domingo, 12 de outubro de 2014

GUARANI, O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1978 - Parte 2



O segundo jogo do Guarani no campeonato brasileiro de 1978 foi contra a equipe do Bahia, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Apesar da estreia ruim contra o Vasco da Gama, o time campineiro mostrou força para conseguir sua primeira vitória, que foi alcançada com um gol de Zenon e outro de Macedo. Para o Bahia, quem marcou foi Osni, o que não evitou a derrota baiana.

 


Nascido no dia 28 de abril de 1957, em Bonsucesso (PR), Luis Carlos Macedo,o ponta- esquerdo Macedo, jogou além do Guarani em equipes como o Palmeiras e o Noroeste de Bauru, cidade onde vive hoje e trabalha como professor de escolinhas de futebol. Ele encerrou sua carreira no futebol equatoriano.











O terceiro jogo do Guarani na primeira fase do brasileiro também foi em Campinas contra o time alagoano do CSA. Novamente o Guarani marcou dois gols neste jogo e obteve mais uma vitória. Nesta partida, os gols foram marcados pelo volante Zé Carlos e pelo ponta-direita Capitão. Assim como no segundo jogo, o centroavante Careca foi substituído pelo atacante Adriano, o lateral-direito Mauro saiu do banco para entrar na equipe. O meia Manguinha e o ponta de lança Gersinho não estiveram em campo.


No quarto jogo, que aconteceu no estádio da Fonte Nova na Bahia, o Guarani empatou sem gols com o Vitória. Este jogo marcou a primeira expulsão de jogadores do bugre até então, do lateral-esquerda Miranda. Desta vez, Adriano saiu do banco não para substituir Careca, mas o ponta-direita Capitão, o que não modificou a história do jogo. Seguiram-se os empates contra a equipe alagoana do CRB e a sergipana do Sergipe, em jogos realizados fora de Campinas, o que deixava até então o bugre com apenas duas vitórias no campeonato após seis jogos.

 


 

 Adriano José Mariano, o atacante Adriano nasceu em Porto Ferreira-SP em 24 de outubro de 1958 e faleceu em 5 de janeiro de 1980 em acidente automobilístico na rodovia que liga Maringá a Curitiba. Tinha apenas 21 anos. Foi revelado pelo Guarani e jogou em equipes como o Palmeiras e o Atlético Mineiro.


 








 

O jogo contra o CRB no estádio Rei Pelé em Alagoas marcou a estreia do ponta-esquerda Bozó no campeonato, que saiu do banco para substituir Macedo, o qual marcou o gol do empate em 1x1. Manguinha voltou ao time titular neste jogo e Adriano começou como titular no lugar de Careca, que entrou no decorrer da partida e foi expulso.






 Edson Aparecido Acedo, o meia armador Manguinha nasceu em Bragança Paulista, no dia 4 de março de 1957. Jogou em equipes como Internacional de Limeira, pela qual foi campeão paulista de 1986 e Comercial de Ribeirão Preto. Atualmente mora em Bragança Paulista onde tem um centro de treinamento de aprendizado de crianças.












MANGUINHA JOGANDO CONTRA O PALMEIRAS

 Já o empate sem gols contra o Sergipe no estádio Batistão, marcou a volta do ponta de lança Gersinho ao time que substituiu o atacante Antônio Carlos no decorrer da partida. Bozó também saiu do banco para substituir Capitão.


Antônio Carlos da Silva, o atacante Antônio Carlos nasceu em Ourinhos-SP, em 11 de setembro de 1956. Revelado pelo Guarani, foi titular no Brasileiro de 1978 apenas no jogo contra o Sergipe, entrando no decorrer de algumas partidas. Jogou também na Catanduvense, no Taubaté e outras equipes, encerrando sua carreira na Bolívia pelo Jorge Wilsterman. Conhecido também como “Tonhão”, mora hoje em Campinas, onde é funcionário concursado da Secretaria Municipal de Esportes e árbitro de futebol de futsal em Valinhos.


A reabilitação bugrina ocorreu no estádio do Brinco de Ouro da Princesa contra a equipe do Confiança de Sergipe. Mesmo jogando sem o ponta-esquerda Bozó e o meia Zenon, o time campineiro desempenhou um bom futebol e goleou os sergipanos com dois gols de Miranda, que até então era o artilheiro da equipe, um gol de Capitão, Gersinho e Careca. Neste jogo, o centroavante finalmente desencantou.

 
O derby contra a rival Ponte Preta marcou o oitavo jogo do Guarani no campeonato brasileiro de 1978. A Ponte Preta tinha um ótimo time naquele ano, tendo no elenco nomes como o de Dicá, Dadá Maravilha, Jair Picerni e Marco Aurélio e foi até o Brinco de Ouro da Princesa para medir forças contra os novatos do Guarani. Em um jogo disputado e cheio de rivalidade, o Guarani venceu com dois gols de Careca, sofrendo um gol do atacante Lúcio da equipe pontepretana. Era a resposta que a torcida esperava para acreditar que a equipe duvidosa do começo do campeonato poderia seguir longe, e na constatação do nascimento de um novo ídolo bugrino.






No jogo seguinte também em Campinas, mais uma goleada marcou o desempenho bugrino. Desta vez contra o Itabuna baiano, Careca mais uma vez deixou sua marca duas vezes e tornou-se o artilheiro da equipe com cinco gols. O ponta de lança Renato, um dos jogadores mais regulares da equipe marcou três gols. Capitão e Bozó também fizeram os gols do bugre que deixou a torcida muito animada com os grandes jogos feitos nas duas últimas partidas.

 


TIME QUE GOLEOU O ITABUNA. EM DESTAQUE O ATACANTE MACEDO


 

Carlos Renato Frederico, o ponta de lança Renato, conhecido como Renato “Pé murcho” nasceu Morungaba-SP, no dia 21 de fevereiro de 1957. Foi revelado pelo Guarani e disputou a Copa de Mundo de 1982. Jogou também no São Paulo, no Botafogo-RJ, Atletico-MG e no Japão. Encerrou a carreira no Taubaté e foi treinador dos times de base do bugre. Hoje mora em Morungaba, onde mantém uma escolinha de futebol.


 








RENATO NOS DIAS ATUAIS


Porém, no estádio Raulino de Oliveira em Volta Redonda-RJ, o Guarani sofreu sua segunda derrota em um jogo em que os atacantes não tiveram o desempenho admirável do jogo anterior. O placar foi de 2x0 para os cariocas. Neste jogo, Miranda não jogou e foi substituído na lateral-esquerda por Cuca.




Elias das Graças Travessos, o lateral-esquerdo Cuca nasceu em Santarém-Pa, no dia 31 de dezembro de 1951. Grande revelação do futebol paraense, ele chegou ao Guarani em 1977 sendo contratado junto ao clube do Remo. Porém, não se firmou como titular e disputou o Brasileiro de 1978 como reserva. Depois do Guarani, jogou na Ferroviária de Araraquara e voltou ao futebol no norte. Atualmente, mora na ilha de Marabá e atua no futebol amador da região.
 




 




A última partida do Guarani na primeira fase também foi contra uma equipe carioca, o Botafago, em um empate por 1x1. Neste jogo, o meia armador Zenon marcou seu segundo gol no campeonato. O ponta-esquerdo Macedo mais uma vez apareceu na equipe titular e Bozó não jogou. Gersinho também apareceu no decorrer do jogo ao substituir Capitão.



Na primeira fase, o bugre foi o 5˚ colocado da chave D, da qual participaram 12 equipes e classificavam-se as 6 primeiras. A equipe passou para a segunda fase com um desempenho razoável, apesar de ter realizado grandes jogos e apresentado à torcida jogadores que seriam decisivos ao longo da competição. Foram 5 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas.





Fontes:

http://imortaisdofutebol.com/2013/12/11/esquadrao-imortal-guarani-1978/

http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/macedo-ponta-esquerda-1295

http://www.galodigital.com.br/enciclopedia/Adriano_Jos%C3%A9_Mariano

http://futpedia.globo.com/campeonato/campeonato-brasileiro/
 

sábado, 4 de outubro de 2014

🏹 GUARANI, O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1978 - Parte 1


O campeonato brasileiro de 1978 começou a ser disputado no dia 25 de março, pois teve seu início antecipado em virtude da Copa do Mundo. Naquele ano, 74 clubes participaram do torneio e algumas alterações no regulamento da disputa em relação ao ano anterior, aumentaram sua competitividade.

 
 



Em 1977, o Guarani de Campinas foi eliminado na segunda fase do Brasileiro ficando atrás em sua chave de Atlético mineiro, Santa Cruz de Pernambuco e do Grêmio de Porto Alegre. Sua última partida naquele ano ocorreu no dia 14 de dezembro no estádio Olimpico, em Porto Alegre, quando o Grêmio que obteve uma vitória por 2x0 sobre a equipe campineira. Os jogadores que atuaram naquela partida pelo Guarani foram: Neneca, Mauro, Amaral, Edson e Beto; Tião e Zenon; Renato, Brecha (Galvão), Ziquita (Zé Carlos) e Osnir. O Guarani era comando pelo técnico Milton Buzeto.







Em 1978, o presidente do bugre campineiro era Ricardo Chuffi, que assumiu a presidência para tentar recuperar a equipe das más administrações anteriores. Para isso, ele deu ao novo treinador um baixo orçamento para a montagem do time.


 PRESIDENTE DO GUARANI EM 1978 RICARDO CHUFFI
 

Sem dinheiro em caixa e sem possibilidade de realizar contratações de peso para fazer frente a Carlos, Oscar e Dicá que brilhavam na rival Ponte Preta, o ano começava muito duvidoso para a equipe bugrina.

O treinador Milton Buzeto foi substituindo por Carlos Alberto Silva, que chegou ao clube no início do ano, após fazer uma boa campanha em clubes do interior de Minas Gerais, principalmente na Caldense. Com apenas 38 anos e experiência em clubes de pouca expressão, o treinador foi alvo das críticas da exigente imprensa campineira, que depois se rendeu ao seu trabalho vitorioso. Quando começou a trabalhar no Guarani, Carlos Alberto Silva viu que era possível montar um bom time com apenas algumas e baratas contratações. 


TREINADOR CARLOS ALBERTO SILVA

 

 Alguns jogadores que estiveram no ano anterior permaneceram, como o goleiro Neneca, o lateral direito Mauro, o zagueiro Edson, o volante Zé Carlos, o meio campo Zenon e o ponta de lança Renato. 
 
 
 
Hélio Miguel, o goleiro Neneca, nasceu em Londrina, em 18 de dezembro de 1948. Foi revelado pelo Londrina e jogou em equipes como Náutico de Pernambuco e América-MG. Encerrou sua carreira no Votuporanguense –SP. De seus pés, após uma reposição de bola, começou a nascer o gol de Careca, no segundo tempo da final contra o Palmeiras, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Casado e pai de cinco filhos, ele vive hoje em Londrina e às vezes joga pela equipe de Masters.
 
 
 
 
 
 

GOLEIRO NENECA ATUALMENTE
 
Contratado para lançar novos talentos e observando os juniores do clube, Carlos Alberto Silva promoveu jogadores como Odair, Tadeu, Gersinho e um garoto de 17 anos chamado “Careca”, que se tornaria um dos maiores atacantes do futebol brasileiro e que terminaria a competição como o artilheiro do clube, ao lado de Zenon.
 
 





 
 
 
 
Natural de Pereira Barreto-SP,Gerson Sebastião Moisés, o ponta de lança Gersinho nasceu em 30 de abril de 1961. Despontou para o futebol jogando pelo Guarani. Atuou também por outras equipes como União Barbarense, Ponte Preta e Vasco. Encerrou sua carreira no Aves de Portugal. Atuou também na equipe da seleção brasileira Sub-20. Casado e pai de duas filhas, atualmente reside em Campinas, onde atua na área técnica de equipes de futebol.

GERSINHO NA COMISSÃO TÉCNICA DO ATLÉTICO PARANAENSE
 
 
 
Para reforçar a equipe, chegaram ao clube jogadores como o ponta direita Capitão do Vasco da Gama e o ponta esquerda Bozó do Santos Futebol Clube.
Presente em um grupo que continha a rival Ponte Preta, na primeira fase o Guarani ainda enfrentaria grandes equipes como Vasco da Gama, Botafogo, Bahia e Vitória da Bahia.

 
Contra o Vasco da Gama, o Guarani iniciou sua caminhada no Brasileiro de 1978 da pior maneira possível: 


Continua depois do informe publicitário:



Parafusadeira E Furadeira Gsr1000 Com Estojo De Brocas Bosch


Clique na imagem para ver o produto: 
Descrição do produto
 



Uma derrota por 3x1 com três gols da equipe carioca marcados pelo ídolo Roberto Dinamite, enquanto o lateral- esquerdo Miranda descontou para o Guarani.



ROBERTO DINAMITE EM 1978 CONTRA O GRÊMIO
 
 
 
 
Donizete Manuel Onofre, o lateral-esquedo Miranda vive atualmente em Contagem-MG e atua na área técnica de equipes de futebol. Ele é casado com a irmã do ex-volante Zé Carlos, que também estava na equipe do Guarani em 1978. Na equipe campineira, ele foi improvisado na esquerda pelo técnico Carlos Alberto Silva, e mesmo sendo destro se destacou, tanto que naquele campeonato, ele superou o consagrado Júnior do Flamengo, como melhor lateral-esquerdo da temporada. Defendeu também outras equipes como Atlético mineiro, Portuguesa e Avaí de Santa Catarina, e encerrou sua carreira no União de Mogi das Cruzes.
 

LATERAL MIRANDA ATUALMENTE
 
 
 

✍ ALEXANDRE CAMPANHOLA



Fontes:
 
 


 

 



domingo, 28 de setembro de 2014

RETRATOS DE CAMPINAS: Setembro de 2014

 
 
 
 
RUA MÁRIO SIQUEIRA



RUA GENERAL OSÓRIO






RUA MARECHAL DEODORO



RUA BARÃO DE JAGUARA







ALEXANDRE CAMPANHOLA


domingo, 21 de setembro de 2014

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: O estádio "Brinco de Ouro da Princesa"




O estádio Brinco de Ouro da Princesa pertence à equipe de futebol do Guarani de Campinas e foi inaugurado na tarde do dia 31 de maio de 1953 em um jogo do bugre campineiro contra a Sociedade Esportiva Palmeira da capital de São Paulo. Neste jogo, Nilo, meia-direita do Guarani, foi quem fez o primeiro gol do estádio, cobrando uma falta. O Guarani venceu o jogo por três gols contra um do Palmeiras.

 


 
 


 
Anteriormente à construção do Brinco de Ouro, o Guarani realizava seus jogos em um estádio na Rua Barão Geraldo de Rezende, conhecido como "Pastinho", inaugurado no dia 15 de julho de 1913 com a presença do prefeito Orosimbo Maia e localizado em um terreno que pertenceu a Isolethe Augusta de Souza Aranha, filha de Dona Libânia e do Barão de Itapura. 









O estádio já não comportava o clube, sobretudo devido à sua pretensão de disputar o campeonato paulista de futebol, isto no final dos anos de 1947. Um negócio realizado com a Sociedade de Imóveis e Administração Ltda proporcionou a troca do terreno do antigo estádio no bairro do Guanabara por um terreno na chamada Baixada do Proença, e iniciou-se o projeto para a construção do atual estádio bugrino, com os primeiros estudos realizados pelo arquiteto Ícaro de Castro Melo. A capacidade definida para o estádio foi de 29 mil pessoas.

 


 


 
 
 
 
Por que este nome “Brinco de Ouro da Princesa”?

 
O nome surgiu em virtude de uma manchete jornalística que apareceu no jornal Correio Popular em 1948: “Brinco de Ouro para a “Princesa”.











O jornalista João Caetano Monteiro Filho foi quem criou a manchete, após receber uma foto do novo estádio do Guarani no dia 12 de julho daquele ano, apresentada por Ícaro de Castro Melo e Oswaldo Correa Gonçalves. O espaço reservado pelo jornal não era grande e a manchete teria de ser objetiva. Quando recebeu a foto, com a forma circular do belo estádio, o jornalista pensou em um brinco, e como a cidade de Campinas era conhecida como “A Princesa d`Oeste”, surgiu aquela manchete que passou a ser repetido pela população, chamando o estádio de “Brinco de Ouro” e “Brinco da Princesa”. Por isso, o nome oficial do estádio passou a ser “Brinco de Ouro da Princesa”.

 


 
 





 
 O estádio do Guarani de Campinas está situado na Avenida Imperatriz
 Dona Tereza Cristina, 11, no Jardim Guarani.
 





Fonte:


 
 


 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 14 de setembro de 2014

SAUDADE DE OUTRAS TARDES - Crônica de Campinas








Sentado certa tarde na mesa de costume, no boteco de sempre situado na nascente da Avenida Barão de Itapura, acompanhado pelo silêncio eterno do copo de cachaça, pelas vespertinas gargalhadas dos boêmios que lá chegavam e que por toda vida estiveram por lá, seus olhos, agora desacostumados com os novos caminhos da luz que esmorecia, refletiam um pouco da saudade que lhe fragilizava há algum tempo. Misturada às lágrimas repentinas, a antiga rodoviária que tanto lhe rendeu momentos de distração, já não se resumia em ruínas abandonadas, que matavam sem piedade um pedacinho do Botafogo. Novamente, naquele ambiente infindo, o movimento constante dos ônibus de viagem, das pessoas apressadas, daquele ir e vir que destinos construía, estavam lá, no brilho saudosista de seus olhos. E ele também lá estava, desembarcando ainda jovem naquela cidade, deixando o extenso sertão para trás, atravessando a avenida para adentrar pela primeira vez aquele boteco.



Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola

 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

RUA VISCONDE DE TAUNAY, EM CAMPINAS


 
QUEM FOI O VISCONDE DE TAUNAY?







Alfredo Maria Adriano d`Escragnolle Taunay nasceu no dia 22 de fevereiro no Rio de Janeiro de uma família aristocrática de origem francesa. Era filho de Félix Émile Taunay, barão de Taunay, e de Gabriela Hermínia Robert d`Escragnolle Taunay .

 
Estudou Humanidades e bacharelou-se em Letras no Colégio Dom Pedro II em 1858, aos quinze anos de idade. Estudou Física e Matemática na Escola Militar de Aplicação, da qual se originaram  a Escola Militar da Praia Vermelha (atual Academia Militar das Agulhas Negras), a Escola Técnica do Exército (atual Instituto Militar de Engenharia) e a Escola Central Politécnica (atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro). Tornou-se bacharel em Matemática e Ciências Naturais em 1863.


 
 
 
 
 
Ele lutou na Guerra do Paraguai como Engenheiro Militar de 1864 a 1870, surgindo desta experiência o livro “A Retirada da Laguna”, em 1869. Retornando ao Rio de Janeiro, lecionou na Escola Militar e iniciou simultaneamente sua carreira como político do segundo império.


Em 1875, tornou-se major e foi eleito para Câmara dos Deputados pela província de Goiás em 1872, sendo reeleito três anos mais tarde.

 


Em 26 de abril de 1876, foi nomeado presidente da província de Santa Catarina, exercendo o cargo de 7 de junho de 1876 a 2 de janeiro de 1877. Durante seu mandato como presidente, inaugurou no Largo do Palácio, atual Praça Quinze de novembro, o monumento aos heróis catarinenses da Guerra do Paraguai.


Taunay retirou-se da vida política em 1878, inconformado com a queda do Partido Conservador, deixando o país para estudar na Europa. Em 1881, foi eleito deputado da província de Santa Catarina  e em 1885, nomeado presidente da província do Paraná. Foi um dos responsáveis, em Curitiba, pela criação do primeiro parque da cidade, o Passeio Público, inaugurado em 2 de maio de 1886. Deixou o cargo em 3 de maio do mesmo ano. Ainda neste ano, tornou-se senador por Santa Catarina.


Taunay também teve uma vida dedica à arte e à Literatura. Foi reconhecido como um crítico das influências da literatura francesa e um defensor da arte brasileira no exterior. No dia 21 de agosto de 1883 propôs na Câmara dos deputados a autorização de uma soma para a realização de uma sinfonia de Leopoldo Miguel em Paris. Foi responsável também pela promoção de Carlos Gomes no exterior.






Ele foi um autor prolífico, produzindo ficção, sociologia, música e história. Na ficção, a obra “Inocência” é considerada pelos críticos como seu melhor livro.

Além de “Inocência” e “A Retirada da Laguna”, publicou outros livros como: “Mocidade de Trajano” e “Lágrimas do coração”.


Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Foi oficial da Imperial Ordem da Rosa e cavaleiro das imperiais ordens de São Bento de Avis  e de Cristo.

Recebeu o título nobiliárquico de Visconde de Taunay de Dom Pedro II em 6 de setembro de 1889. Com a Proclamação da República naquele ano, Taunay deixou a política para sempre.

O Visconde de Taunay morreu diabético no dia 25 de janeiro de 1899 no Rio de Janeiro.

 




A Rua Visconde de Taunay fica na Vila Itapura. Ela tem seu início na Avenida Orosimbo Maia e estende-se até a Avenida Barão de Itapura. Nela estão presentes diversos estabelecimentos comerciais e condomínios residenciais.

 

 

Fonte:



 

domingo, 31 de agosto de 2014

RETRATOS DE CAMPINAS: Agosto de 2014




RUA VISCONDE DO RIO BRANCO





RUA BARÃO DE JAGUARA





RUA SALES DE OLIVEIRA





RUA SALDANHA MARINHO






ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 24 de agosto de 2014

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Professor Ernesto Manoel Zink






Ernesto Manoel Zink nasceu no dia 13 de março de 1905, em Campinas. Era filho de Carlos Christovam Zink e Sophia Maria Zink. Seu pai foi compositor e professor de música, e teve atuação elogiável no campo da alfabetização, tendo seu nome inscrito no Livro do Mérito da cidade de Campinas. Ernesto Manoel Zink foi casado com Margarida Vosgrau e teve três filhos.

Estudou magistério para ser professor na Alemanha e ao retornar ao Brasil, trabalhou e dirigiu a Escola Rio Branco, instituição implantada em Campinas por imigrantes alemães.

Estudou também na Escola de biblioteconomia de São Paulo.

Ernesto Manoel Zink trabalhou como professor de língua alemã no Goethe Institut de Campinas e na empresa Bosch.

Trabalhou como bibliotecário no Instituto Agronômico de Campinas

Na Escola de Biblioteconomia criada pelo Monsenhor Emílio José Salim, foi um professor metódico e detalhista, o qual ministrou aulas que visavam ao aprendizado de como organizar e administrar bibliotecas.

Também foi professor do curso de Biblioteconomia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e deu início à organização da biblioteca da Unicamp, atividade que não pôde concluir por motivo de sua morte.

Foi um dos fundadores da Sociedade Harmonia, cujos bailes e festas marcaram época na colônia alemã.






Em 1946, foi inaugurada a Biblioteca Municipal de Campinas. Através do decreto número 3911 de 15 de setembro de 1971, do prefeito Orestes Quércia, a biblioteca recebeu o nome de “Professor Ernesto Manoel Zink”.


Ernesto Manoel Zink morreu no dia 04 de abril de 1971, quando sofreu um enfarte fulminante durante uma partida de futebol de seu time do coração, a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli.

 








Fontes:




 

domingo, 17 de agosto de 2014

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A fábrica da Robert Bosch







Dentre as empresas multinacionais instaladas em Campinas, talvez seja a Robert Bosch a mais conhecida e bem sucedida delas, pois foi por muito tempo e ainda é um símbolo do progresso industrial e tecnológico campineiro, de incentivo a formação de mão-de-obra qualificada e ao surgimento de outras indústrias prestadoras de serviços, o que faz crescer a atividade metalúrgica em Campinas.
 




No dia 12 de março de 1942, Robert Bosch, o fundador da empresa morreu aos oitenta anos de idade, e deixou como legado um empreendimento bem sucedido que distribui suas atividades em diversas partes do mundo, chegando ao Brasil em 1954, iniciando suas atividades no dia 16 de novembro com um escritório na Praça da República em São Paulo, adotando a denominação Robert Bosch do Brasil Indústria e Comércio de Acessórios para Motores e Chassis LTDA.
 

Em 1956, a empresa instala-se em Campinas, na Avenida da Saudade, ocupando uma área de 3 mil metros quadrados e baseando suas atividades na montagem de produtos da linha diesel  importados da Alemanha, país de onde se originou a multinacional.
 




No ano seguinte, a Bosch iniciou seus investimentos na qualificação  e valorização de seus colaboradores através de um acordo com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), permitindo a instalação de seção de treinamento para preparar aprendizes para o ofício de mecânico ajustador.
 




Em 1958, a Bosch criou a primeira Escola de Assistência Técnica da Bosch, na cidade campineira. Neste ano, a empresa adquiriu na Fazenda Boa Vista, na Rodovia Campinas Anhanguera Km 98, o terreno onde instalou uma nova unidade fabril, que se tornou a matriz da empresa no Brasil.


Em 1960, iniciou-se a produção nas novas instalações e no mesmo ano, a empresa participou do primeiro Salão do Automóvel em São Paulo.





Em Campinas, a Bosch especializou-se na fabricação de peças automotivas e ferramentas elétricas.

 




Fontes:




 

domingo, 10 de agosto de 2014

UMAS VERDADES - Crônica de Campinas










Foi de súbito que o guarda com sua farda preta aproximou-se de Alexandre, que estava sentado pensativo na escadaria da Biblioteca Municipal “Ernesto Manoel Zink”, de olhos distraídos no trânsito da Avenida Benjamin Constant. O guarda, com indiferença e arrogância, disse-lhe que era proibido se sentar ali, e que para isso existiam os bancos derredor. Alexandre levantou-se de imediato naquele cenário deserto, onde sequer um transeunte passaria, e apenas baixou a cabeça e foi embora. Se fosse corajoso diria que todo mundo se senta na escadaria da Igreja “Nossa Senhora da Conceição”, do Palácio da Justiça, da Prefeitura, e nenhum guarda se manifesta. Diria que se a biblioteca estivesse aberta naquele lindo sábado, teria entrado para ler um bom livro, mas ela só abre durante a semana, quando estamos trabalhando. Diria que, enquanto estava sendo repreendido por se sentar sozinho defronte à biblioteca, inúmeros latrocínios ocorriam nos becos da cidade. Mas, não disse, temendo ser preso por desacato. Desacato mesmo tendo se levantado. Desacato por dizer a verdade.



Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola


 

domingo, 3 de agosto de 2014

RUA COELHO NETO, EM CAMPINAS


QUEM FOI COELHO NETO?
 
 
 
 
 
Henrique Maximiliano Coelho Neto nasceu em Caxias-MA, em 21 de fevereiro de 1864. Era filho do português Antônio da Fonseca Coelho e da índia Ana Silvestre Coelho, que se mudaram do estado do Maranhão para o Rio de Janeiro quando Coelho Neto tinha seis anos de idade.
 
Foi cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo.
Realizou seus cursos preparatórios no Colégio Pedro II e ingressou na Faculdade de Medicina, que abandonou em seguida para, em 1883, matricular-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Transferiu-se depois para a Faculdade do Recife, onde concluiu o primeiro ano e retornando a São Paulo, participou de movimentos abolicionistas e republicanos, o que teve influência no fato de ele não ter concluído o curso universitário.
 
Em 1885, Coelho Neto retornou ao Rio de Janeiro e formou um grupo ao lado de escritores como Olavo Bilac e Luís Murat, cujas experiências foram retratadas no romance “A Conquista”, de 1889.
 
 
 


 
Aliou-se a José do Patrocínio em suas atividades que visavam à extinção da escravidão e passou a trabalhar no jornal Gazeta da Tarde e, depois, no jornal A Cidade do Rio, onde foi secretário, dando início a publicação de seus textos literários.
Em 1890, casou-se com Maria Gabriela de Brandão com quem teve catorze filhos. Neste mesmo ano foi nomeado secretário do governo do estado e em 1891 ocupou a direção de negócios do estado.
Foi nomeado em 1892 para o Magistério de História da Arte na Escola Nacional de Belas Artes. Depois lecionou literatura no Colégio Pedro II, sendo nesta atividade nomeado em 1910 para as cátedras de História do Teatro e Literatura Dramática na Escola de Arte Dramática do Rio, da qual mais tarde foi diretor.
 
Coelho Neto foi Deputado Federal pelo Maranhão em 1909, sendo reeleito em 1917. Integrou também diversas instituições públicas.
 
 
 

 
 
 
 
Na Literatura, foi o autor mais lido do país durante muitos anos. Em 1891 publicou as primeria obra, Repsódias, um livro de contos. Usou diversos pseudônimos e sua fecunda produção valeu-lhe a crítica de ser um “fabricante de romances”. Esteve ao lado  de Lúcio de Mendonça, idealizador na Academia Brasileira de Letras, nas primeiras reuniões que trataram da criação desta entidade literária, e realizadas nos dois últimos anos de 1896. Foi eleito presidente da academia no ano de 1926 e fundador da Cadeira n˚2.  Foi considerado o “Príncipe dos prosadores brasileiros” numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então.
 
Coelho Neto morreu no Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1934.
 


 
 
 
 
A Rua Coelho Neto situa-se no bairro Vila Itapura. Ela tem seu inicio na Avenida Francisco Glicério e estende-se até a Avenida Orosimbo Maia. Nesta extensão, encontram-se vários condomínios residenciais e estabelecimentos comerciais.
 
 
 
 
 
 
Fontes: