domingo, 10 de abril de 2016

O BUSTO DE ÁLVARO RIBEIRO





Álvaro Ribeiro nasceu em Campinas, no dia 17 de fevereiro de 1876. Era filho de Antônio Joaquim Ribeiro e Maria Augusta. Grande vulto popular, de prestígio e coragem, seu nome tornou-se um patrimônio de Campinas. Foi um grande defensor dos interesses públicos e célebre empreendedor de nossa cidade.

Atuou no meio político como vereador. Esteve presente por sete legislaturas consecutivas, desde 1906. Teve atuação admirável em ações de combate às epidemias de gripe que se estabeleceram em Campinas, no início do século XX.

 
 
 
 
 
Em 1921, realizou seu ideal de fundar um colégio que visava à preparação de candidatos à matricula nas escolas superiores da República, o Colégio Ateneu Paulista. Também participou da fundação e direção do Colégio Cesário Mota.
 
 
 
Aliou-se ao Doutor Mascarenhas em uma campanha notável e grandiosa para a construção de um hospital exclusivamente para crianças pobres. Foi assim que, em 1922, o jornalista Álvaro Ribeiro realizou seu sonho e viu nascer o Hospital Álvaro Ribeiro, do qual participou também da sua direção. Durante muito tempo, este hospital situou-se na Rua São Carlos, na Vila Industrial, colabororando para os cuidados da saúde infantil.
 
 
 
O jornalista Álvaro Ribeiro ficou três anos exilado em Portugal, por causa do fracasso da Revolução de 1924. Neste período, ele escreveu o livro “Falsa Democracia”, que denunciava o clientelismo político no Brasil.

Na imprensa campineira, sua atuação também foi muito expressiva. Auxiliou na criação dos jornais “Cidade de Campinas” e “Commércio de Campinas”.
No dia 20 de janeiro de 1912, fundou o jornal “Diário do Povo”.

No dia 4 de setembro de 1927, fez circular em Campinas seu grande sonho, o jornal “O Correio Popular”.






Álvaro Ribeiro faleceu em Campinas, no dia 13 de agosto de 1929, aos 53 anos de idade.





O busto de Álvaro Ribeiro está situado no Largo do Pará, em Campinas. Uma rua no bairro Ponte Preta também é nomeada pelo célebre campineiro, homenageando-o por sua importante participação na história desta cidade.





Fontes:



ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 2 de abril de 2016

AVENIDA OROSIMBO MAIA: Quem foi Orosimbo Maia?






Orosimbo Maia nasceu em Campinas, no dia 13 de dezembro de 1861. Filho de José Francisco dos Santos Maia e da dona Antônia Christina Pinto de Camargo, casou-se com Maria Maurício Maia com a qual teve oito filhos, entre eles, Octávia Maia de Freitas Guimarães, que ocupou por mais de 20 anos o cargo de Bibliotecária no famoso Colégio Culto à Ciência.


Foi um homem avançado em seu tempo, e segundo consta, foi o primeiro a instalar luz elétrica em sua residência situada no cruzamento da Rua General Osório com a Rua Luzitâna.
 








Foi proprietário de muitas fazendas entre Vinhedo e Campinas, mas viu-se despojado delas em consequência da quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929.





Membro do Partido Republicano Paulista, Orosimbo Maia foi eleito para assumir a prefeitura de Campinas em 1908. Exerceu o cargo de prefeito por três mandatos, totalizando quase vinte anos de atuação.
Como prefeito foi um grande incentivador do plano de urbanismo e demonstrou grande preocupação em controlar o crescimento da cidade e, ao mesmo tempo, proporcionar sua modernização.  Para isso, tomou uma série de medidas, especialmente em seu segundo mandato que foi de 1926 a 1930.







Foi destituído do cargo após o movimento revolucionário de 1932, e substituído por algumas horas pelo tenente-coronel Elias Coelho Cintra, no dia primeiro de outubro de 1932. Nesse mesmo dia, Alberto Cerqueira Lima assumiu o poder.

O Mercado Municipal, também conhecido como Mercadão, foi uma das principais obras realizadas por Orosimbo Maia, inaugurado no dia 12 de abril de 1908.








Fundou o Colégio Progresso em 8 de outubro de 1900, tradicional no território campineiro, que funcionou inicialmente na Chácara Guanabara, e em 1917, estabeleceu-se na Avenida Júlio de Mesquita. Orosimbo fundou o colégio como presente de aniversário à filha Odila, para que esta pudesse estudar em uma cidade que não tinha escola só para meninas naquela época.           






Orosimbo Maia faleceu no dia 19 de abril de 1939, na cidade de Campinas. Seu túmulo encontra-se no Cemitério da Saudade.






 
 
A Avenida Orosimbo Maia possui aproximadamente 2850 metros de extensão e é uma das maiores da cidade. Esta avenida tem como limite à oeste, a Avenida Senador Saraiva; e à leste, a Avenida José de Sousa Campos.




 
Ela é divida pelo Córrego Serafim, hoje conhecido como Córrego Orosimbo. São encontrados nesta Avenida importantes construções de Campinas como a Maternidade de Campinas e a Escola Técnica Estadual Bento Quirino, o Bentão. A Avenida Orosimbo Maia já foi endereço da importante companhia de laticínios do estado de São Paulo, Companhia Leco de Produtos Alimentícios, sendo extinta em 1982.

 
 
 
 

Fontes:


domingo, 27 de março de 2016

RETRATOS DE CAMPINAS: Fevereiro e Março de 2016





RUA DR. GUILHERME DA SILVA





ACADEMIA CAMPINENSE DE LETRAS





RUA ONZE DE AGOSTO





RUA JORGE MIRANDA






RUA FRANCISCO TEODORO





IGREJA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO






ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 27 de fevereiro de 2016

🍾 Bebidas Vannucci

A fábrica da Vannucci foi fundada em 1922 pelo imigrante italiano Hilário Vannucci, em Campinas. Seu nome na época era Destilaria Vannucci e especializou-se na fabricação de refrigerantes, xaropes e licores. A fábrica firmou-se no comércio e teve como endereço inicial o número 181 da Rua Álvares Machado.

 
 
 
 
 
  
 
 Imagem: Hilário Vannucci, fundador da fábrica de bebidas Vannucci







Em 1942, a direção da empresa passou para a responsabilidade dos filhos de Hilário, Lauro e Aldo Vannucci, que ampliaram e criaram a Bebidas Vannucci e Limitada.












 

Em 1970, o crescimento foi notável. Nessa época, o xarope de groselha conquistou o mercado nacional, ampliando e modificando a estrutura da fábrica.






Outro produto de sucesso da marca Vannucci foi o guaraná Caçulinha, que tinha sabor e garrafinha inconfundível.





 

Em 2003, a marca Vannucci foi adquirida por uma nova empresa, a Magnum Indústria e Comércio de Bebidas Ltda



sábado, 20 de fevereiro de 2016

APERTO DE MÃO É APERTO DE MÃO - Crônica




Acredito que um dos segredos de viver bem é nunca mudar a forma de se relacionar com as pessoas em virtude do meio em que elas vivem ou frequentam, do grau de educação, da posição social, da aparência... enfim, quando deixamos de lado as diferenças, descobrimos que em cada indivíduo há uma particularidade que deve ser considerada como a mais importante: o fato de ele ser filho de Deus tanto quanto sou. Sempre guiado por este princípio, nunca tive problemas em transitar por duas regiões de características diferentes e quase situadas em extremos opostos. Quando era estudante da escola SENAI, circulei muito pelos arredores do Terminal Central, uma região de aspecto decadente e marginalizado. Não foram poucas as vezes que fui abordado por prostitutas, as quais sempre respeitei; por bêbados, que nunca me causaram revolta; por mendigos, que jamais receberam da minha parte o desprezo. Passei muitas vezes naquele lugar, vi pessoas submetidas à própria sorte, boêmios, viciados e situações até divertidas, como rodas de samba e capoeira. Nunca tive nojo daquela gente, nem da comida por eles apreciada, do espaço para eles maravilhoso. E da mesma forma, quando circulo por bairros como o Cambuí, quando visito a feira do Centro de Convivência aos sábados, não me sinto incomodado por estar em meio às senhoras elegantes e refinadas que me perpassam. Aprecio sem sentimento de inferioridade, porque sou pobre, as lindas e ricas mocinhas que passeiam com seus cachorrinhos, não sou esmagado pelo luxo dos edifícios, como não sou engolido pelos becos. Para mim, um aperto de mão será sempre um aperto de mão, seja do distinto empresário da Maria Monteiro ou do mendigo do Terminal Central. O que muda entre estes amigos é o que o destino os reservou.




Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola

domingo, 7 de fevereiro de 2016

RETRATOS DE CAMPINAS: Janeiro de 2016






RUA ANTÔNIO CEZARINO





RUA DOUTOR MASCARENHAS





RUA BARÃO DE PARNAÍBA





AVENIDA JÚLIO DE MESQUITA







ALEXANDRE CAMPANHOLA



sábado, 30 de janeiro de 2016

MINHA HOMENAGEM A: Chico Amaral




Francisco Amaral, mais conhecido como Chico Amaral nasceu em Campinas, em 29 de janeiro de 1922. Filho de uma família rica de fazendeiros, que possuía como umas das fazendas a de Santa Terezinha, em Barão Geraldo, trabalhou desde jovem, rotulando e encaixotando vidros em um laboratório. Trabalhou também em uma salsicharia no Mercado Municipal.  Estudou no tradicional colégio Culto à Ciência.


 

Trabalhou também como jornalista, enquanto cursava filosofia na PUC-Campinas. Formado, assumiu o cargo de professor e diretor do Colégio Estadual de Amparo.

Cursou Direito em Niterói, Rio de Janeiro, para onde tinha se mudado nos anos 40, e quando retornou a Campinas, abriu seu primeiro escritório com outros 13 advogados atuando nas áreas trabalhistas e previdenciárias. Foi um dos importantes advogados dos ferroviários.

Foi eleito deputado estadual em 1962 pelo MDB, e deputado federal em 1967 por São Paulo na primeira de suas seis eleições. Fez parte do “grupo dos autênticos” no MDB, formado por deputados que combatiam a ditadura. Ajudou o deputado Márcio Moreira Alves, após um discurso deste contra a ditadura, a escapar da prisão dos militares, colocando-o no porta-malas de seu carro e levando-o para Campinas, onde ficou escondido por três meses no apartamento de José Roberto Magalhães Teixeira.





Participou da elaboração da constituinte de 1988 ainda como deputado federal.
Filiado ao MDB, elegeu-se prefeito de Campinas para o período de 1977 a  1982. Sua gestão foi marcada por várias licenças por motivos de saúde. Nesta gestão, ele procurou priorizar a periferia com a construção de casas populares, escolas, creches e postos de saúde. Renunciou ao cargo em maio de 1982 para candidatar-se a deputado federal.

Voltou ao posto de prefeito de Campinas em 1997. Foi neste segundo mandato que surgiu o Parque Oziel, uma das maiores ocupações da América Latina. O bairro, com histórico de violência e criminalidade, fica às margens da Rodovia Santos Dumont.

Foi de sua autoria a lei que permite usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra da casa própria.
Era reconhecido por sua atuação junto à periferia e aos mais pobres.
Na região do Boa Vista, uma recente ocupação recebeu o seu nome, Vila Chico Amaral.
No final de sua vida, foi filiado ao PMDB

 
Chico Amaral faleceu na madrugada de 28 de janeiro de 2016 no Hospital Irmãos Penteado de falência múltipla dos orgãos, e teria completado 93 anos no dia 29 de janeiro
 
 




“Eu talvez tenha interpretado muito mais os sentimentos, necessidades e carências da minoria do que os ímpetos e apetites das maiorias” – 28/12/2000 – Correio Popular – Chico Amaral

 

 


Fontes:


 

 

 

 


 

 
ALEXANDRE CAMPANHOLA


domingo, 24 de janeiro de 2016

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: O prédio da COBEC




Em 1938, no bairro do Bonfim, foi construído, na atual Rua Constituição, o primeiro prédio industrial da cidade de Campinas. Foi o terceiro edifício construído na cidade, sendo os anteriores o edifício Sant´Anna, na Rua Barão de Jaguara, com sete andares, e o Colúmbia, com cinco andares, na Rua General Osório.

 






O imóvel que foi utilizado pelo Instituto Brasileiro do Café, IBC, possui dois galpões separados por uma edificação central de seis pavimentos. O edifício central foi desenvolvido em dois módulos , sendo o primeiro com quatros pavimentos e dois galpões laterais, e o segundo com mais dois pavimentos, erguidos recuados em relação à fachada e laterais, compondo uma espécie de torre central. Ele era considerado um arranha-céu industrial.

 






Nele foram desempenhadas inicialmente atividades voltadas para o beneficiamento e a padronização do café.

 




Anos mais tarde, ele passou a ser sede da COBEC, Companhia Brasileira de Entrepostos e Comércio.






 

Hoje, este prédio está desativado e sob avaliação para um possível tombamento.

 









Fonte:
 

domingo, 17 de janeiro de 2016

RETRATOS DE CAMPINAS: Dezembro de 2015




JARDIM EULINA - RUA DOUTOR EDUARDO EDARGE BADARÓ







PRAÇA VINÍCIUS DE MORAES - JARDIM EULINA







RUA CONSTITUIÇÃO - BONFIM






LAGOA DO JARDIM EULINA





ALEXANDRE CAMPANHOLA

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

OS GATINHOS DO COLÉGIO CULTO À CIÊNCIA




Durante os três anos que estudei no colégio Culto à Ciência, entre os anos de 1999 e 2001, a presença de inúmeros gatos me chamou a atenção ao andar pelos pátios do colégio ou por seus arredores. Naquele jardim do saber onde estudaram grandes figuras do nosso país, como o pai da aviação Alberto Santos Dumont, o príncipe dos poetas Guilherme de Almeida, o jornalista Júlio de Mesquita, entre outros, alguns inesperados vultos me chamavam a atenção naquela época de mocidade e sonhos. O vulto dos bichanos que saltavam os velhos muros, corriam assustados nas áreas verdes do colégio, escondiam-se nos espaços que não ousávamos alcançar.

 




De onde eles surgiam? Por que eles gostavam tanto de se multiplicar naquele velho colégio? Seria pela aparência tão aconchegante daquele berço de tantos gênios ou pela ação de algumas pessoas solidárias da vizinhança, que uma vez ou outra se compadeciam com a situação dos gatinhos do Culto à Ciência.




 
 

Por algumas vezes, confesso, deparava-me com pratinhos cheios de rações no portão do colégio, deixado por alguma alma bondosa. Mas, nem todos se solidarizavam e os que faziam, infelizmente não faziam o suficiente, porque a presença dos gatos não era uma condição agradável. Aqueles gatinhos deixavam fezes por diversos cantos do colégio, circulavam por todos os lados correndo o risco de serem atropelados na Rua Culto à Ciência, nenhuma garantia tinham de sobrevivência.

 





Hoje, esses gatos ainda têm no interior do tradicional colégio um refúgio, mas há uma iniciativa muito importante e que poderá mudar o destino dos gatinhos do Culto à Ciência. É um passo significativo para resolver essa tradição que sempre foi um problema ignorado, talvez porque os olhares para o colégio sempre se voltaram para sua grande história, seus grandes homens, suas grandes conquistas. Pessoas como minha amiga Celeste Andrade Camargo têm dedicado tempo e esforço para melhorar as condições às quais os gatos estão submetidos no colégio e motivando pessoas a adotarem os filhotes que lá estão. A criação do Gatil de transferência do colégio Culto à Ciência, um lugar onde esses gatos são cuidados e encaminhados para uma possível adoção, é fundamental para o controle e o cuidado dos bichanos.








Uma atitude nobre merece ser fortalecida com gestos nobres, por isso comunico aos amantes de gatos que queiram realizar uma adoção, realizar o gesto tão esperado por aqueles que se empenham pela causa, que não se intimidem, mas procurem os realizadores deste trabalho importante e ajudem esses gatinhos. Um contato dos realizadores para que se possa estar por dentro da iniciativa e até tornar possível a adoção é este: 19 - 99413 4001 claro – whatsApp.






Fotos: Arquivo de Celeste Andrade Camargo


ALEXANDRE CAMPANHOLA


domingo, 13 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

EXTRA, EXTRA! SURGE A IMPRENSA CAMPINEIRA - Parte final



O DIÁRIO DE CAMPINAS
 
 
 
 
No dia 19 de setembro de 1875, começa a circular em Campinas um novo jornal, o Diário de Campinas, lançado graças ao empenho do jornalista e ex-caixeiro Henrique Barcellos, que conta com a ajuda de Antônio Duarte de Moraes Sarmento, ex-guarda-livros (avô do comunicador Rubens Moraes Sarmento), o ex-aprendiz de alfaiate Gonçalves Pinheiro e o ex-aprendiz de padeiro Joaquim de Toledo. O Diário de Campinas é uma continuação do jornal A Mocidade, que existiu entre os anos de 1874 a 1875, e que em seguida passou a ser denominado A Actualidade, e onde Barcelos e Sarmento haviam trabalhado. O novo jornal caracteriza-se por ser o primeiro jornal de publicações diárias na cidade e por ser defensor da causa abolicionista.

 
 
 
HENRIQUE BARCELLOS
 
 

Henrique Barcellos foi um notável professor de Língua Portuguesa e diretor do jornal Comércio de Campinas, além de escrever diversos trabalhos para o teatro. Mas, seu destaque na imprensa campineira acontece durante os anos em que exerce o cargo de diretor do jornal o Diário de Campinas. Mais tarde, ele funda o jornal Correio de Campinas e assume a diretoria do ginásio Culto à Ciência. Era um jornalista de têmpera, combativo e um defensor intransigente dos interesses do povo.

 

Josephina Sarmento, a primeira jornalista campineira, chega ao jornal aos 17 anos de idade, contratada pelo irmão Antônio Sarmento, diretor do Diário de Campinas na época. Ela contribui com importantes traduções e com mais de 118 folhetins.

 

Alberto Sarmento exerceu os cargos de advogado, delegado de polícia e promotor público, e fundou a Associação Protetora dos Pobres de Campinas durante o período de epidemia de febre amarela. Na imprensa campineira, ele faz parte do corpo editorial do Diário de Campinas. Dentre suas diversas atuações jornalísticas nas páginas do jornal, como na defesa do movimento republicano, ele defende a nobre ideia da fundação de uma casa para mendigos de Campinas, nas colunas do jornal.


Geralmente, nas primeiras páginas do Diário de Campinas são apresentados artigos que discutem o contexto nacional e notícias do país e internacionais. O contexto da grande lavoura e as preocupações com o futuro são constantes. São publicadas cartas de lavradores e mesmo representações do Clube da Lavoura apontando para algumas ações que devem ser tomadas pelo governo.

A respeito de seu apoio ao movimento abolicionista, em uma de suas publicações o jornal elogia os esforços à aprovação de Lei do Ventre Livre, sendo reconhecidos os avanços que esta representa para a questão escrava.

Muitas discussões cuja pauta é a abolição da escravatura são publicadas.

 
 

BUSTO DE ALBERTO SARMENTO
Durante o período da epidemia de febre amarela na cidade campineira, o Diário de Campinas denuncia a precariedade completa da infraestrutura urbana. Em suas páginas são publicados artigos da classe médica, que se tornam grandes debates e são combatidos por publicações de outros médicos, através do jornal a Gazeta de Campinas. No período crítico da epidemia, o Diário de Campinas é o único jornal que segue com suas publicações sob o comando de Antônio Duarte de Moraes Sarmento e Alberto Sarmento, enquanto os outros paralisam suas atividades.

 












O Diário de Campinas encerra suas atividades de 1901.

 

 

Fontes:






 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA