sábado, 3 de setembro de 2016

PREFEITOS DE CAMPINAS: Miguel Vicente Cury






Miguel Vicente Cury nasceu em Campinas, no dia 01 de janeiro de 1898. Filho de Vicente Cury e Júlia Cury passou seus primeiros anos de vida em Martim Francisco, nos arredores de Mogi Mirim. Sua família transferiu-se em seguida para Araras, onde Miguel Vicente Cury iniciou seus estudos primários.


 
 
Estudou Humanidades por cinco anos na Europa. Quando retornou a Araras, tornou-se comerciário. Após formar-se em Contabilidade, mudou-se para Mogi Mirim, onde criou em 1919, juntamente com seu pai, uma oficina de reformas de chapéus.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em 1920, regressou a Campinas e fundou, também com seu pai, a Fábrica de Chapéus Cury, que foi durante muito tempo a maior fabricante de chapéus do Brasil.

 
 
 

 
Em janeiro de 1948, assumiu o cargo de prefeito de Campinas. Encontrou as finanças do município em estado crítico, tendo chegado a realizar operações financeiras em endosso pessoal para manter ativos os serviços públicos. Ele introduziu grandes reformas nos serviços de interesses públicos e pôde desenvolver um intenso plano de atividades em favor de sua terra natal, sempre preocupado com os problemas dos bairros. O saneamento das finanças foi possível mediante a criação de um novo Código Tributário que propiciou um aumento de arrecadação.
 
 
 
 
 
 
O prefeito Miguel Vicente Cury implementou melhorias importantes na infraestrutura da cidade, com a ampliação da rede de esgotos, a pavimentação de diversas vias e a implantação de conjuntos habitacionais para a baixa renda (em conjunto com o IAPI e a caixa dos ferroviários). Promoveu significativas transformações urbanísticas, como o prolongamento da Avenida Andrade Neves até o Jardim Chapadão, o alargamento de vias centrais e a construção do viaduto sobre os trilhos da FEPASA, que posteriormente foi denominado Viaduto Miguel Vicente Cury.


 
 
 

Ainda em seu primeiro mandato, prestou suporte à construção o Aeroporto de Viracopos, realizada pelo governo estadual.
 
Seu mandato encerrou-se em maio de 1951, sendo sucedido pelo prefeito Arlindo Joaquim de Lemos Júnior.





Miguel Vicente Cury assumiu a prefeitura de Campinas pela segunda vez em janeiro de 1960.
 
Em seu segundo mandato como prefeito, ele efetuou a nova ampliação da estrutura de tratamento de água, duplicando sua capacidade, e introduziu a fluretação da água distribuída na cidade.
 
Instalou parques desportivos, como o Parque de Esportes do São Bernardo e o Conjunto Esportivo do Parque Portugal.
 
Colaborou com a administração estadual oferecendo terrenos necessários para a construção de 20 grupos escolares na cidade e distritos, participando da construção de alguns deles, que foram entregues em tempo recorde.
 
Seu segundo mandato encerrou-se em dezembro de 1963 e ele foi sucedido pelo prefeito Ruy Hellmeister Novaes.

 

 


 
 
Miguel Vicente Cury foi casado com Maria Batrum Cury. Foi pai de uma filha, Maria Júlia Cury Azem, e um filho, Aderbal Cury.

Foi considerado um administrador que objetivava o bem coletivo, sem personalismos, sem facções políticas, com raro tino administrativo e com probidade exemplar. Um homem simples e bom, avesso a qualquer ostentação e vaidade, além de apurada formação democrática. Honesto no trato das coisas públicas, jamais o seu nome viu-se envolvido em questões menos dignas.





Além do viaduto no centro de cidade, uma escola na Vila Padre Anchieta recebeu o nome do prefeito, assim como uma vila de casas populares da COHAB.

 
 
 

 
 
Miguel Vicente Cury faleceu no dia 24 de maio 1973, aos 74 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade.

 

 
 
 
 

 
 
 

Fontes:

 





 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

RETRATOS DE CAMPINAS: Julho e agosto de 2016

 
 
 
 
 
AVENIDA ANDRADE NEVES





RUA BOAVENTURA DO AMARAL







RUA DOUTOR QUIRINO





AVENIDA ANDRADE NEVES





RUA BOAVENTURA DO AMARAL






ALEXANDRE CAMPANHOLA


domingo, 21 de agosto de 2016

CAMPINEIROS OLÍMPICOS




Hoje, dia 21 de agosto de 2016 encerram-se os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Vale lembrar neste dia alguns dos grandes atletas que nasceram em Campinas e conquistaram a tão sonhada medalha olímpica. Meus parabéns não apenas a estes atletas, mas a todos os atletas campineiros ou não que se dedicam ao esporte e são exemplos de superação, de esforço e paixão.



Sérgio Luíz Donizetti, o João Paulo nasceu em Campinas, no dia 09 de julho de 1964. Foi um jogador de futebol brasileiro que começou sua carreira no Guarani de Campinas e atuou por muitos clubes brasileiros. Também atuou na Itália e no Japão. Jogou na Seleção brasileira olímpica em 1988, quando conquistou a medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Seul.






Maurício Camargo Lima, o Maurício, nasceu em Campinas, no dia 27 de janeiro de 1968. Foi radialista e destacou-se no mundo esportivo como jogador de voleibol. Defendeu por muito tempo a seleção nacional e conquistou muitos títulos. Participou de cinco olímpiadas e conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, e nas Olimpíadas de Atenas, em 2004.






Fabiana Harumi Sugimori, a Fabiana Sugimori nasceu em Campinas no dia 1 de dezembro de 1980. Perdeu a visão um pouco depois de seu nascimento. Foi nadadora profissional do Tênis Clube de Campinas (TCC). Disputou três Paralimpíadas. Conquistou a medalha de ouro nos jogos Paralímpicos de Sydney, em 2000, em Atenas, 2004 e foi medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008, sempre disputando os 500 metros livres da natação.






Daniel de Farias Dias, o Daniel Dias nasceu em Campinas no dia 24 de maio de 1988. Nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, e aos 16 anos descobriu o esporte. Passou a dedicar-se a natação e tornou-se um grande campeão paralímpico. É detentor do recorde mundial nas provas de 149 e 200 metros livre, 100 metros costa e 200 metros medley e recordista. Conquistou quatro medalhas de ouro, quatro medalhas de prata e uma medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008 e seis medalhas de ouro nos Jogos Paralímpicos de Londres.







Arthur Nory Oyakawa Mariano, o Arthur Nory, nasceu em Campinas no dia 18 de setembro de 1993. Aos 10 anos descobriu sua paixão pela ginástica e treinando no Clube Pinheiros resolveu dedicar-se inteiramente ao esporte, uma vez que também treinou durante muito tempo o judô. Em julho de 2016, foi incorporado ao COMAER, Comando da Aeronáutica e passou a possuir a graduação de Terceiro-Sargento, integrando o Quadro de Sargentos da Reserva de segunda Classe Convocados. Os militares atletas representam as Forças Armadas do Brasil em torneios desportivos militares  nacionais e internacionais. Sua dedicação resultou na conquista de títulos de expressão na ginástica, inclusive a medalha de bronze na modalidade solo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.








ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 14 de agosto de 2016

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A empresa CCTC




A empresa CCTC, Companhia Campineira de Transportes Coletivos, pertencente ao grupo Viação Cometa, chegou à Campinas em 1951, através da compra das linhas da Viação Lira, que operava na cidade naquela época. No final daquela década já contava com 16 linhas em operação. Em 1954, a CCTC comprou as linhas de bonde da Companhia Campinas de Tração, Luz e Força, incluindo 28  bondes, 13 linhas e 26 Km de trilhos.

 



 
 
Em 1960, a empresa reaproveitou o ramal da Sorocabana até Cabras e fez a linha de 24 bondes. A CCTC chegou a ter 58 Km de linhas implantadas. Em 1964, com o crescimento da cidade, a empresa começou a desativar os bondes, até que em 24 de maio de 1968, o último bonde campineiro circulou naquela noite pela cidade.

 
 
 
 

Na década de 70, a CCTC teve uma atividade predominante em Campinas. Operava da forma que queria, alugava linhas para outras empresas operarem em trechos que eram desprovidos de asfaltamento ou eram muito distantes e pouco rentáveis. O esquema da empresa com a prefeitura era de barganha, renovando a frota apenas após generosos aumentos da tarifa. Ainda assim, a população aprovava seu serviço.

 
 
 
 
 
 

Em 1979, o prefeito Francisco Amaral licitou as linhas da cidade e a CCTC perdeu sua hegemonia. Mesmo assim, a empresa continuou operando mais da metade das linhas sozinha e ficou com as mais rentáveis. Em 1985, trouxe os primeiros CMA Scania para operar no Terminal Barão Geraldo nas linhas troncais. Os carros, todos vermelhos, foram apelidados de “boi vermelho”.

 
 
 
 

Em 1987, foi formada a Câmara de Compensação Tarifária, em que as empresas fariam um depósito único dos valores recebidos de tarifa e depois rateariam proporcionalmente, a fimde uma empresa não era aceito pela outra. A CCTC discordou da criação da Câmara e anunciou sua saída da cidade , o que ocorreu em 1989, quando suas linhas foram divididas  entre três empresas.

 

 

 

Fontes:

 

https://campinasnostalgica.wordpress.com/2014/page/5/

 
 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

sábado, 30 de julho de 2016

RUA DUQUE DE CAXIAS: Quem foi o Duque de Caxias?


Luís Alves de Lima e Silva nasceu em 25 de agosto de 1803, no município de Porto da Estrela, que hoje tem o nome de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Era filho do Tenente Francisco de Lima e Silva e Cândida de Oliveira Belo.

Aos cinco anos de idade, no dia 22 de novembro de 1808, Luís Alves de Lima e Silva foi admitido como praça no Regimento de Infantaria de Linha , seguindo uma tradição familiar de várias gerações. Aos quinze anos, matriculou-se na Real Academia Militar, de onde saiu como tenente para ingressar em uma unidade de elite do Exército do Rei.



 
Luís Alves de Lima e Silva tornou-se notável no período imperial por combater algumas revoltas que ocorreram no território brasileiro, após a proclamação da independência, em 10 de novembro de 1822. Foi reconhecido como um chefe militar de admirável bravura, dotes estrategistas e virtudes de pacificador.

A primeira campanha que ele participou foi na pacificação dos revoltosos na Bahia, no movimento contra a independência sob o comando do general Madeira de Melo.

Com a vitória contra aquele movimento que foi denominado Batalhão, foi promovido capitão e recebeu a Imperial Ordem do Cruzeiro das mãos de Dom Pedro I. Também recebeu, no sul do país, as insígnias de major e as comendas da Ordem de São Bento de Avis e Hábito da Rosa, quando naquela sorte foi chamado para manter a unidade nacional na Campanha  da Cisplatina.

Após a abdicação do imperador Dom Pedro I, em 1831, permaneceu ao seu lado e teve participação importante no Batalhão Sagrado, para manter a ordem no Rio de Janeiro.  Organizou a Guarda Nacional que depois se transformou em Guarda Municipal Permanente.



Em 1833, casou-se com Ana Luiza de Loreto Carneiro Vianna, na época com dezesseis anos de idade. Com ela teve duas filhas, Luiza de Loreto e Ana de Loreto, e um filho, Luís Alves Jr.

Foi por sua participação importante para combater os revoltosos do Movimento da Balaiada, no Maranhão, que o tenente-coronel Luís Alves de Lima recebeu o título de nobreza de o Barão de Caxias, pois foi a cidade maranhense de Caxias palco de batalhas decisivas para a vitórias das forças imperiais. Este título foi outorgado no ano de 1841, e neste mesmo ano Caxias foi eleito deputado à Assembleia Legislativa pela Província do Maranhão.





Em 1842, Caxias comandou a repressão às revoluções liberais ocorridas em São Paulo e Minas Gerais, e foi nomeado Comandante-Chefe do Exército em operações, Comandante das Armas da Corte, cargo que já havia sido ocupado por seu pai, e Presidente da Província do Rio Grande do Sul. Esta nomeação foi uma medida tomada pelo Imperador Dom Pedro II que temia pelo fortalecimento da Revolta Farroupilha, no sul do império. No dia primeiro de março de 1845, foi assinada a paz de Ponche Verde, que deu fim à Guerra dos Farrapos. Em abril daquele ano,Caxias foi promovido Marechal de campo.

Ainda no Rio Grande do Sul, tornou-se senador do império, em 1847, e foi nomeado Comandante e Chefe das forças no sul, em 1852, por causa das tensões na fronteira do estado. Desempenhou com êxito uma campanha contra os ditadores Rosas, da Argentina, e Oribe, do Uruguai. Neste mesmo ano, tornou-se Marquês de Caxias.


Voltou a ocupar posições políticas após um tempo em que cuidou da saúde, sobretudo de uma moléstia hepática que o acometeu. Tornou-se Ministro da Guerra, Chefe do Gabinete Conservador e já com os liberais no poder, Conselheiro de Guerra.





Em 1866, enfrentou, talvez, seu maior desafio. Foi convidado para assumir a função de treinar e reorganizar as tropas que atuavam na Guerra do Paraguai. Caxias já havia exercido a função de conselheiro no começo da guerra, e tinha que reverter uma situação de crise vivida pela Força Nacional envolvida no combate. Ele instituiu o avanço de flancos gerais, o contorno de trincheiras e o uso de balões cativos para espionagem.


Sucedeu-se uma série de batalhas vitoriosas e depois da célebre Batalha de Itororó seguiu-se a campanha final, a Dezembrada. Foi sua última vitória. Quando retornou ao Rio de Janeiro, Caxias recebeu o título de Duque, aos 66 anos de idade, tornando-se o único brasileiro a merecer esta honraria.

Ainda continuou a atuar ativamente na política do império, como Conselheiro do Estado, Presidente do Conselho e Ministro de Guerra. Retirou-se do cenário político por motivos de saúde.

O Duque de Caxias teve dentre os inúmeros reconhecimentos e homenagens no território nacional ao longo do tempo, o título de Patrono do Exército Brasileiro, em 1962.

Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, morreu onde viveu os últimos anos de sua vida, na Fazenda Santa Mônica, em 7 de maio de 1880.

 
 

A Rua Duque de Caxias foi chamada anteriormente de Rua do Tanque. Ela tem início na Avenida Prefeito José Nicolau Ludgero Maseli e estende-se até a Rua Coronel Quirino, no Cambuí. Ao longo de seu trajeto, encontra-se alguns lugares conhecidos e históricos de Campinas, como a Largo do Pará e a Obra Social São João Bosco. Seu nome homenageia o grande patrono do Exército brasileiro.  



 




Fontes:



 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 10 de julho de 2016

PARA SEMPRE CARLOS GOMES


É incontestável a importância do maestro Carlos Gomes para Campinas. Foi ele quem projetou o nome desta ilustre cidade brasileira para o mundo, através de seu talento e suas admiradas obras, como O Guarani. A cidade campineira tem muito orgulho de ser a terra natal deste grande homem, que tem seu nome reconhecido e respeitado em todo o país, e em diversas partes do mundo. Por isso, basta andar pelas ruas do centro campineiro para encontrar algum lugar que foi batizado com seu nome ou foi inscrita alguma informação que remete ao grande homem campineiro. Nesta publicação, foram escolhidos alguns lugares que homenageiam Carlos Gomes.



Praça "Ópera A Noite no Castelo", situada nas proximidades no Mercado Municipal. Homenageia a primeira ópera de Carlos Gomes





Neste local nasceu Carlos Gomes, em uma casa que não existe mais.
Situa-se na Rua Regente Feijó, 1261. Atualmente existe um hotel nesta localidade.






Museu Carlos Gomes no Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas - CCLA
Rua Bernardino Campos, 989





Largo do Pará - Está praça recebe esta denominação porque Carlos Gomes viveu e faleceu no estado do Pará, na cidade de Belém.





Monumento túmulo à Carlos Gomes - situa-se na Praça Antônio Pompeo





Praça Carlos Gomes - envolvida pelas ruas Irmã Serafina, Conceição, Boaventura do Amaral e General Osório





Escola Estadual Carlos Gomes - Avenida Anchieta, 80




Estes são apenas alguns lugares cujos nomes ou referências homenageiam o grande maestro Campineiro. Se você quiser comentar e citar outro lugar que conheça, fico muito agradecido pela participação.



ALEXANDRE CAMPANHOLA



* Algumas imagens foram retiradas da Internet

ESTAÇÃO BOA VISTA VELHA - Um pouco de história




A estação Boa Vista Velha foi inaugurada em 1875, na região antes denominada Fazenda Boa Vista, em Campinas.  A empresa responsável por sua construção foi a Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

 
 
 
 
 
Naquela época, o transporte ferroviário era o principal meio de escoamento do principal produto de comercialização das cidades do interior paulista, o café. Surgiram assim, importantes empresas responsáveis pela implantação e manutenção das vias ferroviárias, como a própria Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

 



Na década de 70 do século XX, na região da Fazenda Boa Vista, onde se situa a Estação Boa Vista Velha, foi inaugurada a empresa da General Electric, que inicialmente se especializou na fabricação de locomotivas. Com a chegada da multinacional, tornou-se mais intensa a movimentação de veículos e pessoas nessa região, onde predominou por muito tempo a atividade agrícola.

 
 
 
 

Em 1972, sob a administração da FEPASA, a Estação Boa vista passou a ser ponto de partida para a variante Boa Vista - Guedes, que passava pela refinaria de Paulínia. Alguns anos depois, das linhas da Boa Vista passou a sair uma linha que uniria essa estação a Mairinque, na antiga Sorocabana.

 



Com o passar dos anos, a atividade ferroviária entrou em declínio no país, e isto fez com que diminuíssem bruscamente as movimentações que aconteciam na Estação Boa Vista Velha.

 

 

Em 1996, mesmo em mau estado de conservação, a estação mantinha funcionários que cuidavam das manobras dos trens da FEPASA, que faziam suas manobras para ir para Mairinque, Rio Claro e Paulínia.


 



Em 2000, a estação já estava abandonada e depredada. As suas operações passaram todas para a estação de Boa Vista-Nova, na variante Boa Vista-Guedes.

 









Em 2011, a estação estava pintada de marrom na lateral e totalmente depredada por dentro, tendo desaparecidos os pisos de madeira. O Andar debaixo, acessível pelo outro lado da estação, estava aparente.

 

 

Em 2016, a velha estação continua em seu estado de abandono. Suas paredes encontram-se pichadas e danificadas. As telhas estão quase destruídas por completo, expondo o interior da construção às ações do tempo. Em seu interior, as paredes também estão pichadas e afetadas por depredações. O piso foi totalmente destruído e há muito entulho da própria construção. 







Há casas derredor que foram construídas na época das atividades da estação, porém a região encontra-se em estado de inatividade, pois circulam poucos trens atualmente. Com a ocupação de algumas terras e o surgimento de novos bairros, como Chico Amaral e Shalon, junto ao surgimento de algumas empresas, hoje se percebe uma frequente movimentação de pessoas e veículos, salvo aquelas que passaram a existir em virtude da presença da multinacional General Electric naquela região.

 



 

 

Fontes:

 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

 

sábado, 2 de julho de 2016

RETRATOS DE CAMPINAS: Junho de 2016

 
RUA LUZITANA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA
 
 
 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Antônio Ferreira Cesarino




Antônio Ferreira Cesarino nasceu em 1808, na Vila do Paracatu do Príncipe, noroeste da então Província de Minas Gerais. Nada se sabe sobre sua mãe, sequer o nome, pois ela morreu após o menino nascer. Antônio Cesarino foi confiado a uma tia paterna, que o criou em uma das fazendas próximo a Vila.  Através da tia Mariana, ele aprendeu a ler, escrever e contar. Era filho de um negro alforriado, ou seja, que havia obtido sua libertação. O nome de seu pai era Custódio. Cesarino o conheceu apenas aos 11 anos de idade, quando o tropeiro retornou à Vila do Paracatu do Príncipe.  Custódio entrou em Campinas, chamada Vila de São Carlos na época, com uma tropa de mulas durante o período escravista, em 1838, e resolveu vender a tropa para que o filho de 14 anos pudesse estudar.
 

 

Como já sabia ler e escrever na adolescência, Antonio Cesarino ganhou prestígio para com João Francisco de Andrade, capitão-mor e importante fazendeiro da região, o qual foi a maior autoridade da Vila de São Carlos, Campinas, durante longos vinte anos. Antônio Cesarino na idade adulta tornou-se feitor de engenho, acompanhava a produção da cana de açúcar e conhecia os tempos de plantar, limpar, cortar e fazer a roça. Também atuava no trato com os escravos e na defesa das terras de seu senhor. Trabalhava arduamente na fazenda de João Francisco de Andrade, vivendo de maneira diferenciada, ganhando um bom salário e desempenhando funções de destaque.

Antônio Cesarino também estudava música com Maneco músico, Manoel José Gomes, pai de Carlos Gomes.
Quando deixou a fazenda, ele exerceu outras ocupações como carpinteiro, músico e alfaiate. Esta última atividade o renumerava satisfatoriamente. Na época em que era alfaiate, estudava à noite e conseguiu o diploma de professor.



 
Casou-se com Balbina Gomes da Graça, negra e alfabetizada, no final da década de 1820. Passou a trabalhar com a comercialização de fazendas (tecidos) após o casamento, mas tempos depois atuou como mascate visitando outras regiões do país. Quando voltou, tinha uma relevante quantia de dinheiro que pôde juntar, e fundou com sua esposa um colégio feminino.

Antônio Cesarino fundou a escola Perseverança, em 10 de março de 1860. A escola funcionou até 1876. Ficava na Rua do Alecrim número 1, atual Rua 14 de Dezembro, esquina com a Rua América, atual Dr. Quirino. Anos após sua inauguração, seu endereço passou a ser na Rua do Comércio, atual Rua General Osório, em frente ao atual Centro de Convivência. Era uma das poucas escolas da época imperial que se dedicava à alfabetização dos negros. Também recebia alunas brancas durante a tarde, que pagavam uma mensalidade ao conceituado professor Cesarino. Através dessa arrecadação, ele podia manter a instituição e dar aulas para mulheres escravas e negras no período noturno. O colégio era dirigido pela D. Bernardina Gomes Cesarino, filha mais velha de Antonio Cesarino. Era uma escola de alto nível, uma das que mais teve expressão na época. Em 1875, contava com 50 alunas, algumas pertencentes às melhores famílias da cidade que pagavam mensalidades altas. Foi também através desses valores recebidos, que Antônio Cesarino pôde comprar a liberdade de algumas escravas ligadas a ele, como uma senhora negra que prestava serviços à escola e uma criança que estava sendo maltratada.
 



Curiosamente, Apesar da cor negra e das raiz familiar ligada à escravidão, Antonio Cesarino era classificado sob o designativo “pardo”. Isto se deu devido a uma leitura de sua cor em relação à sua condição social e ações sociais.

Foi bisavô de Antonio Ferreira Cesarino Júnior, importante jurista brasileiro e nascido em Campinas, que foi sistematizador do Direito do Trabalho no Brasil, com a publicação dos primeiros livros sobre a matéria.

É homenageado dando seu nome a uma rua no bairro Cambuí, em Campinas.

Antônio Ferreira Cesarino morreu em 1892.

 

 

Fontes:




 
ALEXANDRE CAMPANHOLA