quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

COLÉGIO ATENEU PAULISTA

O Colégio Ateneu Paulista foi fundado pelo Dr. Álvaro Ribeiro, em setembro de 1921, e autorizado a funcionar no dia 01 de maio de 1922 por portaria da Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo.



A instituição foi Instalada no prédio do Solar do Barão de Ibitinga, esquina da Rua Quatorze de Dezembro com a Rua Doutor Quirino. Era uma área de cerca de 45 mil metros quadrados, arborizada, com uma bela praça de esportes.

A construção era constituída de três edifícios com um total de 18 salas de aula, administração, biblioteca, gabinete dentário, salão de barbeiro, salão de conferências, refeitórios, auditório, dormitórios, enfermaria e instalações para os alunos internos.

Seus primeiros diretores foram os senhores Álvaro Ribeiro, Antônio J. Ribeiro Júnior, Jorge Nogueira Ferraz e Adhemar Fonseca Ribeiro. 



Em 1950, foi fundada no próprio colégio a Escola Normal Livre Ateneu Paulista. O colégio funcionava em regime de internato e externato.

Em 1970, o colégio passou para a tutela do Estado, retomando suas atividades com o nome de Colégio Estadual Aníbal de Freitas. 

Em 1976, o prédio onde existia o Colégio Ateneu Paulista foi demolido. 





Desde 1976, O antigo Colégio Estadual Aníbal de Freitas localiza-se na Rua 01 de Março, nº 38, no Jardim Guanabara, e seu atual nome é Escola Estadual Professor Aníbal de Freitas.



No dia 13 de agosto de 1929, Álvaro Ribeiro, fundador do colégio, sofreu um mal súbito nas dependências da instituiçao. Ele havia discutido com um aluno interno rebelde da cidade de Socorro, que junto a outros alunos faziam algazarra no refeitório. Álvaro Ribeiro só teve tempo de levar as mãos ao peito e lamentar com aqueles garotos: ‘Vocês estão me matando!’. Depois, ele caiu e faleceu.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor


Fonte:


🔍 Centro de Memória da Unicamp 

🔍📸 Blog Pró-Memória de Campinas 

📸 https://caheisablogger.blogspot.com/.../e-banda-passou...

📸 Página Campinas de Antigamente



Imagine passear novamente pelas ruas movimentadas de Campinas, sentir o cheiro dos doces da Padaria Orly, ler sobre lojas como a Muricy, Rua Treze de Maio, e se emocionar com as histórias de uma juventude cheia de sonhos, amizades e descobertas.



📖 “Quando Campinas Era o Mundo” é um mergulho em memórias reais que vão despertar em você aquela saudade gostosa de uma época que jamais voltará.


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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

😢 HORA DA SAUDADE


Década de 1920. Villa Industrial Football Club 


⚽ Esta história vem do fundo do baú. Você sabia que a Vila Industrial já teve times de futebol que jogou contra Guarani e Ponte Preta?

Um deles foi o Villa Industrial Football Club, uma agremiação fundada na década de 1910. Sua sede e o campo ficavam na Vila Industrial. A equipe era filiada da Associação Campineira de Football (ACF).

Na década de 1910, o Villa Industrial era considerado a terceira força do futebol campineiro, junto com o Guarani e a Ponte Preta. Nesta época, Campinas tinha outros times de futebol, como o Campinas Black Team, o White Team, Esperia, Concórdia e Internacional Ponte Preta. 

O Villa Industrial disputava com estas equipes o Campeonato da Associação Campineira. Os jogos eram disputados no Hipódromo do Bonfim. Naquela época, uma partida de futebol era chamada match de football, e os time era team. O uso dos termos em inglês era normal.

Em 1916, o Villa Industrial Football Club ficou em segunda lugar da Liga Campineira de Foot-Ball ao lado do Esperia e atrás somente do Concordia, seu maior rival. O Concórdia Football Club anos depois daria origem ao Bonfim FC.

Outros times surgiram em Campinas na década de 1920, como o Ypiranga Football Club e o Americano Football Club. Naquela década, o time da Villa Industrial continuou em plena atividade, inclusive realizando jogos em benefício a causas nobres. 

No dia 25 de julho de 1920, o team da vila operária realizou uma match de football contra o Rio Branco da Villa Americana, atual cidade de Americana, em benefício das obras de construção do Hospital da Sociedade Portuguesa de Socorros Mutuos, que mais tarde se chamaria Sagrado Coração de Jesus.

Na imagem desta publicação, vemos o elenco do Villa Industrial que havia perdido por 3x1 do Amparo Atlético Clube, na década de 1920.

Na década de 1930, o Villa Industrial ainda existia e realizou até jogos na Vila de Americana contra o Rio Branco, como em 1938. Neste época, Campinas contava com outras equipes de destaque, como o Guanabara Futebol Clube e o Esporte Clube Mogiana, que foi fundado em 1933. 

A Vila Industrial ainda tinha outra equipe de futebol expressiva, o Campinas Futebol Clube, o Tricolor Vilense, mas deixamos esta história para outra publicação.

✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor


Fonte:


🔍📸 https://historiadofutebol.com/blog/?p=103484

👉 Correio de São Paulo – Correio Paulistano – Celso Franco

🔍 Jornal A Rolha (SP), edição de 1918

🔍 https://historiadofutebol.com/blog/?p=110631

🔍 Jornal Vida Esportiva, edição de 1918

👉  Sérgio Mello

🔍 Publicação de Fernando Pereira da Silva 

📸 Jornal São Paulo ilustrado, edição de 1920

Escola Professor Antônio Vilela

 A História da Escola Professor Antônio Vilela teve seu início com a fundação do 5° Grupo Escolar, no dia 01 de fevereiro de 1922, no número 727 da Rua 24 de maio, onde atualmente existe o Colégio Renovatus.



Os grupos escolares foram criados inicialmente no Estado de São Paulo em 1893, enquanto uma proposta de reunião de escolas isoladas agrupadas segundo a proximidade entre elas. 

Os grupos escolares foram responsáveis por um novo modelo de organização escolar no início da República, a qual reunia as principais características da escola graduada, um modelo utilizado no final do século XIX em diversos países da Europa e nos Estados Unidos para possibilitar a implantação da educação popular.



Constituíram um fenômeno tipicamente urbano, já que no meio rural ainda predominou as escolas isoladas por muito tempo. 

O Grupo Escolar foi uma escola eficiente para a seleção e a formação das elites. A questão do ensino para as massas populares só esteve presente na reforma paulista de 1920.



Em 15 de fevereiro de 1945, o antigo Quinto Grupo Escolar recebeu o nome de Escola Antônio Vilela Júnior.

Situada ao lado do Teatro Municipal José de Castro Mendes, na Vila Industrial, uma curiosidade é que tanto o teatro como a escola estão localizados em uma região onde existiu um cemitério.

Outra curiosidade é que, segundo consta, durante um tempo, no período noturno, a Escola Antônio Vilela Júnior passava a se chamar Ginásio Escolar Benedito Sampaio. A escola que recebe este nome situa-se hoje na Rua Delfino Cintra, no bairro Botafogo


ANTÔNIO VILELA JÚNIOR 

O Professor Antônio Vilela de Oliveira Júnior, nasceu em Aparecida-SP, no dia 26 de agosto de 1863. Era filho de Antonio Vilela de Oliveira (1828-1896) e de Maria Jesuína da Conceição Vilela.

Nascido muito pobre, Antonio Vilela Júnior é um exemplo do que se pode fazer a força de vontade, o sacrifício e a dedicação ao trabalho. 

Foi a princípio, telegrafista da Estrada de Ferro D.Pedro II, hoje Central do Brasil, e nesse cargo trabalhou até poder iniciar o curso da Escola Normal de São Paulo, na qual se diplomou em 1886.

Trabalhou como professor da Escola Normal de Socorro, na organização do Grupo Escolar de Amparo, e em maio de 1911, foi promovido a Diretor da Escola Normal de Guaratinguetá, cargo que exerceu por quatro anos.

Veio para Campinas em 1915 para dirigir a Escola Normal de Campinas, hoje Carlos Gomes, onde permaneceu até o falecimento. 

Por seus inestimáveis serviços à causa da educação e da assistência social, o emérito educador teve seu nome lembrado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para a denominação do Grupo Escolar da Vila Industrial, aqui em  Campinas, a 15 de fevereiro de 1945.

O professor Antônio Vilela Júnior faleceu no dia 24 de junho de 1919.

A Escola Antônio Vilela Júnior fica na Rua Conselheiro Gomide, S/N, na Vila Industrial.






✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor



Fonte:


🔍 https://antoniovilelajunior.blogspot.com/2011/09/?m=0

🔍 Blog Museu Musical

🔍 https://artsandculture.google.com/.../qQEd-17f5idGTg...

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DESDE 1919: Casa Paulo

 A Casa Paulo foi fundada no dia 10 de abril de 1919 pelo imigrante tcheco Frederico Pavlú. 


Frederico veio ao Brasil sem o registro de nascimento, e aqui no país, seu nome foi registrado erroneamente como Frederico Paul. 

Já a tradução de seu sobrenome Pavlú, que resulta em Paulo, fez com que ele ficasse bastante conhecido por este nome, que é mais familiarizado pelos brasileiros. Logo, a vidraçaria que o imigrante tcheco fundaria foi batizada de Casa Paulo. 



Quando veio morar em Campinas com sua esposa, Frederico fundou uma loja que vendia quadros, vidros, espelhos e molduras, a Casa Paulo. Ela ficava na esquina da Rua Regente Feijó com a Rua Bernardino de Campos. Por um curto período de tempo, a loja ficou instalada na Rua General Osório, antes de se estabelecer na Rua Ernesto Kuhlmann, próximo ao Mercado Municipal.  


Em suas primeiras décadas de existência, a Casa Paulo especializou-se no comércio de itens que atraíam artistas renomados e pessoas da alta sociedade. Eram gravuras compradas por amantes da pintura e por decoradores. 



Alguns dos frequentadores ilustres da loja foram: os pintores Aldo Cadarelli e Salvador Caruso, o escultor Lélio Coluccini e o artista plástico Francisco Biojone.

Superando as oscilações econômicas e crises provocadas em tempos de Segunda Guerra Mundial, a Casa Paulo continuou inovando, produzindo itens artesanais com padrão industrial e aumentando o número de funcionários. 



Se no começo a loja importava bastante mercadorias, com o tempo tornou-se uma verdadeira indústria de espelhos e quadros. 

A Casa Paulo diversificou seus produtos e estilos de clientes, atendendo aos gostos mais variados, sempre com a tradicional qualidade no atendimento, que atravessou gerações. 


Assim, aquelas molduras antes requisitadas por um público bastante específico, passaram a emoldurar diplomas, fotos de família e de time de futebol. Também passaram a fazer sucesso os objetivos decorativos baseados na tradição católica.



A Casa Paulo é o estabelecimento do centro de  Campinas, pertencente a mesma família, mais antigo. O negócio foi administrado por Frederico Pavlú, depois foi herdado por Hans Pavlú Filho, Hans Pavlú Júnior e Hans Pavlú Neto. 


Em 2005, Hans Pavlú Filho faleceu. Hans Neto assumiu o negócio e teve um grande desafio, manter sua tradição e sucesso. Foi na base de muito trabalho e amor ao ofício, que Hans Neto cumpriu sua missão, modernizando a loja e criando condições para que seus clientes tivessem mais comodidade.



Atualmente, a Casa Paulo comercializa molduras, vidros, espelhos, box de banheiro, esquadra de alumínio e oferece o tradicional serviço e conhecimento herdado de muitas gerações. 



Em 2015, a Casa Paulo foi homenageada pela Associação Comercial e Industrial de Campinas como a empresa mais antiga da cidade. 

A Casa Paulo fica na Rua Ernesto Khulmann, n° 199, no centro de Campinas. 



✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 


Fonte:


🔍📸 Acervo: Casa Paulo


🔍 https://www.casapaulo.com.br/


📸 Página Campinas de Antigamente


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🏡 DOCE LAR: O Palacete de Henrique Armbrust

 

Uma construção que infelizmente não existe mais. Este belo palacete ficava na esquina da Rua Barão de Jaguara com a Rua Bernardino de Campos, ao lado da Praça Antônio Pompeo de Camargo.


O Palacete Armbrust foi construído em 1890. Ele pertencia ao comerciante Henrique Armbrust, que no dia 29 de dezembro de 1898 encaminhou a intendência municipal um requerimento para a demolição de um imóvel no número 32 da Rua Barão de Jaguara, e a reconstrução de outro imóvel, o palacete. 

Henrique Armbrust era de origem alemã. Ele chegou no Brasil por volta de 1874, ao lado de sua esposa Madalena Hatz, Paulina, Otto Armbrust e outros alemães. Foi sócio junto com Otto e Benjamin Reinhardt da firma Armbrust, Reinhardt e Cia.

No dia 01 de abril de 1879, nasceu em Campinas Gustavo Armbrust, filho de Henrique e Madalena. Gustavo ganhou notoriedade à frente da Cruzada Nacional de Educação, uma campanha que lutou contra o analfabetismo no Brasil. 


Henrique Armbrust também foi sócio de João Ferreira da Silva na firma Ferreira da Silva e Armbrust, que era especializada no comércio de vidros, papeis pintados, tintas e obras de funileiro. Tornou-se também um depósito de móveis. O comércio ficava na Rua Direta, atual Ria Barão de Jaguara, no número 40.

Com seu filho Henrique Armbrust filho, ele foi proprietário da Armbrust e Filho, que comercializava máquinas de costura. 

Ainda nos anos de 1880, Henrique Armbrust tinha endereço de residência na Rua Saldanha Marinho, no número 49, por isso fica a dúvida se o palacete construído era apenas residência ou também um local comercial. 

No dia 18 de setembro de 1903, Alberto Santos Dumont chegou a Campinas para a inauguração do Monumento-Túmulo de Carlos Gomes. Depois de atravessar o centro da cidade a partir da estação ferroviária, e receber pomposas e admiradas saudações, ele foi recepcionando no Palacete Armbrust por Henrique e sua esposa Paulina. 



Segundo as fontes consultadas, na época da visita de Santos Dumont, a esposa de Henrique era Paulina, e não mais Madalena Hatz. Não foi descoberta a causa da mudança de esposa.

Santos Dumont foi até uma das janelas, que possibilitava uma vista ampla da Praça Bento Quirino, ainda ovacionado sob sons da bandas musicais e aplausos populares. 

Anos mais tarde, na década de 1910, o Palacete Armbrust tornou-se sede da Companhia Campineira de Tração, Luz e Força, responsável pelo fornecimento de energia na cidade.



Em 1956, durante a implantação do Plano de Melhoramentos Urbanos de Prestes Maia, que incluía o alargamento das vias, o Palacete Armbrust foi demolido.



🗣️ A sessão DOCE LAR, através da qual conheceremos algumas residências do passado ou ainda existentes, e histórias sobre elas e seus proprietários. 


✍️📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor

 


Fonte:


🔍 https://artsandculture.google.com/.../cQIyAEURn1eBJg...


🔍 https://ihggcampinas.org/.../a-baronesa-de-ataliba.../


🔍 https://arq-camp.campinas.sp.gov.br/.../demoli-o-e...


🔍 Jornal Correio Paulistano 


🔍 https://gomessilva2.wixsite.com/imigracaoalemasp/page3


QUEM FOI ÁLVARES DE AZEVEDO?

 

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu no dia 12 de novembro de 1831, na casa de seu avô, o Conselheiro Silveira da Mota, na Rua Quintino Bocaiúva, esquina com a Rua Senador Feijó, em São Paulo.



Era filho de Inácio Manoel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Silveira da Motta Azevedo.

Por muito tempo, houve uma lenda de que Álvares, também conhecido como Maneco pelos familiares, amigos próximos e admiradores de sua obra, teria nascido na biblioteca da Faculdade de Direito, em uma noite de festa.

Durante a infância, viveu no Rio de Janeiro, e estudou no Colégio Stoll, e mais tarde, no Colégio Dom Pedro II. Quando concluiu este nos estudos, ingressou na Faculdade de Direto do Largo São Francisco, em São Paulo.



Neste época, ele morou em repúblicas com os amigos Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães, com os quais teve fortes laços de amizade.

Álvares de Azevedo era um jovem inteligente e idealista. Na mocidade, já era um poeta de extrema sensibilidade. Influenciado pela leitura de poetas românticos europeus, como Lord Byron, Alfred de Musset, Alphonse de Lamartine e Percy Bysshe Shelley, sua poesia era caracterizada pela melancolia, o amargor irônico, a inquietação e o pessimismo imaginativo.

Também havia em seus versos uma descrença profunda no amor, que procurava em vão. Um amor frustrado e idealizado. Álvares de Azevedo carregava na face os traços do sofrimento devido à sua tuberculose e um tumor na fosse ilíaca causada por um queda de cavalo. 

Em 1849, ele fundou a revista Ensaio Filosófico Paulistano. Também participou ativamente da Sociedade Epicureia e começou a escrever o poema épico intitulado "O Conde Lopo", do qual apenas fragmentos sobreviveram

Álvares de Azevedo foi escritor da segunda geração do Romantismo, contista, dramaturgo, poeta, ensaísta e expoente da Literatura Gótica Brasileira. As obras de Álvares de Azevedo tendem a jogar fortemente com as noções opostas, como amor e morte, sentimentalismo e pessimismo, platonismo e sarcasmo. 

Dentre suas obras publicadas, nenhuma em vida, poucas, apesar da importante criação literária, destacam-se os livros "Lira dos Vinte Anos", "Poesias Diversas", "Poema do Frade", "Carta sobre a atualidade do teatro entre nós", "A Noite na Taberna" e "Macário". 

Ele é patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras.

Álvares de Azevedo faleceu no dia 25 de abril de 1852, aos 20 anos de idade e no quinto e último ano da faculdade. Um mês antes de sua morte, escreveu o poema "Se eu morresse amanhã", que foi lido em seu enterro por Joaquim Manoel de Macedo, autor do livro  “A Moreninha”.


 🚙🚸 TRAVESSA ÁLVARES DE AZEVEDO 


A Travessa Álvares de Azevedo recebeu esta denominação no dia 05 de setembro de 1934, através do ato n° 63 assinado pelo prefeito Perseu Leite de Barros.

Na época, a rua que é limitada pelas ruas Itú e Coronel Quirino pertencia ao bairro Villa Amália, e recebeu o atual nome para homenagear aquele que é considerado um dos maiores poetas brasileiros.




🗣️ " Porque esta pergunta precisa ser para sempre respondida!"


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor


Fonte:


🔍 Centro de Memória da Unicamp

 

🔍📸https://pt.m.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvares_de_Azevedo


📸 https://www.descubrasampa.com.br/.../escultura-alvares-de...


🔍 https://capital.sp.gov.br/.../bibli.../alvaresdeazevedo/3839


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

🏡 DOCE LAR: A Residência de Carlos Penteado Stevenson


Uma construção que infelizmente não existe mais. Esta bela residência ficava na esquina da Rua Dr. Guilherme da Silva com a Avenida Júlio de Mesquita. Na outra esquina e em frente à residência, ficava o antigo estádio da Ponte Preta. 

A residência de Carlos Penteado Stevenson foi um projeto de Hoche Neger Segurado. Atualmente, existe um preso no local e na outra esquina, no mesmo sentido, um posto de gasolina. 




Carlos Penteado Stevenson nasceu no dia 25 de março de 1894, em Campinas. Ele era filho de Charles William Erskine Stevenson e de Rita Nogueira Penteado. Foi casado com Sylvia Carvalho de Siqueira antes 1926, e tiveram pelo 4 filhos e 1 filha.



Seu pai foi engenheiro, poeta, cronista, contista, orador e conferencista. Por muito tempo foi engenheiro- chefe da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. 

Participou do projeto de remodelação de Campinas, em 1933, defendendo mudanças nos aspectos visuais da cidade. Ele acreditava que a cidade civiliza o homem, dando-lhe polidez e a linha que ninguém consegue conquistar nos limitados círculos do interior na vida rustica da roça. 



Seu filho, o Dr. Carlos Penteado Stevenson foi médico. Ele fundou o Hospital Stevenson, especializado em oftalmologia, em 1927, na Avenida Andrade Neves. No dia 30 de julho de 1943, o hospital foi adquirido por um grupo de médicos e, a partir desta data, passou a se chamar Vera Cruz. 



Também foi um dos fundadores do Rotary Club de Campinas, no dia 08 de outubro de 1931.

Carlos Penteado Stevenson morreu no dia 08 de agosto de 1975, em Campinas. 


🗣️ A sessão DOCE LAR, através da qual conheceremos algumas residências do passado ou ainda existentes, e histórias sobre elas e seus proprietários. 

✍️📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fonte:


🔍 📸 Construção, arquitetura e configuração urbana de Campinas nas 

décadas de 1930 e 1940. O papel de quatro engenheiros modernos

Autora: SILVIA AMARAL PALAZZI ZAKIA


📸 Álbum de Propagandas de Campinas de 1930

👉 Página: Campinas de Antigamente

 

🔍📸 https://ancestors.familysearch.org/.../carlos-penteado...


🔍📸  Pesquisadora Jane Durlin 

domingo, 14 de julho de 2024

🎁 LOJAS DO PASSADO: Camisaria Amin


A Camisaria Amin foi fundada pelo Sr. Salim Amin, na década de 1930. 



🇱🇧 Salim Amin nasceu em Bhamdoun no dia 06 de Janeiro de 1885, no Líbano. Naquele país, ele trabalhou com seu pai em uma construtora da família.



🇧🇷 Em 1902, Salim Amin veio para o Brasil. Trabalhou por pouco tempo em um canavial, na cidade de Catanduva, antes de se mudar para Campinas.


Em Campinas, Salim trabalhou como mascate, um vendedor de rua autônomo, dando início à sua trajetória como grande comerciante. Ele tinha 17 anos e percorria as fazendas vendendo tecidos, roupas e armarinhos. 


No dia 22 de janeiro de 1910, ele casou-se na Arquidiocese de Campinas, com Marianna Gomes, que nasceu no dia 2 de setembro de 1893, em Santa Bárbara D'Oeste. O casal teve três filhos: Emílio Amin (1913-1973), Alberto Amin (1915-2002) e Azis Amin (1920-1992).



Aos poucos, com muito esforço e dedicação, ele conseguiu juntar dinheiro para arrendar a Fazenda São Antônio, na cidade de Louveira.



 

Na década de 1910, Louveira era um bairro chamado Rocinha, distrito de Jundiaí. Salim Amin cultivava café em larga escala na Fazenda São Antônio, que era vizinha à fazenda de Júlio de Mesquita, proprietário do jornal O Estado de São Paulo. Sua fazenda chamava-se Conceição do Barreiro.



A Fazenda São Antônio começou a exportar café antes da crise de 1929. Durante a crise, Salim optou por guardar o café produzido em sua fazenda, em vez de queimá-lo. Até hoje a fazenda é conhecida em Louveira como "A Fazenda do Salim".


Em 1932, Salim Amin vendeu a Fazenda Santo Antônio. Um fato curioso aconteceu. Em decorrência do processo de venda, foi descoberto que o nome verdadeiro de sua esposa era Leonilda e não Marianna. Um advogado de nome Juarez acertou o nome da esposa de Salim e concluiu a venda da fazenda para um médico. 


Após vender a fazenda, Salim comprou a Fábrica Paulista de Roupas Brancas, situada na esquina da Avenida Campos Salles com a Rua Barão de Jaguara, na Praça Visconde de Indaiatuba, conhecida popularmente como Largo do Rosário.



No prédio onde se estabeleceu a Fábrica Paulista de Roupas Brancas, existiu anteriormente a sucursal do jornal Estado de São Paulo, que pertencia ao amigo Júlio de Mesquita. 


Com a aquisição daquela fábrica, o Sr. Salim Amin mudou o nome da propriedade para Camisaria Amin.



Na Camisaria Amin vendia-se de tudo um pouco: armarinhos, sabonetes, perfumes, chapéus da Cury, além é claro de roupas masculinas. Os sabonetes eram os chamarizes, vendidos a preço de custo para atrair os compradores.


O Sr. Salim Amin era uma pessoa elegante e educada, sempre cumprimentava as pessoas com um sorriso. Com muita coragem, honestidade e determinação, Salim trabalhava de sol a sol, e tinha uma inteligência ímpar. 



A família morava no segundo andar da loja, e Amin costumava ajudar os libaneses que chegavam à Campinas, desde a época em que era proprietário da Fazenda Santo Antônio, na qual ele hospedava os imigrantes e dava condições para que começassem suas vidas no novo país.


Ele também foi um hábil homem de negócios, tanto que ajudou no investimentos de muitos empresários, como Miguel Vicente Cury, para o qual Salim contribuiu nos investimentos da Fábrica de Chapéus Cury, durante a Segunda Guerra Mundial. 




Salim foi investidor cotista em grande escala do Banco Cidade de Campinas, que tinha Frederico Borghi no negócio. 



O Sr. Salim Amin foi mascate, fazendeiro, comerciante e banqueiro. Construiu uma linda história de vida. Ele faleceu no dia 17 de outubro de 1941.


Após a morte de Salim, a Camisaria Amin foi administrada por seus três filhos: Alberto, Emílio e Azis Amin. Eles desempenharam as atividades de comerciantes e industriais. 



Alberto e Emílio estudaram em São Paulo, em um colégio sírio. Azis realizou seus primeiros estudos na escola Francisco Glicério. Depois, estudou no Colégio São Luiz. Alberto Amin também estudou no Colégio São Luiz e foi orador da turma. 



No dia 1 de fevereiro de 1976, Marianna Gomes, cujo nome verdadeiro era Leonilda, faleceu aos 82 anos, em Campinas, e foi sepultada no Cemitério de Saudade.


A Camisaria Amin existiu até o final da década de 1950, quando foi comprada pelo sírio Elias Abdala Set El Banate, pai de Abdo Set El Banate.



Na década de 1950, os irmãos Amin foram proprietários da loja de tecidos A Indiana, na Rua José Paulino, 1060, que funcionou até 1967.


Os irmãos Amin também foram proprietários da Fábrica de Meias Amin, na década de 1950, situada na Rua Bueno de Miranda, 429, na Vila Industrial. 


Com o fim destes negócios, cada um dos irmãos seguiu com seus projetos e aptidões.


Emílio continuou a atividade comercial e fundou a Emílio Confecções, em 1970, na Rua José Paulino, com o filho dele Emílio Amin Júnior. O negócio existiu até 1984.


Alberto passou a trabalhar em São Paulo com uma fábrica de blusas chamada Francis. Ele também foi proprietário da Indústria Têxtil Campinas, a Meias Reizinho, na Rua Arnaldo de Carvalho, 636, no bairro Bonfim.



Azis Amin também foi proprietário da Tecidos Colorado, na Rua José de Alencar, a qual esteve em atividade entre 1967 e 1985.




🌷 IN MEMORIAN 


O Dr. José Antônio de Faria Amin nasceu no dia 16 de abril de 1966, em Campinas. Era filho de Azis Amin e da Sra. Áurea Amin, neto de Salim Amin, comerciante, fazendeiro e banqueiro.



Estudou no Colégio Sagrado Coração de Jesus. Formou-se em Arquitetura pela PUC e em Direito, pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. 


No curso de Direito, teve brilhante professores como Júlio Mariano e Milton Segurato, o qual lhe dedicou sua tese sobre os erros cometidos no julgamento de Jesus Cristo. 


O Dr. José Antônio até o fim de sua vida foi leal e comprometido com sua formação. Quando já estava doente, passando por quimioterapia e internado em um hospital em São Paulo, mesmo remotamente fez questão de participar de uma audiência pela 4° vara criminal de Campinas, e justificou sua decisão:


"Eu fiz um juramento quando me formei, e vou honrá-lo até o último dia de minha vida. Não sei se viverei muito tempo, mas enquanto estiver na Terra, vou honrar meu juramento!"



O Dr. José Antônio da Faria Amin seguiu todo legado deixado pelo avô dele, Salim Amin, pelo pai dele, Azis Amin, e honrou a história da família desde seu nascimento até seu último dia de vida.


Ele faleceu no dia 29 de setembro de 2020, em São Paulo.


A construção onde foi fundada a Camisaria Amin existe até hoje e é um patrimônio histórico da cidade de Campinas.



✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


#campinas250anos 


Fonte:


🔍📸 INFORMAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DA CAMISARIA AMIN E SOBRE A FAMILIA AMIN


🌹Ana Maria de Faria Amin, filha de Azis Amin

🌹Antônio Carlos Amin, filho de Alberto Amin

🌹José Carlos Amin, filho de Emílio Amin 


🔍 INFORMAÇÕES SOBRE O DR. JOSÉ ANTÔNIO DE FARIA AMIN


🌹Ana Maria de Faria Amin, filha de Azis Amin

🌹José Victor Amin , filho de Dr José Antônio Amin, neto de Áurea Amin, Azis Amin. Bisneto do Salim Amin.


🔍 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES https://campinasnostalgica.wordpress.com/2015/11/


🔍 https://ancestors.familysearch.org/pt/L1SS-DCH/marianna-gomes-1893-1976


🔍📸 https://vespeiro.com/tag/familia-mesquita/


📸 Contadores de 1934 do Colégio São Luiz

Concedida por Lucas Camargo 


📸 http://www.museumusical.com/2016/04/campinas-de-ontem-barao-de-jaguara.html?m=1