domingo, 18 de agosto de 2013

PRAÇA LUIS DE CAMÕES, EM CAMPINAS







"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer."
 
 
 
 



A Praça Luis de Camões fica na região central de Campinas, nas proximidades do bairro Botafogo. Ela é envolvida pelas ruas Marechal Deodoro, Sebastião de Souza, Onze de agosto e Saldanha Marinho.

 

Tombada em 2008 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas, o CONDEPACC, esta praça apresenta um ambiente tranquilo e acolhedor, sendo frequentada pelos moradores dos prédios vizinhos, pelos boêmios dos bares na Rua Saldanha Marinho, por moradores de rua, as pessoas que passam pelo Hospital e pelo centro de Campinas.







Destacando-se por sua importância ambiental, na Praça Luis de Camões estão presentes exemplares vegetais valiosos e centenários, bem como seus valores históricos dedicado a Camões, demonstrando os vínculos nacionais entre Portugal e Brasil.




 

As espécies protegidas de mutilação e que embelezam a praça são: o pinheiro de Cauri, a árvore do Canadá, a palmeira imperial e os ipês.





 
A praça fica em frente o tradicional Hospital Beneficência Portuguesa, situado na rua Onze de Agosto. Este hospital é um dos mais antigos e importantes de Campinas.





O busto do poeta português Luis Vaz de Camões encontra-se no interior da praça fortalecendo o ar luzitano ali presente, e homenageando o grande escritor.

 









Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
 
 
 
 

domingo, 11 de agosto de 2013

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: O endereço n˚ 666 da Senador Saraiva


 
O ENDEREÇO N˚ 666 DA SENADOR SARAIVA


 

" Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é o número de homem. ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis"

Apocalipse 13:18












Sem querer fazer qualquer tipo de associação ou depreciar os diferentes cultos realizados, achei um fato curioso a presença do número 666 neste estabelecimento comercial da Avenida Senador Saraiva, que vende produtos destinados a cultos religiosos de origem africana.










 






Mais uma vez reitero: a publicação não tem caráter associativo e apenas destaca a presença do número bíblico em um estabelecimento que comercializa produtos para finalidades possivelmente religiosas.





sábado, 3 de agosto de 2013

QUADRO VERPERTINO - Crônica






Certas coisas parecem nunca mudar e esta constância apresenta-se para alguns observadores, como um quadro que retrata suas eternas realidades, o isolamento em um tempo estático.
Foi o que ocorreu com Sandoval por muito tempo. Vendedor em uma loja de componentes eletrônicos da Rua General Osório, sempre por volta das cinco e meia da tarde, ele esperava seu ônibus no Terminal Mercado, após um dia tranquilo, contagiado por sua tranquilidade. Paciente como de costume, na longa espera pelo ônibus coletivo, sua observação pousava sobre as senhoras gordas roendo os salgadinhos de bacon na fila, e as dezenas de pombos que as rodeavam, atraídos pelas migalhas, deixando seus esconderijos no alto do Mercado Municipal e desafiando o trânsito do terminal. Mas, Sandoval não era eterno e sua presença monótona não mais foi vista naquela gigantesca fila de trabalhadores. Apenas as senhoras robustas e os pombos famintos nunca deixaram de existir.











Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola



sábado, 27 de julho de 2013

RUA DR. DELFINO CINTRA, EM CAMPINAS



Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"



QUEM FOI O DR. DELFINO CINTRA ?

 
 
Delfino Pinheiro de Ulhoa Cintra Júnior nasceu em Mogi-Mirim, no estado de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo entre 1854 e 1858. Era irmão de Antônio Pinheiro de Ulhoa Cintra, o Barão de Jaguara. Casou-se com a filha de Hércules Florence, Angélica Florença de Ulhoa Cintra.



Em 1865, Delfino Cintra fundou o jornal Diário de São Paulo, e em 1874, foi um dos fundadores do Instituto dos Advogados de São Paulo.

Além da advocacia e do jornalismo, ele teve uma carreira política. Foi nomeado Presidente da província de Santa Catarina por carta imperial de 31 de maio de 1872, assumindo o cargo no dia 8 de julho, e governando até o mês de novembro.






 




 

Foi eleito deputado à Assembleia Geral (equivalente à Camara dos deputados) por São Paulo para a legislatura de 1872 a 1875, e reelegeu-se para a legislatura seguinte.

Foi membro da Assembleia legislativa do Estado de São Paulo nos anos de 1884, 1888 e 1889.

Em campinas, Delfino Cintra foi diretor do colégio “Culto à Ciência”, em 1876.


 
 



Delfino Cintra morreu em 1911, em São Paulo.


* Lamento não ter encontrado a imagem de Delfino Cintra, assim como outras informações sobre sua vida e sobre a rua que tem o seu nome.







A Rua Delfino Cintra tem seu início nas proximiadades da Praça Regente Isabel e da Avenida Andrade Neves, no bairro Botafogo, e seu término acontece na Avenida Francisco Glicério.


 


 










Fontes:




sábado, 20 de julho de 2013

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: O Edifício Mesbla


 
O EDIFÍCIO MESBLA
 
 



A Mesbla foi uma empresa de origem francesa que passou a atuar no Brasil com este nome em 1939, mas que se tornou genuinamente brasileira com o passar do tempo, e com a mudança de presidência e capital social. Já na década de
50, tinha lojas espalhadas nas principais capitais do país e em algumas cidades do interior.











 





Tornou-se referência nas cidades onde se fazia presente pelo grande porte de suas lojas, e por quase três décadas reinou praticamente sozinha no mercado de varejo, por ser a única empresa do gênero de abrangência nacional.

Em 1986, foi escolhida pela revista Exame, como a melhor empresa do Brasil.




 


 
Porém, na década de 90, a Mesbla passou a ter constantes prejuízos e a concorrência de outras empresas do segmento, fechando diversas lojas e demitindo milhares de empregados, sem conseguir livra-se da crise.

Nesta década, a Mesbla foi adquirida pelo empresário Ricardo Mansur que tentou salvar a empresa da falência, sem êxito.









Em julho de 1999, foi declarada a falência da Mesbla, sendo fechadas as portas da última filial de Niterói-RJ, em agosto do mesmo ano.



 



O edifício Mesbla está localizado na Avenida Doutor Campos Sales, no número 715.


 


sábado, 13 de julho de 2013

O BUSTO DE RAMOS DE AZEVEDO, EM CAMPINAS






Francisco de Paula Ramos de Azevedo nasceu em São Paulo, em 1851. Era engenheiro, arquiteto, administrador, empreendedor e professor. Trabalhou na Companhia Paulista de Vias Férreas, antes de se formar como engenheiro-arquiteto, em 1878, na Bélgica. Foi um curso alinhado ao historicismo das escolas politécnicas europeias em que predominam os estilos neoclássicos e o ecletismo. Sua graduação teve excelentes recomendações e ao voltar ao Brasil, Ramos de Azevedo estabeleceu seu primeiro escritório profissional na cidade de Campinas-SP. Sua primeira obra importante foi a conclusão da Igreja Matriz de Campinas, e após conhecer o Visconde de Indaiatuba, ele foi convidado para construir os edifícios da Tesouraria da Fazenda, da Secretaria da Agricultura e da Secretaria da Polícia, em São Paulo. Com estas obras, ele estabeleceu na capital paulista o maior escritório de projetos do século XIX e início do século XX: a F.P Ramos de Azevedo e Cia.






A habilidade de lidar com o poder público e os interesses privados possibilitou que Ramos de Azevedo ocupasse muitos cargos de comando e responsabilidade, como diretor da Companhia Mogyana de Estradas de Ferro, do Liceu de Artes e Ofício de São Paulo e da Escola Politécnica de São Paulo. Ele também foi Conselheiro da Caixa Econômica de São Paulo e da Comissão Administrativa do Theatro Municipal, e presidente do Instituto de Engenharia e Obras da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.






Seu Escritório Técnico de Projeto e Construção era famoso pelas obras e pelo numeroso grupo de engenheiros e arquitetos que, em conjunto, trabalharam sob sua direção. Dois deles, Ricardo Severo e Arnaldo Dumont Villares criaram a empresa Escritório Técnico Ramos de Azevedo & Villares S.A, após sua morte.










Na cidade de São Paulo, Ramos de Azevedo teve muitas obras de destaque, dentre as quais: os Prédios das Secretarias do Estado, o prédio da Escola Normal, abrigando hoje a Secretaria da Educação, o edifício do Liceu de Artes e Ofício, hoje sede da Pinacoteca do Estado, a Escola Estadual Prudente de Moraes, o prédio da Estada de Ferro Sorocabana, hoje Estação Pinacoteca, a sede dos Correios, o Palácio das Indústrias, e, sobretudo, o Teatro Municipal.

 
 
 
 
Ramos de Azevedo começou suas atividades em Campinas e suas principais obras foram: a Catedral Metropolitana de Campinas, o Colégio Politécnico Bento Quirino, o Mercado Municipal de Campinas “Mercadão” e o Colégio Técnico de Campinas (COTUCA).
Ramos da Azevedo dá nome à atual Rodoviária de Campinas e a uma praça na Avenida Andrade Neves.

Ramos de Azevedo morreu no Guarujá, em 1928.

 





Fontes:
 

sábado, 6 de julho de 2013

POEMA DEDICADO À IGREJA "NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO"


 
 





Salvo meus passos silentes,

Pilhando ao léu suas escadas

Em busca dos penitentes

Tão frementes,

Tão frementes junto ao nada.

 

O nada eu via defronte

Aquele pórtico belo,

Mas surgia em minha fronte

Uma ponte

Uma ponte de desvelo.

 

E, sobre a fé eu andava,

Adentrando o alvor latente,

Meu silêncio qual aldrava,

lá chamava

lá chamava o onipotente.

 

Eu ressurgia do fosso

Ajoelhado no altar,

Prostrando ao chão meu pescoço

De remorso,

De remorso a murmurar.

 

O órgão minh`alma fremia

Alentava-me a Hosana,

Talvez na reza eu fugia,

E teria,

E teria a crença lhana.

 




POEMA ESCRITO EM 11/05/2003
 

sábado, 29 de junho de 2013

NO CAMBUÍ - Crônica





O que pensava o pobre mendigo divagando pelas calçadas limpas e bem cuidadas da rua Maria monteiro, no Cambuí? O que pensava... invisível e sufocado pelos luxuosos edifícios residenciais que sombreavam sua miséria? Observado pelos vendedores elegantes das boutiques e pelos seguranças carrancudos das lojas de artigos de decoração? Sendo o mau-exemplo fotografado pelos smartphones das crianças ricas; sendo o exemplo de como a vida aplica seu castigo? O que ele pensava, tropeçando nas próprias pernas, silenciado pelo ronco das Mercedes, aspirando o delicioso perfume vindo dos café`s?
“ O jeito é ir tomar uma na Saldanha Marinho para me encontrar!”

 


 

Crônicas de Campinas
Alexandre Campanhola


sábado, 22 de junho de 2013

RUA ÁLVARO MILLER, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"

 
QUEM FOI ÁLVARO MILLER?
 
 
 
 
 
Abílio Álvaro Miller nasceu em Rio Grande no Rio Grande do Sul, em 1872.
 
 Foi poeta, ensaísta, jornalista, advogado, professor, membro do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas.
 
 Atuando como professor, lecionou História Geral. Também foi professor de psicologia e lógica no colégio “Culto à Ciência”, em 1907.
 
 Formado em Direito, exercia também a profissão de advogado.
 
 
Em 1927, foi orador da Associação Campineira de Imprensa.

 Publicou importantes críticas no jornal “Comércio de Campinas” sobre a arte de Lasar Segall, como a de 1913, quando Álvaro Miller denominou o pintor de “Um pintor das almas”.
 
 Publicou um livro, Sonho de Outono, em 1927, uma peça de teatro em verso.
 
 Álvaro Miller faleceu em Campinas, no dia 30 de dezembro de 1928.
 
 
* Devido a pronúncia do sobrenome Muller ser Miller, a maioria dos artigos, como este, adota esta forma de grafia.
 
 
 
 






 

A Rua Álvaro Miller tem seu início na Rua Rafael Sampaio e estende-se até a Rua José Paulino, na Vila Itapura. Nela concentram-se muitos edifícios residenciais e estabelecimentos comerciais.
 

 
 
 
Fontes:
 
 

sábado, 15 de junho de 2013

A PRAÇA GUILHERME DE ALMEIDA, EM CAMPINAS (Crônica)

 

PRAÇA GUILHERME DE ALMEIDA

 

 

A Praça Guilherme de Almeida é o ponto de encontro dos elementos que configuram a classe social campineira de menor status social. É onde estão presentes elementos assalariados de humilde condição financeira, elementos afetados pelo desemprego e pela mendicância.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não é uma praça ideal na busca de sossego e tranquilidade, aspectos esperados em uma praça, não apenas por causa da movimentação intensa de veículos nas Avenidas Francisco Glicério e Campos Salles e da Rua General Osório, mas também por ser esta praça um ponto de grande tráfego e concentração humana. É um local de reunião populacional numerosa.
 
 
 


 
 
 
 
Nesta praça esteve em atividade por muito tempo um importante orgão das decisões jurídicas de campinas, o "Palácio da Justiça", o qual também é uma referência no centro de campinas. Por irônia, na Praça Guilherme de Almeida, hoje em dia, encontram-se dezenas de injustiçados pela justiça da vida.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Provavelmente, a presença do "Palácio de Justiça" e dos ilustres doutores do Direito, atraiu ao longo do tempo os engraxates de Campinas, e hoje os bancos dos engraxates, que já garantiram o brilho de muitos sapatos luxuosos, destacam-se por envolverem a Praça Guilherme de Almeida e pelo caráter propagandista de sua estrutura. A presença dos taxistas também fortalece a importância que possuía o prédio da justiça.
 
 
 
 




Na praça onde se encontra um palácio que durante muito tempo cuidou da justiça campineira, não poderia haver melhor guardião que um homem que se formou em Direito, que participou da Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo e que, foi considerado o "Príncipe dos Poetas Brasileiros".
O busto do poeta Guilherme de Alemida, ilustre campineiro, mistura-se à massa popular que se aglomera nesta praça e observa eternamente a evolução das relações e condições humanas.





 
 
 
 
Esta é a Praça Guilherme de Almeida, um espaço à sombra do Palácio da Justiça onde trabalhadores transitam, onde mendigos escondem-se em seus cobertores rotos, onde o doutor engraxa seu sapato italiano, o religioso prega, o charlatão reúne pessoas para aplicar seu golpe, o desempregado senta-se no banco e examina os classificados do jornal...enfim, um espaço popular onde o povo mostra sua cara.












sábado, 8 de junho de 2013

O BUSTO DO PADRE ANCHIETA, EM CAMPINAS




José de Anchieta nasceu na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, na Espanha, em 19 de março de 1534.

Foi um padre jesuíta espanhol que atuou na catequização,  na defesa dos índios e evangelização no Brasil colonial, durante a segunda metade do século XVI. Foi também teatrólogo, historiador e poeta.

Estudou filosofia numa escola anexa à Universidade de Coimbra, em Portugal, sendo aceito em 1551, como noviço, na Companhia de Jesus, fundado por Inácio de Loyola.

Aos 19 anos, ingressou na missão que viria ao Brasil acompanhado por Duarte da Costa. Em 1554, chegou à São Vicente, onde teve os primeiros contatos com os índios.
 
 

Junto com o jesuíta Manoel da Nóbrega, fundou,em 25 de janeiro de 1554, um acanhado colégio onde rezaram uma missa na região denominada pelos índios de Piratininga, ao longo do Rio Tiête. O colégio fundado foi um embrião da cidade de São Paulo.

Também dirigiu os colégios dos jesuítas do Rio de Janeiro e de Vitória-ES.

Lutou conta os franceses estabelecidos na França Antártica, na baía do Guanabara, junto com Estácio de Sá, fundador da cidade do Rio de Janeiro.


O padre Anchieta morreu na cidade de Reritiba, a qual fundou em 1569, atual Anchieta, no Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 22 de junho de 1980.

 
 
 

 
 
O busto do padre Anchieta está situado na calçada do colégio Carlos Gomes e no início da Avenida Anchieta em Campinas, próximo à praça Carlos Gomes.
Também em Campinas, o padre é homenageado dando o nome a um bairro, a Vila Padre Anchieta.
 
 
 
 
 
Fontes:
 

sábado, 1 de junho de 2013

POEMA DEDICADO À BIBLIOTECA "PROFESSOR ERNESTO MANOEL ZINK", EM CAMPINAS




No silencioso bosque onde a cultura

Seus rebentos lança às curiosas mentes,

O passado e o futuro combinados,

Erguem o sol da aurora criativa.

 

Correm nobres ares neste recanto,

A primavera desprende seus perfumes!

Nos corredores de árvores diversas

Que glorioso é respirar as crenças.

 

Quem neste fértil chão com seus pés sente

O quanto são firmes estas raízes,

Também sólido será em seus passos,

Em seu florescer para novos planos.

 

As infantis presenças tão bisonhas

Querendo desbravar os horizontes;

A mocidade semeando os sonhos,

A maturidade em sua colheita...

 
 
 
 
 

A velhice ávida por saber mais,

Rega esse bosque de verdes caminhos;

Cultiva os ramos da estival esp`rança

Que sempre alentará as gerações.

 

Foi aqui neste espaço de lampejos,

Da fantasia nesta áurea morada,

Que aquele mancebo pulcro de outrora

Suas melhores horas engendrou.

 

Filho das quiméricas emoções

Sua paixão maior era sonhar;

Ante às estantes cheias quais pomares

Seus frutos preferidos escolher.

 

Alentando seu espírito ingênuo,

Daquelas folhas velhas e amarelas

Absorveu o sumo mais saboroso,

O conhecimento que nutri os homens.

 
 
 
Silencioso como um plácido monge,

Sentado sob a sombra do saber,

Nunca mais, cego, ele se perderia

Na escuridão dos dúbios pensamentos.

 

Habitante deste bosque sublime,

Ele crescia em meio àquela dádiva

De carregar em seus vindoiros anos

Da sabedoria a lanterna altiva.

 

De ver surgir as estações dos livros

Que o moldaram tenro, morigerado...

De ser grandioso nessa passagem

Do viver decorada de surpresas.

 

De seu saudoso culto a semente

Inda resta nestas terras sagradas;

Foi no seio fecundo desse templo

   Que ele plantou seu jovem coração.







A Biblioteca Municipal de Campinas "Professor Ernesto Manoel Zink" fica na Avenida Benjamin Constant, atrás da prefeitura municipal de Campinas.


Poema de Alexandre Campanhola