sábado, 30 de julho de 2016

RUA DUQUE DE CAXIAS: Quem foi o Duque de Caxias?


Luís Alves de Lima e Silva nasceu em 25 de agosto de 1803, no município de Porto da Estrela, que hoje tem o nome de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Era filho do Tenente Francisco de Lima e Silva e Cândida de Oliveira Belo.

Aos cinco anos de idade, no dia 22 de novembro de 1808, Luís Alves de Lima e Silva foi admitido como praça no Regimento de Infantaria de Linha , seguindo uma tradição familiar de várias gerações. Aos quinze anos, matriculou-se na Real Academia Militar, de onde saiu como tenente para ingressar em uma unidade de elite do Exército do Rei.



 
Luís Alves de Lima e Silva tornou-se notável no período imperial por combater algumas revoltas que ocorreram no território brasileiro, após a proclamação da independência, em 10 de novembro de 1822. Foi reconhecido como um chefe militar de admirável bravura, dotes estrategistas e virtudes de pacificador.

A primeira campanha que ele participou foi na pacificação dos revoltosos na Bahia, no movimento contra a independência sob o comando do general Madeira de Melo.

Com a vitória contra aquele movimento que foi denominado Batalhão, foi promovido capitão e recebeu a Imperial Ordem do Cruzeiro das mãos de Dom Pedro I. Também recebeu, no sul do país, as insígnias de major e as comendas da Ordem de São Bento de Avis e Hábito da Rosa, quando naquela sorte foi chamado para manter a unidade nacional na Campanha  da Cisplatina.

Após a abdicação do imperador Dom Pedro I, em 1831, permaneceu ao seu lado e teve participação importante no Batalhão Sagrado, para manter a ordem no Rio de Janeiro.  Organizou a Guarda Nacional que depois se transformou em Guarda Municipal Permanente.



Em 1833, casou-se com Ana Luiza de Loreto Carneiro Vianna, na época com dezesseis anos de idade. Com ela teve duas filhas, Luiza de Loreto e Ana de Loreto, e um filho, Luís Alves Jr.

Foi por sua participação importante para combater os revoltosos do Movimento da Balaiada, no Maranhão, que o tenente-coronel Luís Alves de Lima recebeu o título de nobreza de o Barão de Caxias, pois foi a cidade maranhense de Caxias palco de batalhas decisivas para a vitórias das forças imperiais. Este título foi outorgado no ano de 1841, e neste mesmo ano Caxias foi eleito deputado à Assembleia Legislativa pela Província do Maranhão.





Em 1842, Caxias comandou a repressão às revoluções liberais ocorridas em São Paulo e Minas Gerais, e foi nomeado Comandante-Chefe do Exército em operações, Comandante das Armas da Corte, cargo que já havia sido ocupado por seu pai, e Presidente da Província do Rio Grande do Sul. Esta nomeação foi uma medida tomada pelo Imperador Dom Pedro II que temia pelo fortalecimento da Revolta Farroupilha, no sul do império. No dia primeiro de março de 1845, foi assinada a paz de Ponche Verde, que deu fim à Guerra dos Farrapos. Em abril daquele ano,Caxias foi promovido Marechal de campo.

Ainda no Rio Grande do Sul, tornou-se senador do império, em 1847, e foi nomeado Comandante e Chefe das forças no sul, em 1852, por causa das tensões na fronteira do estado. Desempenhou com êxito uma campanha contra os ditadores Rosas, da Argentina, e Oribe, do Uruguai. Neste mesmo ano, tornou-se Marquês de Caxias.


Voltou a ocupar posições políticas após um tempo em que cuidou da saúde, sobretudo de uma moléstia hepática que o acometeu. Tornou-se Ministro da Guerra, Chefe do Gabinete Conservador e já com os liberais no poder, Conselheiro de Guerra.





Em 1866, enfrentou, talvez, seu maior desafio. Foi convidado para assumir a função de treinar e reorganizar as tropas que atuavam na Guerra do Paraguai. Caxias já havia exercido a função de conselheiro no começo da guerra, e tinha que reverter uma situação de crise vivida pela Força Nacional envolvida no combate. Ele instituiu o avanço de flancos gerais, o contorno de trincheiras e o uso de balões cativos para espionagem.


Sucedeu-se uma série de batalhas vitoriosas e depois da célebre Batalha de Itororó seguiu-se a campanha final, a Dezembrada. Foi sua última vitória. Quando retornou ao Rio de Janeiro, Caxias recebeu o título de Duque, aos 66 anos de idade, tornando-se o único brasileiro a merecer esta honraria.

Ainda continuou a atuar ativamente na política do império, como Conselheiro do Estado, Presidente do Conselho e Ministro de Guerra. Retirou-se do cenário político por motivos de saúde.

O Duque de Caxias teve dentre os inúmeros reconhecimentos e homenagens no território nacional ao longo do tempo, o título de Patrono do Exército Brasileiro, em 1962.

Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, morreu onde viveu os últimos anos de sua vida, na Fazenda Santa Mônica, em 7 de maio de 1880.

 
 

A Rua Duque de Caxias foi chamada anteriormente de Rua do Tanque. Ela tem início na Avenida Prefeito José Nicolau Ludgero Maseli e estende-se até a Rua Coronel Quirino, no Cambuí. Ao longo de seu trajeto, encontra-se alguns lugares conhecidos e históricos de Campinas, como a Largo do Pará e a Obra Social São João Bosco. Seu nome homenageia o grande patrono do Exército brasileiro.  



 




Fontes:



 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 10 de julho de 2016

PARA SEMPRE CARLOS GOMES


É incontestável a importância do maestro Carlos Gomes para Campinas. Foi ele quem projetou o nome desta ilustre cidade brasileira para o mundo, através de seu talento e suas admiradas obras, como O Guarani. A cidade campineira tem muito orgulho de ser a terra natal deste grande homem, que tem seu nome reconhecido e respeitado em todo o país, e em diversas partes do mundo. Por isso, basta andar pelas ruas do centro campineiro para encontrar algum lugar que foi batizado com seu nome ou foi inscrita alguma informação que remete ao grande homem campineiro. Nesta publicação, foram escolhidos alguns lugares que homenageiam Carlos Gomes.



Praça "Ópera A Noite no Castelo", situada nas proximidades no Mercado Municipal. Homenageia a primeira ópera de Carlos Gomes





Neste local nasceu Carlos Gomes, em uma casa que não existe mais.
Situa-se na Rua Regente Feijó, 1261. Atualmente existe um hotel nesta localidade.






Museu Carlos Gomes no Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas - CCLA
Rua Bernardino Campos, 989





Largo do Pará - Está praça recebe esta denominação porque Carlos Gomes viveu e faleceu no estado do Pará, na cidade de Belém.





Monumento túmulo à Carlos Gomes - situa-se na Praça Antônio Pompeo





Praça Carlos Gomes - envolvida pelas ruas Irmã Serafina, Conceição, Boaventura do Amaral e General Osório





Escola Estadual Carlos Gomes - Avenida Anchieta, 80




Estes são apenas alguns lugares cujos nomes ou referências homenageiam o grande maestro Campineiro. Se você quiser comentar e citar outro lugar que conheça, fico muito agradecido pela participação.



ALEXANDRE CAMPANHOLA



* Algumas imagens foram retiradas da Internet

ESTAÇÃO BOA VISTA VELHA - Um pouco de história




A estação Boa Vista Velha foi inaugurada em 1875, na região antes denominada Fazenda Boa Vista, em Campinas.  A empresa responsável por sua construção foi a Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

 
 
 
 
 
Naquela época, o transporte ferroviário era o principal meio de escoamento do principal produto de comercialização das cidades do interior paulista, o café. Surgiram assim, importantes empresas responsáveis pela implantação e manutenção das vias ferroviárias, como a própria Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

 



Na década de 70 do século XX, na região da Fazenda Boa Vista, onde se situa a Estação Boa Vista Velha, foi inaugurada a empresa da General Electric, que inicialmente se especializou na fabricação de locomotivas. Com a chegada da multinacional, tornou-se mais intensa a movimentação de veículos e pessoas nessa região, onde predominou por muito tempo a atividade agrícola.

 
 
 
 

Em 1972, sob a administração da FEPASA, a Estação Boa vista passou a ser ponto de partida para a variante Boa Vista - Guedes, que passava pela refinaria de Paulínia. Alguns anos depois, das linhas da Boa Vista passou a sair uma linha que uniria essa estação a Mairinque, na antiga Sorocabana.

 



Com o passar dos anos, a atividade ferroviária entrou em declínio no país, e isto fez com que diminuíssem bruscamente as movimentações que aconteciam na Estação Boa Vista Velha.

 

 

Em 1996, mesmo em mau estado de conservação, a estação mantinha funcionários que cuidavam das manobras dos trens da FEPASA, que faziam suas manobras para ir para Mairinque, Rio Claro e Paulínia.


 



Em 2000, a estação já estava abandonada e depredada. As suas operações passaram todas para a estação de Boa Vista-Nova, na variante Boa Vista-Guedes.

 









Em 2011, a estação estava pintada de marrom na lateral e totalmente depredada por dentro, tendo desaparecidos os pisos de madeira. O Andar debaixo, acessível pelo outro lado da estação, estava aparente.

 

 

Em 2016, a velha estação continua em seu estado de abandono. Suas paredes encontram-se pichadas e danificadas. As telhas estão quase destruídas por completo, expondo o interior da construção às ações do tempo. Em seu interior, as paredes também estão pichadas e afetadas por depredações. O piso foi totalmente destruído e há muito entulho da própria construção. 







Há casas derredor que foram construídas na época das atividades da estação, porém a região encontra-se em estado de inatividade, pois circulam poucos trens atualmente. Com a ocupação de algumas terras e o surgimento de novos bairros, como Chico Amaral e Shalon, junto ao surgimento de algumas empresas, hoje se percebe uma frequente movimentação de pessoas e veículos, salvo aquelas que passaram a existir em virtude da presença da multinacional General Electric naquela região.

 



 

 

Fontes:

 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

 

sábado, 2 de julho de 2016

RETRATOS DE CAMPINAS: Junho de 2016

 
RUA LUZITANA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA
 
 
 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Antônio Ferreira Cesarino




Antônio Ferreira Cesarino nasceu em 1808, na Vila do Paracatu do Príncipe, noroeste da então Província de Minas Gerais. Nada se sabe sobre sua mãe, sequer o nome, pois ela morreu após o menino nascer. Antônio Cesarino foi confiado a uma tia paterna, que o criou em uma das fazendas próximo a Vila.  Através da tia Mariana, ele aprendeu a ler, escrever e contar. Era filho de um negro alforriado, ou seja, que havia obtido sua libertação. O nome de seu pai era Custódio. Cesarino o conheceu apenas aos 11 anos de idade, quando o tropeiro retornou à Vila do Paracatu do Príncipe.  Custódio entrou em Campinas, chamada Vila de São Carlos na época, com uma tropa de mulas durante o período escravista, em 1838, e resolveu vender a tropa para que o filho de 14 anos pudesse estudar.
 

 

Como já sabia ler e escrever na adolescência, Antonio Cesarino ganhou prestígio para com João Francisco de Andrade, capitão-mor e importante fazendeiro da região, o qual foi a maior autoridade da Vila de São Carlos, Campinas, durante longos vinte anos. Antônio Cesarino na idade adulta tornou-se feitor de engenho, acompanhava a produção da cana de açúcar e conhecia os tempos de plantar, limpar, cortar e fazer a roça. Também atuava no trato com os escravos e na defesa das terras de seu senhor. Trabalhava arduamente na fazenda de João Francisco de Andrade, vivendo de maneira diferenciada, ganhando um bom salário e desempenhando funções de destaque.

Antônio Cesarino também estudava música com Maneco músico, Manoel José Gomes, pai de Carlos Gomes.
Quando deixou a fazenda, ele exerceu outras ocupações como carpinteiro, músico e alfaiate. Esta última atividade o renumerava satisfatoriamente. Na época em que era alfaiate, estudava à noite e conseguiu o diploma de professor.



 
Casou-se com Balbina Gomes da Graça, negra e alfabetizada, no final da década de 1820. Passou a trabalhar com a comercialização de fazendas (tecidos) após o casamento, mas tempos depois atuou como mascate visitando outras regiões do país. Quando voltou, tinha uma relevante quantia de dinheiro que pôde juntar, e fundou com sua esposa um colégio feminino.

Antônio Cesarino fundou a escola Perseverança, em 10 de março de 1860. A escola funcionou até 1876. Ficava na Rua do Alecrim número 1, atual Rua 14 de Dezembro, esquina com a Rua América, atual Dr. Quirino. Anos após sua inauguração, seu endereço passou a ser na Rua do Comércio, atual Rua General Osório, em frente ao atual Centro de Convivência. Era uma das poucas escolas da época imperial que se dedicava à alfabetização dos negros. Também recebia alunas brancas durante a tarde, que pagavam uma mensalidade ao conceituado professor Cesarino. Através dessa arrecadação, ele podia manter a instituição e dar aulas para mulheres escravas e negras no período noturno. O colégio era dirigido pela D. Bernardina Gomes Cesarino, filha mais velha de Antonio Cesarino. Era uma escola de alto nível, uma das que mais teve expressão na época. Em 1875, contava com 50 alunas, algumas pertencentes às melhores famílias da cidade que pagavam mensalidades altas. Foi também através desses valores recebidos, que Antônio Cesarino pôde comprar a liberdade de algumas escravas ligadas a ele, como uma senhora negra que prestava serviços à escola e uma criança que estava sendo maltratada.
 



Curiosamente, Apesar da cor negra e das raiz familiar ligada à escravidão, Antonio Cesarino era classificado sob o designativo “pardo”. Isto se deu devido a uma leitura de sua cor em relação à sua condição social e ações sociais.

Foi bisavô de Antonio Ferreira Cesarino Júnior, importante jurista brasileiro e nascido em Campinas, que foi sistematizador do Direito do Trabalho no Brasil, com a publicação dos primeiros livros sobre a matéria.

É homenageado dando seu nome a uma rua no bairro Cambuí, em Campinas.

Antônio Ferreira Cesarino morreu em 1892.

 

 

Fontes:




 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 29 de maio de 2016

RETRATOS DE CAMPINAS - Maio de 2016






RUA BARRETO LEME






RUA FRANCISCO TEODORO





RUA FRANCISCO TEODORO
 
 
 
 
 
RUA RIACHUELO
 
 
 
 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

DIREÇÃO DO TEMPO









Por alguns instantes descansou o olhar na estreita extensão da Rua Barreto Leme, que seguia seu curso prefeitura a fora, como as águas de um rio. Estava defronte ao prédio da Previdência Social, onde resolvera alguns assuntos sobre aposentadoria, e após a humilhante espera no atendimento e sentidas constatações, não admitia outro coisa senão sua súbita verdade de que, como a envelhecida sombra da Matriz do Carmo que se esparramava derredor, a velhice é a sombra da vida. Desceu a Barreto Leme a passos lentos de quem se desfez da pressa, quando foi considerado inapto para labutar. E não evitou uma comparação cruel consigo mesmo ao atravessar a Sacramento e perceber o sebo Casarão, do qual o aroma interior decerto fosse similar ao seu, adquirido em tantos anos de existência. De repente, assombrou-se em seu trajeto decadente ao ouvir tantos risos e brincadeiras. Uma turma de estudantes que voltavam da faculdade perpassou-no, como se quisessem dizer-lhe que a direção dos ventos somos nós que definimos. A juventude estudantil apareceu por todos os lados naquela ocasião, onde se encontrara a caminho de seu ponto de ônibus na Avenida Anchieta. Os estudantes estavam nas livrarias, nos sebos, nas lanchonetes, nas lojas especializadas em Rock`n Roll. Uma delas liberou logo um som pesado que se misturou àquelas vozes cheias de entusiasmo, que ignoravam a direção do tempo, as imposições injustas, os desaforos da vida. Foi assim que pensou com um sorriso de menino travesso a seguinte frase: “A gente pode até se aposentar para o trabalho. A gente, não quer dizer com isso, que se aposenta para a vida”.





ALEXANDRE CAMPANHOLA
CRÔNICAS DE CAMPINAS

 
 

domingo, 22 de maio de 2016

RUA ÁLVARES MACHADO: Quem foi Álvares Machado?






 Francisco Álvares Machado nasceu em São Paulo, no dia 21 de dezembro de 1791. Filho do cirurgião-mor Joaquim Teobaldo Machado de Vasconcelos e de Maria da Silva Bueno, foi casado com Cândida Maria de Vasconcelos Barros com a qual teve apenas uma filha, Maria Angélica de Vasconcelos, que foi a primeira esposa de Hércules Florence.
Logo no início dos estudos, aos 17 anos, Álvares Machado ingressou no Corpo de Voluntários da Província de São Paulo, como auxiliar de farmácia e ajudante de cirurgia do Hospital Militar.
Seguiu a carreira do pai como oftalmologista e médico-cirurgião do primeiro regimento nomeado em 1814 por Dom João VI. Era oculista e foi um dos primeiros especialistas a tratar a catarata com instrumentos que ele próprio fabricava. Atuou na corte, em Itu, Porto Feliz e Campinas. Também foi organizador da primeira escola médica do Brasil.

 

 
 
 
Na cidade de Campinas, Álvares Machado ocupou diversos cargos de governo. Foi um dos chefes do Partido Liberal. Também tomou assento na Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo e compôs o conselho da província. Em 1832 elegeu-se Deputado Geral, cargo que exerceu até 1846, tendo desfrutado de grande prestígio.

Foi presidente da província do Rio Grande do Sul, de 30 de novembro de 1840 a 17 de abril de 1841. Foi um dos presidentes mais bem quistos no Rio Grande do Sul, sobretudo pelos farroupilhas. Recebeu a Ordem do Cruzeiro pelos serviços prestados ao governo central durante a Revolução Farroupilha.

 
 
 
Teve muita influência na nascente imprensa campineira levando do Rio de Janeiro à Campinas a primeira tipografia da cidade, que foi dirigida por seu genro Hércules Florence, o pioneiro da fotografia na América Latina. Através desta iniciativa foi possível o surgimento do primeiro jornal de Campinas, Aurora Campineira.




 

Deixou muitos trabalhos escritos pelas suas qualidades de poeta mavioso e orador eloquente.
Álvares Machado faleceu na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, no dia 4 de julho de 1846.

 
 

A Rua Álvares Machado foi chamada inicialmente de Rua Deserta pela predominância de fazendas e pequenas chácaras, e pelas poucas moradias e comércios em toda a extensão. Sua história está entrelaçada, assim como toda área central, com a inauguração da Estação Ferroviária, em 1873.
 
 
 
 
Com a chegada da ferrovia, a Rua deserta ganhou movimento e perdeu, aos poucos, as características iniciais. Em 1871, por determinação da Câmara Municipal, a denominação foi alterada para Álvares Machado, em homenagem ao cirurgião e político influente da época.

A Rua Álvares Machado tem seu início nas proximidades da Avenida Prefeito José Nicolau Ludgero Maseli e estende-se até as proximidades do Mercado Municipal. A rua com o tempo caracterizou-se pela forte presença comercial com muitos armarinhos, restaurantes, lojas de roupa e calçados, além do comércio informal ambulante, que se estabeleceu no final da década de 1990 e posteriormente foi organizado pela Prefeitura Municipal em boxes igualmente divididos em um espaço reservado a eles, que inclui ventilação e cobertura.

 

sábado, 14 de maio de 2016

🛍🛒 LOJAS DO PASSADO: Vovó Luzitana


Em 1947, o imigrante italiano José Alati fundou uma das primeiras lojas do centro de Campinas, a Vovó Luzitana. Era um período de desenvolvimento socioeconômico no município campineiro, após os anos de Segunda Guerra Mundial, e Campinas despontava como um dos principais polos comerciais do Estado de São Paulo. Antes de fundar a loja, José Alati atuou em diversos ramos comerciais, e entre os anos de 1935 a 1947, foi proprietário de padaria, armazém, serraria e madeireira. Desde o início da loja, o endereço era na Rua Luzitana e pela localização, a loja recebeu o nome de Luzitana Refrigeração Elétrica Ltda. Foi o publicitário Milton Brescia, que participava das campanhas publicitárias da loja naquele período, que batizou a loja como sendo a Vovó Luzitana.




A loja Vovó Luzitana foi a primeira loja de móveis e eletrodomésticos de Campinas. Ela foi a mais tradicional da cidade em seu setor e manteve suas atividades durante 50 anos. Sua localização era na Rua Luzitana, na esquina com a Rua General Osório, no número 1170, onde hoje existe loja de tecidos. Popularizada por seu jingle tradicional nos veículos de comunicação, tornou-se um símbolo do comércio campineiro e querida por seus clientes. A loja encerrou suas atividades em Campinas, no ano de 1997.

 




A decisão de fechar as portas da loja, segundo seu proprietário José Alati, foi devido alguns problemas urbanos e econômicos que aconteciam na década de 90 do século XX. 


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Entre eles, foi citada a falta de segurança do centro campineiro, que causou a queda nas vendas dos últimos anos, antes do fechamento da loja. Outro fator que resultou no fim das atividades da Vovó Luzitana em Campinas foi a concorrência com outras lojas ou grandes redes do mesmo ramo de atuação, tanto no centro como nos shoppings. Também foi fator determinante o alto índice de inadimplência desde a implantação do Plano Real.

 
 
 

 
Em seus últimos anos, a loja Vovó Luzitana eliminou a venda de eletrodomésticos e ficou apenas com a comercialização de móveis. Seu público alvo eram pessoas da classe média e baixa. José Alati manteve a unidade da loja Vovó Luzitana em Valinhos, após o fechamento da unidade campineira.






✍📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA



Fonte:

 


📸 Blog Museu Musical
 

domingo, 1 de maio de 2016

RETRATOS DE CAMPINAS: Abril de 2016

 
 
 
 
RUA BARÃO DE JAGUARA





RUA BOAVENTURA DO AMARAL
 
 
 
 
 
RUA RIACHUELO
 
 
 
 
 
PRAÇA BENTO QUIRINO






ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 30 de abril de 2016

PRAÇA JOSÉ DISCOLA



A Praça José Discola está localizada na Vila Industrial, exatamente na Rua Salles Oliveira. Não é uma praça de grandes extensões, muito movimento, mas é um espaço de lazer e descanso para os moradores do antigo bairro.





O nome da praça homenageia José Discola, um morador da Vila industrial na época em que ocorriam atividades do Matadouro Municipal. José Discola recolhia os miúdos de boi, que eram descartados pelo Matadouro e limpava-os para vender à população operária. Esta limpeza era feita em sua própria casa. Em seguida, o produto era arrumado em uma caixa e levado em sua charrete pelas ruas da Vila Industrial. José Discola tocava uma corneta para avisar que estava chegando e assim, distribuía seu produto aos fregueses. Estes podiam escolher seu tipo de miúdo preferido e a quantidade.

 Com a lucratividade do empreendimento, outras pessoas passaram a praticá-la o que tornou a Vila industrial conhecida como o “Bairro dos Bucheiros”.

José de Discola não gastava nada para comprar o material de seu negócio, pois era obtido facilmente no Matadouro. O morador ganhou muito dinheiro com essa atividade e investiu parte da quantia em imóveis. Assim, José Discola tornou-se proprietário de quase todo o quarteirão onde se situa hoje a praça que leva seu nome.



Após a desativação do Matadouro, Discola doou parte do terreno à Prefeitura Municipal. Em 1958, a praça começou a ser construída e foi urbanizada na década de 60.

Na década de 80, muitas famílias se reuniam nessa praça. Muitas crianças usavam o local para diversão, principalmente na área recreativa.

Em 2007, a praça foi revitalizada e reinaugurada. Foram implantados equipamentos de acessibilidade, como rampas e piso podotátil. Foi por iniciativa da EMDEC – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – a adaptação da praça.
Em 2014, concluiu-se a reurbanização da Praça José Discola.











Fonte:



ALEXANDRE CAMPANHOLA