Joaquim Ferreira Penteado nasceu no dia 10 de fevereiro de 1808, em São Roque-SP.
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| IMAGEM APRIMORADA POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL |
Era filho do Capitão-Mor de São Carlos Inácio Ferreira de Sá e de Delfina de Camargo Penteado, sua segunda esposa. A primeira esposa de Inácio foi Teresa de Camargo Penteado, tia de Delfina. Em seu primeiro casamento, o Capitão-Mor teve duas filhas: Bárbara, que foi esposa de João Ferraz de Campos, irmão do Barão de Cascalho, e Rita, casada com o Alferes Joaquim Pedroso de Barros e depois com o Tenente João Leite de Freitas.
Inácio Ferreira de Sá faleceu em 1812 e Delfina casou-se com um primo distante, João Novais Dias. Em seu segundo casamento, ela teve uma filha: Ana Cândida de Novais. Mas, Delfina ficou viúva novamente e ainda se casou pela terceira vez com seu tio materno, o Capitão-Mor Floriano de Camargo Penteado, que na época também estava viúvo.
Aos 22 anos de idade, Joaquim Ferreira Penteado mudou-se para Campinas e tornou-se fazendeiro. Foi proprietário da Fazenda Cabras, fundada em 1798 pelo brigadeiro José Joaquim da Costa Gavião e onde hoje existe o Lar dos Velhinhos, e da Fazenda Duas Pontes, que teve origem através da união de duas antigas sesmarias concedidas pelo governo português, entre os anos de 1796 e 1798, durante o período colonial. Neste época, o Capitão-Mor Inácio Ferreira de Sá, pai de Joaquim, e o Capitão-Mor da Vila de São Carlos, atual Campinas, Floriano Camargo Penteado, as receberam sesmarias.
| Fazenda Cabras |
Ainda quando era moço, Joaquim Ferreira Penteado casou-se com a Anna Francisca de Paula Camargo, filha do Capitão-Mor Floriano de Camargo Penteado.
| Anna Francisca de Paula Camargo (1809-1889) |
Quando se aproximava a data de 50 anos de aniversário de seu casamento com Anna, Ferreira Penteado, que tinha um espírito muito caridoso e religioso fez uma promossa: abrir uma escola primária gratuita para meninos pobres. Ele também prometeu realizar uma festa do Divino Espírito Santo, com distribuição de esmolas aos necessitados.
O jovem engenheiro arquiteto Dr. Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que pouco antes havia chegado da Bélgica, onde se formou, aceitou o convite de criar a planta da escola e coordenar a contrução do prédio, na antiga Rua do Pórtico. O vigário de Santa Cruz, padre Francisco de Abreu Sampaio, ficou encarregado da festa religiosa.
No dia 15 de Maio de 1880, quando o casal Joaquim Ferreira Penteado e Anna Francisca de Paula Camargo comemorava 50 anos de matrimônio, um dia ensolarado e de céu luminoso, foi inaugurada a Escola do Povo, mais tarde chamada Escola Ferreira Penteado, cujo prédio ainda existe na atual Rua Ferreira Penteado.
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No dia 23 de Maio de 1881, através de uma proposta do vereador Francisco Glicério à Câmera Municipal, em reconhecimento ao gesto nobre de Ferreira Penteado de criar uma escola de ensino primário gratuito, a Rua do Pórtico recebeu a denominação de Rua Ferreira Penteado.
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No dia 18 de Março de 1882, Ferrera Penteado foi agraciado pelo Governo Imperial com o título de Barão de Itatiba, por serviços prestados à instrução pública.
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Joaquim Ferreira Penteado, o Barão de Itatiba, faleceu no dia 06 de Junho de 1884, com 76 anos de idade, e foi sepultado no jazigo da família no Cemitério da Saudade.
"Porque esta pergunta precisa ser para sempre respondida"
✍ ALEXANDRE CAMPANHOLA
Fonte:
🔎 https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Ferreira_Penteado
🔎 https://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2007/04/memria-escrita-escola-ferreira-penteado.html
🔎 https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&idp=31611#

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