sábado, 24 de setembro de 2016

RUA MAJOR SÓLON - Quem foi o Major Sólon?


 

Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro nasceu em Porto Alegre, no dia 28 de dezembro de 1840. Era filho de Vitorino José Ribeiro e Ana Emília de Sampaio. Ainda menino mudou-se para a cidade de Estrela.
Frequentou a Escola Militar, no Rio de Janeiro. Participou como tenente na Guerra do Paraguai, nos combates Avaí, Campo Grande, Peribebuí, Tuiú-Cué, Itororó e Lomas Valentinas.

Foi condecorado pela bravura com que lutou na guerra. Também foi militante na Campanha pela Abolição da Escravatura e pertenceu ao Movimento Republicano.





Teve um papel muito importante durante o processo que culminou na Proclamação da República. Na Véspera da proclamação, o Major Sólon espalhou um boato na famosa Rua do Ouvidor, na cidade do Rio de Janeiro, de que o Marechal Deodoro da Fonseca e o Tenente-Coronel Benjamin Constant tinham sido presos pela polícia imperial liderada pelo Visconde de Ouro Preto, então Presidente do Conselho dos Ministros do Império, chefe do último gabinete da monarquia. Tal boato acirrou o ânimo dos militares contra o império e isto precipitou os acontecimentos.




Foi ele quem deu, em nome do governo provisório, a notícia a Dom Pedro II da implantação do regime republicano e deportação imediata da família real para a Europa em 24 horas.



Em 1892, o Major Sólon foi eleito Deputado Federal pelo Estado do Mato Grosso e no mesmo ano, foi promovido general, sendo transferido para Salvador, onde participou do levante de Antônio Conselheiro em Canudos.  Foi promovido general-de-divisão em 1899 e depois tornou-se inspetor do Arsenal de Guerra de Belém do Pará.

Teve como genro o grande escritor Euclides da Cunha, que foi esposo de Ana Emília Ribeiro.

O Major Sólon faleceu no dia 10 de janeiro de 1900, na cidade de Belém do Pará.





A Rua Major Sólon recebeu este nome no dia 25 de novembro de 1889 por indicação dos vereadores Dr. Salvador Leite de Camargo Penteado e Antônio Álvaro de Souza Camargo e foi homologada no plenário com a justificativa dos “seus grandes e importantes serviços prestados à causa pátria.






Anteriormente, ela teve outros nomes como Rua de Mogi, porque conduzia os moradores à Vila de Mogi Mirim. Também recebeu o nome de Rua do Rio, pois havia um riacho oriundo do córrego Tanquinho em suas proximidades, e os trabalhadores que queriam chegar ao Largo Santa Cruz, que fica na atual Major Sólon, precisavam atravessar este riacho. Outro nome que esta rua teve foi Rua da Ponte do Rio, porque em meados do século XIX, foi construída uma ponte sobre o Riacho do Tanquinho. A ponte ficou conhecida como Ponte de Santa Cruz. Uma suposta visita do imperador Dom Pedro II, em 1846, fez com que, em 1848, a Câmara dos vereadores resolvesse batizar a rua como Rua do Imperador, mas após um mês, foi confirmado que o imperador nunca passara por lá, e o nome da Rua voltou a ser Rua da Ponte.
 
 
 
Um detalhe particular da Rua Major Sólon é que no passado existiu, na esquina com a Avenida Anchieta, onde há um posto de gasolina atualmente, uma bica denominada Bica do Juca Aleijado. Sua água, naquela época, era muito utilizada para o abastecimento diário das moradias da vila. Hoje, esta água passa sob o asfalto e de forma canalizada.




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Rua Major Sólon tem seu início na Rua Dona Libânia e prolonga-se até a Avenida Orosimbo Maia.
 
 
 
Nesta rua situam-se muitos estabelecimentos comerciais, prédios residenciais e casas.Também está presente na Major Sólon  a Praça Quinze de novembro, conhecida como Largo Santa Cruz e a Praça Heróis de Laguna.

 
 
 

Fontes:

http://www.emdec.com.br/hotsites/nossa_cidade/major_solon.html

http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/ruas-de-campinas-sp/rua-major-solon

https://www.geni.com/people/Frederico-S%C3%B3lon-Sampaio-Ribeiro/6000000001576369027

http://cerimonialmsr.blogspot.com.br/2011/11/proclamacao-da-republica.html

http://www.centrodememoria.unicamp.br/sarao/revista19/serie/PDF/se_ruas_texto_01.pdf

 

 ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 17 de setembro de 2016

AVENIDA AQUIDABAN - Um pouco de história


A Avenida Aquidaban é uma das principais avenidas do centro de Campinas. Ela tem seu início no limite da Rua José de Alencar e estende-se até a região do Bosque dos Jequitibás. É uma avenida com dois sentidos, extensa, caracterizada pela presença de inúmeros edifícios e estabelecimentos comerciais, pela grande movimentação de veículos e por envolver outra via de grande movimentação, a Via Expressa Waldemar Paschoal.




Mas, nem sempre a Avenida Aquidaban  teve esta grandiosidade e importância. Sua história começou a ser traçada após o final da Guerra do Paraguai, no século XIX, um conflito que durou seis anos, quando a tríplice aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai travaram uma guerra sangrenta contra as forças paraguaias do ditador Francisco Solano Lopes. O Paraguai era uma potência econômica e política naquela época. A guerra teve como motivo uma tentativa de contenção e enfrentamento dos paraguaios, que naquele momento desejavam fazer predominar sua supremacia e emancipação econômica. A guerra terminou em 1870, com a morte de Solano Lopes.





A última batalha entre os guerrilheiros no final da guerra, em 1870, ocorreu no Rio Aquidabã, localizado entre a cidade de Concepción, no Paraguai e o Estado do Mato Grosso. A palavra Aquidabã é de origem tupi-guarani e significa “entre rios, terras férteis e aguadas”.
Havia em Campinas uma pequena via próxima ao Lago do Tanquinho, no centro, que não tinha denominação. Prestando uma homenagem ao fim da Guerra do Paraguai, os vereadores campineiros determinaram que aquele pequena via se chamaria Rua Aquidaban, e teria o nome do rua onde ocorreu o último conflito da Guerra do Paraguai .

No princípio, a Rua Aquidaban era uma via estreita sem calçamento e pouco extensa. Com a chegada da ferrovia em Campinas e com a influência da Estação Ferroviária, a via cresceu no sentido do Bosque dos Jequitibás, sobretudo a partir de 1893, após a Epidemia de Febre Amarela.


Até 1970, a Rua Aquidaban era considerada uma via sem importância. Seus limites estavam entre o muro da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e o Bosque. Porém, neste período houve um Plano de Remodelação da cidade, que previa transformar a Rua Aquidaban em uma grande avenida. Além do duplo sentido de circulação, em seu interior seria criada uma via expressa, denominada Via Expressa Waldemar Paschoal, destinada à circulação e fluxos dos veículos. Este Plano de Remodelação passou por uma alteração, em virtude de um movimento ecológico que temia impactos negativos sobre a mata do bosque. Por causa do alargamento da via, houve muitas desapropriações de imóveis para os quais foram pagos preços irrisórios. Surgiram muitas reclamações, posteriormente, porque a via era pouco utilizada por razão do baixo tráfego de veículos naquela época, mas isso mudaria nas décadas seguintes.

Em 1975, terminaram as obras da nova avenida e a partir desta data, a Via Expressa Waldemar Paschoal passou a ter grande importância no cenário urbano da cidade.





Inúmeros estabelecimentos comerciais e hotéis reconhecidos mundialmente instalaram-se em toda a extensão da Avenida Aquidaban. A avenida também se tornou importante por ligar a região central da cidade ao bairro Cambuí, e a região próxima ao Bosque dos Jequitibás e o Complexo Viário Joá Penteado. Em 2011, foi inaugurada uma ciclofaixa de lazer denominada Ciclofaixa Campinas – Cidadania em Movimento nesta avenida campineira tão conhecida.

Meus cumprimentos ao trabalho de disponibilidade de informação à WEB feita por meu amigo Wagner Paulo dos Santos.
E ao amigo Moisés H G Cunha pela contribuição com informações importantes.



Fontes:



ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 10 de setembro de 2016

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A fábrica da Singer




A Singer foi fundada em 1851, nos Estados unidos, por Isaac Singer. Naquele ano, o fundador obteve a patente da primeira máquina de costura realmente prática. Foram necessários onze dias de trabalho que resultaram em cinco pontos firmes e contínuos, para que Isaac Singer tivesse certeza de ter criado um novo produto que iria revolucionar o milenar processo de recortar, modelar, armar e unir pedaços de tecidos para confeccionar calças, camisas, casacos, vestidos, corpetes e tantas outras peças para vestuário.

 




A Singer já tinha produtos no Brasil desde 1858, quando foi aberto no Rio de Janeiro o primeiro ponto de vendas de máquinas de costura do país. Em 1889, a Singer foi a primeira empresa a introduzir o sistema de vendas a prazo no Brasil.


Mas foi em 1950, que a companhia chegou ao Brasil, em uma época que o mercado brasileiro estava em crescimento, assim como o processo de industrialização nacional.  A Singer adquiriu, em meados de 1950, a Fazenda Palmeiras, com 300 alqueires de terra e localizada no Bairro Viracopos, na época bairro do Descampado, município de Campinas.

Em 14 de maio de 1955, ocorreu a inauguração da fábrica da Singer com a presença do então Presidente da República Café Filho e do Governador do Estado de São Paulo Jânio Quadros.





Surgia a Companhia Industrial Palmeiras de Máquinas e Móveis.

 
Na época da inauguração, a Singer empregava 548 pessoas. Em 1958, devido ao rápido crescimento, a fábrica fazia sua primeira exportação de 200 máquinas para o Chile. A fábrica de Campinas produzia modelos para exportação, como máquinas de costura doméstica, óleo Singer e agulhas.

Em 1960, a Singer lança a primeira máquina de costura fabricada no país, a Máquina 15C, conhecida como pretinha. Também naquele ano foi lançado o modelo ziguezague.

 



Até 1965, os funcionários da Singer iam e voltavam do trabalho por meio de um trem especial. Como a estrada de acesso à fábrica, hoje Rodovia Santos Dumont, que liga Campinas a Sorocaba, era precária, e como a linha de trem Sorocabana passava atrás da fábrica, foi feito um acordo para que houvesse um trem especial para os funcionários. Estes funcionários pegam o trem na estação Bonfim às seis e meia da manhã. 
 
 
 
 
 
 
 
O percurso durava quase uma hora e o pessoal desembarcava em Descampado, estação que ficava nos fundos da área fabril.
 
 
 
 
 
 
Havia um desvio que levava os trilhos para dentro da Singer e era comum na época se ver os vagões estacionados lá, carregados de madeira bruta. Em 1966, com a implantação do transporte rodoviário, o trem de funcionários foi desativado.

 
Na década de 70, foi lançada pela Singer a máquina Athena, primeiro modelo eletrônico com facilidade na seleção de pontos, com desenhos circulares, flores e motivos infantis, luz embutida e duas velocidades.

 
 
 

Já na década de 80, o modelo industrial 20U, antes fabricado no Japão, começou a ser fabricado no Brasil. Este modelo era sinônimo de máquina de costura ziguezague semi-industrial. Nesta década, surgiu uma ocupação irregular e desordenada de moradores nas proximidades da fábrica, entre o cruzamento das Rodovias Santos Dumont e Vinhedo, no caminho para o Aeroporto Internacional de Viracopos,  que se constituiu em um bairro chamado Cidade Singer.


 



Em 1990, a Singer lançou a primeira máquina overloque doméstica. Seu número de funcionário ultrapassava o número de mil trabalhadores.

Em 1997, a produção da Singer começou a ser transferida para o município de Juazeiro do Norte, no Ceará, devido à transferência de inúmeras confecções para aquela região. Em 2005, toda a fábrica já estava no novo endereço.





Atualmente a construção recebe o nome de Fabri-K e recebe eventos artísticos.
 
 

 



Fontes:

http://www.estacoesferroviarias.com.br/trens_sp_2/singer.htm

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/04/capa/campinas_e_rmc/51117-moradores-protestam-por-melhorias-na-cidade-singer.html

 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 3 de setembro de 2016

PREFEITOS DE CAMPINAS: Miguel Vicente Cury






Miguel Vicente Cury nasceu em Campinas, no dia 01 de janeiro de 1898. Filho de Vicente Cury e Júlia Cury passou seus primeiros anos de vida em Martim Francisco, nos arredores de Mogi Mirim. Sua família transferiu-se em seguida para Araras, onde Miguel Vicente Cury iniciou seus estudos primários.


 
 
Estudou Humanidades por cinco anos na Europa. Quando retornou a Araras, tornou-se comerciário. Após formar-se em Contabilidade, mudou-se para Mogi Mirim, onde criou em 1919, juntamente com seu pai, uma oficina de reformas de chapéus.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em 1920, regressou a Campinas e fundou, também com seu pai, a Fábrica de Chapéus Cury, que foi durante muito tempo a maior fabricante de chapéus do Brasil.

 
 
 

 
Em janeiro de 1948, assumiu o cargo de prefeito de Campinas. Encontrou as finanças do município em estado crítico, tendo chegado a realizar operações financeiras em endosso pessoal para manter ativos os serviços públicos. Ele introduziu grandes reformas nos serviços de interesses públicos e pôde desenvolver um intenso plano de atividades em favor de sua terra natal, sempre preocupado com os problemas dos bairros. O saneamento das finanças foi possível mediante a criação de um novo Código Tributário que propiciou um aumento de arrecadação.
 
 
 
 
 
 
O prefeito Miguel Vicente Cury implementou melhorias importantes na infraestrutura da cidade, com a ampliação da rede de esgotos, a pavimentação de diversas vias e a implantação de conjuntos habitacionais para a baixa renda (em conjunto com o IAPI e a caixa dos ferroviários). Promoveu significativas transformações urbanísticas, como o prolongamento da Avenida Andrade Neves até o Jardim Chapadão, o alargamento de vias centrais e a construção do viaduto sobre os trilhos da FEPASA, que posteriormente foi denominado Viaduto Miguel Vicente Cury.


 
 
 

Ainda em seu primeiro mandato, prestou suporte à construção o Aeroporto de Viracopos, realizada pelo governo estadual.
 
Seu mandato encerrou-se em maio de 1951, sendo sucedido pelo prefeito Arlindo Joaquim de Lemos Júnior.





Miguel Vicente Cury assumiu a prefeitura de Campinas pela segunda vez em janeiro de 1960.
 
Em seu segundo mandato como prefeito, ele efetuou a nova ampliação da estrutura de tratamento de água, duplicando sua capacidade, e introduziu a fluretação da água distribuída na cidade.
 
Instalou parques desportivos, como o Parque de Esportes do São Bernardo e o Conjunto Esportivo do Parque Portugal.
 
Colaborou com a administração estadual oferecendo terrenos necessários para a construção de 20 grupos escolares na cidade e distritos, participando da construção de alguns deles, que foram entregues em tempo recorde.
 
Seu segundo mandato encerrou-se em dezembro de 1963 e ele foi sucedido pelo prefeito Ruy Hellmeister Novaes.

 

 


 
 
Miguel Vicente Cury foi casado com Maria Batrum Cury. Foi pai de uma filha, Maria Júlia Cury Azem, e um filho, Aderbal Cury.

Foi considerado um administrador que objetivava o bem coletivo, sem personalismos, sem facções políticas, com raro tino administrativo e com probidade exemplar. Um homem simples e bom, avesso a qualquer ostentação e vaidade, além de apurada formação democrática. Honesto no trato das coisas públicas, jamais o seu nome viu-se envolvido em questões menos dignas.





Além do viaduto no centro de cidade, uma escola na Vila Padre Anchieta recebeu o nome do prefeito, assim como uma vila de casas populares da COHAB.

 
 
 

 
 
Miguel Vicente Cury faleceu no dia 24 de maio 1973, aos 74 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade.

 

 
 
 
 

 
 
 

Fontes:

 





 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

RETRATOS DE CAMPINAS: Julho e agosto de 2016

 
 
 
 
 
AVENIDA ANDRADE NEVES





RUA BOAVENTURA DO AMARAL







RUA DOUTOR QUIRINO





AVENIDA ANDRADE NEVES





RUA BOAVENTURA DO AMARAL






ALEXANDRE CAMPANHOLA