segunda-feira, 10 de novembro de 2025

🏫 ESCOLA ESTADUAL ARTUR SEGURADO

 

O Terceiro Grupo Escolar de Campinas foi criado pelo Estado de São Paulo em 17 de maio de 1910.  



Em 30 de Maio do mesmo ano esse estabelecimento de ensino foi instalado em um prédio particular, agora não existente, localizado na Rua Barreto Leme esquina com a Rua Doutor Quirino, onde permaneceu até 1952.

Antes de ser demolido, o antigo prédio foi comprado pela PUC Campinas e sediou o Colégio Pio XII. Após a demolição, foi construída no local o prédio onde existe a Faculdade de Letras da PUC.

Segundo o anuário do ensino do Estado de São Paulo de 1913, este grupo funcionava em dois períodos, com 10 classes com capacidade para 208 alunos. Foram matriculados naquele ano 426 alunos.



O professor Arthur Victor de Azevedo Segurado foi o primeiro diretor dessa escola em meados da década de 10 do século passado. Mais tarde a escola foi rebatizada com o nome de Terceiro Grupo Escolar Artur Segurado.

Entre 1952 e 1959 essa escola funcionou, de modo provisório, no prédio da Escola Estadual Francisco Glicério, ainda hoje situada na Avenida Moraes Sales, 988. 

A partir de 16 de fevereiro de 1959, a atual  E. E. Artur Segurado  foi transferida para o prédio próprio situado na Avenida Brasil, 2080. 

O prédio foi erguido pelo governo do estado em uma área doada pela Fazenda Santa Elisa, no bairro Vila Nova.


Durante o Regime Militar passou a se chamar Grupo Escolar Ginásio Artur Segurado. Com a nova denominação foi a primeira escola integrada de Campinas. Era a única que oferecia cursos de primeira a quarta série, e o ginasial de quinta a oitava.

Em 1976, ainda dentro das propostas educacionais do governo militar, a escola novamente mudou de nome e passou a se chamar Escola Estadual de Primeira Grau. Nesta época, mantinha laboratório de Ciência e um consultório odontológico. 

A tradição esportiva também fez parte desta escola, onde estudou a atleta olímpica e campeã sul-americana, Conceição Geremias, que já na quinta série do ginásio se destacava nas atividades desenvolvidas nas aulas de Educação Física da escola.

Em 1998, a unidade educação recebeu o nome atual, Escola Estadual Artur Segurado, Artur Victor de Azevedo Segurado nasceu em São Paulo, no dia 12 de abril de 1869. Formou-se em Educação na Escola Normal da capital paulista com 20 anos de idade, em pleno marco da Proclamação da República.

Em 1910 foi selecionado para ser o diretor do Terceiro Grupo Escolar de Campinas.


ARTUR SEGURADO


Artur Segurado era muito mais que um simples professor e diretor escolar. De acordo com a acadêmica Maria Conceição de Arruda Toledo, além de tudo isso era um verdadeiro poeta. Ele escreveu inúmeras poesias de temas didáticos,  comemorativos, sacros e humorísticos. 

No livro "Artur Segurado, um educador" escrito por seu neto Milton Duarte Segurado, um dos idealizados da Academia Campinense de Letras, fundada em 1956, encontram-se os poemas de versátil educador. 

Antes de ser diretor do Terceiro Grupo Escolar de Campinas, Artur Segurado foi professor da Escola Correia de Mello, quando esta situava-se defronte ao Mercado Municipal, onde hoje existe o Terminal Mercado.

Artur Segurado foi patrono da cadeira 21 da Academia Campinense de Letras.

Artur Segurado faleceu no dia 5 de maio de 1923, aos 54 anos.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fontes:


🔍Arquivo do Centro de Memória – Unicamp, Campinas.  

🔍Centro de Memória - Unicamp - Acervo: João Falchi Trinca

🔍Arquivo da EEPG Artur Segurado, Campinas. 

🔍http://mariocarvalhomatos.blogspot.com/.../o-terceiro...

🔍https://portalcbncampinas.com.br/.../personagem-da.../....

🔍https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Concei%C3%A7%C3%A3o_Geremias




🍿🎞️ EM CARTAZ: Cine Jequitibá

 

O Cine Jequitibá foi inaugurado no dia 04 de setembro de 1969, após a reforma de outro cinema famoso em Campinas no mesmo local, o Cine Voga, inaugurado em 1941.


Segundo consta, o nome do cinema foi escolhida em referência ao grande jequitibá rosa que em frente ao Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura de Campinas, e que era chamado de Seo Rosa. A árvore viria a cair no dia 16 de janeiro de 1999. 

O filme inaugural do Cine Jequitibá foi "Adivinhe Quem Vem Para O Jantar", de 1967, estrelado para por Sidney Poitier, Spencer Tracy e Katherine Hepburn.

Os proprietários do cinema foram a Empresa Campineira de Cinemas Ltda. e a Empresa Campineira de Diversões Ltda.

Sua capacidade do cinema era de 1200 lugares. Ele possuía som e projeção Prevost 70mm e 6 faixas de áudio. A tela e as poltronas eram modelo cinerama.

Ao longo de sua história, o Cine Jequitibá exibiu grandes sucessos do cinema, como: Uma Odisseia no Espaço, King Kong, Star Wars,  Ghost, dentre outros. 

Sucesso dos anos 90, o filme Meu Primeiro amor, dirigido por Howard Zieff, com Anna Chlumsky e Macaulay Culkin, formou filas imensas em frente ao Cine Jequitibá, e tal acontecimento não possou em branco nas lentes do grande fotógrafo Carlos Bassan.



Em 2004, o Cine Jequitibá encerrou suas atividades, e hoje funciona no local uma igreja evangélica. 

O Cine Jequitibá ficava na esquina da Rua General Osório com a Avenida Anchieta, no centro de Campinas.


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✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fonte:


🔍📸 http://www.cinemasdesp2.com.br/.../jequitiba-campinas-sp...

📸 Carlos Bassan

📸 Acervo Jefferson Stark Trevizanutto

📸 Página Campinas do Passado

📸 Página Campinas de Outrora

🔍 Blog Pró-Memória de Campinas

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

🍺 CHOPÃO: Quem viveu, viveu!


O Chopão foi inaugurado na década de 1970, e era o sucesso das tardes de domingo na Avenida Heitor Penteado, Parque Taquaral. 




Era o reduto dos jovens que exibiam seus carrões e suas motos. Também era um local de adoráveis encontros, de paquera, namoro no malhometro, de diversão e da extravagante chispada. 

A regra era clara: sábado à noite no Queops e domingo à tarde no Chopão! 




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O Chopão existiu até 1985, quando deixou em muitas pessoas daquela época uma saudade muito grande.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

CAMPINAS, MEU AMOR 🇧🇷❤️


Fonte:

📸 Nelson Forni 

Blog Museu Musical

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

🍺 BAR DO VADICO

 O Bar do Vadico foi fundado em 1949, na Av. Washington Luiz, 164, no bairro Ponte Preta, em frente ao antigo depósito de materiais de construção do Sr. Tognolo.



Segundo consta, foi o pai de Vadico, Pedro Greggio, quem abriu as cortinas para este prestigiado bar escrever sua história em Campinas.

Tradicional e inesquecível, como outros bares que fizeram história, a exemplo do Bar da Linguiça e o Bar do Pachola, o Bar do Vadico era um daqueles bares de bairro, que se tornou reduto dos boêmios nas noites campineiras do passado.

Como em muitos bares dos tempos áureos de Campinas, o cardápio no Bar do Vadico era muito prestigiado e ainda hoje desperta muita saudade. 

Quem não se lembra, além do X Miséria (pão com mortadela), dos lanches de pernil com provolone e vinagrete, da linguiça e o torresminho, das almôndegas, do caldo de mocotó no copo americano, das porções de mortadela apimentada e mandioca frita...




Foi dado o termo "sujinho" aos bares de antigamente, muito frequentados e que dificilmente se podia controlar a limpeza, e o Bar do Vadico, não ficou fora desta lista, embora fosse o "sujinho", que todos amavam.

O cartaz já dizia: "Um sujinho que satisfaz".

O Bar do Vadico era o ponto de encontro dos músicos das noites das bandas de baile dos radialistas famosos de Campinas. Dos apartamentos no bairro Ponte Preta, ouvia-se o som das seresta, do samba canção.

Figuras inesquecíveis frequentavam e cantavam neste bar, como Renat

Além do cartaz com o dizer "o sujinho de satisfaz" outras coisas lendárias que se via no Bar era uma caixinha de fósforo que ficava no balcão, e nela havia a palavra cemitério, pois eram as contas de quem ficava devendo no bar. 

E veja esta. Certa vez, perguntaram ao Vadico sobre a sujeira do balcão de vidro, e a necessidade de limpar. Sabiamente ele respondeu que se limpasse poderia provocar uma contaminação, como ocorre nos hospitais que são tão limpos.

Vadico, fundador do bar, e o irmão Vitório eram pessoas populares e queridas no bairro Ponte Preta. Vadico eram quem fazia os lanches e Vitorino servia as bebidas



Vitório tinha um coração de criança. Era visto como grosso e simpático ao mesmo tempo. 

Vadico era uma pessoa cordial e um pouco mais calado, sempre com um pano de prato no ombro e o jeitinho de andar mancando.  

Em 2019, o saudoso Oswaldo Greggio, o Vadico faleceu, mas seu filho continuou a escrever a história do bar.

" Há muito tempo, o Bar do Vadico foi tombado (ainda que apenas na imaginação do campineiro) como um dos maiores patrimônios etílico-culturais da cidade ".

Em 2013, o Bar do Vadico passou por uma reforma e ganhou traços mais modernos e atraentes. 

O proprietário, Fúvio, filho do Vadico, sentia muito pelo aspecto moribundo e decadente que o bar exibia, sobretudo em consideração aos boêmios que tanto amam o local. 

Atualmente, o Bar do Vadico não existe mais, porém sua lembrança ainda está viva na memória de muitas pessoas que viveram aquela saudosa época.

O Bar do Vadico ficava na Av. Washington Luiz, na esquina com a Rua Vitoriano dos Anjos,163, bairro Ponte Preta, Campinas.

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✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

CAMPINAS, MEU AMOR  🇧🇷❤️



Fonte:


🔍 https://bardovadico.wordpress.com/


🔍 Foto do antigo Bar do Vadico: Publicação de Jorge Costa no grupo Campinas Antiga

Página Facebook: Leopoldo Brandão de Toledo

sábado, 1 de novembro de 2025

⌛ EM ALGUM LUGAR NO PASSADO: Década de 1930 - Rua Barão de Jaguara - Campinas-SP

 Década de 1930. Rua Barão de Jaguara. Um pouco de história...


Esta imagem histórica da década de 1930 mostra o trecho da Rua Barão de Jaguara quase próximo a esquina com a Rua General Osório.

No lado esquerdo está o Solar do Visconde de Indaiatuba, que foi construído em 1846 para ser residência  de Tereza Miquelina do Amaral Pompeu, irmã Joaquim Bonifácio do Amaral, o visconde.

No lado esquerdo há alguns veículos de época e estabelecimentos comerciais.

No início da década de 1930, aconteceu a inauguração dos telefones automáticos na cidade. No Cine-Teatro São Carlos, na Rua César Bierrembach, foi exibido pela primeira vez um filme sonoro. 

Ainda em 1930, também foi a vez do Cine Rink, na esquina da Rua Conceição com a Rua Barão de Jaguara, exibir esta novidade. 

Realizaram-se as primeiras experiências de transmissão do Rádio Clube de Campinas. 


O prefeito era Orosimbo Maia, que naquele ano, instituiu as feiras-livres na cidade, e a primeira aconteceu na Praça Rui Barbosa.

Assim era a Campinas em 1930, início da década.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

CAMPINAS, MEU AMOR 🇧🇷❤️ 


Fonte:


🔎📸 Blog: Pró-Memória de Campinas 


🔎 Livro: Efemérides Campineiras - Autor: José de Castro Mendes


#campinascity #campinaseregiao #NostalgiaPura #passado #saudadeeterna #sabadouuuu




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domingo, 26 de outubro de 2025

🍺 BAR GIOVANNETTI - Parte 02

Como era o Bar Giovannetti no início da década de 1990. Pessoas inesquecíveis, momentos agradáveis, muito saudosismo e lembranças de um tempo que não volta mais.



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😎 Que tal voltar a Campinas dos anos 80 neste final de semana?

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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

🍺 BAR GIOVANETTI NA DÉCADA DE 1990 - PARTE 01

Este vídeo carregado de saudosismo e imagens nostálgicas mostra o Bar Giovannetti da Rua General Osório, no centro de Campinas, no início da década de 1990. 

Nesta primeira parte das publicações sobre o tradicional estabelecimento, podemos ver como era a Rua General Osório e o Largo do Rosário.




😎 Que tal voltar a Campinas dos anos 80?


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🍰 PADARIA ORLY

 🍰🍞  A Padaria Orly foi fundada na década de 1960, na Rua Barão de Jaguara, próximo à Praça Bento Quirino. Segundo conta o fundador foi Mário Demário dos Santos também um dos fundadores da Associação de Diretores Lojistas de Campinas, que antecedeu a  Associação Comercial de Campinas.



O nome Orly era devido ao aeroporto francês de Orly, onde surgiu o famoso pãozinho na chapa. Segundo consta, por muito tempo o proprietário da padaria foi o português Alberto Santos.

Segundo relatos, antes de ser uma padaria no local existiu uma loja de eletroeletrônicos chamada Assunção, na década de 50.

🍮🍓 Realmente, a Padaria Orly era um espaço na Barão de Jaguara, onde se passava deliciosos momentos e se encontrava sabores inesquecíveis: Torta de frango, croissant, doce mil folhas, empadinha de camarão, tortilha de morango, doces maravilhosos...

Em seus 55 anos de existência, a Orly foi um dos principais pontos de encontro de pessoas de todas as áreas e atividades, desde o simples cidadão até autoridades e políticos, que dividiam o espaço de balcão para beber cafés e comer o famoso pão com o tradicional Café Regina, que fica do outro lado da rua.

A Orly, além da localização privilegiada no Centro, ficou famosa pelos pães, doces e salgados produzidos de forma artesanal com receitas passadas durante gerações e que se perpetuaram nas mãos de habilidosos padeiros e confeiteiros.



Em 1997, o Grupo Giovanetti tornou-se proprietário da padaria.

Em 2015, a padaria ganhou visual clean e moderno, com mesas e cadeiras confortáveis no centro do salão e teve seu já extenso cardápio incrementado com sanduíches, mini canapés, sucos turbinados e outros.

Em uma segunda-feira, como tantas outras, do dia 02 de março de 2020, na Rua Barão de Jaguara, quem passava em frente a Padaria Orly, deparava-se com um singelo comunicado em folha de papel:

" Prezados clientes e amigos, pedimos desculpas, mas encerramos nossas atividades".

No sábado, por volta das 14 horas, os funcionários haviam descido as pesadas portas de ferro pela última vez.

A justificativa do gerente da rede, Wagner Giovanetti, para o fechamento da Orly é principalmente a degradação do centro de Campinas, com o crescimento de pedintes e falta de segurança. 

Citou ainda o aumento da violência na região e pessoas usando a fachada do estabelecimento para atos libidinosos e para fazer as necessidades.

Atualmente, onde existia a tradicional Padaria Orly, foi instalada uma unidade da Rede Oxxo.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor  🇧🇷❤️


Fontes:


🔍https://campinas.com.br/.../tradicional-padaria-de.../

🔍https://portalcbncampinas.com.br/.../apos-cerca-de-60.../

🔍 CMU UNICAMP

🔍 https://correio.rac.com.br/.../orly-baixa-as-portas-apos...

🔍http://sociaisculturaisetc.blogspot.com/.../novidades-das..




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quinta-feira, 10 de abril de 2025

🚌 A FÁBRICA DA MERCEDES-BENZ

 A Mercedes-Benz surgiu em 1924 e inaugurou sua fábrica em São Bernardo do Campo em 1956. Neste ano, ela lançou o primeiro ônibus monobloco brasileiro, o modelo O-312.

Em 1975, atendendo ao objetivo governamental de descentralização do desenvolvimento individual, a Mercedes-Benz adquiriu um terreno de 2,3 milhões de metros quadrados no novo Distrito Industrial de Campinas, onde foi a primeira a se instalar.


A fábrica começou a ser construído em 1977. Entre as características da edificação havia um piso de concreto que suportava até 5 toneladas de carga por metro quadrado. Foram 180 mil metros quadrados de área construída. 

Em 1979, foi inaugurada a fábrica da Mercedes-Benz em Campinas. As modernas instalações da fábrica possuíam avançadas técnicas de montagem, pintura e tratamento de efluentes. 

A fábrica abrigava uma Escola de Treinamento de Serviços onde era ministradas aos frotistas e representantes de concessionárias, cursos sobre manutenção e conservação dos veículos Mercedes-Benz, cuidados nas estradas e economia de combustível. 



Também havia na fábrica um armazém geral de peças de reposição com 53 mil itens, cuja estocagem era controlada totalmente por computadores. 

A produção era dedicada exclusivamente a ônibus monoblocos e plataformas, as quais eram encarroçadas por terceiros. A capacidade diária de produção era de 20 veículos. 

No início da década de 1980, era a maior fábrica de ônibus do Ocidente, a única do grupo Daimler-Benz a produzir ônibus completo fora da Alemanha. A fábrica chegou a empregar 8 mil profissionais, na época dos monoblocos.


Em 1983, a empresa montou em Campinas o ônibus monobloco de número 50 mil. Os modelos fabricados eram o O-364, que possuíam diferentes versões quanto ao tipo de motor, números de poltronas, etc. Estes ônibus atendiam ao transporte urbano, interurbano e rodoviário. 


Os veículos produzidos também eram exportados para países da América Latina e África Ocidental. 

No mês de outubro de 1996, foi produzido pela Mercedes-Benz de Campinas o último monobloco no Brasil, um O-400 para a Itapemirim.

Em 1999, a Mercedes-Benz decidiu desativar a fábrica de ônibus de Campinas e acabar com a linha de montagem de plataformas de ônibus na unidade.



Em 2023, a Mercedes-Benz anunciou o encerramento de suas atividades em Campinas, onde ainda era realizada manufatura e logística de produtos, com terceirização da operação e demissão de funcionários.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fonte:


🔍 https://www.autodata.com.br/.../mercedes-benz.../58187/

🔍 https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/8/12/dinheiro/25.html

🔍 https://www.google.com/.../historia-o-ultimo-onibus.../amp/

🔍📸 Jornal A Tribuna, edição de 1983

📸 https://www.autodata.com.br/.../mercedes-benz.../58187/

🔍📸 Jornal O Pioneiro 

📸https://onibusbrasil.com/helioteodoro/2455980

👉 Mercedes-Benz FÁBRICA DE CAMPINAS-SP (1994) em Campinas por Hélio Teodoro 

ACERVO : REVISTA SUA BOA ESTRELA (Ano XXVIII - Nº 115 - 1995)

📸 Página Maisbus


 

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🗄️📂 ARQUIVO ESPECIAL: Augusto Pômpeo, o multiartista campineiro

 José Augusto Pômpeo é um multiartista campineiro. Ator, coreógrafo, bailarino, cantor, preparador corporal e professor de educação física, sua carreira é vasta e admirável. 



Desde a infância em Campinas, Augusto Pômpeo conviveu com a música. Sua família tinha um coral que ficou muito conhecido na cidade. 



Segundo consta, a família morava em uma casa na Rua Barão de Jaguara, quase na esquina com a Rua Cônego Scipião. Augusto Pômpeo tinha como irmão Totico, já falecido, que foi cantor, e a irmã Loretilde Pômpeo de Paula.

Loretilde, que infelizmente faleceu recentemente, foi professora de inglês e presidente da ONG Isaura Baltazar Pômpeo "Casa da Dinda". A casinha da Rua Barão de Jaguara tornou-se um espaço cultural. 



A família também morou no Proença. Nos finais dos anos de 1960, segundo consta, Augusto Pômpeo fez o curso científico no Colégio Culto à Ciência, à noite. 

Influênciado pela paixão de sua mãe pela música e por sua avó, Maria Neves Baltazar, que se tornou uma pessoa ilustre em Campinas, Augusto desenvolveu habilidades artísticas no canto. 

Na década de 1970, na escola e no curso de teatro, ele começou a realizar espetáculos e ganhou um prêmio de comunicador com a peça o Pacto de Ayrton Salvanini, que o impulsionou a ir para São Paulo a convite do produtor Altair Lima.



A necessidade de comunicação corporal fez Augusto mergulhar no mundo da dança. Ele já dava aula em Campinas, mas aprimorou seus talento com o tempo. Ele envolveu-se com a dança clássica, dança moderna, sob a influência de Clarisse Abujamra, o ballet estágio, sob a influência de Marika Gidali e Décio Otero. 

Também incorporou elementos como o samba jazz, influênciado por Lennie Dale e até chegar ao estágio de consciência corporal, com influência de Klaus Vianna. Até da capoeira fez parte do reportório de Augusto Pômpeo. 


Ele trabalhou durante 22 anos em escolas públicas dando aula de educação física, conciliando seu tempo com as atividades teatrais. 

Augusto Pômpeo teve bastante destaque como ator, cantor e bailarino no espetáculo A Chorus Line de 1983, que reunia no elenco figuras importantes do meio teatral, como Zezé Motta, Lucélia Santos, Teca Pereira, Wolf Maia, e uma campineira que faria muito sucesso no mundo artístico, Cláudia Raia.


Na década de 1990, Augusto Pômpeo brilhou uma uma companhia de teatro chamada Fraternal, que se dedicava a pesquisas, resgate e recriação das formas tradicionais e populares da Comédia sob o comando de Ednaldo Freire.

No cinema, o artista participou de importantes trabalhos, como o filme O Tronco dirigido por João Batista de Andrade, em que Pômpeo destacou seu talento na arte de cantar. No filme Quase Nada de Sérgio Regente, ele explorou muito suas habilidades físicas. 


Ele também esteve no elenco do filme Medida Provisória dirigido por Lázaro Ramos. Um filme que aborda o tema da questão racial.

No Teatro do Ornitorrinco, uma companhia teatral sediada em São Paulo, criado por Cacá Rosset, Augusto Pômpeo participou do eclético espetáculo UBU - Folias Physicas, Pataphysicas e Musicaes e foi se apresentar em Nova York e na Cidade do México.


A vasta e bem sucedida carreira de Augusto Pômpeo continua a encantar e deixar a cidade de Campinas orgulhosa por sua história tão grandiosa na Arte.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️ 


Fonte:

🔍📸 https://youtu.be/eyZCcBw_FBY?si=bp1yyolNIBOK8QhE

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🔍 Guilherme José Amâncio, artista plástico 

🔍 Nilza Paulino

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⚙️ A LOJA DA DPASCHOAL

 A história da DPaschoal teve início em 1938, quando Miguel Paschoal aos 21 anos de idade resolveu investir em um posto de gasolina no Rua Germânia, no bairro Bonfim, em Campinas.



Antes desta iniciativa, Miguel havia trabalhado em uma humilde banca no Mercado Municipal, onde servia café para seus clientes. Após a morte de Miguel, seu filho, Donato Paschoal, assumiu a administração do posto.

Donato Paschoal nasceu no bairro Bonfim, em 1916. Ele recebeu o nome do avô, que chegou em Campinas no começo do século 20, para plantar café na Fazenda Chapadão.

Donato manteve o mesmo espírito dinâmico e empreendedor do pai, resolveu comprar uma garagem no centro de Campinas, onde construiu um posto.

Em 1947, Donato fundou o Posto Anchieta, cujas instalações eram consideradas amplas e arrojadas para a época. Neste local, Donato começou a vender pneus, até que passou a se dedicar apenas a este tipo de comércio, o que existia apenas na capital paulista.

Mas, pouco tempo depois, Donato resolveu vender o posto e, com o estoque restante de pneus, passou a visitar os pontos de táxi oferecendo sua mercadoria. Esse foi o embrião da DPaschoal.

No dia 1º de junho de 1949, sob o nome fantasia de Casa dos Pneus, foi fundada a DPaschoal & Cia Limitada e lançado o desafio do comércio de pneus, através de uma pequena loja de 5 x 20 metros, na Avenida Campos Sales, 708, perto do Palácio da Justiça, no centro de Campinas. 

Inicialmente, a empresa tinha como sócios Donato e sua esposa, Marcelina. Alguns meses depois, Donato convida os irmãos Orlando e Waldemar para entrar na sociedade.

Embora a loja fosse pequena, havia a preocupação em adotar uma conduta diferencial nas atividades, como prezar pela higiene, pelo respeito aos colaboradores e fornecedores, cortesia no trato com os clientes, responsabilidade e valores sociais. 

As características de iluminação e decoração sofisticada da loja conferiu-lhe o apelido de “boate dos pneus”, naquela época.

A partir de 1951, a necessidade de mais espaço, motivou DPaschoal a construir uma nova loja em um terreno adquirido na própria avenida, a fim de proporcionar mais conforto aos clientes, posto que na época não se encontrava em Campinas comércio dedicado a este segmento, e pneus eram comprados em oficinas mecânicas.

No ano de 1954, uma nova loja foi inaugurada em Campinas, no número 254, da Avenida Campos Sales. Seu estilo inovador foi considerado um marco arquitetônico na história recente da cidade. 



Donato queria algo impactante, que servisse como referência, e de fato conseguiu. Dia 20 de julho lançou um novo conceito em oficina mecânica. A criação da escultura “O Homem e o Pneu” se tornou o símbolo do perfil de modernidade da empresa.



A escultura foi obra de Lelio Coluccini e feita sob encomenda, em 1954, para a DPaschoal Pneus. Está exposta em frente à Matriz da Empresa, na Rua Romualdo Andreazzi, no Jardim do Trevo.



Em 1957, com a instalação da indústria automobilística brasileira, Dpaschoal criou sua equipe de vendas externas e passou a atender todas a região. Já em meados dos anos 60, a DPaschoal prosseguiu sua expansão pelo interior de São Paulo e pelo Sul de Minas Gerais.

Em 1964, a DPaschoal passou a exportar pneus para a Argentina, alcançando 5 milhões de dólares em exportações até 1965. No ano seguinte, a empresa começou a construir um novo prédio, na saída para São Paulo, em um projeto ultra-moderno elaborado pelo jovem arquiteto Miguel Gilberto Paschoal.

No dia 11 de fevereiro de 1967, a DPaschoal inaugurou sua primeira loja fora de Campinas, na cidade de Ribeirão Preto.

No dia 9 de julho do mesmo ano, foi realizada a inauguração da loja Matriz com 4 mil metros quadrados. A loja era dotada dos mais modernos recursos técnicos como ar-condicionado, música ambiente e um perfeito sistema de iluminação.

No dia 1º de maio de 1970, Donato Paschoal, fundador da empresa faleceu. Depois disso, seu filho, Luís Norberto Pascoal, que começou a trabalhar na empresa em 1963, assumiu a presidência, com 23 anos.

Em 1977, foi inaugurado o prédio administrativo. Um computador de médio porte e um sistema de entrada de dados passavam a fazer parte do dia a dia das operações. Foi construído um novo prédio para abrigar a administração-geral, o centro de distribuição e o Centro Técnico de Treinamento.



No final da década de 70, a DPaschoal possuía mais de 30 lojas. Em 1980, numa rápida expansão, a empresa chegou ao Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nos anos posteriores, a DPaschoal manteve seu dinâmico e espírito inovador nos negócios investindo em novas oportunidades como o projeto agrícola Daterra, em 1980, a Redaltec, em 1985, especializada em recapagem de pneus, o curso de mecânica para mulheres em 1986, a empresa DPK em 1987, distribuidora nacional de autopeças por televendas, a Fundação Educar em 1989, voltada à educação para a cidadania, dentre outros diversos projetos até os dias atuais.

Com a tecnologia cada vez mais acessível e presente no cotidiano, a DPaschoal sempre investiu no desenvolvimento de soluções, sem esquecer do fator humano e do atendimento próximo, características presentes desde a banca de café do senhor Miguel.



Hoje, são cerca de 120 lojas por todo os país.



✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor  🇧🇷❤️


Fonte:


🔍 Jornal Correio do Sul, edição 3243 de 1979

🔍📸 https://marcelmano.wordpress.com/.../sabe-como-nasceu-a.../

🔍📸 https://www.dpaschoal.com.br/nossa-historia?gad_source=1...

🔍https://mundodasmarcas.blogspot.com/.../02/dpaschoal.html...

🔍 https://portalcbncampinas.com.br/.../personagem-da.../

📸 https://www.facebook.com/share/p/vy8zFKoMcjLT9Axq/?mibextid=oFDknk

📸 Página Campinas de Antigamente 

📸 Imagem Google Maps




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SEBO PELLEGRINI

 Na Rua Duque de Caxias, enquanto caminhava no sentido da Avenida Francisco Glicério, nas proximidades do Largo do Pará, um sebo ao estilo antigo, com uma fachada modesta, chamou-me a atenção. E, logo desejei conhecer sua história.



Já na entrada do sebo, um senhor muito simpático de 81 anos e muita história para contar recebeu-me com muita cordialidade, indicou-me seu irmão, que estava no fundo da loja trabalhando, para contar um pouco da história deste adorável sebo.

O Sebo Pellegrini surgiu há 20 anos, através da iniciativa de dois irmãos, Sérgio e Eusébio Pellegrini, e hoje a loja conta com a presença também de Umberto Pellegrini, o irmão mais velho. 



Sergio, de 72  e Eusébio, de 65 anos, nasceram em Itaguaçu, e Umberto de 81 anos nasceu em Olímpia, no estado de São Paulo.

Em 1969, eles vieram para Campinas. O irmão mais velho Umberto disse-me que a família morou em uma chácara no Proença, ainda quando as ruas eram de terra. 



Umberto morou por muito tempo no estado do Paraná. Ainda pequeno foi para Arapongas e após viver em algumas cidades paranaenses, e conheceu Curitiba, que se tornou uma grande paixão.

Umberto trabalhou em Campinas como lanterninha do Cine Regente, quando tinha 12 anos. No Paraná,  trabalhou no cinema como operador de máquina projetora.



Em 1978, ele e o irmão Eusébio trabalhavam com conserto de relógios, em uma relojoaria na Rua José Paulino. 

O irmão Sérgio foi patrulheiro. Trabalhou na Exportadora e Importadora Aerocênica, que foi fundada no Jardim Proença em 1964 por Carlos Wilson Pyles, esposo de Maria Angélica Pyles, fundadora da Instituição Patrulheiros Campinas.

Depois trabalhou em alguns bancos em Campinas, como o Banco Comercial, o Itaú e a Caixa Econômica. Seu apreço pelos livros fez ele decidir montar um sebo, quando deixou de ser bancário, e a ideia era montar uma loja em uma cidade pequena. Eusébio o aconselhou que seria melhor em Campinas. 

Então, em 2006 os dois irmãos fundaram o Sebo Pellegrini, na Rua Duque de Caxias, uma loja especializada em livro, disco de Vinil, revista e demais artigos impressos. O diferencial da loja é não perder a essência dos antigos sebos.



O lugar é apropriado para quem gosta de variedade e daquela atmosfera nostálgica que lembra as bibliotecas de nossa infância. Segundo Eusébio Pellegrini, os livros de auto-ajuda e exoterismo são bastante procurados no sebo. 



O senhor Umberto, que há 8 anos trabalha no sebo, ama História e proporciona um diálogo muito rico e interessante sobre fatos históricos. Eu havia acabado de chegar e quando lhe expliquei minha atividade, logo ele me perguntou:

"Você sabe qual foi o primeiro nome de Campinas?" Evidentemente, eu sabia, mas deixei ele me responder:" Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Campinas do Mato Grosso!".



Confesso que passei mais de uma hora envolvido em um delicioso diálogo com este senhor, que me contou várias coisas sobre o Paraná e o tempo em que viveu lá. Eu não sabia, e foi através dele, que soube que o maior restaurante do mundo em número de pessoas  fica em Curitiba, o Restaurante Madalosso.



Visitar o Sebo Pellegrini e conhecer um pouco de sua história e destes três irmãos adoráveis foi uma experiência inesquecível. Foi uma viagem no tempo e na História, uma sensação de estar naquela velha Campinas que tanto mexe com nossa imaginação.



O Sebo Pellegrini fica na Rua Duque de Caxias, 278, no centro de Campinas. 


✍️📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fonte:

🔍 Entrevista com os irmãos Sérgio, Eusébio e Umberto Pellegrini



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