir lápis no Brasil. 


Adalberto Maia teve a ajuda de Lafayette Arruda Camargo, AntĂŁo de Souza Moraes, Paulo Decourt, AntĂŁo de Paula Souza, JoĂŁo Francisco de Almeida, Maria EugĂŞnia de Oliveira Freitas, RogĂ©rio de Freitas, JoĂŁo Keating e Gustavo Roberto Sobrinho para constituir a empresa. 

Até a esposa de Adalberto, dona Albertina, contribuiu, vendendo salgadinho para no ajudar no orçamento da família naquela época difícil, quando o marido viajou para a Europa em busca de equipamentos.

ApĂłs ser equipada com maquinário trazido da Alemanha, as atividades da fábrica passaram a acontecer regulamente dois anos depois, em 1926. 


No início, a empresa fabricava com a marca John Faber e havia uma sociedade com Luiz Faber. Mais tarde, quando o conde Roland Von Faber-Castell assumiu o negócio, após aquisições e fusões, usou-se a denominação Faber-Castell.

Os primeiros lápis brasileiros saĂ­ram das oficinas da fábrica entre o final de 1924 e o inĂ­cio de 1925. O nome dado aos primeiros lápis brasileiros foram vários: Uranus, Genoud, EscriptĂłrio, Pharol, Ypiranga. 

A Indústria Nacional de Lápis A. O. Maia & Cia contava com cerca de 150 funcionários e ocupava uma área de 7 mil metros quadrados. Havia pavilhões onde estavam instaladas as seções de fabricação dos produtos, desde o preparo do grafite e da madeira, até o envernizamento, marcação e acondicionamento.

A fábrica produzia uma grande variedade de lápis de todas as qualidades e aplicações. Além de lápis, eram produzias canetas de todos os modelos e lapiseiras elegantes. Também produzia seus itens de forma personalizada para presentes e como artigos de propaganda.

Sua produção atendia o Estado de São Paulo, e os estados do norte e do sul do país. A fábrica apresentava uma rápida expansão naquela década contribuindo para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Em 1930, a fábrica de lápis campineira associou-se a uma das principais fábricas de lápis do mundo, a J.S Staedtler.

Com o tempo, Adalberto Maia e outros sĂłcios deixaram o negĂłcio. Adalberto voltou a Casa Genoud e atuou em outros ramos. Ele faleceu no dia 26 de setembro de 1947.  

A Indústria Nacional de Lápis A. O. Maia & Cia ainda teve seu nome alterado para L.Faber & Cia Ltda, antes de ser incorporada a Johann & Faber, a qual havia se fundido com uma fábrica que surgiu na mesma época da fábrica de Campinas, com a denominação H. Fehr, sendo propriedade do suíço Germano Fehr, e que ficava na cidade de São Carlos.


Em 1947, no local onde funcionava a fábrica de lápis campineira foi instalada a Dako, fundada por Joá Penteado no dia 16 de novembro de 1935. 


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 


Fonte:


🔍📸 Pesquisa de Jane Durlin


🔍 http://www.emdec.com.br/.../portalemdec/pt-br/site.php...


🔍 📸 Blog PrĂł-MemĂłria de Campinas 


📸 Jornal Hora Campinas


🔍 Página Campinas de Outrora

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