domingo, 13 de outubro de 2013

A COMPANHIA MOGIANA DE ESTRADAS DE FERRO - Parte 2



A FUNDAÇÃO DA COMPANHIA MOGIANA





A Companhia Paulista de Estradas de Ferro é a principal via de escoamento do café no interior paulista, em 1872. Esta companhia surgiu durante a administração de Saldanha Marinho na Província de São Paulo, que assegurou que ricos fazendeiros fundassem-na em 30 de janeiro de 1868, sob a presidência de Clemente Falcão de Sousa Filho. Antes do surgimento das ferrovias, o café era escoado por tropas de mulas.
 
 
 
 
 
 
IMAGEM: Clemente Falcão de Sousa Filho






A Companhia Paulista se estendeu por diversas áreas do interior,  em trechos como Campinas-Jundiaí, chegando a Descalvado e pretendendo prolongar-se até Rio Claro. Porém, seus administradores não aceitaram a imposição de fazendeiros influentes que desejavam que sua extensão passasse por Morro Pelado. Por critérios políticos, a companhia ficou impedida de estender suas linhas até Ribeirão Preto, limitando sua prolongação até Descalvado.

Com o recuo do crescimento da Companhia Paulista de Estrada de Ferro surge uma carência de via de transporte do café entre a região campineira, a de Mogi-Mirim e a de amparo. Os ricos barões da região campineira discutem esta necessidade de prolongamento, a ausência de caminhos de escoamento que se estenda até Ribeirão Preto, outra importante área produtora de café.
 
 

 
 
 
 

O dia 21 de março é decisivo para o plano destes barões, que desejam criar uma via férrea permitindo a circulação do café na região de Campinas. Decididos em investir seus capitais na fundação de uma companhia que construa estradas de ferro que atenda seus interesses, homens como Antônio de Queiróz Telles, Barão, Visconde e Conde de Parnaíba, Antônio e Martinho da Silva Prado, importantes fazendeiros da família Silva Prado, José Manuel da Silva, o Barão do Tietê e José Estanislau do Amaral, o Barão de Indaiatuba, outro importante fazendeiro de café, veem a concessão para a construção de uma ferrovia ser possibilitada pela instauração da lei provincial número 18, que permite o prolongamento da linha até às margens do Rio Grande, passando por Casa Branca e Franca. São garantidos juros de 7% sobre o capital investido e o privilégio sem garantia de juros para o prolongamento da linha. Neste dia é fundada a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro constituída com o capital de 3.000 contos de réis, divididos em 15.000 ações no valor nominal de 200 contos de réis.



IMAGENS: à esquerda, Antônio de Queiróz Telles (Conde do Parnaíba), à direita, Martinho da Silva Prado.







Com a concessão garantida, os ricos barões resolvem investir na companhia, visando os lucros que o empreendimento pode oferecer. No dia 30 de março, o tenente coronel José Guedes de Sousa reúne em sua residência pessoas de elevado conceito social com a finalidade de atrair investidores para o empreendimento da Mogiana. Desta comissão fazem parte: o coronel Joaquim Egydio de Sousa Aranha, o capitão Joaquim Quirino dos Santos, João Ataliba Nogueira, Delfino Cintra Júnior, Joaquim Ferreira de Camargo Andrade e Francisco Soares de Abreu. Além destes já citados, também aplicam seu dinheiro na companhia Antônio Pinheiro de Ulhoa Cintra (Barão de Jaguara), João Quirino dos Santos, Antônio Manoel Proença, Antônio Carlos de Moraes Salles, Manuel Carlos Aranha (Barão de Anhumas), entre outros.
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
IMAGENS: à esquerda, Joaquim Egydio de Sousa Aranha, à direita, Manuel Carlos Aranha (Barão de Anhumas)
 
 
 
 
 
No dia 01 de julho, os acionistas da nova companhia se reúnem em Assembleia Geral no paço da Câmara Municipal de Campinas, discutem e aprovam o projeto e seus estatutos, assim como a eleição da diretoria provisória que deverá gerir os negócios da empresa até a sua consolidação. A primeira diretoria é constituída provisoriamente por Antônio de Queiroz Telles, Tenente Coronel Egydio de Sousa Aranha, Antônio Pinheiro de Ulhoa Cintra, o capitão Joaquim Quirino dos Santos e Antônio Manoel de Proença. O engenheiro Joaquim Miguel Ribeiro Lisboa é o encarregado do projeto e da construção da Mogiana.
 
 

 
 
IMAGEM: Engenheiro Joaquim Miguel Ribeiro Lisboa
 
 
 
No dia 19 de julho de 1873, é firmado o contrato com o Governo provincial, e no dia 28 de agosto, é iniciada a construção da estrada de ferro. A companhia começa a encomendar trilhos e acessórios da Europa, e adquire locomotivas, vagões e carros de passageiros dos EUA. Utilizando-se dos serviços da Companhia Paulista, a Mogiana monta suas primeiras locomotivas. Também monta uma oficina apenas para simples reparos.

A Companhia Mogiana também contrata o operário da empresa norte-americano Jackson
Scharp Company para realizar a montagem dos carros de passageiros e vagões e um segundo operário com a incumbência de montar outras locomotivas que a empresa adquire. Outro estrangeiro também é contratado para exercer um cargo de chefia. Edward Svinerd é contratado para comandar as oficinas








 A construção do primeiro trecho que liga Campinas à Jaguariúna é concluída em 03 de maio de 1875, numa distância de 34 quilômetros. A locomotiva Jaguari leva 5 carros de passageiros às 11h e 45min neste dia. Três meses depois, a estrada se estende até a cidade de Mogi-Mirim e totaliza 41 quilômetros. Dom Pedro II é esperado em Campinas para a inauguração deste trecho.

 

 



 
Na próxima publicação:
 
A visita do imperador Dom Pedro II à inauguração do trecho Campinas-Mogi-Mirim da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro

 
 
 
 
FONTES:
 




domingo, 6 de outubro de 2013

A COMPANHIA MOGIANA DE ESTRADAS DE FERRO - Parte 1


A partir de hoje, publicarei uma série de cinco textos que narraram a história da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro no território campineiro. Não se trata de um trabalho acadêmico e com profunda pesquisa, mas uma elaboração dedicada a resgatar as principais etapas da ascensão desta empresa ferroviária, sua importância para a economia da época e para o crescimento da cidade de Campinas. Ressalto que todas as informações contidas neste trabalho foram obtidas de diversos textos presentes na Internet, sempre averiguados minuciosamente para que a verdade dos fatos seja evidente nesta narração.
Espero com este trabalho, coloborar para apresentar àqueles que se interessam pela história campineira os principais acontecimentos que marcaram a existência desta companhia.



A PRODUÇÃO CAFEEIRA EM CAMPINAS

 
 
 
No solo fecundo constituído de terra roxa, na Campinas de 1872, o café exerce sua soberania como principal alicerce da economia do município, sendo no país, o ouro negro tão apreciado.
Campinas é o município mais rico e fecundo da província de São Paulo. Sua maior riqueza, o café, floresceu no município de Jundiaí, no século XVIII, quando Campinas fazia parte deste município, e foi cultivado pelo sargento-mor Raymundo Álvares dos Santos Prado no quintal de sua casa. Acredita-se que a maior parte das sementes e mudas que constituem os cafezeiros de Campinas, foram provenientes da plantação deste sargento-mor.
 
 
Antônio Francisco de Andrade foi o primeiro, em sua chácara, a fazer uma pequena plantação de cafezeiros em 1807 ou 1809. Ele residia na Rua do Rosário, atual Avenida Francisco Glicério, esquina da Barreto Leme. Era em frente a sua casa que o café era estendido durante sua concepção para depois ser socado em pilões.
 
A ideia de uma atividade comercial do café teve início por influência de Francisco de Paula Camargo que, durante uma visita ao Rio de Janeiro, por ocasião dos festejos realizados por causa do casamento de Dom Pedro, que mais tarde se tornaria imperador do Brasil, viu o vantajoso comércio do café, e de volta à Campinas, resolveu plantar para vender o produto. Contudo, ele fracassou por desconhecer a técnica de cultivo do café.
 
 
 
 
Foi nas mãos de Francisco Egydio de Souza Aranha, pai de Joaquim Policarpo Aranha, o Barão de Itapura, com seu instinto empreendedor, que o café obteve o êxito esperado no cultivo e na comercialização.
 
 
 
 
Imagem: Francisco Egydio de Souza Aranha
 
 
 
 
 
 
 
 

 
Após este êxito, a cultura do café expandiu-se em Campinas nas mãos de homens como o patriota cirurgião-mor Álvares Machado, que cultivou o café em suas instâncias, José de Souza Campos e Bernardo José de Sampaio, em 1835 aproximadamente, os quais tiraram excelentes resultados com o produto, estimulando outros produtores a abandonar a cultura de cana-de-açúcar, e dedicarem-se ao produto que possibilitou o florescimento do município campineiro.
 
 
Imagem: Francisco Álvares Machado
 
 
 
 
 
 
 
A sociedade campineira de 1872 é formada por elementos concentrados no centro rural, onde atuam nas fazendas de café e na crescente área urbana, muitos trabalhando nas indústrias que chegam à cidade. Campinas conta com mais de 13 mil habitantes.  As famílias aristocráticas constituem a classe de maior status, apresentando em seu padrão de vida elevado a condição de desfrutar de uma educação e cultura de primeiro nível. Esta classe frequenta colégios como o Culto à Ciência, leem livros de consagrados autores estrangeiros, frequentam importantes Teatros como o São Carlos, onde Carlos Gomes se apresenta, além de estarem presentes em inúmeras sociedades recreativas e culturais.
 


 
 
 
 
Imagem: Teatro São Carlos
 
 
 
 
Fazendas como a Santa Genebra e indústrias como a Lidgerwood Manufacturing representam o crescimento econômico campineiro e importantes barões do café destacam-se na cidade neste ano de 1872 como Joaquim Policarpo Aranha, o Barão de Itapura, proprietário da Fazenda Chapadão, seu irmão Manuel Carlos Aranha, o Barão de Anhumas, proprietário da Fazenda Anhumas, o Barão Geraldo de Rezende, proprietário da Fazenda Santa Genebra, Joaquim Antônio de Arruda, o Barão de Atibaia, João de Ataliba Nogueira, o Barão de Ataliba Nogueira, Antônio Pinheiro de Ulhoa, o Barão de Jaguara, Antônio de Queirós Teles, entre outros.
 
 
 
 
 



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagens:  Geraldo Ribeiro de Souza de Rezende (Barão Geraldo), a esquerda, e João Ataliba Nogueira (Barão de Ataliba Nogueira), a direita.
 
 
 
 

Outras personalides de destaque na política, no comércio e nas atividades intelectuais nesta sociedade campineira são: Joaquim Quirino dos Santos, Bento Quirino dos Santos, Francisco Quirino dos Santos, Antônio de Moraes Salles, Francisco Glicério de Cerqueira Leite, Américo Brasiliense, Jorge Miranda, José Paulino Nogueira, entre outros.
 

 
 
 
 
Imagem: Francisco Quirino dos Santos
 
 
 
 
 
Na proxima publicação:
A decisão de fundar a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
A construção dos primeiros trechos da ferrovia
 
 
 FONTES:
 


sábado, 28 de setembro de 2013

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: Eugênio, o jeep mágico na caixa d`água da Mogiana






Sempre quando passava pelo Viaduto Cury, muitaz vezes em direção à escola SENAI "Roberto Mange", ao hospital Mário Gatti ou ao prédio da Receita Federal, por exemplo, observava com certa curiosidade a imagem do personagem Eugênio, do desenho do Popeye, que imortalizaram na caixa d`água de uma das construções da velha Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Seus trilhos são visualizados facilmente do alto do viaduto, assim como a caixa d`água da qual me refiro e o curioso personagem nela presente em forma de grafite. Quem será que o fez? O que esta pessoa faz atualmente? O que levou-a a grafitar esta figura?
Só para sabermos mais sobre o Eugênio, faço este destaque extraído do Wikipédia:


 




Eugênio o Jeep Mágico é um personagem das histórias em quadrinos do Popeye, criado por E.C. Segar. É um animal nativo da África, que se alimenta de orquídeas. Ele atravessa paredes e faz mágicas, e sabe fazer alguns truques, como: balançar a cabeça para dizer não, e abanar o rabo para dizer sim.

O Jeep apareceu pela primeira vez em 16 de março de 1936 nos quadrinhos
de E. C. Segar para o Thimble Theatre. Ele também esteve presente nas versões animadas das aventuras do Popeye, incluindo três aparições nos curtas dos Fleischer Studios nos anos de 30 e 40, e nos desenhos animados produzidos para a TV.


















sábado, 21 de setembro de 2013

O BUSTO DE LEOPOLDO AMARAL, EM CAMPINAS





Leopoldo Augusto do Amaral Gurgel nasceu em Campinas, em 20 de dezembro de 1856.

Foi jornalista e historiador, autor de artigos e crônicas para jornais. Escreveu várias de suas crônicas para o jornal “Gazeta de Campinas”.
Foi correspondente do jornal “A Província de São Paulo”, funcionário municipal e padrinho do jornal “Correio popular”.

Foi chamado de  “Repórter número 1 de Campinas” e o "Cronista da cidade”.

É considerado o mestre do “bairrismo” campineiro, descreveu em estilo fluente e agradável os acontecimentos históricos da cidade de Barreto Leme. Relatou em uma de suas obras a presença do imperador Dom Pedro II e sua comitiva na inauguração do Ramal Ferroviário de Caldas, Estrada de Ferro Mojiana.

 Foi autor de “A cidade de Campinas em 1900”, uma coletânea de informações gerais, editada pela Cada Livro Azul de Campinas. Nesses escritos, Leopoldo Amaral faz desfilar ante nossos olhos toda uma infinidade de figuras célebres que traçaram a história de Campinas ao longo daquele período decisivo para a definição do perfil da cidade, aqueles anos que se estendem entre as três últimas décadas do século XIX e as primeiras décadas do século seguinte. Mostra-os, inclusive em sua intimidade, pois Amaral, como jornalista e como ativo integrante da vida cultural, social e política da urbe, teve oportunidade de conviver com todos eles, de lhes testemunhar momentos de humor, de entusiasmo, de desalento.

 Também escreveu “Carlos Gomes e Sua primeira Ópera”; “Campinas Recordações”, entre outros livros.

 Contribuiu com suas atividades de historiador para a construção da história de Campinas, relatando tudo o que teve oportunidade de presenciar e vivenciar na cidade.

 Faleceu em 31 de maio de 1938.


 O busto do jornalista e historiador Leopoldo Amaral está situado na praça Imprensa Fluminense, no bairro Cambuí.

 


 



Fontes:


 

sábado, 7 de setembro de 2013

SERTÃO CAMPINEIRO - Crônica


 
 
 
Instalado em um quarto de pensão, na Rua doutor Mascarenhas, ainda permanecia distraindo seus pensamentos noturnos as lembranças da lavoura escassa que se estendia no sertão. Agora, a tranquilidade das estradas nordestinas, onde o gado magro perambulava, foi substituída por uma rua movimentada, cujo trânsito escandaloso ele expiava da janela. Na obra, quando comentava que residia no centro da cidade, todos o invejavam; achavam muita soberba sua condição. Mas, ele nunca encontrou a vantagem que acentuavam. Os hospitais eram caros! As lanchonetes eram caras! A passagem de ônibus para ir no Taquaral aos domingos era cara! Até as prostitutas feias da Saldanha Marinho eram caras! Com o salário que ganhava na empreiteira, ainda se sentia no sertão vazio.



 


 
 
 
 


Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola


 

sábado, 31 de agosto de 2013

RUA DOUTOR ANTÔNIO ÁLVARES LOBO, EM CAMPINAS



Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"





QUEM FOI O DOUTOR ANTÔNIO ÁLVARES LOBO?
 




Antônio Álvares Lobo nasceu em Itu, em 15 de julho de 1860. Era filho de Elias Lobo, o qual perdeu quando ainda era criança. Ajudou na manutenção da família trabalhando como ajudante de pedreiro, enquanto sua mãe trabalhava como costureira e vendedora de doces.
Estudou no Colégio “Culto à Ciência” e fez seus cursos preparatórios para ingressar na faculdade no Seminário Episcopal de São Paulo, custeando seus estudos com as aulas de música que ali ministrava.
Dedicou-se ao estudo da música; seu pai foi compositor, maestro e professor.
Foi autor da primeira ópera com motivo brasileiro, “A Noite de São João”, composta sobre libreto de José de Alencar, e encenada no Teatro São Pedro de Alcântara, no Rio de Janeiro, sob a regência de seu amigo Carlos Gomes.
 



 
Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo de 1880 a 1884, tornando-se Bacharel. Estabeleceu o escritório profissional em Campinas com Francisco Glicério. 
Participou tanto da causa republicana, sendo presidente do Centro Republicano da cidade, quanto da causa abolicionista, devido à qual recebeu ultimato para deixar Campinas, sob pena de expulsão, fracassado em virtude da discussão do caso na Assembleia Provincial de São Paulo.

 
 
 
 
Exerceu numerosas funções de intendência, inclusive com o cargo de presidente. Dentre elas, atuou na intendência de higiene, prestando grandes serviços por ocasião da segunda e da terceira epidemia de febre amarela, que assolaram Campinas.
Foi vereador na Câmara Municipal de Campinas por algumas legislaturas (1892 a 1894, 1902 a 1904 e 1911).
Foi fiscal do Governo Federal junto ao Ginásio  de Campinas, de 1901 a 1911.
Chegou a governar Campinas quando foi presidente da Câmara.
Foi deputado estadual por oito legislaturas consecutivas: 1904 a 1906, 1907 a 1909, 1910 a 1912, 1913 a 1915, 1916 a 1918 1919 a 1921, 1922 a 1924 e 1925 a 1927.

Como Deputado à Câmara de São Paulo, tomou parte da comissão de reviu a Constituição Estadual.
Retirou-se da política, após exercer o cargo de Presidente da Câmara entre 1915 a 1927.
Tomou parte da fundação, manutenção e direção de numerosos estabelecimentos de caridade de Campinas. 
Foi Presidente do Instituto Profissional Bento Quirino, provedor da Santa Casa da Misericórdia, da Maternidade de Campinas, da Sub-Seção de Campinas da Ordem dos Advogados do Brasil.
Também foi orador eloquente, jornalista fecundo e proprietário do jornal “A Cidade de Campinas”.
Publicou uma coleção de discurso e conferências.
Lutou pela emancipação e autonomia do município de Americana, distrito de paz de Campinas como Vila Americana.
Ocupa a cadeira de n˚ 40 na Academia Campinense de Letras.



Antônio Álvares Lobo faleceu aos 74 anos  em Campinas, em 17 de abril de 1934, no dia em que comemorava bodas de ouro de seu casamento com Dna. Guilhermina de Freitas Álvares Lobo.
 
 








 
A Rua Doutor Antônio Álvares Lobo tem seu início na Rua Jorge Miranda e prolonga-se pelo bairro Botafogo até a Avenida Barão de Itapura. Nesta rua estão presentes muitos condomínios residenciais e a praça Napoleão Laureano.

 




Fonte:
www.tavolaroadvogados.com/doutrina/cs914.doc

sábado, 24 de agosto de 2013

O BUSTO DO PROFESSOR ANÍBAL FREITAS, EM CAMPINAS


 
Aníbal Freitas nasceu em Rezende, no Rio de Janeiro, em 15 de julho de 1885. Era filho de Francisco Augusto Freitas e Maria Eugênia Oliveira Freitas. Cursou os preparatórios parcelados à Faculdade de Direito, e ingressou na Faculdade de Farmácia em 1903.
Exerceu a função de farmacêutico em Lorena, quando formado, e nesta cidade elegeu-se vereador da Câmara Municipal.

Em 1909, Aníbal Freitas candidatou-se à cadeira de Física e Química, do então Ginásio do Estado de Campinas, obtendo neste concurso a primeira classificação, conquistando, assim, a cátedra que durante tantos anos muito honrou.
Conseguiu, em 1911, a cadeira  de História Natural.






Em 1923, elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Campinas, sendo escolhido Presidente do Poder Legislativo, posto que ocupou até 1930.
Foi nomeado diretor do Colégio “Culto à Ciência”, em 1928, no qual foi posteriormente efetivado, aposentando-se depois de 35 anos de trabalhos efetivos em prol da educação de Campinas.
O professor Aníbal Freitas lecionou durante muitos anos em diversos colégios campineiros: Ateneu Paulista, Cesário Mota, Diocesano Santa Maria, Progresso Campineiro,e, foi um dos fundadores da Escola de Comércio “Bento Quirino”.









Exerceu a cátedra de Física Geral e Experimental, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade Católica de Campinas.
Foi autor de inúmeros trabalhos e obras, tais como: “Noções de Química Geral”, “Curso de Física”, em três volumes,  dentre outros.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O busto do professor Aníbal Freitas está presente no contorno do Colégio "Culto à Ciência", defronte ao Ginásio de esporte Alberto Krum, na Rua Hércules Florence.



 
 
 
 
 

 
 
 

 
 

 


domingo, 18 de agosto de 2013

PRAÇA LUIS DE CAMÕES, EM CAMPINAS







"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer."
 
 
 
 



A Praça Luis de Camões fica na região central de Campinas, nas proximidades do bairro Botafogo. Ela é envolvida pelas ruas Marechal Deodoro, Sebastião de Souza, Onze de agosto e Saldanha Marinho.

 

Tombada em 2008 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas, o CONDEPACC, esta praça apresenta um ambiente tranquilo e acolhedor, sendo frequentada pelos moradores dos prédios vizinhos, pelos boêmios dos bares na Rua Saldanha Marinho, por moradores de rua, as pessoas que passam pelo Hospital e pelo centro de Campinas.







Destacando-se por sua importância ambiental, na Praça Luis de Camões estão presentes exemplares vegetais valiosos e centenários, bem como seus valores históricos dedicado a Camões, demonstrando os vínculos nacionais entre Portugal e Brasil.




 

As espécies protegidas de mutilação e que embelezam a praça são: o pinheiro de Cauri, a árvore do Canadá, a palmeira imperial e os ipês.





 
A praça fica em frente o tradicional Hospital Beneficência Portuguesa, situado na rua Onze de Agosto. Este hospital é um dos mais antigos e importantes de Campinas.





O busto do poeta português Luis Vaz de Camões encontra-se no interior da praça fortalecendo o ar luzitano ali presente, e homenageando o grande escritor.

 









Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
 
 
 
 

domingo, 11 de agosto de 2013

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: O endereço n˚ 666 da Senador Saraiva


 
O ENDEREÇO N˚ 666 DA SENADOR SARAIVA


 

" Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é o número de homem. ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis"

Apocalipse 13:18












Sem querer fazer qualquer tipo de associação ou depreciar os diferentes cultos realizados, achei um fato curioso a presença do número 666 neste estabelecimento comercial da Avenida Senador Saraiva, que vende produtos destinados a cultos religiosos de origem africana.










 






Mais uma vez reitero: a publicação não tem caráter associativo e apenas destaca a presença do número bíblico em um estabelecimento que comercializa produtos para finalidades possivelmente religiosas.





sábado, 3 de agosto de 2013

QUADRO VERPERTINO - Crônica






Certas coisas parecem nunca mudar e esta constância apresenta-se para alguns observadores, como um quadro que retrata suas eternas realidades, o isolamento em um tempo estático.
Foi o que ocorreu com Sandoval por muito tempo. Vendedor em uma loja de componentes eletrônicos da Rua General Osório, sempre por volta das cinco e meia da tarde, ele esperava seu ônibus no Terminal Mercado, após um dia tranquilo, contagiado por sua tranquilidade. Paciente como de costume, na longa espera pelo ônibus coletivo, sua observação pousava sobre as senhoras gordas roendo os salgadinhos de bacon na fila, e as dezenas de pombos que as rodeavam, atraídos pelas migalhas, deixando seus esconderijos no alto do Mercado Municipal e desafiando o trânsito do terminal. Mas, Sandoval não era eterno e sua presença monótona não mais foi vista naquela gigantesca fila de trabalhadores. Apenas as senhoras robustas e os pombos famintos nunca deixaram de existir.











Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola