domingo, 31 de março de 2013

A GRAVURA DO DR. L.L. ZAMENHOF, EM CAMPINAS


Ludwik Lejzer Zamenhof nasceu em 15 de dezembro de 1859, na cidade de Bialystok, na época pertencente ao império russo, mas atualmente pertencente à Polônia.

Foi um oftamologista e filólogo judeu polonês.

Quando vivia em Bialystok, nesta cidade o uso de diversas línguas era comum, embora gerasse muitas dificuldades de compreensão entre as várias culturas. Tal situação, motivou Zamenhof a desenvolver um novo idioma denominado Esperanto, em um processo longo e trabalhoso, como forma de resolver o problema.

Em 1887, com ajuda econômica de seu cunhado, ele publicou um manual intitulado Internacia Lingvo ("Língua Internacional", em esperanto) com o pseudônimo de Doutor Esperanto, palavra que acabou por se converter no nome de sua criação. Em pouco tempo o novo idioma ganhou muitos adeptos superando outro idioma planificado, na época, o volapuk, criado em 1879.

Em 1905, aconteceu o primeiro Congresso Universal de Esperanto, em Bolonha-sobre-o-Mar, na França, reunindo quase mil pessoas.

Em 1906, foi fundado no Brasil o primeiro grupo esperantista, o Suda Stelaro em Campinas, 19 anos após o surgimento da língua.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial, os adeptos do esperanto foram perseguidos pelos ditadores da época, e Zamenhof teve sua família dizimada.

Após o período de guerra, a língua passou a ser reconhecida para e educação, ciência e cultura por orgãos como a UNESCO e sua popularização só aumentou com a ascendência da Internet.

O doutor L.L. Zamenhof morreu em Varsóvia, na Polônia, em 14 de abril de 1917.


O Esperanto é empregado em viagens, correspondências, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio. Alguns sistemas estatais de educação oferecem cursos opcionais de esperanto, e há evidências de que auxilia na aprendizagem dos demais idiomas.














A gravura do DR. L.L. Zamenhof, criador da língua Esperanto, está presente na praça Napoleão Laureano, no bairro do Botafogo, em Campinas, paralela à Rua Delfino Cintra.


















Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwik_Lejzer_Zamenhof

http://pt.wikipedia.org/wiki/Esperanto

sábado, 30 de março de 2013

RUA MARIA MONTEIRO, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros se dirigindo ao centro, e se questionou a ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"



QUEM FOI MARIA MONTEIRO?

 
 
Maria Monteiro nasceu no dia 16 de janeiro de 1870, em Campinas. Filha do professor de música e organista Francisco Monteiro e de Joaquina Leopoldina Andrade Monteiro, era prima distante do maestro Carlos Gomes.
 
Ainda pequena já demonstrava vocação musical e tinha o apelido de Zica. Estudante dedicada, iniciou os estudos musicais em Jundiaí. Depois, teve aulas no Colégio Florence, em Campinas. Na adolescência, cantava em coros da igreja e na escola. Ao representar a personagem bíblica Verônica que limpou a face de Cristo no calvário, durante procissão do senhor morto, Maria Monteiro foi vista como uma garota de talento.
 
Sua voz ecoou em 8 de dezembro de 1883, na festa de inauguração da Matriz Nova de Campinas. Ela tinha apenas 13 anos e foi elogiada em texto publicado na Gazeta de Campinas.
 
Maria Monteiro encantou até o imperador D. Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, em 1886, numa apresentação na escola, como parte da programação oficial para recepcionar o casal real.
 
Após ganhar uma bolsa de estudos, por iniciativa da imperatriz, a garota estudou em conservatórios italianos
formando-se em maestria e artista de canto. Em milão, ficou sob a proteção de Carlos Gomes e estudou canto lírico, no Real conservatório, mesmo lugar onde o primo tinha recebido o diploma de maestro. Em 1889, iniciou sua carreira profissional, com estreia no teatro de Peruggia, na ópera Mefistófeles, de Arrigo Boito.
 
Maria Monteiro bilhou e conquistou palcos de outros países, como Itália, França, Inglaterra e Espanha, nas óperas Carmem e Cavalaria Rusticana.
 
Casou-se com o rico comerciante italiano Ermenegildo Grandi, abandonando a carreira para dedicar-se ao lar, como era vontade do marido.
 
 
Maria Monteiro morreu no dia 13 de fevereiro de 1897, aos 27 anos de idade, vítima de infecção na garganta e comprometimento nos pulmões. Foi sepultada no cemitério Stagliano, perto de Gênova, na Itália.
 
Nos degraus do túmulo de Carlos Gomes, em Campinas, foi colocada uma efígie desta grande cantora.
 
 


 
 


A Rua Maria Monteiro, no bairro do Cambuí, era denominada antes Rua São Miguel. Em 30 de maio de 1923, passou a se chamar Rua Maria Monteiro em homenagem a primeira cantora lírica do Brasil.
 
 
 

 
 
 




 

Seu início é nas proximidades da Praça Augusto Cézar e sua longa extensão faz com que seu término seja na Avenida Orosimbo Maia.

Diversos empreendimentos comerciais e edifícios residenciais estão presentes em sua extensão.

 
 
 
 
 
 






Fontes:
 
 



domingo, 24 de março de 2013

RUA FALCÃO FILHO, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destadarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros se dirigindo ao centro, e se questionou a ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"



QUEM FOI FALCÃO FILHO ?





Clemente Falcão de Souza Filho nasceu em 18 de outubro de 1834 em São Paulo-SP.

Recebeu primorosa educação, não somente literária como também artística  e mesmo física. Assim, além de versado nas letras clássicas, e conhecendo a fundo todas as disciplinas da instrução secundária, sabia música, tocava piano com maestria e conhecia a dança, o desenho, a esgrima e a natação.


Foi  advogado, um dos fundadores e primeiro Presidente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, lente da Faculdade de Direito de São Paulo e patrono da cadeira 38 da Academia Paulista de Letras tendo publicado alguns livros referentes à área do Direito.







Relatos afirmam que Falcão Filho foi ligado a uma sociedade secreta denominada "Bucha", que adotava práticas da Ordem dos Iluminados de Weishaupt, na Alemanha, e da Maçonaria.

Sob a presidência de Falcão Filho, foi concluída a linha da Companhia Paulista de Estradas de Ferro até Campinas, em 11 de Agosto de 1872.


Falcão Filho faleceu em 4 de abril de 1887 em São Paulo-SP.






A Rua Falcão Filho tem seu início na Rua Marechal Deodoro, nas proximidades do Mercado Municipal, o "Mercadão" e se prolonga até a Rua Delfino Cintra. Trata-se de uma rua de pequena extensão, mas que liga a região dos terminais do "Mercadão" à região da Avenida Barão de Itapura.
A Rua Falcão Filho situa-se no Bairro do Botafogo.



























 
Fontes:

http://www02.us.archive.org/stream/s3academiadeso00nogu/s3academiadeso00nogu_djvu.txt
http://www.jbcultura.com.br/gde_fam/pafn241.htm#6310
http://www.fundacaoromi.org.br/fundacao/cultura.php?foto=ah_ferrovia&area=cultura&p1=3&p2=21&p3=65&id_ah_ferrovia=1


segunda-feira, 18 de março de 2013

O BUSTO DE JÚLIO DE MESQUITA, EM CAMPINAS





Júlio César Ferreira de Mesquita, nasceu em Campinas, em 18 de Agosto de 1862, filho de pais portugueses. Há um mistério sobre seu batizado, pois embora consta que teria ocorrido em Campinas, existem versões que alegam que Júlio de Mesquita teria sido batizado em Santa Bárbara um ano antes. Este batismo, segundo pesquisadores, teria sido forjado para que ele pudesse entrar na Faculdade de Direito antes da idade requerida, mas existe uma outra hipótese: os Mesquitas seriam de origem israelita, ou cristãos novos, e o batismo em outra cidade seria uma forma de não encontar resistência social na cidade onde viviam.

Júlio de Mesquita foi aos três anos de idade com os pais a Portugal para fazer os primeiros estudos. Ao regressar, estudou em Campinas , nos colégios "Caldeira Morton" e "Culto à Ciência". Estreou nas letras com o conto " Um lindo Natal", publicado no " Almanaque popular" de Campinas, em 1877.
 
 
Foi apoiado por sua família nos estudos e formou-se pela escola do Largo de São Francisco de Direito, em 1883.
Foi casado com Lucila de Cerquiera César, filha do senador José Alves de Cerqueira César e Maria do Carmo Salles, irmã de Campos Salles e tetraneta de Barreto Leme, fundador de Campinas. O casal teve doze filhos.

Deixou a carreira de advogado, onde trabalhou no escritório do Dr. Francisco Quirino dos Santos, pela intensa paixão que tinha pelo jornalismo e pela política. Tornou-se vereador de Campinas, secretário do primeiro governo provisório republicano de São Paulo, deputado à Constituinte paulista, senador estadual e deputado federal, fazendo parte da Comissão de Justiça da Câmara. Em 1909, foi elevado ao posto de Líder da Maioria.

No jornalismo, Júlio de Mesquita gerenciou o jornal A Provincia, fundado por adeptos do Partido Republicano. Nas mãos de Mesquita o jornal ganhou importância nacional. Em 1891, Júlio de Mesquita assumiu a direção de " O Estado de São Paulo", dando início a dinastia que hoje controla o jornal e também a empresa. Quando rompeu relações com Campos Salles, em 1927, o jornal perdeu acionistas, e Júlio investiu na compra de suas ações, e pôde posteriormente orgulhar-se por ter um jornal livre, sem qualquer vínculo partidário. Nas páginas de seu jornal, apresentou suas ideias referente à política, sua postura a favor do voto livre e da democracia. Foi amigo e seguidor das ideias de Ruy Barbosa e editor da série de reportagens de Euclides da Cunha. Em 1924, durante a revolução, foi preso e a circulação do jornal suspensa.

Conquistou o título de " Príncipe dos Jornalistas Brasileiros".





No dia 15 de Março de 1927, em São Paulo, Júlio de Mesquita morreu aos 65 anos de idade devido a problemas pulmonares. Ele está enterrado no Cemitério da Consolação em São Paulo.













O busto de Júlio de Mesquita está presente na Praça Imprensa Fluminense, no Centro de Convivência, no bairro do Cambuí.





















Fontes:

sábado, 16 de março de 2013

TRISTE ACADEMIA






Disseram ao poeta suburbano que a Academia Brasileira de Letras é um lugar onde os escritores se reúnem para tomar chá, respirando o nobre ar carioca. Que lá, discutem assuntos inacessíveis aos populares, vestem uma roupa típica e têm suas próprias cadeiras. Disseram que lá, todos são cultos e arrogantes, todos são imortais, e há maior arrogância que esta?
  Dias depois, o poeta suburbano e campineiro para defronte à Academia Campineira de Letras, e desanima-se com suas portas fechadas (como sempre), com o ar tedioso dos terminais de ônibus derredor e a atmosfera decadente das Letras de Campinas. E, o poeta prefere ficar do lado de fora, criando seus versos marginais e grato por saber que um dia morrerá.




Crônicas de Campinas


Alexandre Campanhola
























 

LEIAM OS POEMAS DO POETA ALEXANDRE CAMPANHOLA NO LINK: