domingo, 11 de maio de 2014

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Miguel Vicente Cury



 
 
Miguel Vicente Cury nasceu em Campinas, no dia 1 de janeiro de 1898. Passou seus primeiros anos em Martim Francisco, nos arredores de Mogi Mirim. Sua família mudou-se depois para Araras, onde ele iniciou seus estudos primários. Estudou Humanidades por cinco anos na Europa, retornando em seguida a Araras e tornando-se comerciário. Após formar-se em Contabilidade, mudou-se para Mogi Mirim, onde criou em 1919, juntamente com seu pai, uma oficina de reforma de chapéus. Em 1920, regressou à sua cidade natal, Campinas, fundando a Chapéus Cury.

Ocupou por duas vezes o posto de prefeito de Campinas, de 1948 a 1951, e de 1960 a 1963. Em maio de 1951, último ano de seu mandato, renunciou à prefeitura para candidatar-se a vereador de Campinas, sendo eleito pela legislatura de 1952 a 1955.

Quando assumiu a prefeitura campineira em 1948, encontrou um estado crítico das finanças municipais, tendo chegado a realizar operações financeiras com endosso pessoal para manter ativos os serviços públicos.





 
 
 
Criou um novo código tributário que propiciou um aumento da arrecadação, para que o saneamento das finanças fosse possível.

Implementou melhorias importantes na infraestrutura da cidade, com a ampliação da rede de esgoto, a pavimentação de diversas vias e a implantação de conjuntos habitacionais para a baixa renda.

Também em seu primeiro mandato, promoveu significativas transformações urbanísticas em Campinas, como o prolongamento da Avenida Andrade Neves até o Jardim Chapadão, o alargamento das vias centrais e a construção do viaduto sobre os trilhos da FEPASA, posteriormente denominado de Viaduto Vicente Cury.






Deu suporta ao governo estadual para o início da construção do aeroporto de Viracopos.

Em seu segundo mandato, efetuou nova ampliação da estrutura de tratamento de água, duplicando sua capacidade, e introduziu a fluoretação da água distribuída em Campinas.

Instalou parques esportivos, notadamente o conjunto esportivo do Parque Portugal, e colaborou com o governo estadual na ampliação da rede de ensino fundamental da cidade.

Miguel Vicente Cury morreu em Campinas, no dia 24 de maio de 1973, aos 75 anos de idade.

 



Fontes:


 

domingo, 4 de maio de 2014

RUA DOUTOR EMÍLIO RIBAS, EM CAMPINAS

 
 
QUEM FOI O DOUTOR EMÍLIO RIBAS?




Emílio Marcondes Ribas nasceu em Pindamonhangaba, em 11 de abril de 1862. Era filho de Cândido Marcondes Ribas e Andradina Marcondes Machado Ribas.


 Fez os estudos primários e secundários em sua cidade natal. Mudou-se depois para o Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil. Formou-se com mérito em 1887, com a tese Morte aparente para recém-nascidos.


Começou sua vida profissional como clínico geral. Casou-se com Maria Carolina Bulcão Ribas e foi morar no interior de São Paulo, primeiro em Santa Rita do Passa Quatro e depois em Tatuí.


Em 1895, foi nomeado inspetor sanitário e começou a trabalhar em São Paulo.


Foi um dos bravos e incompreendidos sanitaristas brasileiros do fim do século XIX e do início do século XX, juntamente com Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz, Vital Brasil e Carlos Chagas, que lutaram para livrar a cidade e os campos das epidemias e endemias que assolavam o país.


Guiado pela intuição, Emílio Ribas combateu a febre amarela, exterminando com êxito o mosquito transmissor da doença nas cidades paulistas de São Caetano, Pirassununga, Pilar, Jaú e Campinas. Devido a esta atuação, ele foi nomeado para o cargo de diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo, em 1898. Sua gestão durou quase duas décadas.


Em 1904, reduziu a febre amarela a apenas dois casos no Estado de São Paulo.


Nos anos de 1908 e 1909, fez várias viagens de estudos e conferências pela Europa e pelos EUA. Anteriormente, foi para Cuba acompanhar estudos dos médicos Walter Reed e Carlos Finley. Quando voltou ao Brasil, defendeu a tese da doença pelo mosquito e não pelo contágio direto. A partir daí os doentes deixaram de ser mantidos em isolamento.




Sofreu forte oposição dos que acreditavam que a doença era transmitida por contágio entre pessoas e para provar que esta tese era errada, deixou-se picar pelo inseto contaminado, junto com os colegas Adolfo Lutz e Oscar Moreira. O doutor Oswaldo Cruz empreendeu a eliminação dos focos de mosquito no Rio de Janeiro, a partir da contaminação de Emílio Ribas, fato que desencadeou a historicamente conhecida Revolta da Vacina.


Emílio Ribas fundou o Instituto Soroterápico do Butantã, construído em uma fazenda nos arredores de São Paulo, e colaborou para a fundação do Sanatório de Campos do Jordão para tratamento de tuberculose, além de ter idealizado e construído a Estrada de Ferro de Campos do Jordão.


Trabalhou em São Simão, em 1902, para deter a terceira epidemia de febre amarela. Saiu da cidade somente quando conseguiu com uma equipe de médicos e voluntários acabar com a grave epidemia, mandando limpar o rio que corta a cidade, e tomando medidas para melhorar o saneamento básico.


Em seus últimos anos criou um asilo especializado para hansenianos, próximo a São Paulo, que visitava três vezes por semana. Em 1922, fez sua última conferência no centro acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.


Em Campinas, Emílio Ribas foi chefe da comissão sanitária em 1896, permanecendo até 15 de abril de 1898, data em que foi nomeado diretor-geral de serviço sanitário.


Ele já tinha enfrentado a febre amarela na região campineira no final do século XIX, contando com o apoio do cientista Adolfo Lutz, então diretor do Instituto Bacteriológico.


Emílio Ribas morreu em São Paulo, em 19 de fevereiro de 1925, aos 63 anos de idade. Em sua homenagem, o principal centro de pesquisa infecto-contagiosas e um hospital a ele ligado, o Instituto de Infectologia foram batizados com seu nome. Também dá nome a ruas na cidade de São Paulo, Poá, Caraguatatuba e Campinas, à estação de Estrada de Ferro de Campos do Jordão, ao Centro de Saúde de Pindamonhangaba, cujo solo guarda os restos mortais do ilustre conterrâneo.

           



A Rua Doutor Emílio Ribas esta presente no bairro Cambuí, em Campinas. Ela tem seu início na Rua Capitão. Francisco de Paula e estende-se até a Avenida José de Sousa Campos. Nela estão presentes diversos condomínios residenciais e empreendimentos comerciais.













 








Fontes:




 

 

 

domingo, 27 de abril de 2014

RETRATOS DE CAMPINAS: ABRIL DE 2014







RUA MÁRIO SIQUEIRA


RUA DELFINO CINTRA 
RUA ANTÔNIO CESARINO
 

RUA MÁRIO SIQUEIRA


ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 19 de abril de 2014

MINHA HOMENGAEM A: Luciano do Valle






Luciano do Valle Queirós nasceu em Campinas, em 4 de Julho de 1947. Começou sua carreira aos 16 anos como locutor da Rádio Educadora, ao lado do radialista Lombardi Netto.Trabalhou na Rádio Brasil de Campinas, e depois de trabalhar na Gazeta, teve destaque trabalhando na Rádio Nacional, em São Paulo. Nesta época, participou da cobertura da Copa do Mundo do México de 1970. No mesmo ano, passou a fazer parte da equipe da Rede Globo de Televisão, transmitindo o basquete masculino, no troféu Governador do Estado de São Paulo.

Foi locutor de Fórmula 1 e transmitiu a fase áurea de Emerson Fittipaldi nessa categoria, que o transformou em ídolo do esporte brasileiro.

No início dos anos 80, Luciano do Valle deixou a Globo, após a Copa de 1982, desenvolvendo uma carreira paralela de empresário e promotor, dando espaço a diversas modalidades esportivas que não tinham espaço na TV. Teve um papel importante ao promover a Seleção Masculina de voleibol, transmitindo o campeonato em São Paulo pela Rede Record. Desta iniciativa originou-se a “Geração de Prata” do Vôlei brasileiro.





Trabalhando na Rede Bandeirantes, organizou o memorável jogo entre a seleção brasileira e a soviética, no Maracanã, que mudou o vôlei brasileiro. Apresentou aos domingos na Band  o programa Show do Esporte, onde criou o slogan “O canal do Esporte”. Neste programa eram apresentadas as diversas modalidades esportivas, e foi nele que o basquete feminino teve sua ênfase, assim como o futebol feminino e a carreira do lutador Adilson Maguila. Também foi através deste programa liderado por Luciano que a Fórmula Indy, a NBA e o futebol americano tiveram suas aparições no Brasil.

 



 
 
 
 
Na TV Bandeirantes cobriu os Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007, entre outros eventos esportivos.

Em 1999, começou a fazer também cobertura do carnaval, participando de transmissões dos desfiles das escolas de sambado grupo especial do Rio de Janeiro.

Em 2003, narrou uma única partida de futebol pelo SBT, como convidado especial.

No mesmo ano, voltou à Record, onde ficou até 2006, quando retornou à Band.

Sua última transmissão esportiva foi a final do campeonato paulista entre o Santos e Ituano, que deu o título à equipe do interior.









Em Campinas, além de ser natural da cidade paulista, ficou conhecido por ser torcedor da Ponte-Preta, por ter trabalhado nas Rádios Educadora e Brasil.

Luciano do Valle morreu aos 66 anos, em 19 de abril de 2014, em Uberlândia, onde narraria um jogo do Campeonato Brasileiro.

 

 

Fontes:

 




 

domingo, 13 de abril de 2014

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: Grandes irmãos



 
Bento Quirino dos Santos, irmão de


 




Francisco Quirino dos Santos
 
 
 
 
 
 
Francisco Glicério de Cerqueira Leite, irmão de
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Jorge Miranda (sem imagem)







Antônio Pinheiro de Ulhoa Cintra (O Barão de Jaguara), irmão de
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




Delfino Pinheiro de Ulhoa Cintra Júnior ( sem imagem)






Salustiano Penteado, irmão de

 
 
 Severo Penteado (sem imagem)
 
 
 
 
 São alguns dos irmãos tão ilustres de minha cidade que resolvi destacar desta vez. Acompanhem o blog e conheçam a história destas personalidades que fizeram a história de Campinas.
 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 6 de abril de 2014

O PORTUGUÊS - Crônica de Campinas







Quando soube que a seleção portuguesa de futebol escolheu Campinas para treinar nos dias que antecederão a Copa do Mundo, poderia ter pensado em qualquer cantinho desta cidade paulista que homenageia o país português. Pensado no tradicional hospital Beneficência portuguesa, na praça Luís de Camões e no busto que representa o grande poeta português. Pensado na Rua Lusitana, na Rua Alexandre Herculano e na Almeida Garrett, nomes que também fazem lembrar Portugal. Até mesmo na Casa de Portugal, na Rua Ferreira Penteado. Mas, curiosamente, lembrei-me da infância quando residia no Jardim Eulina com minha família, em uma casa alugada, cujo proprietário era um português. A casa era defronte ao bar do mesmo e aos meus sete anos de idade, acostumei-me a conviver com seu sotaque lusitano e com o movimento daquele estabelecimento, onde meu avô estava sempre presente, na época em que trabalhava de vendedor de sorvete. O Português era muito rico. Moramos em três casas de sua propriedade, a última na Rua Marechal Rondon. Temperamental, era engraçado vê-lo discutir com os bêbados que o importunavam. Se estivesse vivo, certamente sua voz forte esparramar-se-ia pelo interior daquele bar nos jogos da seleção portuguesa.




ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

domingo, 30 de março de 2014

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: Doutor Mario Gatti





Mário Gatti nasceu em Nápoles, na Itália, em 11 de fevereiro 1879. Era filho de Lelio Gatti e Attilia Tumolo Gatti. Em 1905, aos 26 anos de idade veio à Campinas para se casar com Francisca de Marco Gatti, filha de um empresário italiano que prosperou nesta cidade do interior paulista. Mario Gatti conheceu Francisca na Europa. Após o casamento, ambos retornaram ao velho mundo, e lá Mario Gatti concluiu seus estudos na área da Medicina.Dois anos depois, a pedido do sogro, fixou residência em Campinas, onde começou a clinicar na Beneficência Portuguesa. Passado um ano, ele foi a Paris aperfeiçoar-se na arte cirúrgica, regressando em 1915.








Em Campinas, seu talento logo foi reconhecido. Tinha como grande amigo o doutor Thomás Alves, que durante o tempo em que esteve impossibilitado de operar devido a um incidente com bisturi, indicava Mario Gatti para atender seus pacientes. O doutor Mario Gatti clinicou até o fim de sua vida no Hospital do Círcolo Italiani Uniti, que mais tarde se converteria na Casa de Saúde de Campinas, sendo um modelo de estabelecimento na época.





Na década de 1950, Mario Gatti destacou-se ao ser um dos primeiros médicos a prestar socorro às pessoas que estavam no Cine Rink, na ocasião do desabamento de seu teto. Ele já tinha mais de 70 anos, e mesmo doente, fez questão de se juntar aos seus colegas de profissão para salvar vidas. Ganhou uma medalha por tal gesto.

A cirurgia ensaiava os seus primeiros passos no Brasil, quando o italiano já realizava com sucesso operações de estômago e próstata. Ficou conhecido como o médico que resolvia tudo, e as pessoas da época diziam quando alguma coisa não tinha solução “Isso nem Mario Gatti resolve”.

 
 
 
 
 
 
Mario Gatti foi um dos fundadores da Maternidade de Campinas.

Em fevereiro de 1976, foi homenageado pela população, que indicou seu nome para o então Hospital Municipal, o hoje Hospital Municipal Dr. Mario Gatti.

Sobre Campinas, Ele dizia: “É o meu berço, o mais importante cenário de minha humilde residência. Foi neste pedaço de paraíso que iniciei minha carreira profissional. A eterna primavera de seu clima ameno, a bondade e a simplicidade dos seus filhos empolgaram a minha juventude”.

 
 
Mário Gatti morreu em Campinas, em 3 de março de 1964. 

 




Fontes:



 

domingo, 23 de março de 2014

RETRATOS DE CAMPINAS - MARÇO DE 2014




RUA CULTO À CIÊNCIA
 









RUA PADRE VIEIRA

 




 
 
 
 
RUA MÁRIO SIQUEIRA
 








RUA SACRAMENTO - SEBO CASARÃO
 
 







RUA CULTO À CIÊNCIA - ESCOLA COTUCA








ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 16 de março de 2014

RUA DOUTOR RICARDO, EM CAMPINAS


QUEM FOI O DOUTOR RICARDO?







Ricardo Gumbleton Daunt nasceu em Cork, na Irlanda, em 30 de agosto de 1818. Há outras citações sobre o local de seu nascimento, mas esta é a sustentada pela família. Era filho de Richard Gumbleton Daunt e Anna Dixon Raines.

 
Sob a direção do doutor Isaac Dixon, seu tio materno, o Doutor Ricardo buscou os caminhos da Medicina em sua formação. Ele estudou nas faculdades de Paris e Viena, mas graduou-se em Edimburgo. Fez também cursos de Humanidades em Londres. Adquiriu fama de erudito devido ao caráter vasto de seus estudos e à habilidade e interesse em expressar-se em diversas línguas. Dominava mais de dez idiomas.

 
 
 
 
 
 
 
Em 1843, o Doutor Ricardo chegou ao Rio de Janeiro, após uma passagem pela África do Sul. Sua tese defendida na época perante a Faculdade de Medicina possibilitou-o clinicar em Macaé.


Em 24 de abril de 1850, radicado na Província de São Paulo, foi expedida a carta de naturalização que o transformou em cidadão brasileiro.

 
Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro realizando importante trabalho sobre a origem de usos, costumes, palavras e sobre o passado das famílias paulistas. Era um genealogista obcecado, exercendo com dedicação sua atividade.

Era defensor energético da obra jesuíta e crítico das medidas tomadas pelo Marquês de Pombal na época, manifestando seu descontentamento e frustração com o estado das tradições e do ensino na cidade e Província de São Paulo.


Foi fundador do Partido Católico, durante o segundo reinado, período em que dividia sua paixão entre a clínica, a política e o ofício de historiador amador.





O Doutor Ricardo chegou a Campinas, em 1845, e aqui foi tesoureiro da Irmandade do Espírito Santo, médico, juiz de paz da Paróquia de Santa Cruz, linguista e poliglota e intendente.

Teve ele atuação marcante na cidade como defensor das tradições locais e como médico dos pobres e arrimo dos inválidos.

 
Foi vereador na cidade por várias vezes, bem como deputado à Assembleia Provincial. Exercendo esta função, apresentou inúmeras propostas para melhorias das condições da cidade. Conquistou a fama de luminar da Medicina, sobretudo pelo caráter enfático com que sublinhava seus diagnósticos e opiniões.

 
Casou-se em 18 de setembro de 1845 com Anna Francelina de Camargo, filha de Joaquim José dos Santos Camargo, de ilustre família paulista. Foi pai por nove vezes.
 

 
Ele residiu durante algum tempo na antiga Rua do imperador, hoje denominada Rua Marechal Deodoro, na casa de número 1117.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É patrono da cadeira 26 da Academia Campinense de Letras.



O Doutor Ricardo faleceu no dia 7 de junho de 1893, aos 74 anos, apenas dois meses após a confecção de seu próprio testamento. Segundo o atestado de óbito a causa da morte foi uma síncope, ou seja, um ataque qualquer de natureza desconhecida.

 


 

A Rua Doutor Ricardo situa-se no bairro Botafogo. Ela estende-se das proximidades da Avenida Campos Sales até as proximidades da Avenida Barão de Itapura. Fica próxima aos trilhos da antiga Estrada de Ferro da Companhia Paulista.

A homenagem ao Doutor Ricardo foi dada em novembro de 1823 e coube a Orosimbo Maia, então vereador, a proposta. No passado, ela foi sede da Tração Luz e Força e dos pontos de carroceiros e caminhões de transportes pesado da cidade até a década de 60.

 

 



 

 
 
 
 
Fontes:



 

domingo, 9 de março de 2014

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A briga de Francisco Glicério e Moraes Salles




 
Certa vez, na esquina da Rua Barão de Jaguara com a Rua Campos Sales, aconteceu uma  discussão baseada em ofensas pessoais entre importantes elementos da política da época. Ao se encontrarem nesta esquina, Francisco Glicério e Antônio de Moraes Salles depois de muitas ofensas orais, agrediram-se fisicamente, em virtude de suas discordâncias quanto aos ideais políticos.













Francisco Glicério de Cerqueira Leite era colunista do jornal “A Gazeta de Campinas”. Também era republicano e abolicionista, ou seja, favorável ao fim da monarquia e a instauração da república brasileira, e ao fim do trabalho escravo na nação.

Foi homenageado em Campinas com a mudança do nome da Rua do Rosário para Avenida Francisco Glicério.
















 
Antônio de Moraes Salles era colunista do jornal “Correio de Campinas”. Sua posição política era favorável à monarquia, ou seja, ele defendia a forma de governo que predominava no Brasil.

Foi homenageado em Campinas com a mudança do nome da Rua de São Carlos para Avenida Moraes Salles.



 
 
 
 
 
 
 
 
Ambos foram batizados no mesmo dia, quando meninos, na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, com os pais de Moraes Salles batizando o menino Glicério e vice-versa.
 
 

 
 
 

Outra curiosidade é que ambas as avenidas que receberam o nome dessas duas personagens, Francisco Glicério e Moraes Salles, cruzam-se no centro campineiro.
 
 
 
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA

 

domingo, 2 de março de 2014

O MONUMENTO DE BENTO QUIRINO DOS SANTOS



 
 
Bento Quirino dos Santos nasceu em Campinas, no dia 18 de abril de 1837. Era o filho do major Joaquim Quirino dos Santos e de D. Manoela Joaquina de Oliveira Santos. Foi irmão de Francisco Quirino dos Santos, o Doutor Quirino. Desde cedo começou a trabalhar na vida comercial, tendo o seu estabelecimento no prédio em que hoje funciona  a “Escola Politécnica do Comércio Bento Quirino”.
 
 
 
 
 
 
 
Durante a epidemia de febre amarela de 1889, Bento Quirino prestou tantos serviços à cidade, que a população mandou colocar na fachada de seu estabelecimento e residência uma placa comemorativa ( na Rua Sacramento, esquina com Benjamim Constant ).

 

Bento Quirino foi extremado propagandista  e eleito vereador pelo Partido Republicano na época da Monarquia. Fundou a “Santa Casa de Campinas “, onde auxiliou o Padre Viera. Foi diretor da Companhia de Iluminação a Gás.

 



Bento Quirino também foi um dos fundadores do “Colégio Culto à Ciência” e da “Companhia Campineira de Água” e sócio benemérito de todas as “Associações Campineiras”.

 

Bento Quirino morreu em 26 de dezembro de 1914, tendo sua memória vinculada às mais úteis instituições públicas. Grande parcela de sua fortuna foi destinada à fundação do “Instituto Profissional Bento Quirino”, e à manutenção da “Escola Técnica de Comércio Bento Quirino”, orfanatos, hospitais, maternidades e “Creche Bento Quirino”.

 
 


 







O Monumento em homenagem a Bento Quirino dos Santos situa-se na Praça Antônio Pompeo. Ele foi inaugurado em 18 de abril de 1914, no saguão do “Instituto Profissional Bento Quirino”, e depois foi transferido para a Praça Antônio Pompeo, no dia 18 de abril de 1937, quando foi comemorado o centenário do seu nascimento.
 






































FONTE:

http://www.bentoquirino.com.br/institucional/109