domingo, 25 de outubro de 2015

NAQUELE JARDIM








Lembro-me bem daquela mocidade, cujo perfume impregnou-me de tal forma que ainda sinto-me o mais cheiroso dos homens, quando paro defronte àquele saudoso jardim. Foi lá, no inesquecível colégio “Culto à Ciência”, que escrevi meus primeiros versos de amor, animado pela inspiração que somente os lugares mais sagrados podem trazer à nossa alma. Foi lá que vivi intensas paixões, foi lá que deixei minha alma sonhadora, a qual quando paro defronte ao saudoso jardim fico feliz em encontrar. Como era maravilhoso ser o poeta! Não o craque do time de futebol, o melhor skatista, o mais lindo dos meninos, o mais popular... eu tinha minha particularidade e quem me admirava por escrever nas folhas de caderno aquilo que ocorria na realidade de minhas emoções. Ainda me vejo a caminhar pelos pátios antigos, a adentrar as salas, a sentar-me em um banco qualquer para observar de longe naquele jardim a minha flor predileta, aquela que minha alma sonhadora ainda procura no “Culto à Ciência”, para provar que os verdadeiros amores são eternos.






CRÔNICAS DE CAMPINAS - Alexandre Campanhola

domingo, 18 de outubro de 2015

UMA HOMENAGEM AO DIA DOS MÉDICOS: Grandes médicos de Campinas


 
 
 
 
Doutor Mascarenhas

 
 
 
 
 

Francisco de Araújo Mascarenhas nasceu em Campinas, em 1868. Foi médico, veterinário e político. Especializou-se no atendimento de crianças não fazendo distinção entre pobres e ricos. Ao lado do amigo Álvaro Ribeiro, lutou e colaborou para a fundação do Hospital das Crianças Pobres “Álvaro Ribeiro”, que durante muito tempo existiu na Rua São Carlos, Vila Industrial.

 

 
 


Doutor Thomaz Alves

 
 
 
 


Thomaz Augusto de Mello Alves nasceu no dia 24 de dezembro de 1856, no Rio de Janeiro e morreu no dia 23 de abril de 1920. Atuou durante o período da terrível epidemia de febre amarela de 1889, e teve um dedo indicador inutilizado devido a uma infecção contraída, quando cuidava de um doente. Seus ingentes e louvados esforços possibilitaram a fundação da Maternidade de Campinas. Atuou também na epidemia de gripe de 1918 com uma ação constante e caridosa.

 

 

 

Doutor Ricardo
 


 

 
 
 
Ricardo Gumbleton Daunt nasceu em Cork, na Irlanda, em 30 de agosto de 1818 e faleceu no dia 7 de junho de 1893. Ele teve atuação marcante na cidade como defensor das tradições locais e como médico dos pobres e arrimo dos inválidos. Conquistou a fama de luminar da Medicina, sobretudo pelo caráter enfático com que sublinhava seus diagnósticos e opiniões.

 



 

Doutor Mario Gatti







Mário Gatti nasceu em Nápoles, na Itália, em 11 de fevereiro 1879 e morreu em Campinas, em 3 de março de 1964. Na década de 1950, Mario Gatti destacou-se ao ser um dos primeiros médicos a prestar socorro às pessoas que estavam no Cine Rink, na ocasião do desabamento de seu teto. Ele já tinha mais de 70 anos, e mesmo doente, fez questão de se juntar aos seus colegas de profissão para salvar vidas. Ganhou uma medalha por tal gesto. A cirurgia ensaiava os seus primeiros passos no Brasil, quando o italiano já realizava com sucesso operações de estômago e próstata. Ficou conhecido como o médico que resolvia tudo, e as pessoas da época diziam quando alguma coisa não tinha solução “Isso nem Mario Gatti resolve”. Mario Gatti foi um dos fundadores da Maternidade de Campinas.

 

 

 

Doutor Álvaro Ribeiro

 

 
 
 
 

Álvaro Ribeiro nasceu em Campinas, no dia 17 de fevereiro de 1876 e morreu no dia 13 de agosto de 1929, em Campinas.  Contribuiu para a fundação do “Hospital para Crianças Pobres”, que por muito tempo levou seu nome. Álvaro Ribeiro tomou diversas medidas para ajudar a população carente de Campinas, sobretudo na área da saúde.

 

 

 

Doutor José Barbosa de Barros

 
 
 
 
 
 

José Barbosa de Barros nasceu em Campinas, em 14 de setembro de 1877 e morreu no dia 16 de fevereiro de 1949, em São Paulo. Destacou-se como um médico competente, bondoso e paciente com as pessoas, independentemente da classe social e da condição econômica. Enquanto esteve em Campinas, colaborou com todas as direções da Maternidade, mas nunca exerceu o cargo de presidente da mesma, apesar de suas qualidades e sua importância. Também foi médico-cirurgião destacado no hospital Beneficência Portuguesa.

 

 

Doutor Francisco Betim Paes Leme

 
 
 
 

Francisco Betim Paes Leme nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio de 1859 e morreu em fevereiro de 1930, em Campinas. Destacou-se, em 1918, no cuidado aos ferroviários enfermos na epidemia de gripe. Ajudou na fundação da Maternidade de Campinas, e presidiu a entidade de 1921 a 1924. Após deixar o cargo, fundou e foi o primeiro presidente da respeitada Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. Também trabalhou no Hospital Beneficência Portuguesa.

 

 

 

Doutor Costa Aguiar

João Guilherme da Costa Aguiar nasceu em Itu, em 11 de Julho de 1856 e faleceu em Campinas no dia 19 de Maio de 1889. Modesto e caritativo, prestou os mais assinalados serviços à pobreza, tornando-se um dos diretores do Hospital Municipal estabelecido em Campinas e alguns anos depois, no edifício do Circoli Italiani Uniti, onde foram recolhidas pessoas atacadas do terrível mal (febre amarela) no século XIX, em Campinas. Costa Aguiar envolveu-se tanto com os doentes da terrível peste que ao final ele mesmo veio a contrair a enfermidade, sendo mais tarde uma de suas vítimas.

 



ALEXANDRE CAMPANHOLA


domingo, 11 de outubro de 2015

RETRATOS DE CAMPINAS: Setembro de 2015




MERCADO MUNICIPAL DE CAMPINAS





RUA MARECHAL DEODORO






PRAÇA ANÍBAL DE FREITAS





AVENIDA BARÃO DE ITAPURA






ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 10 de outubro de 2015

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A fábrica da Gevisa




 












Situada no bairro Boa Vista, a empresa Gevisa chegou à Campinas na década de 60, mais precisamente em 1962, com a denominação General Electric do Brasil. 


Siga a página CAMPINAS, MEU AMOR 🇧🇷❤️ no Facebook:





Em uma região suburbana de Campinas, nas proximidades do distrito de Nova Aparecida foi construído pela multinacional GE um complexo industrial que agrupou algumas indústrias, cuja principal era a General Electric especializada na construção e reformas de Locomotivas. Essa empresa também ingressou no segmento de motores elétricos ainda neste período e abasteceu com seu produto os mercados de metrôs, de geração de energia elétrica, petrolífero, dentre outros.




 

 
 

Nos primeiros anos de sua presença na cidade campineira, a General Electric recebeu  a encomenda de 400 motores de tração e 100 conjuntos de motogeradores para a Rede Ferroviária Central.

 
Também houve momentos que a empresa chegou a montar 70 locomotivas por ano, número somado entre a fábrica de Campinas e de Contagem, em Minas Gerais.

 



Em 1964, a GE assinou um contrato com o governo do Estado de São Paulo para a fabricação de 40 locomotivas . Foram as primeiras produzidas totalmente no Brasil.


Na década de 80, a General Electric consolidou-se no segmento de motores elétricos e tornou-se uma das principais referências no Brasil na fabricação deste produto, que praticamente é aplicado atualmente em 30% das indústrias do Brasil.

 
 
 
 
 
 
Em 1993, após algumas crises financeiras desencadeada sobretudo pelo declínio da atividade ferroviária no país, essa empresa mudou seu nome para Gevisa, nome oriundo da formação de uma Joint Venture envolvendo as indústrias Villares, 45%, o grupo Albatroz (Banco Safra), 10% e a própria GE 45%. Com a associação, a Gevisa também passou a apostar no negócio das ponte-rolantes, se bem que seu principal produto ainda era os motores elétricos de grande porte.

 




Mas, apesar da crise ferroviária, a Gevisa continuou atuando no segmento de reformas de locomotivas e serviços industriais para complementar seu negócio em Campinas.

 

Em 1997, a GE aumenta seu capital de ações para 67,5% na Joint Venture Gevisa. No ano 2000, ela adquire as ações da Villares e do Banco Safra no negócio.

 
 

Em meados dos anos de 2009, uma nova crise financeira resultado dos efeitos da crise mundial fez com a Gevisa mudasse sua razão social para GE Energy Motors, sendo incorporada pela GE Energy que atua no segmento de energia e é um dos negócios da General Electric mundial.

 

Nos anos recentes, em um processo de reinvenção, a conhecida Gevisa, atual GE Energy Motors começou a investir no segmento de energia eólica fabricando o Hub, uma das peças que compõem o Aerogerador. A empresa tem obtido bons resultados com este novo produto, que faz parte de seu ramo de atuação voltado a soluções para geração de energia. Junto ao negócio de motores, o hub mantém a Gevisa como uma importante empresa na cidade de Campinas, que gera diversos empregos e contribui para o crescimento da cidade.
 
 
 
 
 
 
 
Também é destacável as inúmeras oportunidades de desenvolvimento profissional oferecidas pela empresa a alunos das escolas técnicas Senai e suas iniciativas sociais feita junto a entidades sociais e educacionais na região do bairro Boa Vista, como o Espaço Brincar inaugurado no bairro Shalon concebido com recursos e mão-de-obra da GE Volunteers.
 
 
 
 
 

 



😎 Que tal voltar a Campinas dos anos 80?



Imagine passear novamente pelas ruas movimentadas de Campinas, sentir o cheiro dos doces da Padaria Orly, ler sobre lojas como a Muricy, Rua Treze de Maio, e se emocionar com as histórias de uma juventude cheia de sonhos, amizades e descobertas.





📖 “Quando Campinas Era o Mundo” é um mergulho em memórias reais que vão despertar em você aquela saudade gostosa de uma época que jamais voltará.

👉 Garanta seu eBook por apenas 2,90!
🎁 Você ainda ganha outro eBook

✔️ Pagamento via Pix
✔️ Entrega rápida no seu e-mail
✔️ Você só paga depois de receber
💡 Esse preço é especial e por tempo limitado!

📩 Para eu enviar o seu também, informe seu e-mail no formulário Google abaixo :

ENTRE NO FORMULÁRIO, DEIXE SEU E-MAIL, PARA EU ENVIAR TEU EBOOK:


🔗 https://forms.gle/W3RZDNCN7JMsM49P7




SEJA UM APOIADOR DESTE TRABALHO 








SE VOCÊ SE INTERESSA EM SABER MAIS SOBRE O COTIDIANO DO CENTRO CAMPINEIRO E LEMBRANÇAS DO PASSADO DA CIDADE, ADQUIRA O LIVRO "CAMPINAS ASSIM":

https://loja.uiclap.com/titulo/ua80605/




AGORA SE VOCÊ QUER LER POESIA DE BOA QUALIDADE, ADQUIRA MINHA 
COLETÂNEA DE POEMAS DE AMOR PRESENTE NO LIVRO "A FLOR DO ROMANTISMO":


https://loja.uiclap.com/titulo/ua70003/




 ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 27 de setembro de 2015

TARDE DE SEMPRE








A tarde rotineira lentamente fechava suas portas no ritmo dos comerciantes citadinos. Derredor ao Terminal Mercado ou mais precisamente na Avenida Benjamin Constant, o trânsito parado lembrava uma orquestra desafinada, cujo regente era o desejo impetuoso de fugir daquela balbúrdia. Lá dentro do terminal, inúmeros trabalhadores aguardavam ansiosos em desordenadas filas à chegada do “coletivo” e pareciam acostumados à sinfonia que a tarde de sempre executava, assim como a embarcarem em ônibus desconfortáveis e superlotados. Conversando sobre o dia de trabalho, ouvindo as músicas prediletas com o fone de ouvido, comendo calmamente o biscoito comprado do vendedor anônimo, cada um inventava sua maneira de apaziguar o cansaço e a angústia de esperar o “circular” sempre atrasado. E, às vezes, ainda restava um pouco de atenção para ouvir a pregação gutural do evangélico em alguma plataforma, a voz insistente daquele homem que vendia água geladinha, a fala sem sentido do “nóia” que não queria falar sozinho. Estes sim gostariam que aquela gente permanecesse por lá.






ALEXANDRE CAMPANHOLA
CRÔNICAS DE CAMPINAS

domingo, 20 de setembro de 2015

REPORTANDO: O incêndio do supermercado Eldorado




Morrem duas pessoas no incêndio do supermercado Eldorado, no dia 24 de dezembro de 1986

O incêndio teria começado durante a madrugada e destruiu todo o estabelecimento. Ainda não se sabe qual foi a verdadeira causa
 
 

Na madrugada de ontem, 24 de dezembro, por volta das 1h e 30 minutos, um incêndio de grandes proporções destruiu o supermercado Eldorado, situado na Avenida Senador Saraiva. Duas pessoas morreram no incêndio, o funcionário Robson Aparecido de Oliveira, 22 anos, que faleceu antes de receber os primeiros socorros e o operador de videotape da TV Campinas, Ronaldo Gomes, cujo corpo foi encontrado nos escombros. Renato Isidoro, cinegrafista da mesma emissora, sofreu ferimentos graves e foi submetido a uma intervenção cirúrgica no Hospital Irmãos Penteado. Segundo testemunhas, o incêndio começou em decorrência de um curto-circuito nas instalações elétricas da padaria. Mas, há pessoas que afirmam que o fogo foi decorrente de problemas causados por um transformador de voltagem, localizado defronte ao supermercado. Paschoal Amaro, comandante do corpo de bombeiros, enfatizou que as instalações do supermercado não dispunham de nenhum aparato contra incêndio. Esta informação havia sido constatada em um relatório elaborado recentemente pelo próprio comando, depois de visitar várias lojas do centro da cidade. O trabalho dos bombeiros de Campinas ligados ao 7˚ Grupamento de Incêndio, teve início às 1hora e 35 minutos, com a participação de 30 homens e 6 viaturas. Um desabamento da parede do supermercado, junto à Rua Barreto Leme dificultou a ação dos bombeiros. Algumas pessoas foram soterradas.
 
 
 
O fogo alastrou-se para o interior do supermercado, pois até então apenas a administração, a padaria e o depósito de bebidas haviam sido atingidos – e fugiu ao controle dos bombeiros. Por volta das 4 horas da manhã foi enviado da cidade de Jundiaí um autolançador aéreo, equipamento de grande utilidade e do qual Campinas não dispõe. Com a ajuda de guarnições de bombeiros de cidades vizinhas, a situação parecia ser controlada, quando, às 5 horas, o quadro reverteu-se e o incêndio acabou por tomar todas as dependências do supermercado. Desabamentos menores aconteceram por mais de uma hora e toda a estrutura foi comprometida. Dezenas de carros-pipas da Sanasa e de empresas de Campinas e sub-região foram cedidos e faziam o transporte de água e bombas  para o local do incêndio. Com mais de cem homens atuando no local, a polícia militar isolou a área e todas as ruas de acesso ao supermercado, impedindo o tráfego de pedestres e veículos. Não foram registrados tumultos. O supermercado Eldorado foi inaugurado no dia 02 de novembro de 1969 e era considerado o maior supermercado de todo o Brasil, de propriedade do complexo industrial e comercial J. Alves Veríssimo. O prédio tinha 3400 metros quadrados e além de supermercado, funcionava em seu interior um restaurante e um magazine totalizando 14 mil itens para venda.
 
 
Fontes:
 
http://www.campinasdeantigamente.com.br/2014/12/supermercado-eldorado.html
 

ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

domingo, 13 de setembro de 2015

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Doutor Heitor Penteado




 
 
Heitor Teixeira Penteado nasceu em Campinas, no dia 16 de dezembro de 1878. Filho de Salvador Leite de Camargo Penteado e de Leonor Teixeira Penteado, fez seus estudos primários em Campinas, continuando os estudos na cidade de São Paulo, onde foi matriculado no Seminário Episcopal. Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em1896, e bacharelou-se em 1900. Foi eleito presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, ainda quando cursava o terceiro ano acadêmico. Tornou-se também redator da Revista Acadêmica.

 
Depois de formado, Heitor Penteado voltou à Campinas e iniciou o exercício de sua profissão. Logo depois foi nomeado promotor público, exercendo o cargo entre os anos de 1901 a 1910. Neste tempo, filiou-se ao Partido Republicano Paulista, pelo qual se candidatou à cadeira de vereador da Câmara Municipal. Depois de eleito, foi escolhido para ocupar o cargo de prefeito do município, entre os anos de 1911 a 1920, com sucessivas reeleições.

 
Dentre suas realizações em Campinas merecem destaque a Praça Carlos Gomes, os serviços elétricos na cidade, a reforma do Bosque dos Jequitibás, a Praça São Benedito, o Palácio dos Azulejos, a Praça Luís de Camões.

 
No âmbito estadual, Heitor Penteado candidatou-se a uma cadeira de deputado na Câmara Paulista e foi eleito em 1919. No ano seguinte, deixou o cargo para se tornar Secretário da Agricultura, Viação e Obras públicas, no governo de Washington Luiz.  Heitor Penteado ajudou a recuperar as finanças da Estrada de Ferro Sorocabana e dirigiu a construção de diversas rodovias estaduais. Deixou a secretaria em 1924, quando foi eleito representante de São Paulo na Câmara Federal, exercendo este mandato até 1927. Neste ano, foi escolhido para o cargo de vice-presidente do estado, como companheiro de chapa de Júlio Prestes.

 
No dia 21 de maio de 1930, o doutor Heitor Penteado substituiu Júlio Prestes na chefia do executivo paulista mantendo-se no cargo até 24 de outubro, quando o movimento revolucionário Aliança Liberal obteve êxito.

 
Após a Revolução de 1930, Heitor Penteado deixou a política e passou a dedicar-se a lavoura. Porém, em 1936 ele retornou e recomeçou suas atividades públicas na região municipal de Campinas, elegendo-se a vereador.

 
O doutor Heitor Penteado ocupou durante muitos anos a presidência da Comissão Diretora do Partido Republicano e da Sociedade Anônima Correio Paulistano.

 






Foi também diretor do Banco do Estado de São Paulo de 1938 a abril de 1939.

Era casado com a Sra. Evelina de Queiroz Teles Penteado com quem teve dez filhos.

Na cidade de Campinas, foi homenageado nomeando uma avenida, na região da Lagoa do Taquaral, uma rodovia, na saída do distrito de Sousas e uma rua do Distrito de Joaquim Egídio.

 
O doutor Heitor Penteado morreu no dia 8 de maio de 1947, em Campinas.

 


 

Fontes:



 

 

sábado, 12 de setembro de 2015

RETRATOS DE CAMPINAS: Agosto de 2015





RUA MANOEL DIAS DA SILVA





RUA MÁRIO SIQUEIRA





RUA FRANCISCO TEODORO





RUA VENDA GRANDE




ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 16 de agosto de 2015

RUA HÉRCULES FLORENCE



QUEM FOI HÉRCULES FLORENCE?






Antoine Hercule Romuald Florence nasceu em Nice, na França, em 1804. Foi desenhista, pintor, fotógrafo, tipógrafo, litógrafo, professor e inventor.

Já era um talentoso desenhista e pintor quando, aos 16 anos, começou a se empregar em navios e mercantes, conhecendo diversos países da Europa.

Em 1824, Hércules Florence chegou ao Rio de janeiro, no Brasil. Ele trabalhou no comércio e em uma empresa tipográfica, antes de ingressar na Expedição Langsdorff como desenhista, entre 1825 e 1829. Esta expedição foi organizada pelo naturalista alemão Georg Heinrich Von Langsdorff, em nome da Academia Imperial de Ciências da Rússia. O objetivo da expedição foi chegar ao coração da Amazônia e possibilitou o maior levantamento de dados geográficos e etnográficos do século XIX.










 
Em 1833, Hércules Florence residia na Vila de São Carlos, atual Campinas, quando inventou um processo fotográfico batizado de photografie, ou fotografia, com ajuda do farmacêutico Joaquim Correa de Mello.
 
Foi responsável por diversas invenções como a poligrafia, um sistema de impressão simultânea de todas as cores primárias.


Em 1842, ele lançou “O Paulista”, o primeiro jornal do interior da província de São Paulo e, em 1858, imprimiu em sua litografia “O Aurora Campineiro”, o primeiro jornal de Campinas.
 








Por causa de seu grande talento, o imperador Dom Pedro I visitou Campinas, em 1876.
Hercules Florence foi casado com a educadora Carolina Florence.

Foi autor de vários livros, entre os quais se destaca Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas, publicado em 1875.·.

Hércules Florence morreu em Campinas, em 1879.

 


A Rua Hércules Florence situa-se no bairro Botafogo. Ela tem seu início na Rua Saldanha Marinho e seu término é na Rua Dr. Delfino Cintra.
 
 


 
 
 
Estão presentes nesta rua a Praça Anibal Freitas e o ginásio Alberto Krum do tradicional colégio Culto à Ciência. Também se encontra nesta rua alguns edifícios residenciais.

 





 

Fonte: