quinta-feira, 23 de outubro de 2014

GUARANI, O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1978 - Parte 3




Depois de ter conseguido sua classificação para a segunda fase do campeonato brasileiro de 1978, o Guarani entrou no grupo D em que enfrentaria equipes de tradição como Vasco da Gama e São Paulo, além de Portuguesa, Caxias do Rio Grande do Sul, Coritiba, Remo do Pará, Vila Nova de Minas Gerais e Brasília.


A estreia do Guarani foi contra o São Paulo Futebol Clube no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Mesmo escalado com seus principais jogadores, o bugre apenas empatou com o tricolor paulista com um gol do meia-armador Zenon. Neste jogo, Adriano e Manguinha entrou no decorrer da partida, mas não mudaram a situação do placar.  


O segundo jogo do Guarani na segunda fase aconteceu no estádio Boca do Jacaré contra o Brasília. Sem dificuldades contra aquele que seria o último colocado do grupo, a vitória por 3x0 foi obtida com dois gols de Renato, que empatava com Careca na artilharia do time na competição, e um de Bozó. Neste jogo, o lateral-direito Alexandre jogou no lugar de Mauro e Manguinha apareceu como titular no lugar de Zé Carlos. No decorrer do jogo, Miranda foi substituído por Cuca.


Natural de São Carlos-SP, Odair de Lima, o zagueiro Odair foi revelado no juvenil do bugre e foi considerado uma grande promessa. Acabou não confirmando as expectativas.


* Não foram obtidas mais informações e a situação atual deste herói bugrino.



No estádio Alacir Nunes, no Pará, o Guarani encarou seu terceiro jogo da segunda fase de forma desastrosa, enfrentando a equipe do Remo do atacante Bira “Burro”, que marcou cinco gols naquele jogo e definiu a vitória dos paraenses. Careca ainda marcou o dele para o bugre, mas a equipe que jogou desfalcada do goleiro Neneca (João Roberto jogou em seu lugar), não conseguiu se encontrar em campo. O ponta-esquerda Bozó e o volante Zé Carlos não jogaram.












 Após ser goleado pelo Remo, o Guarani voltou à campo contra a equipe do Caxias do zagueiro Luiz Felipe Scolari, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Mais uma vez o meia Renato foi o destaque do time ao marcar dois gols e tornar-se o artilheiro do bugre naquele momento com sete gols. O lateral-direito Mauro marcou seu primeiro gol na competição e estabeleceu a vitória por 3x0 da equipe campineira. O goleiro Neneca continuou fora do time neste jogo e João Roberto esteve presente em Campo. A volta de Zé Carlos e Macedo também contribuiu para reforçar o time, que jogou sem Bozó.








José Carlos Bernardo, o meia Zé Carlos nasceu em Juiz de Fora, no dia 28 de abril de 1945. Foi um dos craques e líder do time bugrino de 1978. Contratado junto ao Cruzeiro-MG, onde marcou época, ainda jogou em times como Bahia e Botafogo do Rio de Janeiro. Em 1984, chegou a ser treinador do Guarani, mas não obteve sucesso. No mesmo ano, ainda voltou a jogar pelo Mogi Mirim. Depois de dirigir times do interior de Santa Catarina e do Oriente Médio, tornou-se empresário de futebol e mora em Belo horizonte.









O quinto jogo do Guarani na segunda fase foi um reencontro contra o Vasco da Gama, que venceu o bugre na estreia da competição. Jogando desfalcado do artilheiro Roberto Dinamite, desta vez os cariocas não se mostraram superiores á equipe bugrina e no estádio São Januário sofreram dois gols do centroavante Careca. Nesta partida, João Roberto continuou como goleiro titular.


 



 João Roberto Braz, o goleiro João Roberto nasceu em Jaboticabal, em 14 de julho de 1958. Foi revelado nas categorias de base do bugre. Jogou na seleção brasileira sub-20 e foi reserva do goleiro Neneca no Guarani de 1978. Jogou também pelo Itumbiara de Goiás, tornando-se o maior goleiro da história do clube, e passou rapidamente pelo Santos. Atualmente mora em Campinas e trabalhou como funcionário da Bosch.













GOLEIRO JOÃO ROBERTO ATUALMENTE


No estádio do Pacaembu, o próximo jogo do Guarani naquela fase foi contra a Portuguesa e o bugre não foi bem-sucedido na capital paulista. A lusa venceu por 2x0 em um jogo em que o zagueiro Silveira continuou aparecendo como titular da equipe e o goleiro Neneca também retornou à posição.Bozó novamente não jogou.






Sildes de Silveira Povoas, o zagueiro Silveira nasceu em Itaguaí-RJ, no dia 02 de julho de 1946. Chegou ao Guarani na expectativa de substituir o zagueiro Amaral, ídolo do bugre, mas fez poucas partidas como titular. Jogou no Fluminense e teve uma boa passagem pelo Operário-MS em 1977. Atualmente mora do Rio de Janeiro e é treinador das divisões de base do Vasco da Gama.

















 Contra o Coritiba no Brinco de Ouro da Princesa, o Guarani seguiu sem vencer e empatou o jogo sem gols. Neste jogo. O zagueiro Gomes reapareceu no lugar de Silveira e Bozó entrou no decorrer do jogo. Mas, nem a entrada do ponta-esquerda e nem a de Gersinho no lugar de Capitão, contribuíram para alterar aquele placar.


 Alexandre B. Oliveira, o lateral-direito Alexandre nasceu em Fortaleza-CE, em 22 de dezembro de 1954. Chegou ao Guarani após atuar pela equipe do Fortaleza, mas tornou-se reserva do time campineiro. Jogou no Botafogo de Ribeirão Preto e defendeu vários times do nordeste, conquistando títulos inclusive jogando pelo Ceará. Encerrou sua carreira em 1990, quando jogava no Rio Branco-AC. Atualmente, mora em Fortaleza.




ZAGUEIRO ALEXANDRE ATUALMENTE

Ainda em Campinas, o Guarani fez o último jogo da segunda fase do Brasileiro de 1978 contra o Vila Nova mineiro e venceu com dois gols de Careca, que reassumiu a artilharia do time com oito gols. Gersinho esteve na equipe titular no lugar de Capitão e Macedo entrou no decorrer do jogo para substituir o ponta Bozó. Com a vitória, o Guarani terminou esta fase em quarto lugar e passou para a terceira fase.








Fontes:

 
http://imortaisdofutebol.com/2013/12/11/esquadrao-imortal-guarani-1978/

http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/joao-roberto-4013

http://www.gazetapress.com.br/busca/fotos/?q=neneca

http://futeblog.y33.com.br/page/26/

http://futpedia.globo.com/campeonato/campeonato-brasileiro/1978/06/24/guarani-2-x-0-villa-nova-mg








 

domingo, 12 de outubro de 2014

GUARANI, O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1978 - Parte 2



O segundo jogo do Guarani no campeonato brasileiro de 1978 foi contra a equipe do Bahia, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Apesar da estreia ruim contra o Vasco da Gama, o time campineiro mostrou força para conseguir sua primeira vitória, que foi alcançada com um gol de Zenon e outro de Macedo. Para o Bahia, quem marcou foi Osni, o que não evitou a derrota baiana.

 


Nascido no dia 28 de abril de 1957, em Bonsucesso (PR), Luis Carlos Macedo,o ponta- esquerdo Macedo, jogou além do Guarani em equipes como o Palmeiras e o Noroeste de Bauru, cidade onde vive hoje e trabalha como professor de escolinhas de futebol. Ele encerrou sua carreira no futebol equatoriano.











O terceiro jogo do Guarani na primeira fase do brasileiro também foi em Campinas contra o time alagoano do CSA. Novamente o Guarani marcou dois gols neste jogo e obteve mais uma vitória. Nesta partida, os gols foram marcados pelo volante Zé Carlos e pelo ponta-direita Capitão. Assim como no segundo jogo, o centroavante Careca foi substituído pelo atacante Adriano, o lateral-direito Mauro saiu do banco para entrar na equipe. O meia Manguinha e o ponta de lança Gersinho não estiveram em campo.


No quarto jogo, que aconteceu no estádio da Fonte Nova na Bahia, o Guarani empatou sem gols com o Vitória. Este jogo marcou a primeira expulsão de jogadores do bugre até então, do lateral-esquerda Miranda. Desta vez, Adriano saiu do banco não para substituir Careca, mas o ponta-direita Capitão, o que não modificou a história do jogo. Seguiram-se os empates contra a equipe alagoana do CRB e a sergipana do Sergipe, em jogos realizados fora de Campinas, o que deixava até então o bugre com apenas duas vitórias no campeonato após seis jogos.

 


 

 Adriano José Mariano, o atacante Adriano nasceu em Porto Ferreira-SP em 24 de outubro de 1958 e faleceu em 5 de janeiro de 1980 em acidente automobilístico na rodovia que liga Maringá a Curitiba. Tinha apenas 21 anos. Foi revelado pelo Guarani e jogou em equipes como o Palmeiras e o Atlético Mineiro.


 








 

O jogo contra o CRB no estádio Rei Pelé em Alagoas marcou a estreia do ponta-esquerda Bozó no campeonato, que saiu do banco para substituir Macedo, o qual marcou o gol do empate em 1x1. Manguinha voltou ao time titular neste jogo e Adriano começou como titular no lugar de Careca, que entrou no decorrer da partida e foi expulso.






 Edson Aparecido Acedo, o meia armador Manguinha nasceu em Bragança Paulista, no dia 4 de março de 1957. Jogou em equipes como Internacional de Limeira, pela qual foi campeão paulista de 1986 e Comercial de Ribeirão Preto. Atualmente mora em Bragança Paulista onde tem um centro de treinamento de aprendizado de crianças.












MANGUINHA JOGANDO CONTRA O PALMEIRAS

 Já o empate sem gols contra o Sergipe no estádio Batistão, marcou a volta do ponta de lança Gersinho ao time que substituiu o atacante Antônio Carlos no decorrer da partida. Bozó também saiu do banco para substituir Capitão.


Antônio Carlos da Silva, o atacante Antônio Carlos nasceu em Ourinhos-SP, em 11 de setembro de 1956. Revelado pelo Guarani, foi titular no Brasileiro de 1978 apenas no jogo contra o Sergipe, entrando no decorrer de algumas partidas. Jogou também na Catanduvense, no Taubaté e outras equipes, encerrando sua carreira na Bolívia pelo Jorge Wilsterman. Conhecido também como “Tonhão”, mora hoje em Campinas, onde é funcionário concursado da Secretaria Municipal de Esportes e árbitro de futebol de futsal em Valinhos.


A reabilitação bugrina ocorreu no estádio do Brinco de Ouro da Princesa contra a equipe do Confiança de Sergipe. Mesmo jogando sem o ponta-esquerda Bozó e o meia Zenon, o time campineiro desempenhou um bom futebol e goleou os sergipanos com dois gols de Miranda, que até então era o artilheiro da equipe, um gol de Capitão, Gersinho e Careca. Neste jogo, o centroavante finalmente desencantou.

 
O derby contra a rival Ponte Preta marcou o oitavo jogo do Guarani no campeonato brasileiro de 1978. A Ponte Preta tinha um ótimo time naquele ano, tendo no elenco nomes como o de Dicá, Dadá Maravilha, Jair Picerni e Marco Aurélio e foi até o Brinco de Ouro da Princesa para medir forças contra os novatos do Guarani. Em um jogo disputado e cheio de rivalidade, o Guarani venceu com dois gols de Careca, sofrendo um gol do atacante Lúcio da equipe pontepretana. Era a resposta que a torcida esperava para acreditar que a equipe duvidosa do começo do campeonato poderia seguir longe, e na constatação do nascimento de um novo ídolo bugrino.






No jogo seguinte também em Campinas, mais uma goleada marcou o desempenho bugrino. Desta vez contra o Itabuna baiano, Careca mais uma vez deixou sua marca duas vezes e tornou-se o artilheiro da equipe com cinco gols. O ponta de lança Renato, um dos jogadores mais regulares da equipe marcou três gols. Capitão e Bozó também fizeram os gols do bugre que deixou a torcida muito animada com os grandes jogos feitos nas duas últimas partidas.

 


TIME QUE GOLEOU O ITABUNA. EM DESTAQUE O ATACANTE MACEDO


 

Carlos Renato Frederico, o ponta de lança Renato, conhecido como Renato “Pé murcho” nasceu Morungaba-SP, no dia 21 de fevereiro de 1957. Foi revelado pelo Guarani e disputou a Copa de Mundo de 1982. Jogou também no São Paulo, no Botafogo-RJ, Atletico-MG e no Japão. Encerrou a carreira no Taubaté e foi treinador dos times de base do bugre. Hoje mora em Morungaba, onde mantém uma escolinha de futebol.


 








RENATO NOS DIAS ATUAIS


Porém, no estádio Raulino de Oliveira em Volta Redonda-RJ, o Guarani sofreu sua segunda derrota em um jogo em que os atacantes não tiveram o desempenho admirável do jogo anterior. O placar foi de 2x0 para os cariocas. Neste jogo, Miranda não jogou e foi substituído na lateral-esquerda por Cuca.




Elias das Graças Travessos, o lateral-esquerdo Cuca nasceu em Santarém-Pa, no dia 31 de dezembro de 1951. Grande revelação do futebol paraense, ele chegou ao Guarani em 1977 sendo contratado junto ao clube do Remo. Porém, não se firmou como titular e disputou o Brasileiro de 1978 como reserva. Depois do Guarani, jogou na Ferroviária de Araraquara e voltou ao futebol no norte. Atualmente, mora na ilha de Marabá e atua no futebol amador da região.
 




 




A última partida do Guarani na primeira fase também foi contra uma equipe carioca, o Botafago, em um empate por 1x1. Neste jogo, o meia armador Zenon marcou seu segundo gol no campeonato. O ponta-esquerdo Macedo mais uma vez apareceu na equipe titular e Bozó não jogou. Gersinho também apareceu no decorrer do jogo ao substituir Capitão.



Na primeira fase, o bugre foi o 5˚ colocado da chave D, da qual participaram 12 equipes e classificavam-se as 6 primeiras. A equipe passou para a segunda fase com um desempenho razoável, apesar de ter realizado grandes jogos e apresentado à torcida jogadores que seriam decisivos ao longo da competição. Foram 5 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas.





Fontes:

http://imortaisdofutebol.com/2013/12/11/esquadrao-imortal-guarani-1978/

http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/macedo-ponta-esquerda-1295

http://www.galodigital.com.br/enciclopedia/Adriano_Jos%C3%A9_Mariano

http://futpedia.globo.com/campeonato/campeonato-brasileiro/
 

sábado, 4 de outubro de 2014

🏹 GUARANI, O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1978 - Parte 1


O campeonato brasileiro de 1978 começou a ser disputado no dia 25 de março, pois teve seu início antecipado em virtude da Copa do Mundo. Naquele ano, 74 clubes participaram do torneio e algumas alterações no regulamento da disputa em relação ao ano anterior, aumentaram sua competitividade.

 
 



Em 1977, o Guarani de Campinas foi eliminado na segunda fase do Brasileiro ficando atrás em sua chave de Atlético mineiro, Santa Cruz de Pernambuco e do Grêmio de Porto Alegre. Sua última partida naquele ano ocorreu no dia 14 de dezembro no estádio Olimpico, em Porto Alegre, quando o Grêmio que obteve uma vitória por 2x0 sobre a equipe campineira. Os jogadores que atuaram naquela partida pelo Guarani foram: Neneca, Mauro, Amaral, Edson e Beto; Tião e Zenon; Renato, Brecha (Galvão), Ziquita (Zé Carlos) e Osnir. O Guarani era comando pelo técnico Milton Buzeto.







Em 1978, o presidente do bugre campineiro era Ricardo Chuffi, que assumiu a presidência para tentar recuperar a equipe das más administrações anteriores. Para isso, ele deu ao novo treinador um baixo orçamento para a montagem do time.


 PRESIDENTE DO GUARANI EM 1978 RICARDO CHUFFI
 

Sem dinheiro em caixa e sem possibilidade de realizar contratações de peso para fazer frente a Carlos, Oscar e Dicá que brilhavam na rival Ponte Preta, o ano começava muito duvidoso para a equipe bugrina.

O treinador Milton Buzeto foi substituindo por Carlos Alberto Silva, que chegou ao clube no início do ano, após fazer uma boa campanha em clubes do interior de Minas Gerais, principalmente na Caldense. Com apenas 38 anos e experiência em clubes de pouca expressão, o treinador foi alvo das críticas da exigente imprensa campineira, que depois se rendeu ao seu trabalho vitorioso. Quando começou a trabalhar no Guarani, Carlos Alberto Silva viu que era possível montar um bom time com apenas algumas e baratas contratações. 


TREINADOR CARLOS ALBERTO SILVA

 

 Alguns jogadores que estiveram no ano anterior permaneceram, como o goleiro Neneca, o lateral direito Mauro, o zagueiro Edson, o volante Zé Carlos, o meio campo Zenon e o ponta de lança Renato. 
 
 
 
Hélio Miguel, o goleiro Neneca, nasceu em Londrina, em 18 de dezembro de 1948. Foi revelado pelo Londrina e jogou em equipes como Náutico de Pernambuco e América-MG. Encerrou sua carreira no Votuporanguense –SP. De seus pés, após uma reposição de bola, começou a nascer o gol de Careca, no segundo tempo da final contra o Palmeiras, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Casado e pai de cinco filhos, ele vive hoje em Londrina e às vezes joga pela equipe de Masters.
 
 
 
 
 
 

GOLEIRO NENECA ATUALMENTE
 
Contratado para lançar novos talentos e observando os juniores do clube, Carlos Alberto Silva promoveu jogadores como Odair, Tadeu, Gersinho e um garoto de 17 anos chamado “Careca”, que se tornaria um dos maiores atacantes do futebol brasileiro e que terminaria a competição como o artilheiro do clube, ao lado de Zenon.
 
 





 
 
 
 
Natural de Pereira Barreto-SP,Gerson Sebastião Moisés, o ponta de lança Gersinho nasceu em 30 de abril de 1961. Despontou para o futebol jogando pelo Guarani. Atuou também por outras equipes como União Barbarense, Ponte Preta e Vasco. Encerrou sua carreira no Aves de Portugal. Atuou também na equipe da seleção brasileira Sub-20. Casado e pai de duas filhas, atualmente reside em Campinas, onde atua na área técnica de equipes de futebol.

GERSINHO NA COMISSÃO TÉCNICA DO ATLÉTICO PARANAENSE
 
 
 
Para reforçar a equipe, chegaram ao clube jogadores como o ponta direita Capitão do Vasco da Gama e o ponta esquerda Bozó do Santos Futebol Clube.
Presente em um grupo que continha a rival Ponte Preta, na primeira fase o Guarani ainda enfrentaria grandes equipes como Vasco da Gama, Botafogo, Bahia e Vitória da Bahia.

 
Contra o Vasco da Gama, o Guarani iniciou sua caminhada no Brasileiro de 1978 da pior maneira possível: 


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Uma derrota por 3x1 com três gols da equipe carioca marcados pelo ídolo Roberto Dinamite, enquanto o lateral- esquerdo Miranda descontou para o Guarani.



ROBERTO DINAMITE EM 1978 CONTRA O GRÊMIO
 
 
 
 
Donizete Manuel Onofre, o lateral-esquedo Miranda vive atualmente em Contagem-MG e atua na área técnica de equipes de futebol. Ele é casado com a irmã do ex-volante Zé Carlos, que também estava na equipe do Guarani em 1978. Na equipe campineira, ele foi improvisado na esquerda pelo técnico Carlos Alberto Silva, e mesmo sendo destro se destacou, tanto que naquele campeonato, ele superou o consagrado Júnior do Flamengo, como melhor lateral-esquerdo da temporada. Defendeu também outras equipes como Atlético mineiro, Portuguesa e Avaí de Santa Catarina, e encerrou sua carreira no União de Mogi das Cruzes.
 

LATERAL MIRANDA ATUALMENTE
 
 
 

✍ ALEXANDRE CAMPANHOLA



Fontes:
 
 


 

 



domingo, 28 de setembro de 2014

RETRATOS DE CAMPINAS: Setembro de 2014

 
 
 
 
RUA MÁRIO SIQUEIRA



RUA GENERAL OSÓRIO






RUA MARECHAL DEODORO



RUA BARÃO DE JAGUARA







ALEXANDRE CAMPANHOLA


domingo, 21 de setembro de 2014

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: O estádio "Brinco de Ouro da Princesa"




O estádio Brinco de Ouro da Princesa pertence à equipe de futebol do Guarani de Campinas e foi inaugurado na tarde do dia 31 de maio de 1953 em um jogo do bugre campineiro contra a Sociedade Esportiva Palmeira da capital de São Paulo. Neste jogo, Nilo, meia-direita do Guarani, foi quem fez o primeiro gol do estádio, cobrando uma falta. O Guarani venceu o jogo por três gols contra um do Palmeiras.

 


 
 


 
Anteriormente à construção do Brinco de Ouro, o Guarani realizava seus jogos em um estádio na Rua Barão Geraldo de Rezende, conhecido como "Pastinho", inaugurado no dia 15 de julho de 1913 com a presença do prefeito Orosimbo Maia e localizado em um terreno que pertenceu a Isolethe Augusta de Souza Aranha, filha de Dona Libânia e do Barão de Itapura. 









O estádio já não comportava o clube, sobretudo devido à sua pretensão de disputar o campeonato paulista de futebol, isto no final dos anos de 1947. Um negócio realizado com a Sociedade de Imóveis e Administração Ltda proporcionou a troca do terreno do antigo estádio no bairro do Guanabara por um terreno na chamada Baixada do Proença, e iniciou-se o projeto para a construção do atual estádio bugrino, com os primeiros estudos realizados pelo arquiteto Ícaro de Castro Melo. A capacidade definida para o estádio foi de 29 mil pessoas.

 


 


 
 
 
 
Por que este nome “Brinco de Ouro da Princesa”?

 
O nome surgiu em virtude de uma manchete jornalística que apareceu no jornal Correio Popular em 1948: “Brinco de Ouro para a “Princesa”.











O jornalista João Caetano Monteiro Filho foi quem criou a manchete, após receber uma foto do novo estádio do Guarani no dia 12 de julho daquele ano, apresentada por Ícaro de Castro Melo e Oswaldo Correa Gonçalves. O espaço reservado pelo jornal não era grande e a manchete teria de ser objetiva. Quando recebeu a foto, com a forma circular do belo estádio, o jornalista pensou em um brinco, e como a cidade de Campinas era conhecida como “A Princesa d`Oeste”, surgiu aquela manchete que passou a ser repetido pela população, chamando o estádio de “Brinco de Ouro” e “Brinco da Princesa”. Por isso, o nome oficial do estádio passou a ser “Brinco de Ouro da Princesa”.

 


 
 





 
 O estádio do Guarani de Campinas está situado na Avenida Imperatriz
 Dona Tereza Cristina, 11, no Jardim Guarani.
 





Fonte:


 
 


 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 14 de setembro de 2014

SAUDADE DE OUTRAS TARDES - Crônica de Campinas








Sentado certa tarde na mesa de costume, no boteco de sempre situado na nascente da Avenida Barão de Itapura, acompanhado pelo silêncio eterno do copo de cachaça, pelas vespertinas gargalhadas dos boêmios que lá chegavam e que por toda vida estiveram por lá, seus olhos, agora desacostumados com os novos caminhos da luz que esmorecia, refletiam um pouco da saudade que lhe fragilizava há algum tempo. Misturada às lágrimas repentinas, a antiga rodoviária que tanto lhe rendeu momentos de distração, já não se resumia em ruínas abandonadas, que matavam sem piedade um pedacinho do Botafogo. Novamente, naquele ambiente infindo, o movimento constante dos ônibus de viagem, das pessoas apressadas, daquele ir e vir que destinos construía, estavam lá, no brilho saudosista de seus olhos. E ele também lá estava, desembarcando ainda jovem naquela cidade, deixando o extenso sertão para trás, atravessando a avenida para adentrar pela primeira vez aquele boteco.



Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola

 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

RUA VISCONDE DE TAUNAY, EM CAMPINAS


 
QUEM FOI O VISCONDE DE TAUNAY?







Alfredo Maria Adriano d`Escragnolle Taunay nasceu no dia 22 de fevereiro no Rio de Janeiro de uma família aristocrática de origem francesa. Era filho de Félix Émile Taunay, barão de Taunay, e de Gabriela Hermínia Robert d`Escragnolle Taunay .

 
Estudou Humanidades e bacharelou-se em Letras no Colégio Dom Pedro II em 1858, aos quinze anos de idade. Estudou Física e Matemática na Escola Militar de Aplicação, da qual se originaram  a Escola Militar da Praia Vermelha (atual Academia Militar das Agulhas Negras), a Escola Técnica do Exército (atual Instituto Militar de Engenharia) e a Escola Central Politécnica (atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro). Tornou-se bacharel em Matemática e Ciências Naturais em 1863.


 
 
 
 
 
Ele lutou na Guerra do Paraguai como Engenheiro Militar de 1864 a 1870, surgindo desta experiência o livro “A Retirada da Laguna”, em 1869. Retornando ao Rio de Janeiro, lecionou na Escola Militar e iniciou simultaneamente sua carreira como político do segundo império.


Em 1875, tornou-se major e foi eleito para Câmara dos Deputados pela província de Goiás em 1872, sendo reeleito três anos mais tarde.

 


Em 26 de abril de 1876, foi nomeado presidente da província de Santa Catarina, exercendo o cargo de 7 de junho de 1876 a 2 de janeiro de 1877. Durante seu mandato como presidente, inaugurou no Largo do Palácio, atual Praça Quinze de novembro, o monumento aos heróis catarinenses da Guerra do Paraguai.


Taunay retirou-se da vida política em 1878, inconformado com a queda do Partido Conservador, deixando o país para estudar na Europa. Em 1881, foi eleito deputado da província de Santa Catarina  e em 1885, nomeado presidente da província do Paraná. Foi um dos responsáveis, em Curitiba, pela criação do primeiro parque da cidade, o Passeio Público, inaugurado em 2 de maio de 1886. Deixou o cargo em 3 de maio do mesmo ano. Ainda neste ano, tornou-se senador por Santa Catarina.


Taunay também teve uma vida dedica à arte e à Literatura. Foi reconhecido como um crítico das influências da literatura francesa e um defensor da arte brasileira no exterior. No dia 21 de agosto de 1883 propôs na Câmara dos deputados a autorização de uma soma para a realização de uma sinfonia de Leopoldo Miguel em Paris. Foi responsável também pela promoção de Carlos Gomes no exterior.






Ele foi um autor prolífico, produzindo ficção, sociologia, música e história. Na ficção, a obra “Inocência” é considerada pelos críticos como seu melhor livro.

Além de “Inocência” e “A Retirada da Laguna”, publicou outros livros como: “Mocidade de Trajano” e “Lágrimas do coração”.


Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Foi oficial da Imperial Ordem da Rosa e cavaleiro das imperiais ordens de São Bento de Avis  e de Cristo.

Recebeu o título nobiliárquico de Visconde de Taunay de Dom Pedro II em 6 de setembro de 1889. Com a Proclamação da República naquele ano, Taunay deixou a política para sempre.

O Visconde de Taunay morreu diabético no dia 25 de janeiro de 1899 no Rio de Janeiro.

 




A Rua Visconde de Taunay fica na Vila Itapura. Ela tem seu início na Avenida Orosimbo Maia e estende-se até a Avenida Barão de Itapura. Nela estão presentes diversos estabelecimentos comerciais e condomínios residenciais.

 

 

Fonte:



 

domingo, 31 de agosto de 2014

RETRATOS DE CAMPINAS: Agosto de 2014




RUA VISCONDE DO RIO BRANCO





RUA BARÃO DE JAGUARA





RUA SALES DE OLIVEIRA





RUA SALDANHA MARINHO






ALEXANDRE CAMPANHOLA