sábado, 27 de janeiro de 2018

RUA BERNARDINO DE CAMPOS: Quem foi Bernardino de Campos?


 
Bernardino de Campos Júnior nasceu em Pouso Alegre, Minas Gerais, no dia 6 de setembro de 1841. Era filho de Bernardino José de Campos , juiz de direito da cidade, e de Felisbina Rosa Gonzáles de Campos. Fez os estudos secundários no Colégio Júlio em São Paulo.







Cursou Direito na Faculdade do Largo São Francisco, entre os anos de 1858 e 1863. Nesta universidade havia uma grande efervescência das ideias republicanas e abolicionistas, e foi onde estudaram personalidades como Júlio de Castilhos, Assis Brasil, Barros Cassal e Alcides Lima., identificados com a causa antimonárquica.

Um ano após sua formatura, Bernardino de Campos, devido ao assassinato de seu pai, iniciou sua carreira de lutas forenses como advogado de acusação. Em 1865, ele casou-se em Campinas com Francisca de Barros Duarte, e no ano seguinte, abriu uma banca de advogado em Amparo, onde fixou residência.



Na cidade de Amparo, Bernardino de Campos foi eleito várias vezes ao cargo de vereador. Também se dedicou ao cargo de jornalista e, ao lado de Quintino Bocaiúva, dirigiu o jornal republicano O País, consolidando sua participação no movimento pelo fim do trabalho escravo no Brasil. Integrou o grupo paulista dos caifases, responsáveis por ações de fugas de escravos e pela proteção jurídica aos líderes abolicionistas.

Em 1873, Bernardino de Campos participou da Convenção de Itu, quando foi fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), agremiação pela qual se elegeu deputado provincial, em 1877. Participaram da fundação do partido grandes nomes da política paulista como Manuel Ferraz de Campos Sales e Prudente José de Morais e Barros.

Em 1881, ao lado de Peixoto Gomide, Muniz de Sousa e Antônio Bittencourt, ele fundou o Jornal Época. No ano seguinte, tornou-se membro da comissão permanente do PRP. Foi signatário do Manifesto de 24 de Maio, em 1888, assinando o documento que pregava a revolução contra o regime monárquico e que causou forte impacto na conjuntura política nacional.



Instaurada a República no Brasil, em 1889, Bernardino de Campos foi indicado para participar da junta governativa de São Paulo. Em 1891, foi eleito deputado constituinte e no decorrer de seu mandato manifestou oposição ao governo provisório do marechal Deodoro da Fonseca, e apoio a sua substituição por Floriano Peixoto.

Em 1892, Bernardino de Campos tornou-se presidente da Câmara dos Deputados, e em seguida, chegou a ser indicado pelo Barão de Lucena, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, mas recusou a oferta para se candidatar ao governo de São Paulo. Eleito nas urnas em 18 de agosto foi empossado no dia 23 do mesmo mês, sucedendo José Alves de Cerqueira César.


À frente o executivo paulista, teve de enfrentar a grave epidemia de febre amarela que se estendeu da região de Santos até o município de Campinas, mobilizando uma vultosa equipe de engenheiros e médicos especializados em doenças tropicais.

Ainda, como líder no governo de São Paulo, teve de intervir tanto na Revolta da Armada quanto na Revolução Federalista, contribuindo com o governo federal com suprimentos, recursos financeiros a até socorros para a cidade da Lapa, no Paraná, que se encontrava sitiada pelas tropas rebeldes. Seu apoio às forças federais foi fundamental para a derrota dos federalistas que ameaçavam a jovem república brasileira.  Estando em visita ao Forte Augusto no momento em que um navio rebelde atirava sobre a cidade de Santos, Bernardino de Campos foi aconselhado por um de seus ajudantes de ordens a abaixar-se, e respondeu com uma frase que ficou célebre: "São Paulo não se abaixa!"


 
À medida que o tempo passava, Bernardino de Campos via aumentar seu prestígio político. Quando deixou a presidência de São Paulo, em 1896, foi eleito para o Senado Federal, mas após quatro meses, renunciou para substituir Rodrigues Alves no Ministério da Fazenda.


Como Ministro da Fazenda, ele deparou-se com uma forte inflação e uma queda no preço do café no mercado internacional, configurando a primeira crise de superpordução do principal produto de exportação do Brasil naquela época. Também havia uma instabilidade política causada pelas forças contrárias ao novo regime. A gestão de Bernardino de Campos foi marcada pela tentativa de restabelecer o equilíbrio das contas nacionais e reorganização do Tesouro Nacional. Foi substituído por Joaquim Murtinho no ministério, decisão tomada pelo presidente Campos Sales, que incumbiu o substituto, titular do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, para articular com os credores internacionais um plano para a salvação das finanças da república.

Voltou ao Senado de 1900 a 1902 por São Paulo, ocupando a presidência da casa. Integrou a comissão sobre o código Civil presidida por Rui Barbosa.

De 1902 a 1904, esteve presente novamente no governo de São Paulo, enfrentando uma nova epidemia de febre amarela que se abateu sobre o Porto de Santos. Durante sua gestão foi inaugurado o Museu do Ipiranga e foi melhorado o abastecimento de água na capital paulista.  Em 30 de abril de 1904, renunciou ao governo de São Paulo por causa de um glaucoma, e foi buscar tratamento na Europa.


Após sua volta ao Brasil, Bernardino de Campos foi cogitado pelo Partido Republicano para substituir Rodrigues Alves na presidência da república, e ele responde: "Eu não sou candidato a cousa alguma. Nunca, em toda a minha vida , o fui. Fizeram-me candidato. Estava na Europa cuidando da saúde e não pensava, absolutamente, na sucessão presidencial. Se o partido adotou a minha candidatura, eu vivo com o meu partido". E, coerente consigo mesmo, renuncia a essa candidatura em agosto de 1905, afirmando que "não podia consentir se pusesse como obra de ambição o que somente era do patriotismo e amor". Um acordo entre líderes optou pela eleição do candidato de Minas Gerais Afonso Pena.

Em 1905, voltou à Europa para o tratamento de um familiar. Neste período, perdeu a visão de seu único olho saudável, e regressou ao Brasil completamente cego.

Em 1909, foi lançada a candidatura do marechal Hermes Rodrigues da Fonseca à sucessão de Affonso Augusto Moreira Penna e o nome de Bernardino de Campos volta a ser lembrado, na famosa carta em que Rui Barbosa condena a candidatura militarista. Mas o nome que empolga o antimilitarismo é o do próprio Rui Barbosa, a cuja campanha Bernardino se entrega de corpo e alma. Mesmo cego, foi aclamado presidente de honra de grande convenção do PRP por proposta de Pedro Moacir, em 22 de agosto de 1909, quando a candidatura de Rui Barbosa se oficializa.


Ainda em 1914, esteve na Europa para acompanhar os estudos dos filhos e o tratamento médico da esposa. Neste período o início da Primeira Guerra Mundial impôs dificuldades ao seu regresso ao Brasil, ocorrido em 14 de outubro. 

Recebeu o título de general honorário do Exército Brasileiro. Também exerceu a atividade de consultor jurídico da São Paulo Light e da Estrada de Ferro Sorocabana.

Bernardino de Campos faleceu em São Paulo, no dia 18 de janeiro de 1915.

Os seus últimos momentos foram assim descritos por Cândido Mota Filho: "O automóvel fechado que o leva dá voltas pelo centro, dificultosamente, em virtude do movimento, que era intenso. Bernardino de Campos tem a feição transtornada. O secretário, que o acompanha, percebe a extensão do seu sofrimento. Ao passar o carro pelo Largo de São Francisco, bem em frente à Academia de Direito, Bernardino de Campos tem um estremecimento brusco e deixa cair a cabeça sobre o peito. Estava morto. O relógio da Faculdade, que ele amara tanto, acusava 15 horas. O automóvel vai mais depressa em procura de socorro médico e chega ao escritório do Dr. Murtinho Nobre. Não adianta mais nada". 
 
 
 
Nas esquinas com a Barão de Jaguara, amigos se encontram para aquele delicioso bate papo depois do almoço. Na Livraria Pergaminho, a vendedora observa o movimento no Café Regina, as pessoas que observam o monumento de Carlos Gomes, como se o dia a dia fosse uma linda crônica de uma Campinas que o tempo não desfez.


 
Ainda resiste firme o belo prédio do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, e toda a riqueza artística, cultural e histórica que ele guarda consigo, enquanto a renovada Avenida Francisco Glicério exibe sua grandeza e movimento. À medida que se adentra a Rua Bernadino de Campos é isto que reflete melhor o que é o centro campineiro, movimento e agitação.


 
Em alguns trechos, os paralelepípedos deixam esta rua ainda mais charmosa.




Em sua forma estreita, calçadas, pessoas e carros procuram espaço, enquanto são observados por antigos prédios, símbolos de uma outra época, que nunca será esquecida.


 
De repente, a agitação e o movimento intensificam-se ainda mais. Pessoas disputam espaço com os carros, por todo lado os camelôs concorrem com as lojas de pequeno porte pela atenção do transeunte. Também entram na disputa as lojas de móveis usados. O comércio dedicado à baixa renda, à ilusão das marcas inautênticas, ao consumismo alternativo, mostra sua força.


 
Mas, em sua continuidade que se afasta do centro efervescente, tudo vai se acalmando. Os carros em movimento agora são carros estacionados. Carros e carros estacionados seguem o curso desta rua até seu início.

 
Construções antigas encontradas nesta rua resgatam o passado de Campinas. O Colégio Orosimbo Maia, as indústrias da Avenida Andrade Neves, as casas charmosas que vivem à sombra dos edifícios.

 
 

Esta é a Rua Bernadino de Campos, grandiosa como foi o homem que a nomeia, e tornou-se com isso, imortal na memória campineira.



Ela tem seu início no limite da Rua Lidgerwood e se estende até a Rua Barão de Jaguara.
Possui 1,1 mil metros de extensão e ainda guarda uma aparência antiga por ser estreita em algumas quadras e conservar os paralelepípedos como calçamento.



O nome Bernardino de Campos foi proposto pelos vereadores de Campinas para nomear a via em 1895, em substituição a denominação Rua América, sugerida em 1882. Antes, era conhecida como “Rua da Cadeia”, por causa da velha prisão localizada na via. Bernardino de Campos ainda era vivo, quando seu nome foi dado à rua.

Na Rua Bernardino de Campos está presente o prédio do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas (CCLA), uma entidade particular, sem fins lucrativos, fundada em 1901 por um grupo de cientistas, artistas e intelectuais que decidiram criar uma instituição onde pudessem se reunir para estudo e produção de atividades científicas e artísticas. O local conta com uma biblioteca com mais de 150 mil volumes, pinacoteca, sala de leitura, galeria de arte, auditório para 220 pessoas e dois museus: Maestro Carlos Gomes e Campos Sales.



 
Bernardino de Campos teve dentre as muitas homenagens que recebeu por sua ilustre existência uma cidade do interior paulista que recebeu seu nome e uma rua no centro de Campinas.

Fontes:




 

sábado, 13 de janeiro de 2018

REPORTANDO: Morre o prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos


 
QUEM MATOU O PREFEITO TONINHO?
 

 
Segunda-feira, 10 de setembro de 2001. O prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho, após deixar o shopping Iguatemi, onde fez compras, segue com seu carro pela Avenida Mackenzie, na Vila Brandina, no sentido do bairro Dom Pedro. Por volta das 22 horas e 20 minutos seu carro, um pálio Weekend de placa CBJ2113, é encontrado fora da pista, tendo batido em uma placa, e no interior do carro, o corpo de Toninho do PT se encontra debruçado na direção, com marcas de tiro nas costas. O prefeito de Campinas está morto. Estima-se que cerca de três tiros foram disparados de fora do veículo e um deles atinge o coração de Toninho. Segundo o comandante da Polícia Militar de Campinas, Reinaldo Pinheiro da Silva, ainda não se pode levantar uma tese sobre o caso, pois não há testemunhas. Sem chegar a uma conclusão, o inquéritopolicial aponta, em uma das versões dos fatos, para uma tentativa de assalto, mas outra versão sugere que o prefeito foi assassinado depois de “fechar”, acidentalmente, o carro da quadrilha de Wanderson de Paula Lima, o Andinho, um dos maiores criminosos de Campinas. A quadrilha havia praticado um crime nas proximidades do local minutos antes. A família de toninho acredita em outra motivação para o crime. Uma pergunta fica no ar e a espera de uma resposta, quem matou Toninho?



 

 


Fontes:


 

 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

domingo, 19 de novembro de 2017

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: As linhas dos Bondes


 
Durante o período entre 1879 e 1968, o sistema de bondes fez parte dos meios de transporte em Campinas, chegando a ter 58 Km de trilhos implantados,  o que representou um marco no desenvolvimento da cidade. Ao longo de quase 90 anos de atuação na cidade campineira, estes veículos transportavam passageiros para diversos pontos da região central da cidade até bairros vizinhos. A maioria deles tinham como ponto de partida a Praça José Bonifácio.

A extinção das linhas de bondes ocorreu em 1964, quando sua administração pertencia a empresa CCTC. Noa noite do dia 24 de maio de 1968, em uma sexta-feira, circulou o último bonde de Campinas.

Existiram 14 linhas de bondes que tinham rotas que abrangiam vários pontos da região central de Campinas e de bairros circunvizinhos.

 

A linha número 1 atendia ao bairro da Vila Industrial. Seu ponto de partida era na Praça Avenida Francisco Glicério, em frente aos Correios e Telégrafos, seguindo pelas ruas Conceição, Barão de Jaguara, Avenida Dr. Moraes Sales, Viaduto Paulista, Av. João Jorge, ruas Sales de Oliveira, Pereira Lima, Jóquei Clube, Dr. Mascarenhas, Rua 13 de maio, e através desta, voltava ao ponto de partida.

 
 
 

 
A linha número 2 atendia também ao bairro Vila Industrial.  Seu ponto inicial era na Praça José Bonifácio (Largo da Catedral), seguindo pela Avenida Franscisco Glicério, pela Rua General Osório, Avenida Andrade Neves, ruas Dr. Mascarenhas, Pereira Lima, Sales de Oliveira, Avenida João Jorge, Viaduto da Paulista, Rua Moraes Sales, Avenida Francisco Glicério e, por esta, até o ponto de partida.

 




A linha número 3 atendia ao bairro Guanabara. Partindo da Praça José Bonifácio, o bonde seguia pela Avenida Francisco Glicério, pelas ruas General Osório, José Paulino, Barão Geraldo de Resende, Avenida Barão de Itapura até o Liceu Nossa Senhora Auxiliadora, de onde voltava pelo mesmo percurso até a Rua José Paulino, entrando pela 13 de maio em direção ao ponto inicial.

 
 
 

A linha número 4 atendia ao bairro Taquaral. A Praça Bento Quirino era o ponto inicial desta linha. O bonde seguia pela Rua Sacramento, Marechal Deodoro, Dr. Quirino, Major Solon, Paula Bueno até a Amador Bueno, de onde retornava pelo mesmo percurso.


 
 
 
A linha número 5 era a linha da Estação. Era uma linha circular que partia da Praça José Bonifácio (Largo da Catedral), seguia pela pela Avenida Francisco Glicério, Rua General Osório, Avenida Andrade Neves, Praça Floriano Peixoto (Largo da Estação), Rua 13 de maio até seu ponto inicial.

 




A linha número 6 atendia ao bairro Cambuí. Seu início era na Rua Dr. Quirino, segundo pela Rua Thomaz Alves, pela Avenida Anchieta, Rua General Osório, Avenida Júlio de Mesquita, ruas Olavo Bilac, Santos Dumont, Coronel Quirino, Conceição, Avenida Júio de Mesquita, ruas General Osório e atingia o ponto inicial na Rua Dr. Quirino.
 
 

 
 
 A linha número 7 atendia ao bairro Cambuí. Também era uma linha circular. O bonde partia da Rua Dr. Quirino, descia a Rua Thomaz Alves, seguia pela Avenida Anchieta, Rua General Osório, sendo o restante do percurso similar ao anterior.

 



A linha número 8 atendia ao bairro Bonfim. O bonde partia da Praça José Bonifácio, seguia pela Avenida Francisco Glicério, Rua General Osório, Avenida Andrade Neves, Rua Dr. Mascarenhas, Avenida Governador Pedro de Toledo e Praça Izidoro Dias Lopes. Depois seguia pela Rua Erasmo Braga, de onde voltava pelo mesmo percurso até a Avenida Andrade Neves, passando pela Praça Floriano Peixoto (Largo da Estação), descendo, depois a Rua 13 de maio até o local de partida, Praça José Bonifácio.

 



A linha número 9, era a linha do bairro Botafogo. O ponto de partida do bonde era a Praça José Bonifácio. Ele seguia pela Avenida Francisco Glicério, ruas General Osório, Saldanha Marinho, Hércules Florence, Culto à Ciência, Barão de Itapura, Avenida Andrade Neves, Praça Floriano Peixoto (Largo da Estação), Rua 13 de maio até o ponto de partida. Era uma linha que era muito utilizado pelos alunos do Colégio Culto à Ciência.




 

A linha número 10 atendia ao bairro Castelo. A Praça Bento Quirino era o ponto de partida. O bonde seguia pelas ruas Sacramento, Marechal Deodoro, Dr. Quirino, Dona Libânia, Avenida Orosimbo Maia, Avenida Brasil, Ruas Joana de Gusmão, Barros Monteiro, Pereira Tangerino e Oliveira Cardoso, onde estava o final da linha, próximo à Torre do Castelo. A volta era pelo mesmo itinerário.

 

 

A linha número 11 era a da Avenida da Saudade – Ponte Preta – Fundão. Saia da Avenida Francisco Glicério, em frente aos Correios e Telégrafos, seguindo pelas ruas Conceição, Barão de Jaguara, Abolição, Álvaro Ribeiro, Avenida da Saudade até o portão do cemitério, de onde voltava pelo mesmo trajeto até o cruzamento das ruas Barão de Jaguara e Avenida Moraes Sales, prosseguindo por ela até a Avenida Francisco Glicério, e porta até o ponto inicial.





A linha número 12 era a linha do Bosque. Seu ponto de partida era a Avenida Francisco Glicério, em frente aos Correios. O bonde seguia pela ruas Conceição, Barão de Jaguara, Avenida Moraes Sales, ruas Antônio Cesarino, Duque de Caxias, Padre Vieira, Proença, que era o final da linha, e voltava pelo mesmo percurso até a Avenida Moraes Sales, quando entrava na Avenida Francisco Glicério até o ponto inicial.

 
 

 
A linha número 13, Vila dos Alecrins, Praça Municipios de São Paulo ou Praça Municipios, partia da Rua Dr. Quirino com a Rua Thomaz Alves, seguia pelas ruas Major Solon, pela Avenida Orosimbo Maia, ruas dos Alecrins, Antônio Lapa, Capitão Francisco Paula, Querubim Uriel até a Vila Estanislau, seu ponto final. Voltava pelo mesmo itinerário.




 


A linha número 14, Boa esperança, foi a linha estabelecida pela CCTC para repor a antiga linha CCTL&F. Era, praticamente, o mesmo percurso desta. O ponto final ficava no bairro Boa esperança. Essa última parada ficaca a poucos metros dos limites da Fazenda Vila Brandina, por onde anteriomente os trilhos continuavam seu caminho em diração a Sousas.

 






Fonte:

 

Imagens extraídas da Internet


 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 13 de agosto de 2017

O BUSTO DO DOUTOR HIDEYO NOGUCHI



Hideyo Noguchi nasceu na aldeia de Sanjogata, em Fukushima, no Japão, em 09 de novembro de 1876. Ele morava em uma fazenda muito pobre. Seu pai era carteiro da vila, e sua mãe trabalhava nos campos de arroz.

 
 
 

Aos dois anos de idade, sofreu um acidente em que se queimou gravemente, especialmente seu corpo e seu braço esquerdo. As queimaduras deixaram-lhe muitas cicatrizes e deformou seu braço de tal maneira que perdeu muitos de seus movimentos.



 
 
Seu pai era viciado em álcool e jogos de azar, deixando a mãe de Hideyo praticamente sozinha na incumbência de alimentar e criar sua família. Ela sempre incentivou o filho nos estudos.



 
Hideyo se destacava por sua inteligência. Na juventude, entrou na Escola de Medicina de Tóquio e em 1897 obteve seu diploma. Depois entrou no Instituto de Doenças Infecciosas, em Tóquio, então dirigido pelo Professor Kitasato, descobridor dos organismos provocadores do tétano e da pestilência.

 
Em 1901, Hideyo foi trabalhar na Universidade da Pênsilvania, onde ele começou sua carreira de investigação médica. Ele foi um dos pesquisadores que descobriram que o antídoto para picadas de cobra poderia ser produzido a partir do próprio veneno da cobra, o soro antiofídico.




 

Foi premiado com um Carnegie Fellowship  e estudou em Copenhague, em 1904, com aquele considerado o maior especialista europeu em substâncias venenosas, Thorwold Madsen.

Em 1904 ainda, Hideyo Noguchi mudou-se para Nova York, onde ganhou a naturalização americana e concentrou sua pesquisa sobre a sífilis, uma doença que não era bem compreendida na época. Ele estabeleceu um método simples para detectar a doença em suas diversas formas. Sua pesquisa ganhou reconheciemento mundial. Foi descobridor do agente patógeno da sífilis em 1911.

 
 
 

Em 1927, fez uma grande descoberta onde comprovou que a febre amarela se tratava de uma doença viral e não bacterial, como antes se pensava. E foi durante suas pesquisas sobre a febre amarela, que ele acabou contraindo a doença, que o levou à morte em 21 de maio de 1928, na África, em Accra, atual Gana.
 
 
 
 

Noguchi foi indicado a três prêmios Nobel, foi premiado com medalhas dos reis da Dinamarca e  Espanha, e recebeu numeroso títulos honoris em diversas universidades no mundo todo.

Seu rosto está presente na cédula de mil ienes desde 2004.

 
 
 

 
Hideyo Noguchi esteve em Campinas na década de 1920.
 
O busto do Doutor Hideyo Noguchi foi inaugurado no dia 05 de junho de 1967 com a presença do governador na província de Fukushima. O busto é obra do escultor japonês Iwo-Kame e foi feito em comemoração dos 50 anos da imigração japonesa. Está situado na Praça Hideyo Noguchi, próximo ao Clube Nipo Brasileiro,  no Jardim Guanabara.

 



Fontes:

 


 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 30 de julho de 2017

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Salvador Leite Camargo Penteado



Salvador Leite Camargo Penteado nasceu em Campinas, no dia 02 de maio de 1847. Era filho de Domingos Leite Penteado e de Dona Maria da Rocha Camargo. Passou a infância na fazenda de seus pais.

Casou-se em fevereiro de 1878, com Dona Leonor Teixeira Nogueira, com a qual teve cinco filhos, dentre eles Heitor Teixeira Penteado, que foi prefeito de Campinas
 



 

Cursou Humanidades no Colégio Culto à Ciência e após à conclusão do curso, matriculou-se na Academia de Medicina, no Rio de Janeiro, onde fez o primeiro ano em 1871 ou 1872, mas desistiu do curso durante o segundo ano. Resolveu, então, começar a cursar Direito, em 1873, na Província de São Paulo. Neste período, eram fortes no meio universitário as ideiais republicanas vigentes, que foram expostas no manifesto de 1870. Salvador Leite Camargo Penteado tornou-se membro do Clube Republicano Acadêmico da capital da província.


Foi um dos fundadores, em 19 de maio de 1876 do jornal “A República”,  cuja finalidade principal era difundir as ideais republicanas. Também foi um dos redatores do jornal.

 
Em novembro de 1877, Salvador Leite Camargo Penteado formou-se em Direito e voltou para Campinas para exercer sua profissão. Com isso, deixou de atuar na imprensa revolucionária  e naquele jornal que colaborou na fundação.

 
Mas, continuou como membro influente na comunidade republicana , sendo alheio aos serviços dirigidos por seu grande amigo Francisco Glicério, o qual era um dos grande expoentes das ideais republicanas na Província de São Paulo.


Foi eleito vereador de Campinas e tomou posse no dia 7 de janeiro de 1881.

Ainda em 1881, foi nomeado juíz municipal e de órfãos da comarca, quando exercia o cargo de vereador. A nomeação foi feito pelo Barão de Ataliba Nogueira, um parente a fim do Dr. Salvador Penteado, e legitima influência conterrânea no Partido Liberal que dominava ao tempo. Após consultar os chefes republicanos sobre a nomeação, os quais se agradaram com tamanha atribuição a um membro do partido, Salvador Penteado assumiu e cumpriu o cargo até 1884.

 
De 1885 a 1886, ele exerceu novamente a advocacia, em seu escritório em Campinas, que neste último ano era na Rua Rosário, atual Avenida Francisco Glicério, no número 35.

 
Em 1886 foi eleito novamente vereador à Câmara Municipal, e exerceu seu mandato de 1887 a 1890, sendo seu presidente até 2 de janeiro de 1888. Por indicação sua, passou a denominar-se “13 de maio”, a antiga rua de São José.

 
Salvador Penteado administrou a Câmara de Campinas com destaque no período de 1881 a 1884, quando houve uma mobilização da Câmara no sentido de estabelecer água e esgoto à cidade, e iniciativas de melhoramentos na grande Praça Carlos Gomes com a construções de três chafariz.


Durante sua vida, Salvador Leite Camargo Penteado dedicou-se ao movimento que resultaria na Proclamação da República no Brasil, representando os republicanos de campinas tamanho os esforços e a fidelidade para difundir a propaganda do partido.


Retirou-se da política, quando viu que os homens que se diziam dedicados à causa mais o eram aos interesses pessoais do que aos princípios. A partir de então, concentrou-se inteiramente no amor à família.


Foi homenageado com seu nome dado a uma rua em Campinas, Rua Dr. Salvador Penteado, a qual começa na linha da Mogiana e termina na Rua Rafael Sales, no Bairro Chapadão.

 
Salvador Leite Camargo Penteado morreu aos 55 anos,  em Campinas, no dia 30 de setembro de 1902.

 

 

Fontes:

 

 

ALEXANDRE CAMPANHOLA