segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

📽️🍿 EM CARTAZ - Cine Ouro Verde

 

O Cine Ouro Verde foi inaugurado no dia 15 de junho de 1955, e o filme de estreia do cinema foi " A fonte dos desejos", uma produção de 1954, que tinha no elenco Clifton Webbe e Dorothy McGuire. 




A renda da sessão inaugural foi convertida em benefícios para o Berçário da Maternidade de Campinas.


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Os proprietários do Cino Ouro Verde eram J.B Cinematográfica S.A e Cinematográfica Campinas S.A


Era um cinema gigantesco. Sua entrada na Rua Conceição ia até a Rua César Bierrenbach. Havia colunas imponentes da entrada e mezanino. As poltronas eram confortáveis, o som puro. A sala de espera era decorada com ornamentações e desenhos alusivos ao "ouro verde", como é conhecido o café. A decoração com este símbolo representava a posição de Campinas como grande produtora do bem agrícola. 

 


A tradição musical da cidade também era homenageada na sala de espetáculos do cinema. Na decoração as liras, instrumento musical de cordas, evocava a figura de Carlos Gomes.


A capacidade do cinema era de 1880 lugares. A  média era de 1902 sessões por ano.


Após sua inauguração, iniciou-se o Festival CinemaScope, que durou uma semana, exibindo filmes diferentes diariamente. O Cine Ouro Verde foi o primeiro cinema no Brasil construído com características especiais para receber as projeções do CinemaScope, VistaVision e Perspecta.



Neste cinema foram exibidos alguns filmes clássicos, como: Tubarão, Terremoto, El Cid, Romeu e Julieta, Horizonte Perdido, O Exorcista, Império dos Sentidos, 20 mil léguas submarinas, Psicose, 


O Ouro Verde marcou a era dos cinemas do luxo nos anos 50. Nesta época, as damas entravam vestindo casaco de pele, e os cavalheiros usavam gravatas. 



Nos anos 60 e 70, a juventude ocupou a sala de cinema. Nas tardes de domingo, um dos principais programas da cidade era ir ao Cine Ouro Verde. Era a época da minissaia, das matinês, dos cigarros e paqueras na sala de espera do cinema.



Ainda na década de 60, mais precisamente em 1964, o Cine Ouro Verde recebeu Chico Buarque de Holanda, que recebeu seu primeiro cachê como artista, ao se apresentar no espetáculo O Momento é Bossa.


Nos anos 80, o Cine Ouro Verde perdia seu aspectos luxuoso de antes. Os grandes filmes foram ficando cada vez mais raros, assim como os lançamentos, e foi ganhando espaço a exibição de filmes pornográficos.



O Cine Ouro Verde foi fechado em 1986. Ele ficava na Rua Conceição, número 259, no centro de Campinas. Sua demolição ocorreu em meados dos anos 90 para a construção de um gigantesco prédio, cujo Centro de Conveniência seria inicialmente denominado Shopping Ouro Verde, e posteriormente Shopping Jaraguá Conceição.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fonte: 


🔍 http://www.cinemasdesp2.com.br/2015/05/ouro-verde-campinas-sp.html?m=1


🔍https://youtu.be/gTNiyIwSW40


🔍 J.G Guarnieri, acervo CMU

🍨 SORVETERIA VILLANI

 

🍦A História comercial da família Villani começou quando, em 1939, Alberto Villani abriu o Bar Taquaral na beira da estrada que ligava a região ao Sul de Minas.



🎤Adriano Silva:

"Trabalhei 5 anos com eles Alécio Gilberto Villani, Alberto Villani ( Bertinho) e Édson Villani. Saudades tenho, só lembrança boa. Onde aprendi muito principalmente com Alécio um gênio do comércio. Me lembro que morei em duas propriedade dele. Nossa, esse homem foi mais que um pai. Abraços família Villani eternamente grato"


🎤 Lourdes Brunello:

"Antes de ser sorveteria era a venda do seu Villani.. Onde comprávamos com caderneta... Meu pai comprava milho para os cavalos.. O ponto final do bonde era em frente ao lado Açúcar Pérola... Isso por volta de 1956"


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Em 1947, ele vendeu o bar e montou o Armazém Taquaral na antiga estrada para Mogi Mirim, número 18.


🎤Carlos Roberto Olivi:

"Eu morava na Carlos Mendes de Paula. Nos fundos da Ciaesa. Frequentava o Armazém Villani. Ainda não era sorveteria. Isso foi nos anos 60 e 70"


Em pouco tempo, a loja se tornou uma das maiores da cidade, vendendo de gêneros alimentícios até roupas e ferramentas.


O armazém funcionou de 1947 a 1979.


Em 1981, o bairro Taquaral já havia passado por muitas transformações. O antigo armazém deu lugar ao restaurante e sorveteria. Popularizava-se e ganhava fama naquela época a Sorveteria Villani.


🍓A Sorveteria e Pizzaria Villani era a mais tradicional de Campinas. O ponto marcante do Taquaral. 



🎤 Divania Regina Favarão Amaral

"Que saudades. Ia sempre lá, trabalhava no Antigo Banco Bandeirantes, saia à tarde e iamos comer pastel, tomar sorvete. Tempo bom, ia com meu namorado, hoje meu marido. Quanta saudades, tudo lá era bom!"


🍍O balão em frente era ponto de namoro e paquera dos jovens na década de 80. O balão, onde ficava a sorveteria, tinha o seu nome.


🎤 Simone Gutierres:

"Muito sorvete e muitos encontros nos domingos. Educadora FM ali na frente e recadinhos para as meninas e meninos nos carros..."


🍌O cardápio era compostos de sorvetes e pratos que ficaram eternizados na memória de seus frequentadores. São inesquecíveis os sorvetes de flocos, creme, chocolate, zebrata, banana split, o lendária Vilanão.




🎤 Maria Ângela Gabetto Baldin:

"Que saudades desse lugar e daquele sorvete com umas 50 bolas dentro de uma taça enorme"


🍕 E pratos como camarão e salsicha empanada, bolinho de bacalhau, a tradicional pizzas em quadradinhos...


🎤 Sérgio Bordin:

"Lembro quando tinha uns 8 anos e aos domingos meu pai me levava de fusca no banco de trás para comprar pizza de mussarela, que vinha embrulhada em um papel cor de rosa.


Em 1997, a Sorveteria Villani encerrou suas atividades.


Após o fechamento, nenhum empreendimento jamais vingou no balão. Não existia mais nem a magia nem o carisma.


🎤Gerson Rodrigo Prego Filho:

"Depois do Villani, não rolou mais nada nesse local, tudo que abre, fecha e agora está fechado, O ponto é ótimo ... Será maldição? kkkkkkk"


Os Villani abriram, posteriormente, um restaurante self-service, com sorvete pra sobremesa. Modesto, também numa esquina, mas sem balão.


Assim manteriam vivo o destino empreendedor de uma família, que simboliza o espírito de um dos bairros mais tradicionais de Campinas


🍮 A Sorveteria Villani ficava na Av. Av. Nossa Senhora de Fátima, no balão do Villani, em frente ao Supermercado Taquaral.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fonte:


🔍 http://www.overmundo.com.br/guia/sorveteria-e-pizzaria-villani


🔍 Página Imagens de Campinas 


🔍 Diário do Povo, Campinas, 28 de junho de 1997


Comentários do Facebook


🌹 Adriano Silva


🌹 Lourdes Brunello


🌹 Carlos Roberto Olivi


🌹 Divina Regina Favarão Amaral


🌹 Simone Gutierres


🌹 Maria Ângela Gabetto Baldin


🌹 Sérgio Bordin


🌹 Gerson Rodrigo Prego Filho

🇮🇹 A FÁBRICA DA PIRELLI EM CAMPINAS

 


🏭 A Pirelli foi fundada em Milão, na Itália, em 1872 pelo engenheiro Giovanni Battista Pirelli.



📎Filho de Santino, padeiro, e de Riva Rosa, Giovanni Battista Pirelli era o oitavo de dez filhos, cinco dos quais morreram na infância.


Em 1866 e 1867 colaborou como voluntário Garibaldino durante as guerras de unificação na Itália. 


Graduou-se como o primeiro especialista industrial e depois em engenharia industrial, em 10 de setembro de 1870, na Politécnica da cidade, então Instituto Técnico.


Obteve uma bolsa como melhor aluno do curso, dedicou-se a viajar pela Europa para estudar o crescimento da recém-formada indústria continental. 


Em 1872, ao voltar para casa, submeteu a um grupo de ricos benfeitores um projeto industrial, baseado no desenvolvimento da borracha, que convenceu um grupo de bancos a subsidiar a criação da empresa "GB Pirelli & Co.", em embrião da futura Pirelli.


Faleceu em Milão no dia 20 de outubro de 1932, aos 83 anos 📎



⚙️ Em 1873, foi criada a primeira fábrica da Pirelli para produção de itens de borracha.


A Pirelli começou suas atividades fabricando apenas uma quantidade limitada de itens feitos de borracha importada da Índia em um espaço de 1.000 metros quadrados e com um time de 45 funcionários, entre os quais 40 operários e 5 funcionários destinados a funções administrativas. 


Entre os produtos fabricados nesse início estavam placas, mangueiras e correias de borracha. Alguns anos depois a Pirelli iniciou a fabricação dos mais diversos tipos de derivados da borracha para venda a diferentes mercados industriais, técnicos e científicos.


Em 1885, entrou em operação a linha de produção de elásticos para carruagens. 


Os pneus Pirelli, principal produto da marca e a maior razão pelo tremendo sucesso que esta obteve a nível mundial, só começaram a ser fabricados por volta de 1890, quando os primeiros pneus MILANO começaram a ser fabricados, voltados específicamente para rodas de bicicletas ä época.


Em 1894, a marca lançou o primeiro pneu para velocípedes.


Os pneus para automóveis começam a ser produzidos e oferecidos ao mercado a partir de 1901, com a criação do “ércole”, o primeiro pneu da Pirelli voltado para veículos automotores, e que surge como resultado de pesquisas e experimentações com modelos de pneus para carros e motos iniciadas pela empresa dois anos antes, em 1899.


Nos anos seguintes, a Pirelli inicia seu processo de internacionalização que culminaria com o sucesso mundial da marca em 1902 e a instalação da primeira fábrica fora da itália em Barcelona, na Espanha.


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🇧🇷 A Pirelli iniciou suas atividades no Brasil em 1929, com a aquisição da sua primeira fábrica na cidade de Santo André, no estado de São Paulo. 


O grupo Pirelli acreditou no futuro do País, em uma época de crise global devido à quebra da Bolsa de valores de Nova Iorque, e adquiriu a Conac, uma pequena fábrica de condutores elétricos no ABC Paulista.


A história da Pirelli em Campinas começou em 1970, quando o grupo comprou a fábrica da multinacional britânica Dunlop Tyres (Dunlop Brasil), que havia se instalado na década de 50 no local, na estrada que passou a se chamar John Boyd Dunlop, por conta da fábrica Dunlop Pneus. 



A chegada da fábrica atraiu milhares de famílias para a região, impulsionando o surgimento do bairro Jardim Florence e o loteamento Satélite Íris, que já existia mas tinha poucos moradores. Sua história se confunde com a história do Campo Grande, hoje Distrito.


Também alavancou o crescimento da região com o asfaltamento (até a Pirelli apenas) da precária estrada que dava acesso dos sitiantes e fazendeiros à cidade de Campinas. 


Após a construção da Bandeirantes a estrada do Campo Grande passou a ser a via de acesso à região, apagando gradualmente a estrada do Campo Redondo, que passava atrás do Satélite Íris e seguia em direção ao Friburgo/Indaiatuba.


Nos anos 70 a multinacional Italiana Pirelli expandiu seus negócios em solo brasileiro. 


Em 2019, sua a sede administrativa na América Latina foi transferida para Campinas.


A fábrica da Pirelli em Campinas é atualmente a maior fabricante de pneus do grupo Pirelli no mundo.


Uma conquista das milhares de pessoas do Campo Grande que trabalharam na Dunlop/Pirelli que, apesar da automatização, ainda oferece cerca de mil empregos na planta de Campinas. 


A fábrica da Pirelli fica na Av. John Boyd Dunlop, 6800, na cidade Satélite Íris.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️ 


Fonte:


🔍 https://habicamp.com.br/investimentos-na-regiao-pirelli-com-fabrica-em-campinas-investira-e-250-milhoes-na-america-latina/


🔍 https://www.automaistv.com.br/hyundai-veloster-n-pode-ganhar-novo-motor-2-5-turbo/fabrica-pirelli-campinas/


🔍 https://exame.com/negocios/conheca-os-bastidores-da-fabricacao-dos-pneus-pirelli/amp/


🔍 https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Battista_Pirelli


🔍 https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pirelli


🔍 Página John Boyd Dunlop


🔍https://www-blog-acheipneus-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.blog.acheipneus.com.br/amp/pneus-pirelli?amp_gsa=1&amp_js_v=a9&usqp=mq331AQIUAKwASCAAgM%3D#amp_tf=De%20%251%24s&aoh=16943053885838&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&ampshare=https%3A%2F%2Fwww.blog.acheipneus.com.br%2Fpost%2Fpneus-pirelli


🔍https://www.gilsonpneus.com.br/pirelli-a-historia-de-uma-das-maiores-marcas-no-mercado-automotivo/

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

CAMPINAS, MEU AMOR 🇧🇷❤️

 Em um ano, mais de 2 mil pessoas começaram acompanhar as publicações da página CAMPINAS, MEU AMOR 🇧🇷❤️ no Facebook.


E agora, estão descobrindo a História e a atualidade desta maravilhosa cidade do interior paulista.


Você vai ficar de fora desta?


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O NOME DO PRÉDIO: Edifício Mirante


Em 1974, foi construído o maior edifício de Campinas, com 90 metros de altura, ao lado do tradicional Clube Concórdia e nas proximidades do Viaduto Cury.



Ícone do crescimento da cidade de Campinas no passado, este edifício é um condomínio residencial composto de uma torre única, com 30 andares e 116 apartamentos.



Do topo do prédio é possível ter uma visão panorâmica da cidade, e avistar locais como o prédio da Prefeitura e a torre do Aeroporto de Viracopos.



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Na época de sua construção, existia um linda praça na região onde se encontra hoje o Terminal Central, a Praça Ópera O Guarany, também conhecida como Praça Lago dos Cisnes 


Por muito tempo, no último andar do prédio, existiu um enorme relógio digital de três faces, instalado pelo Banco Itaú no dia 31 de dezembro de 1981. O relógio orientou muitos transeuntes à noite ao longo do tempo. Ele foi desativado por volta de 2010.



A imponência deste edifício e o título de mais alto de Campinas durou 46 anos, quando em 2020 a Construtora Patriani anunciou a construção, na Avenida Aquidabã, do edifício Sirius Patriani, o prédio mais alto de Campinas com 122 metros e 43 andares.


Nem assim, as imagens saudosas de uma Campinas próspera e bem cuidada espelhadas por aquele que foi o prédio mais alto da cidade, apagam-se das lembranças daqueles que, de perto ou de longe, do alto ou de baixo, admiraram e acostumaram-se a apreciar a beleza do edifício.



No número 326 da Avenida Moraes Salles o nome do prédio é Edifício Mirante, que foi por muito tempo o maior prédio de Campinas.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

🎅 Campinas, meu amor  🇧🇷❤️


FONTE:


🔍https://www.123i.com.br/condominio-bb056d8f6.html


🔍 https://fb.watch/oUCwgYQsix/?mibextid=Nif5oz


📸 https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1128602157325449&id=100005270256376&mibextid=Nif5oz


📸 Página Campinas de Antigamente 


📸 https://m.facebook.com/groups/euamocampinas/permalink/3032974933464101/?mibextid=Nif5oz

O CURTUME CANTÚSIO

Felipe Cantúsio foi um imigrante italiano nascido em Veneza, em 1870, e que chegou no Brasil em 1895. Após aportar-se em Santos, ele dirigiu-se a Limeira em visita a amigos e lá permaneceu até 1898, trabalhando num pequeno Curtume em Tatu sob a orientação do belga Paul Tisson, técnico em beneficiamento de couro, com quem iniciou seu aprendizado na técnica de trabalhar o couro. Casou-se com dona Tereza Bathal e teve nove filhos. 



Em 1900 foi para Campinas trabalhar na Cia. Curtidora Campineira como assistente do mesmo belga. A Curtidora Campineira ficava na rua do caminho para o Matadouro, atual Rua Prudente de Moraes. Posteriormente trabalhou nos Curtumes de: Bartocili & Marchi em Pinhal, 1904, e depois pertencente à família de Pedro Corsi (1961), de Franciosi & Cunali, em Mococa, retornando à Cia Curtidora Campineira como assistente do químico Sr. Rodeck, famoso como curtidor, entre 1909 e 1911. 




Em agosto de 1911, fundou seu próprio curtume, o Curtume Paulista, que posteriormente foi chamado R.Cantusio & Cia (1926) e transformado em sociedade anônima em 1938 com a denominação de Curtume Cantusio S/A. O núcleo inicial da firma foi instalado num terreno comprado por 200$000 na Vila Industrial à beira do córrego Piçarrão com a Rua da Árvore. Atualmente esta é a rua Dr. Carlos de Campos, e no nº 1033 estava o 1º prédio com a área de 100 m2, construído em agosto de 1911. 





No início eram 4 funcionários e um escritório, incluindo Felipe Cantúsio e eram produzidas somente vaquetas ao tanino e solas. Felipe Cantúsio não frequentara uma escola técnica, seu aprendizado se dera todo na prática, como já se viu e como era comum na época no Brasil. Em 1914 foi feita a primeira reforma do prédio com pequena ampliação. 






Em 1916, Felipe Cantúsio associou-se com o Sr. Vicente de Angelis, e o curtume passou a se chamar Cantúsio & de Angelis. Em 1926, foi desfeito o contrato. Nos anos seguintes, o curtume passou a se chamar Curtume Cantúsio S/A, isso no ano de 1938. A partir deste ano, a empresa passou a exportar seus produtos para diversos países, e tornou-se o maior exportador de couro da América Latina. 





O Curtume Cantúsio tornou-se na História de Campinas, e foi um dos símbolos do crescimento industrial da cidade. A sirena da fábrica sempre foi lembrada pelos moradores, que a tinham como o relógio do bairro, anunciando o início, o horário de almoço e o fim de expediente. Até o encerramento de suas atividades, na década de 90, a empresa fundada por Felipe Cantúsio era exemplo de sucesso em Campinas e na Vila Industrial, abastecendo inúmeras industrias pelo país e o mundo com seus produtos. 




Embora industrial nato, Felipe Cantúsio sempre teve grande atração pela agricultura. Adquiriu pequenas (glebas) lotes de terras nas imediações de sua indústria no bairro Industrial, glebas essa que foram depois cultivadas. O seu espírito filantrópico e humanista fez com que oferecesse uma grande parte do fruto de suas colheitas aos mais necessitados, construísse casas populares, cujos aluguéis, embora irrisórios, nem sempre eram recebidos e também, mantivesse, por longo tempo uma escola de alfabetização. Por sua vontade, foram construídas a Igreja que foi dedicada a Santa Teresa de Ávila, em homenagem à esposa do Sra. Cantúsio que se chamava Teresa. 


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Também foram construídos pelo Sr. Cantúsio, o grupo escolar e a praça de esportes do bairro Parque Industrial. A Câmara Municipal de Campinas, através de uma justa homenagem , deu o nome de Felipe Cantúsio a uma das ruas do bairro e ao Grupo Escolar , que hoje é conhecido como Escola Estadual Felipe Cantúsio. 




 O Sr. Cantúsio, grande técnico, administrador, líder, era além de tudo um grande homem, faleceu em 12 de junho de 1942. 



 ✍️📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA 
 Campinas, meu amor 🇧🇷❤️ 





 FONTE: 


 🔍 📸 A AGRO-INDÚSTRIA EM CAMPINAS: UM ESTUDO DE CASO - O CURTUME CANTUSIO Laci de Carvalho Alvite cacissa@gmail.com PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS 


 🔍📸 https://www.arquiteturacomvillanueva.com/os-cortumes-cantusio-e-firmino-costa-na-vila-industrial/ 


 🔍📸 https://escolafelipecantus.wixsite.com/campinas/historia-da-escola 


 📸Acervo Cathia Cantúsio 


 📸 Acervo Leda Maria Cantúsio 


 🔍📸 Calameo.com

segunda-feira, 28 de junho de 2021

AVENIDA DR. THOMAZ ALVES: Quem foi o Dr. Thomaz Alves?

 Thomaz Augusto de Mello Alves nasceu no dia 24 de Dezembro de 1856, no Rio de Janeiro. Era filho do jurista Thomaz Alves e de dona Emília Augusta de Mello Alves. Estudou no Colégio Pedro II. Vindo do Rio de Janeiro em 1882, um ano depois de terminar a Faculdade de Medicina, o Dr.Thomaz Alves tinha 26 anos de idade quando escolheu Campinas para residir, onde se casou com a Sra. Etelvina de Moraes Salles, de respeitável e tradicional família campineira. Em 1886, foi admitido como médico da Beneficência Portuguesa.


Graças à extrema bondade de seu grande coração, encontrou nesta cidade um ambiente de franca estima por si, pois era um médico caritativo, amigo dedicado, despertando as mais verdadeiras e espontâneas simpatias.

Desde o dia em que aqui chegou no dia 2 de Maio de 1882, passou ele a sua existência benfazeja, de grande abnegação, na prática do bem.


Foi no escritório da redação da antiga "Gazeta de Campinas", na Rua do Comércio, depois Dr. Quirino, que ele esteve pela primeira vez, quando veio conhecer a nossa cidade. Lá também localizava seu consultório médico. Neste dia, não deixou de fazer uma visita à imprensa local e passou a participar ativamente das reuniões com amigos intelectuais como Ferreira de Araújo, Arthur Azevedo, Fontoura Xavier, Adelino Fontoura, entre outros. Era estimado pelo pessoal da Gazeta de Campinas.



Nos folhetins de jornal, ele assinava com o pseudônimo de Hopp Frog, e estes sempre foram lidos com o maior interesse e sempre foram aplaudidos.

Ilustre médico e distinto literário, ele conviveu com personalidades como Campos Salles, Francisco Glicério, Quirino dos Santos, que eram figuras salientes do nosso meio intelectual e político, estabelecendo palestras em que se desabrochavam verdes esperanças e rubro entusiasmo pela propaganda da ideia nova, que pretendia trazer o bem geral do país.


Quando deixou de vez a carreira jornalística, Thomaz Alves passou a se dedicar somente à medicina, e construiu uma linda história nesta atividade.

Em princípio de 1889, explodida a medonha epidemia de febre amarela, o Dr. Thomaz Alves pôs em relevo sua alma generosa no tratamento dos enfermos, sendo ainda mais estimado pelas diversas classes sociais. Teve o dedo indicador inutilizado, certa vez, devido a uma infecção contraída quando cuidava de um doente.



Com a Proclamação da República, Thomaz Alves foi nomeado para assumir o cargo de intendente, em que chegou à presidência do conselho em 1892.




Foi eleito vereador da câmara municipal e exerceu nobremente seu mandato entre 1889 e 1901.



A Maternidade de Campinas foi fruto de seus ingentes e louvados esforços; a Santa Casa da Misericórdia deve-lhe bons serviços, tendo ele feito parte da mesa administrativa, durante alguns anos; da Companhia C. de Águas e Esgotos (já extinta) foi um esforçado colaborador, ao lado do Dr. Augusto de Figueiredo. 

Como presidente do Centro de Ciências, Letras e Artes prestou valiosos concursos, exercendo dedicadamente este cargo.



Em 1918, desenvolveu-se inopinadamente, em Campinas, violenta epidemia de gripe, ceifando inúmeras vidas. A ação constante do médico caridoso foi inexcedível em tal momento aflitivo, nesse circulo de sofrimento em que a população vivia cercada. 





Ele cuidou de diversos enfermos, correndo as ruas e visitando prontos-socorros em Campinas, sempre agindo para que as condições precárias observadas fossem combatidas.



Thomaz Alves morreu no dia 23 de Abril de 1920. Em 20 de Dezembro do mesmo ano, a prefeitura de Campinas homenageou-o dando seu nome a uma rua da cidade. Em 1925, ele foi homenageado com um monumento na Praça Carlos Gomes.



Quando atravessei a Rua Barão de Jaguara e cheguei à Avenida Thomaz Alves sabia que encontraria naquela pequena via traços de uma grandiosa história. O próprio homenageado é detentor uma grandiosa história cheia de virtude e bondade. 



Mas, naquela avenida também estava parte da Praça Antônio Pompeo, e o monumento túmulo do grande maestro Carlos Gomes; estava naquela praça e naquela via também uma das sete maravilhas de Campinas, o Jockey Club; e já nas proximidades da Avenida Anchieta, lá estava o Largo das Andorinhas e a bela vista do Colégio Carlos Gomes. 



Uma senhora simpática ao ver-me fotografar uma construção antiga da Avenida Thomaz Alves exclamou: “É bonito!”. 



Concordei com os olhos brilhantes fixados, naquele início de tarde, naquela avenida tranquila, que em meados dos anos 70 do século XX era uma das vias mais charmosas de Campinas, sendo o endereço de luxuosas boutiques.

 

 

Fonte:

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2007/04/monumento-thomaz-alves.html

http://glauciafranchini.blogspot.com.br/2010/07/no-dia-23-de-abril-deste-ano-flavio.html

 http://campinassim.blogspot.com/2015/03/o-busto-de-thomaz-alves.html

 

TEXTO: ALEXANDRE CAMPANHOLA

quinta-feira, 24 de junho de 2021

REPORTANDO: Campinas despede-se da Igreja do Rosário

 Na madrugada de ontem, 19 de agosto de 1956, a Igreja da Nossa Senhora do Rosário foi demolida


Tudo em nome do progresso!


Ontem a cidade de Campinas assistiu aos prantos à demolição da querida Igreja da Nossa Senhora do Rosário. Apesar dos protestos, na madrugada, um público lamentoso acompanhou os trabalhos da equipe responsável em demolir um dos símbolos mais queridos da história campineira. Tudo em nome do progresso! Foi assim que se decidiu pelo fim do patrimônio histórico da cidade. De acordo com o Plano de Melhoramentos Urbanos de Prestes Maia é preciso alargar algumas avenidas do centro de Campinas, como a Avenida Francisco Glicério. A igreja já havia sido interditada por causa da trincas em sua estrutura, conforme constataram técnicos da prefeitura após vistoria. E, para a segurança dos frequentadores, seria necessária uma reforma, a qual teria um valor elevado, o que contrariaria a lei municipal de 1951, que veda ou dificulta este tipo de gastos em construções da Avenida Francisco Glicério. No mês de abril deste ano, a igreja foi desapropriada atendendo a um projeto do executivo votado pela Câmera Municipal, que foi aprovado com nove votos contra dois. No dia 09 de maio a Prefeitura de Campinas e o Bispado assinaram a escritura definitiva que efetivou a desapropriação. E, no dia 12 de maio, apesar de críticas e indignação de diversos setores da sociedade campineira foi iniciada a demolição da igreja.


Inaugurada em 1817, a Igreja da Nossa Senhora do Rosário fazia parte da identidade do município. Em 1847, foi cantado na igreja o “Te Deum”
 com a presença do imperador Dom Pedro II. Construída por iniciativa do padre Antônio Joaquim Teixeira, sobrinho do Frei Antônio de Pádua Teixeira, a igreja inicialmente foi feita de pau a pique. Em 1847, ano da visita do imperador, a Igreja do Rosário tornou-se matriz provisória de Campinas. Em 1851 passou por reformas, e em 1870 com a divisão da paróquia em duas, a Igreja do Rosário passou a ser sede da paróquia da Nossa Senhora da Conceição. 




Fontes:

https://artsandculture.google.com/exhibit/bQJyF61n8trwLQ?hl=pt-BR

http://www.agemcamp.sp.gov.br/cultura/2019/11/largo-do-rosario-a-praca-do-povo/

http://mariocarvalhomatos.blogspot.com/2014/10/igreja-de-nossa-senhora-do-rosario.html


TEXTO: ALEXANDRE CAMPANHOLA 

terça-feira, 22 de junho de 2021

CAMPINAS SENTE SAUDADE: Casa Livro Azul

  

A Casa Livro Azul foi um empreendimento comercial fundado em Campinas no dia 14 de novembro de 1876, por Antônio Benedicto de Castro Mendes em sociedade com o primo Joaquim Roberto Alves.





No início era uma pequena loja com o nome de Ao Livro Azul dedicada à encadernação localizada na Rua Direita, atual Rua Barão de Jaguara, onde também se fabricava caixas de papelão para chapéus, que eram fornecidas para a firma Bierrenbach & Irmãos, além de outros tipos de caixas.

A compra da primeira impressora permitiu à impressão de cartões de visitas, e com a ampliação do negócio, logo também passou a contar com uma pequena papelaria, com estoque de caixas e artigos de escritórios, que atendiam os pequenos estabelecimentos que surgiam na época. 

Os primeiros clientes eram comerciantes e industriais que precisavam de livros de caixa para registro de compra e venda, blocos de notas fiscais, etc.



A Casa Livro Azul manteve-se em crescimento nos anos seguintes diversificando seus produtos. O empreendimento passou a comercializar produtos vindos do Rio de Janeiro e da Europa, e em 1888, começou a vender pianos importados da Alemanha.

Um dos sócios, Castro Mendes, era um homem culto que muito contribui para o crescimento da loja. Com grande apreço pelas Artes e Letras, ele exibia em sua loja uma infinidade de quadros e obras de artistas reconhecidos. Tamanha sofisticação, atraia personalidades famosas da época como o maestro Carlos Gomes. 




A Casa Livro Azul foi o primeiro estabelecimento comercial de Campinas a ter luz elétrica


A loja mudou do nome quando Castro Mendes associou-se ao irmão João Baptista de Castro Ferraz, passando a se chamar Castro Mendes & Irmão. Tempos depois, com o fim da sociedade surgiu em Campinas uma concorrente da então Ao Livro Azul, a loja Casa Mascotte, fundada pelo irmão de Castro de Mendes





Em 1900, a Casa Livro Azul era um negócio sólido no ramo da tipografia, papelaria, comércio de pianos e artigos importados, como brinquedos, louças finas e objetos para a casa. Ao final de cada ano, pelo Natal, Ano Bom e Reis, promovia exposições com bonecos articulados, que atraíam uma verdadeira multidão para suas vitrines.

Mas, Castro Mendes sabia que os produtos vendidos em São Paulo eram de melhor qualidade e preço, e por isso, viajou à Europa, e trouxe de Leipzig, na Alemanha, conhecida como a cidade do livro, novas tecnologias e meios de fabricação de livros em branco. Visitou também centros de obras de arte e comprou mercadorias em bronze, metal fino, mármores, entre outros.

 



Ainda em 1903, Castro Mendes convidou o professor Coelho Netto para fundar o Club Livro Azul, um local onde os artistas e intelectuais se reuniam para concertos, palestras, cantos e declamações. Surgia assim um ambiente cultural onde aconteciam os chamados Concertinhos do Livro Azul. Nesta ocasião, Coelho Netto escreveu a peça Pastoral, que foi encenada no Teatro São Carlos, por insistência da Castro Mendes, com a participação dos membros do Concertinho e que teve uma repercussão muito grande na cidade.



Entre 1906 e 1908, A Casa Livro Azul teve seu momento de apogeu comercial, a solicitação de serviços tipográficos era enorme, e devido à alta demanda, muitas vezes seu horário de funcionamento se estendia, quando o horário habitual de fechamento do comércio de Campinas era às 21 horas.

 



Em 1934, Cleso de Castro Mendes, filho de Castro Mendes, começou a gerenciar o negócio tornado-se sócio. Com isso, o empreendimento mudou de nome e passou a se chamar Castro Mendes & Filho Ltda.




A Casa Livro Azul teve sua ascensão em um época em que Campinas crescia e se desenvolvia em função da produção cafeeira e do surgimento de comércios e indústrias.

 Consolidada em seu ramo de atuação, o empreendimento foi símbolo daquele tempo onde uma certa camada da classe média e da aristocracia voltava-se para as artes e para o consumo  de certos objetos e padrões estrangeiros. 



Além de atender às necessidades de uma cidade em modernização, a uma clientela diversificada, a diversos profissionais, estudantes, intelectuais, a Casa Livro Azul também teve importante papel para o entretenimento da cidade, pois concebeu importantes espaços como o Club Livro Azul, livraria e o espaço cinematográfico, fruto da iniciativa de Castro Mendes que trouxe da Europa uma máquina de rodar filmes com algumas fitas, e passou a exibi-las em um sobrado vizinho à sua loja.




A Casa Livro Azul existiu por 82 anos. Durante a Segunda Guerra Mundial passou por dificuldades devido a problemas com a importação de matéria-prima e produtos, à perda de importantes clientes importantes, como a Companha Mogiana de Estradas de Ferro, e o surgimento de muitos concorrentes, mas ainda assim, existiu por mais 12 anos, encerrando suas atividades em 1958.

 

 

Fontes:

https://www.unicamp.br/cmu/sarao/revista02/sarao_re_resenha_foto_02.htm

https://www.google.com/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fpro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com%2F2010%2F04%2Fcuriosidades-casa-mascotte-e-radialista.html&psig=AOvVaw1bm6chVoDlSzZpwhCw45Lv&ust=1624499515272000&source=images&cd=vfe&ved=0CAgQjhxqFwoTCNCT0b7SrPECFQAAAAAdAAAAABAD

https://correio.rac.com.br/_conteudo/2020/11/campinas_e_rmc/1031666-casa-livro-azul-marco-do-seculo-19.html#

http://www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/marialygia.pdf



TEXTO: ALEXANDRE CAMPANHOLA