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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
O CURTUME CANTÚSIO
segunda-feira, 28 de junho de 2021
AVENIDA DR. THOMAZ ALVES: Quem foi o Dr. Thomaz Alves?
Thomaz Augusto de Mello Alves nasceu no dia 24 de Dezembro de 1856, no Rio de Janeiro. Era filho do jurista Thomaz Alves e de dona Emília Augusta de Mello Alves. Estudou no Colégio Pedro II. Vindo do Rio de Janeiro em 1882, um ano depois de terminar a Faculdade de Medicina, o Dr.Thomaz Alves tinha 26 anos de idade quando escolheu Campinas para residir, onde se casou com a Sra. Etelvina de Moraes Salles, de respeitável e tradicional família campineira. Em 1886, foi admitido como médico da Beneficência Portuguesa.
Graças à extrema bondade de seu grande coração, encontrou nesta cidade um ambiente de franca estima por si, pois era um médico caritativo, amigo dedicado, despertando as mais verdadeiras e espontâneas simpatias.
Desde o dia em que aqui chegou no dia 2 de Maio de 1882, passou ele a sua existência benfazeja, de grande abnegação, na prática do bem.
Foi no escritório da redação da antiga "Gazeta de Campinas", na Rua do Comércio, depois Dr. Quirino, que ele esteve pela primeira vez, quando veio conhecer a nossa cidade. Lá também localizava seu consultório médico. Neste dia, não deixou de fazer uma visita à imprensa local e passou a participar ativamente das reuniões com amigos intelectuais como Ferreira de Araújo, Arthur Azevedo, Fontoura Xavier, Adelino Fontoura, entre outros. Era estimado pelo pessoal da Gazeta de Campinas.
Nos folhetins de jornal, ele assinava com o pseudônimo de Hopp Frog, e estes sempre foram lidos com o maior interesse e sempre foram aplaudidos.
Ilustre médico e distinto literário, ele conviveu com personalidades como Campos Salles, Francisco Glicério, Quirino dos Santos, que eram figuras salientes do nosso meio intelectual e político, estabelecendo palestras em que se desabrochavam verdes esperanças e rubro entusiasmo pela propaganda da ideia nova, que pretendia trazer o bem geral do país.
Quando deixou de vez a carreira jornalística, Thomaz Alves passou a se dedicar somente à medicina, e construiu uma linda história nesta atividade.
Em princípio de 1889, explodida a medonha epidemia de febre amarela, o Dr. Thomaz Alves pôs em relevo sua alma generosa no tratamento dos enfermos, sendo ainda mais estimado pelas diversas classes sociais. Teve o dedo indicador inutilizado, certa vez, devido a uma infecção contraída quando cuidava de um doente.
Com a Proclamação da República, Thomaz Alves foi nomeado para assumir o cargo de intendente, em que chegou à presidência do conselho em 1892.
Foi eleito vereador da câmara municipal e exerceu nobremente seu mandato entre 1889 e 1901.
A Maternidade de Campinas foi fruto de seus ingentes e louvados esforços; a Santa Casa da Misericórdia deve-lhe bons serviços, tendo ele feito parte da mesa administrativa, durante alguns anos; da Companhia C. de Águas e Esgotos (já extinta) foi um esforçado colaborador, ao lado do Dr. Augusto de Figueiredo.
Como presidente do Centro de Ciências, Letras e Artes prestou valiosos concursos, exercendo dedicadamente este cargo.
Em 1918, desenvolveu-se inopinadamente, em Campinas, violenta epidemia de gripe, ceifando inúmeras vidas. A ação constante do médico caridoso foi inexcedível em tal momento aflitivo, nesse circulo de sofrimento em que a população vivia cercada.
Thomaz Alves morreu no dia 23 de Abril de 1920. Em 20 de Dezembro do mesmo ano, a prefeitura de Campinas homenageou-o dando seu nome a uma rua da cidade. Em 1925, ele foi homenageado com um monumento na Praça Carlos Gomes.
Quando atravessei a Rua Barão de Jaguara e cheguei à Avenida Thomaz Alves sabia que encontraria naquela pequena via traços de uma grandiosa história. O próprio homenageado é detentor uma grandiosa história cheia de virtude e bondade.
Mas, naquela avenida também estava parte da Praça Antônio Pompeo, e o monumento túmulo do grande maestro Carlos Gomes; estava naquela praça e naquela via também uma das sete maravilhas de Campinas, o Jockey Club; e já nas proximidades da Avenida Anchieta, lá estava o Largo das Andorinhas e a bela vista do Colégio Carlos Gomes.
Uma senhora simpática ao ver-me fotografar uma construção antiga da Avenida Thomaz Alves exclamou: “É bonito!”.
Concordei com os olhos brilhantes fixados, naquele início de tarde, naquela avenida tranquila, que em meados dos anos 70 do século
XX era uma das vias mais charmosas de Campinas, sendo o endereço de luxuosas
boutiques.
Fonte:
http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2007/04/monumento-thomaz-alves.html
http://glauciafranchini.blogspot.com.br/2010/07/no-dia-23-de-abril-deste-ano-flavio.html
quinta-feira, 24 de junho de 2021
REPORTANDO: Campinas despede-se da Igreja do Rosário
Na madrugada de ontem, 19 de agosto de 1956, a Igreja da Nossa Senhora do Rosário foi demolida
Tudo em nome do progresso!
Ontem a cidade de Campinas assistiu aos prantos à demolição da querida Igreja da Nossa Senhora do Rosário. Apesar dos protestos, na madrugada, um público lamentoso acompanhou os trabalhos da equipe responsável em demolir um dos símbolos mais queridos da história campineira. Tudo em nome do progresso! Foi assim que se decidiu pelo fim do patrimônio histórico da cidade. De acordo com o Plano de Melhoramentos Urbanos de Prestes Maia é preciso alargar algumas avenidas do centro de Campinas, como a Avenida Francisco Glicério. A igreja já havia sido interditada por causa da trincas em sua estrutura, conforme constataram técnicos da prefeitura após vistoria. E, para a segurança dos frequentadores, seria necessária uma reforma, a qual teria um valor elevado, o que contrariaria a lei municipal de 1951, que veda ou dificulta este tipo de gastos em construções da Avenida Francisco Glicério. No mês de abril deste ano, a igreja foi desapropriada atendendo a um projeto do executivo votado pela Câmera Municipal, que foi aprovado com nove votos contra dois. No dia 09 de maio a Prefeitura de Campinas e o Bispado assinaram a escritura definitiva que efetivou a desapropriação. E, no dia 12 de maio, apesar de críticas e indignação de diversos setores da sociedade campineira foi iniciada a demolição da igreja.
Fontes:
https://artsandculture.google.com/exhibit/bQJyF61n8trwLQ?hl=pt-BR
http://www.agemcamp.sp.gov.br/cultura/2019/11/largo-do-rosario-a-praca-do-povo/
http://mariocarvalhomatos.blogspot.com/2014/10/igreja-de-nossa-senhora-do-rosario.html
TEXTO: ALEXANDRE CAMPANHOLA
terça-feira, 22 de junho de 2021
CAMPINAS SENTE SAUDADE: Casa Livro Azul
A Casa Livro Azul foi um empreendimento comercial fundado em Campinas no dia 14 de novembro de 1876, por Antônio Benedicto de Castro Mendes em sociedade com o primo Joaquim Roberto Alves.
A compra da primeira impressora permitiu à impressão de cartões de visitas, e com a ampliação do negócio, logo também passou a contar com uma pequena papelaria, com estoque de caixas e artigos de escritórios, que atendiam os pequenos estabelecimentos que surgiam na época.
A Casa Livro Azul manteve-se em crescimento nos anos seguintes diversificando seus produtos. O empreendimento passou a comercializar produtos vindos do Rio de Janeiro e da Europa, e em 1888, começou a vender pianos importados da Alemanha.
Um dos sócios, Castro Mendes, era um homem culto que
muito contribui para o crescimento da loja. Com grande apreço pelas Artes e
Letras, ele exibia em sua loja uma infinidade de quadros e obras de artistas
reconhecidos. Tamanha sofisticação, atraia personalidades famosas da época como
o maestro Carlos Gomes.
A Casa Livro Azul foi o primeiro estabelecimento
comercial de Campinas a ter luz elétrica
A loja mudou do nome quando Castro Mendes associou-se ao irmão João Baptista de Castro Ferraz, passando a se chamar Castro Mendes & Irmão. Tempos depois, com o fim da sociedade surgiu em Campinas uma concorrente da então Ao Livro Azul, a loja Casa Mascotte, fundada pelo irmão de Castro de Mendes
Em 1900, a Casa Livro Azul era um negócio sólido no ramo da tipografia, papelaria, comércio de pianos e artigos importados, como brinquedos, louças finas e objetos para a casa. Ao final de cada ano, pelo Natal, Ano Bom e Reis, promovia exposições com bonecos articulados, que atraíam uma verdadeira multidão para suas vitrines.
Mas, Castro Mendes sabia que os produtos vendidos em São
Paulo eram de melhor qualidade e preço, e por isso, viajou à Europa, e trouxe
de Leipzig, na Alemanha, conhecida como a cidade do livro, novas tecnologias e
meios de fabricação de livros em branco. Visitou também centros de obras de
arte e comprou mercadorias em bronze, metal fino, mármores, entre outros.
Ainda em 1903, Castro Mendes convidou o professor Coelho
Netto para fundar o Club Livro Azul, um
local onde os artistas e intelectuais se reuniam para concertos, palestras,
cantos e declamações. Surgia assim um ambiente cultural onde aconteciam os chamados Concertinhos do Livro Azul. Nesta ocasião, Coelho Netto escreveu a peça
Pastoral, que foi encenada no Teatro São Carlos, por insistência da Castro
Mendes, com a participação dos membros do Concertinho e que teve uma repercussão muito grande na cidade.
Entre 1906 e 1908, A Casa Livro Azul teve seu momento de apogeu comercial, a solicitação de serviços tipográficos era enorme, e devido à alta demanda, muitas vezes seu horário de funcionamento se estendia, quando o horário habitual de fechamento do comércio de Campinas era às 21 horas.
Em 1934, Cleso de Castro Mendes, filho de Castro Mendes,
começou a gerenciar o negócio tornado-se sócio. Com isso, o empreendimento
mudou de nome e passou a se chamar Castro Mendes & Filho Ltda.
A Casa Livro Azul teve sua ascensão em um época em que Campinas crescia e se desenvolvia em função da produção cafeeira e do surgimento de comércios e indústrias.
Consolidada em seu ramo de atuação, o empreendimento foi símbolo daquele tempo onde uma certa camada da classe média e da aristocracia voltava-se para as artes e para o consumo de certos objetos e padrões estrangeiros.
Além de atender às necessidades de uma cidade em modernização, a uma clientela
diversificada, a diversos profissionais, estudantes, intelectuais, a Casa Livro
Azul também teve importante papel para o entretenimento da cidade, pois
concebeu importantes espaços como o Club Livro Azul, livraria e o espaço
cinematográfico, fruto da iniciativa de Castro Mendes que trouxe da Europa uma máquina de rodar filmes com algumas fitas, e passou a exibi-las em um sobrado vizinho
à sua loja.
A Casa Livro Azul existiu por 82 anos. Durante a Segunda
Guerra Mundial passou por dificuldades devido a problemas com a importação de
matéria-prima e produtos, à perda de importantes clientes importantes, como a Companha
Mogiana de Estradas de Ferro, e o surgimento de muitos concorrentes, mas ainda
assim, existiu por mais 12 anos, encerrando suas atividades em
1958.
Fontes:
https://www.unicamp.br/cmu/sarao/revista02/sarao_re_resenha_foto_02.htm
http://www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/marialygia.pdf
TEXTO: ALEXANDRE CAMPANHOLA
sábado, 24 de outubro de 2020
UM POUCO DE HISTÓRIA: A CERVEJARIA COLUMBIA
A Fábrica de Cerveja e Gelo de Campinas, Cervejaria Columbia, foi fundada em 1906, por Ângelo Franceschini,
no prédio onde anteriormente existiu a Companhia MacHardy, a primeira fundição
da cidade.
Ângelo Franceschini veio da Itália para o Brasil em 1875,
e em 1880 junto com A. Belluomini, seu sócio, fundou sua primeira fábrica de
cerveja, a Fábrica de Cerveja Guarani, na Rua Cônego Cipião 19 (Antiga Rua 24
de Maio), em Campinas.
Na Fábrica de Cerveja e Gelo, fundada por Ângelo Franceschini e situada na Avenida Andrade Neves, 103, todos os produtos eram elaborados com matéria-prima alemã e havia cerca de 70 empregados.
A Cervejaria Columbia lançou no mercado ao logo do tempo
marcas de cervejas que se tornaram bastante conhecidas, como as cervejas
Franciscanas, a Duqueza, a Columbia, a Negrita e o Guaraná Cristal. A produção
anual de cerveja, refrescos, gasosas, água mineral e xaropes eram de 15 mil
hectolitros.
Além destas marcas, foi lançada em 1930 a marca de cerveja preta Mossoró, uma homenagem ao cavalo pernambucano Mossoró, que no dia 06 de agosto de 1933, venceu o primeiro Grande Prêmio Brasil de turfe disputado no Jockey Clube Brasileiro, com a presença de Getúlio Vargas. A marca sobreviveu até o início da década de 1960.
Os produtos da Cervejaria Columbia receberam medalhas de ouro e diplomas de honra nas exposições italianas de Torino, em 1911, e em Roma, em 1913.
Em 1957, a Cervejaria Columbia foi comprada pela Companhia
Antarctica e seus produtos foram gradativamente retirados do mercado.
A Companhia Antarctica produziu durante algum tempo na
planta, e após encerrar suas atividades, já com a denominação Companhia de
Bebidas das Américas (Ambev), repassou o terreno em um ato de desapropiação no valor de 750 mil reais à Sanasa,
que na época pretendia implantar o Museu da Água e instalar no local os serviços
de carpintaria, as oficinas elétrica e mecânica, mas o projeto não foi adiante.
Recentemente, o prédio da antiga Cervejaria Columbia,
patrimônio histórico de Campinas, de propriedade da Sociedade de Abastecimento
de Água e Sanemento Básico (Sanasa) foi desapropriado, por 8 milhões de reais
pela prefeitura de Campinas, para a construção de uma creche com capacidade de
360 crianças.
Fontes:
http://bybassan.blogspot.com/2013/02/antiga-cervejaria-antarctica-na-avenida.htm
https //tokdehistoria.com.br/2014/05/31/a-cerveja-preta-mossoro-uma-homenagem-galopante/
http://cervisiafilia.blogspot.com/2010/09/fabrica-de-cerveja-guarani-fabrica-de.html
https://blognassif.blogspot.com/2017_02_17_archive.html
https://thiagosouzarosa.files.wordpress.com/2007/10/cp10-01-1988.jpg
domingo, 16 de agosto de 2020
🛒 LOJAS DO PASSADO: Loja Muricy
A loja possuía uma variedade muito grande de produtos e muitos setores de compras, sendo comparada por muitas pessoas, até hoje, a um shopping center. O setor de discos e artigos de músicas era muito prestigiado, assim como outros setores sempre bem equipados.
A loja foi uma das primeiras de Campinas a possuir
escadas rolantes, uma novidade já encontrada no supermercado Eldorado. No
centro da loja Muricy de Campinas havia um chafariz com correntes que pendiam
desde o teto, e por onde a água escorria até o espelho d`água. Algumas pessoas
tinham o costume de jogar moedinhas naquele chafariz.
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| Registro fotográfico de Carlos Bassan |
Outro ambiente de grande sucesso da loja era o restaurante no último piso, onde as pessoas almoçavam. O delicioso barreado era um prato muito prestigiado naquele restaurante, onde também se servia a pizza brotinho, que muitos adoravam. No restaurante havia enormes poltronas cor de vinho, e neste ambiente aconchegante, era servido até chá da tarde.
Além de restaurante e lanchonete, encontrava-se na loja
serviço de cabeleireiro, além de outros serviços.
A loja Muricy foi uma precursora do estilo luxuoso e
cheio de charme que se seguiu posteriormente em outros grandes centros de
compra.
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Na década de 90, a Arthur Lundgren reestruturou os pontos
de vendas e os transformou em lojas da rede Pernambucanas. Atualmente em
Campinas, onde se situava a Loja Muricy há uma unidade das Lojas Pernambucanas.
✍ ALEXANDRE CAMPANHOLA
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lojas_Muricy
Comentários de pessoas que conheceram a loja em redes sociais.
ALEXANDRE CAMPANHOLA





















































