sábado, 10 de outubro de 2015

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A fábrica da Gevisa




 












Situada no bairro Boa Vista, a empresa Gevisa chegou à Campinas na década de 60, mais precisamente em 1962, com a denominação General Electric do Brasil. 


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Em uma região suburbana de Campinas, nas proximidades do distrito de Nova Aparecida foi construído pela multinacional GE um complexo industrial que agrupou algumas indústrias, cuja principal era a General Electric especializada na construção e reformas de Locomotivas. Essa empresa também ingressou no segmento de motores elétricos ainda neste período e abasteceu com seu produto os mercados de metrôs, de geração de energia elétrica, petrolífero, dentre outros.




 

 
 

Nos primeiros anos de sua presença na cidade campineira, a General Electric recebeu  a encomenda de 400 motores de tração e 100 conjuntos de motogeradores para a Rede Ferroviária Central.

 
Também houve momentos que a empresa chegou a montar 70 locomotivas por ano, número somado entre a fábrica de Campinas e de Contagem, em Minas Gerais.

 



Em 1964, a GE assinou um contrato com o governo do Estado de São Paulo para a fabricação de 40 locomotivas . Foram as primeiras produzidas totalmente no Brasil.


Na década de 80, a General Electric consolidou-se no segmento de motores elétricos e tornou-se uma das principais referências no Brasil na fabricação deste produto, que praticamente é aplicado atualmente em 30% das indústrias do Brasil.

 
 
 
 
 
 
Em 1993, após algumas crises financeiras desencadeada sobretudo pelo declínio da atividade ferroviária no país, essa empresa mudou seu nome para Gevisa, nome oriundo da formação de uma Joint Venture envolvendo as indústrias Villares, 45%, o grupo Albatroz (Banco Safra), 10% e a própria GE 45%. Com a associação, a Gevisa também passou a apostar no negócio das ponte-rolantes, se bem que seu principal produto ainda era os motores elétricos de grande porte.

 




Mas, apesar da crise ferroviária, a Gevisa continuou atuando no segmento de reformas de locomotivas e serviços industriais para complementar seu negócio em Campinas.

 

Em 1997, a GE aumenta seu capital de ações para 67,5% na Joint Venture Gevisa. No ano 2000, ela adquire as ações da Villares e do Banco Safra no negócio.

 
 

Em meados dos anos de 2009, uma nova crise financeira resultado dos efeitos da crise mundial fez com a Gevisa mudasse sua razão social para GE Energy Motors, sendo incorporada pela GE Energy que atua no segmento de energia e é um dos negócios da General Electric mundial.

 

Nos anos recentes, em um processo de reinvenção, a conhecida Gevisa, atual GE Energy Motors começou a investir no segmento de energia eólica fabricando o Hub, uma das peças que compõem o Aerogerador. A empresa tem obtido bons resultados com este novo produto, que faz parte de seu ramo de atuação voltado a soluções para geração de energia. Junto ao negócio de motores, o hub mantém a Gevisa como uma importante empresa na cidade de Campinas, que gera diversos empregos e contribui para o crescimento da cidade.
 
 
 
 
 
 
 
Também é destacável as inúmeras oportunidades de desenvolvimento profissional oferecidas pela empresa a alunos das escolas técnicas Senai e suas iniciativas sociais feita junto a entidades sociais e educacionais na região do bairro Boa Vista, como o Espaço Brincar inaugurado no bairro Shalon concebido com recursos e mão-de-obra da GE Volunteers.
 
 
 
 
 

 



😎 Que tal voltar a Campinas dos anos 80?



Imagine passear novamente pelas ruas movimentadas de Campinas, sentir o cheiro dos doces da Padaria Orly, ler sobre lojas como a Muricy, Rua Treze de Maio, e se emocionar com as histórias de uma juventude cheia de sonhos, amizades e descobertas.





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 ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 27 de setembro de 2015

TARDE DE SEMPRE








A tarde rotineira lentamente fechava suas portas no ritmo dos comerciantes citadinos. Derredor ao Terminal Mercado ou mais precisamente na Avenida Benjamin Constant, o trânsito parado lembrava uma orquestra desafinada, cujo regente era o desejo impetuoso de fugir daquela balbúrdia. Lá dentro do terminal, inúmeros trabalhadores aguardavam ansiosos em desordenadas filas à chegada do “coletivo” e pareciam acostumados à sinfonia que a tarde de sempre executava, assim como a embarcarem em ônibus desconfortáveis e superlotados. Conversando sobre o dia de trabalho, ouvindo as músicas prediletas com o fone de ouvido, comendo calmamente o biscoito comprado do vendedor anônimo, cada um inventava sua maneira de apaziguar o cansaço e a angústia de esperar o “circular” sempre atrasado. E, às vezes, ainda restava um pouco de atenção para ouvir a pregação gutural do evangélico em alguma plataforma, a voz insistente daquele homem que vendia água geladinha, a fala sem sentido do “nóia” que não queria falar sozinho. Estes sim gostariam que aquela gente permanecesse por lá.






ALEXANDRE CAMPANHOLA
CRÔNICAS DE CAMPINAS

domingo, 20 de setembro de 2015

REPORTANDO: O incêndio do supermercado Eldorado




Morrem duas pessoas no incêndio do supermercado Eldorado, no dia 24 de dezembro de 1986

O incêndio teria começado durante a madrugada e destruiu todo o estabelecimento. Ainda não se sabe qual foi a verdadeira causa
 
 

Na madrugada de ontem, 24 de dezembro, por volta das 1h e 30 minutos, um incêndio de grandes proporções destruiu o supermercado Eldorado, situado na Avenida Senador Saraiva. Duas pessoas morreram no incêndio, o funcionário Robson Aparecido de Oliveira, 22 anos, que faleceu antes de receber os primeiros socorros e o operador de videotape da TV Campinas, Ronaldo Gomes, cujo corpo foi encontrado nos escombros. Renato Isidoro, cinegrafista da mesma emissora, sofreu ferimentos graves e foi submetido a uma intervenção cirúrgica no Hospital Irmãos Penteado. Segundo testemunhas, o incêndio começou em decorrência de um curto-circuito nas instalações elétricas da padaria. Mas, há pessoas que afirmam que o fogo foi decorrente de problemas causados por um transformador de voltagem, localizado defronte ao supermercado. Paschoal Amaro, comandante do corpo de bombeiros, enfatizou que as instalações do supermercado não dispunham de nenhum aparato contra incêndio. Esta informação havia sido constatada em um relatório elaborado recentemente pelo próprio comando, depois de visitar várias lojas do centro da cidade. O trabalho dos bombeiros de Campinas ligados ao 7˚ Grupamento de Incêndio, teve início às 1hora e 35 minutos, com a participação de 30 homens e 6 viaturas. Um desabamento da parede do supermercado, junto à Rua Barreto Leme dificultou a ação dos bombeiros. Algumas pessoas foram soterradas.
 
 
 
O fogo alastrou-se para o interior do supermercado, pois até então apenas a administração, a padaria e o depósito de bebidas haviam sido atingidos – e fugiu ao controle dos bombeiros. Por volta das 4 horas da manhã foi enviado da cidade de Jundiaí um autolançador aéreo, equipamento de grande utilidade e do qual Campinas não dispõe. Com a ajuda de guarnições de bombeiros de cidades vizinhas, a situação parecia ser controlada, quando, às 5 horas, o quadro reverteu-se e o incêndio acabou por tomar todas as dependências do supermercado. Desabamentos menores aconteceram por mais de uma hora e toda a estrutura foi comprometida. Dezenas de carros-pipas da Sanasa e de empresas de Campinas e sub-região foram cedidos e faziam o transporte de água e bombas  para o local do incêndio. Com mais de cem homens atuando no local, a polícia militar isolou a área e todas as ruas de acesso ao supermercado, impedindo o tráfego de pedestres e veículos. Não foram registrados tumultos. O supermercado Eldorado foi inaugurado no dia 02 de novembro de 1969 e era considerado o maior supermercado de todo o Brasil, de propriedade do complexo industrial e comercial J. Alves Veríssimo. O prédio tinha 3400 metros quadrados e além de supermercado, funcionava em seu interior um restaurante e um magazine totalizando 14 mil itens para venda.
 
 
Fontes:
 
http://www.campinasdeantigamente.com.br/2014/12/supermercado-eldorado.html
 

ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

domingo, 13 de setembro de 2015

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Doutor Heitor Penteado




 
 
Heitor Teixeira Penteado nasceu em Campinas, no dia 16 de dezembro de 1878. Filho de Salvador Leite de Camargo Penteado e de Leonor Teixeira Penteado, fez seus estudos primários em Campinas, continuando os estudos na cidade de São Paulo, onde foi matriculado no Seminário Episcopal. Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em1896, e bacharelou-se em 1900. Foi eleito presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, ainda quando cursava o terceiro ano acadêmico. Tornou-se também redator da Revista Acadêmica.

 
Depois de formado, Heitor Penteado voltou à Campinas e iniciou o exercício de sua profissão. Logo depois foi nomeado promotor público, exercendo o cargo entre os anos de 1901 a 1910. Neste tempo, filiou-se ao Partido Republicano Paulista, pelo qual se candidatou à cadeira de vereador da Câmara Municipal. Depois de eleito, foi escolhido para ocupar o cargo de prefeito do município, entre os anos de 1911 a 1920, com sucessivas reeleições.

 
Dentre suas realizações em Campinas merecem destaque a Praça Carlos Gomes, os serviços elétricos na cidade, a reforma do Bosque dos Jequitibás, a Praça São Benedito, o Palácio dos Azulejos, a Praça Luís de Camões.

 
No âmbito estadual, Heitor Penteado candidatou-se a uma cadeira de deputado na Câmara Paulista e foi eleito em 1919. No ano seguinte, deixou o cargo para se tornar Secretário da Agricultura, Viação e Obras públicas, no governo de Washington Luiz.  Heitor Penteado ajudou a recuperar as finanças da Estrada de Ferro Sorocabana e dirigiu a construção de diversas rodovias estaduais. Deixou a secretaria em 1924, quando foi eleito representante de São Paulo na Câmara Federal, exercendo este mandato até 1927. Neste ano, foi escolhido para o cargo de vice-presidente do estado, como companheiro de chapa de Júlio Prestes.

 
No dia 21 de maio de 1930, o doutor Heitor Penteado substituiu Júlio Prestes na chefia do executivo paulista mantendo-se no cargo até 24 de outubro, quando o movimento revolucionário Aliança Liberal obteve êxito.

 
Após a Revolução de 1930, Heitor Penteado deixou a política e passou a dedicar-se a lavoura. Porém, em 1936 ele retornou e recomeçou suas atividades públicas na região municipal de Campinas, elegendo-se a vereador.

 
O doutor Heitor Penteado ocupou durante muitos anos a presidência da Comissão Diretora do Partido Republicano e da Sociedade Anônima Correio Paulistano.

 






Foi também diretor do Banco do Estado de São Paulo de 1938 a abril de 1939.

Era casado com a Sra. Evelina de Queiroz Teles Penteado com quem teve dez filhos.

Na cidade de Campinas, foi homenageado nomeando uma avenida, na região da Lagoa do Taquaral, uma rodovia, na saída do distrito de Sousas e uma rua do Distrito de Joaquim Egídio.

 
O doutor Heitor Penteado morreu no dia 8 de maio de 1947, em Campinas.

 


 

Fontes:



 

 

sábado, 12 de setembro de 2015

RETRATOS DE CAMPINAS: Agosto de 2015





RUA MANOEL DIAS DA SILVA





RUA MÁRIO SIQUEIRA





RUA FRANCISCO TEODORO





RUA VENDA GRANDE




ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 16 de agosto de 2015

RUA HÉRCULES FLORENCE



QUEM FOI HÉRCULES FLORENCE?






Antoine Hercule Romuald Florence nasceu em Nice, na França, em 1804. Foi desenhista, pintor, fotógrafo, tipógrafo, litógrafo, professor e inventor.

Já era um talentoso desenhista e pintor quando, aos 16 anos, começou a se empregar em navios e mercantes, conhecendo diversos países da Europa.

Em 1824, Hércules Florence chegou ao Rio de janeiro, no Brasil. Ele trabalhou no comércio e em uma empresa tipográfica, antes de ingressar na Expedição Langsdorff como desenhista, entre 1825 e 1829. Esta expedição foi organizada pelo naturalista alemão Georg Heinrich Von Langsdorff, em nome da Academia Imperial de Ciências da Rússia. O objetivo da expedição foi chegar ao coração da Amazônia e possibilitou o maior levantamento de dados geográficos e etnográficos do século XIX.










 
Em 1833, Hércules Florence residia na Vila de São Carlos, atual Campinas, quando inventou um processo fotográfico batizado de photografie, ou fotografia, com ajuda do farmacêutico Joaquim Correa de Mello.
 
Foi responsável por diversas invenções como a poligrafia, um sistema de impressão simultânea de todas as cores primárias.


Em 1842, ele lançou “O Paulista”, o primeiro jornal do interior da província de São Paulo e, em 1858, imprimiu em sua litografia “O Aurora Campineiro”, o primeiro jornal de Campinas.
 








Por causa de seu grande talento, o imperador Dom Pedro I visitou Campinas, em 1876.
Hercules Florence foi casado com a educadora Carolina Florence.

Foi autor de vários livros, entre os quais se destaca Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas, publicado em 1875.·.

Hércules Florence morreu em Campinas, em 1879.

 


A Rua Hércules Florence situa-se no bairro Botafogo. Ela tem seu início na Rua Saldanha Marinho e seu término é na Rua Dr. Delfino Cintra.
 
 


 
 
 
Estão presentes nesta rua a Praça Anibal Freitas e o ginásio Alberto Krum do tradicional colégio Culto à Ciência. Também se encontra nesta rua alguns edifícios residenciais.

 





 

Fonte:



domingo, 2 de agosto de 2015

RETRATOS DE CAMPINAS: Julho de 2015



RUA GENERAL MARCONDES SALGADO




RUA ONZE DE AGOSTO




RUA CULTO À CIÊNCIA





RUA FRANCISCO TEODORO




ALEXANDRE CAMPANHOLA



domingo, 26 de julho de 2015

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A casa onde nasceu Carlos Gomes





Antônio Carlos Gomes foi o mais importante compositor brasileiro de ópera. Ele nasceu no dia 11 de julho de 1836, em Campinas. Carlos Gomes é conhecido nacional e internacionalmente por suas obras musicais, e em nosso país foi homenageado em muitas cidades com monumentos, bustos, estátuas e nomes de localidades. Sua obra mais conhecida é O Guarani.

Mesmo perdendo a mãe muito cedo, a qual foi assassinada, ele não deixou para trás seus objetivos e superou todas as dificuldades para se tornar um grande maestro, o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas em uma das mais famosas casas de ópera do mundo, o Teatro La Scala.

 

 

Carlos Gomes nasceu na Rua da Matriz Nova número 50, que hoje é denominada Rua Regente Feijó, no atual número 1251.

 
 
 
 
 
 
 

Atualmente, defronte ao imóvel onde nasceu nosso grande compositor campineiro existe uma placa identificando ser lá o local de nascimento de Carlos Gomes, além de uma pintura que retrata a figura deste grande campineiro.























ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

domingo, 19 de julho de 2015

EM CAMPINAS, SUA VIDA


 




Quando ele veio da cidade de São Paulo para Campinas, não sabia que teria uma vida agitada. Nasceu em uma editora paulistana conceituada, em uma maternidade que lhe deu prestígio. Logo foi desejado por uma livraria no interior de São Paulo, na famosa Campinas, e a partir de então, o endereço de seu novo lar seria na Rua Sacramento. Uma estudante de Letras, que estudava na PUC da Rua Marechal Deodoro, avistou-o um dia e folheando suas interessantes páginas, resolveu levá-lo. Passou a residir em um apartamento situado na Rua Saturnino de Brito. Por bons e saudosos tempos foi o companheiro daquela estudante, aquele que estava com ela toda noite. Que silenciosamente ensinava-lhe muito. Mas, um dia ela viu-se diante de algo inútil em sua vida, já que não podia obter dele nada de novo. Novamente ele residiria em um novo endereço. Ela vendeu-o para um sebo na Rua Barreto Leme. Recebeu uma mixaria em troca, mas pelo menos estava livre daquele velho amigo. A estante onde ele vivia era apertada. Nada parecido com a confortável gaveta rosa de outrora. Sentia-se nestas prisões superlotadas e nascido em uma família nobre, agora era mais um à espera de atenção. O tempo foi passando, suas páginas amarelando, impregnou-se de um cheiro desagradável. Era um velho abandonado, sem perspectivas, esquecido. Certo dia, alguém o percebeu e resolveu levá-lo; era a esperança de novos dias. Mas, ficou pouco tempo na periferia onde seu dono morava. Foi trocado por outro livro, em outro sebo, na Rua César Bierrenbach. Pelo menos, agora seu novo lar era vizinho de uma escola de música, dava para ouvir alguns belos sons. Além do mais, a dona da loja era uma amável senhora que gostava muito de livros. Então, outro leitor desprendido levou-o, mas desta vez, abandonou-e em um terminal de ônibus, em um espaço onde ficavam publicações doadas para que leitores pudessem saborear a gratuita leitura. Sem um lar fixo, ao ar livre naquela Campinas, o destino parecia conduzi-lo para uma destas cooperativas de reciclagem de lixo, pois leitor algum o devolveria àquele lugar. Foi o que aconteceu, quer dizer em parte. Um solitário senhor, também esquecido pelas glórias do passado, um professor aposentado que residia na Rua José de Alencar, decidiu levar aquele livro para sua casa humilde, cheia de conforto. E reservou um lugarzinho em sua estante para aquele novo amigo, junto aos seus velhos amigos de anos de trabalho, de anos de carinho.


CRÔNICAS DE CAMPINAS
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 12 de julho de 2015

REPORTANDO: Campinas é bombardeada pelas tropas de Getúlio Vargas


A cidade de Campinas foi surpreendida ontem com ataques aéreos das tropas federalistas de Getúlio Vargas

Morre o escoteiro Aldo Chioratto, de 10 anos de idade.  




A cidade de Campinas foi surpreendida com um bombardeio realizado pelas tropas federalistas de Getúlio Vargas, ontem, dia 18 de setembro de 1932. A primeira bomba caiu no teto da Estação Ferroviária, furando o telhado e explodindo em uma das vigas de sustentação, causando apenas problemas materiais. A segunda bomba caiu em frente à Estação, entre o ponto de automóveis, o posto de telégrafo e a sessão de despacho. O garoto Aldo Chioratto, de 10 anos de idade, escoteiro, foi atingindo por 13 estilhaços da bomba no Hall da Estação, após entregar uma correspondência para o comando revolucionário de Campinas. Aldo foi encontrado morto, caído no chão, sangrando e com ferimentos na região estomacal. O corpo do garoto foi levado ao “Marcadinho da Estação”. Ele era filho de Ada Chioratto e João Chioratto, dono de uma tinturaria. A família residia na Rua Doutor Campos Salles, 450. Eles embarcariam em um trem na Estação Ferroviária com destino a cidade de Sumaré, onde visitariam um tio do garoto.


Algumas pessoas que passaram nas proximidades do local onde ocorreram os bombardeios ficaram feridas. Algumas foram identificadas e levadas para hospitais da cidade. Vejam quem foram os identificados: o imigrante italiano Vicente Nome; João Venturini, José e Oliveira e José Said, que estão internados no Hospital do Circolo Italiani Uniti; Alfredo de Freitas, internado no Hospital da Beneficência Portuguesa; Attilio Alves de Britto, Attilio Neves Júnior, o garoto João Polli, internados no Hospital da Santa Casa; João Gomes e Isolino Monteiro, funcionário da Mogiana, que foram medicados e não apresentam gravidade. Outra bomba atingiu as proximidades da Companhia Mac Hardy e derrubou um pilar do edifício. Já na Rua Visconde do Rio Branco, 164, uma bomba atingiu a residência de Athayde dos Santos, morador de um prédio naquele endereço. Ele ficou levemente ferido. Durante a tarde, o avião da ditadura retornou a Campinas acompanhado de outro “vermelhinho”. Mais bombas foram lançadas, dessa vez na Vila Industrial. Duas atingiram um prédio na Rua Salles de Oliveira, 1200, na residência da viúva Maria Ferreira. Uma bomba atingiu o jardim da frente e não provocou problemas. A segunda caiu na varanda e atingiu Maria Ferreira e suas filhas Delmira, Albertina, Amelia e Anezia, além de uma de suas netas, Maria de Lourdes, filha de Belmiro Reis e Maria Reis. Donato Mamone foi ferido gravemente por um estilhaço nas proximidades da Estação da Companhia Paulista.

 

 

 

Fontes:

http://vejasp.abril.com.br/materia/oitenta-anos-revolucao-1932/




 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 5 de julho de 2015

GRANDES MULHERES DE CAMPINAS: Maria José Morais Pupo Nogueira





Maria José Morais Pupo Nogueira foi filha de fazendeiro de café e durante seus 102 anos de vida, vivenciou as transformações ocorridas no território campineiro.

Ela trabalhou como professora primária e ainda jovem começou a escrever livros premiados em todos os cantos do país.

Casou-se com Stênio Pupo Nogueira, também acadêmico, com quem teve três filhos: Spencer, Clirian e Maria.

Maria José foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Campinense de Letras (ACL), obtendo este reconhecimento no dia 02 de junho de 1969. Também foi a primeira campineira premiada pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Júlia Lopes de Almeida.

Foi diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura de Campinas e do Teatro Municipal.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seu primeiro livro foi “Natal solitário”, escrito na década de 50 e premiado pela Academia Brasileira de Letras. Em seguida escreveu “Céu escuro”, premiado pela Academia Paulista de Letras e pela Secretaria de Cultura do Estado da Guanabara. Também escreveu o livro intitulado “Ana” e “O órfão e a mulata”.







Ela conviveu com personagens ilustres de Campinas, como José de Castro Mendes, de quem seu marido era neto, e com os cunhados, Paulo Mendes Pupo Nogueira, o Paulinho Nogueira, compositor reconhecido internacionalmente por seu talento e o jornalista Bráulio Mendes Nogueira.

 



 
Maria José Morais Pupo Nogueira morreu aos 102 anos de idade em Campinas, no dia 19 de junho de 2015. Ela ocupava  a cadeira número 33 na Academia Campinense de Letras.

 

 

Fontes: