domingo, 26 de maio de 2013

RUA BARÃO DE ATIBAIA, EM CAMPINAS



Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"



QUEM FOI O BARÃO DE ATIBAIA?

 

Joaquim Antônio Arruda, o Barão de Atibaia, nasceu em Campinas, em 14 de novembro de 1809. Filho de Antônio Manuel de Arruda e Maria Batista Aranha, ele foi um fazendeiro brasileiro que contribuiu para a fundação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, da qual foi acionista. Também foi chefe do Partido Conservador brasileiro.
Foi Capitão da Guarda Nacional e Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo.
Na política, lutou para abafar a rebelião liberal que ocorria em São Paulo e Minas Gerais.
Em 15 de novembro de 1862, recebeu o título de Barão de Atibaia, referente à região do rio Atibaia, mediante decreto imperial de D. Pedro II. Na época, hospedou o Conde D`Eu, Visconde Rio Branco, Visconde de Niterói e outros políticos importantes.
Foi o primeiro campineiro a receber um título nobiliárquico.
Participou da fundação da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, da Santa Casa de Misericórdia e contribuiu para a instalação da Paróquia de Santa Cruz, atual Nossa Senhora do Carmo, com doações de consideráveis quantias.
Foi presidente do Clube da Lavoura de Campinas.
O Barão de Atibaia morreu no dia 20 de junho de 1881 e seu túmulo está no Cemitério da Saudade.
 










 
A Rua Barão de Atibaia tem seu início nas proximidades da Rua José Paulino, na Vila Itapura, e estende-se até a Rua Dr. José de Campos Novaes.
 
 
 
 
 

 
 
 
 
  
Fontes:
 


 
 


domingo, 19 de maio de 2013

SEGUINDO A TRADIÇÃO








Certamente ainda existe aquela moça que sonha com um casamento tradicional, como nos tempos de sua mãe. Um casamento com direito à cerimônia religiosa, a entrar na igreja acompanhada pelo pai, a carregar buquê de flores, a súbita troca de olhares com o noivo; este, no altar, com uma postura ansiosa, mas feliz.
O que esta moça mais sonha, nas horas que antecedem sua afirmação emocionada diante do padre, é que tudo ocorra bem e seu casamento seja igualzinho àqueles que ela tem acompanhado ao longo de sua vida. O que vale para este tipo de moça é a tradição, é sair da solterice seguindo os padrões que um dia inventaram.
Moças como esta ainda existem, e muitas, pois se não existissem, não teriam razão de existir lugares como este pedacinho da Rua José Paulino, próximo à Avenida Aquidabã, onde diversas lojas especializadas em vestidos de noivas e trajes de casamento se concentram, alimentando o sonho destas moças.

 
 

Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola
 
 
 



domingo, 12 de maio de 2013

O BUSTO DO DR. JOSÉ BARBOSA DE BARROS, EM CAMPINAS


José Barbosa de Barros nasceu em Campinas, em 14 de setembro de 1877. Era filho de Francisco Barbosa de Barros e Vitória Angelina de Barros. Estudou as primeiras letras e os cursos preparatórios em Campinas, e cursou a Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, foi discípulo do doutor Francisco de Castro, conhecido como “Divino mestre”, herdando deste o extremo respeito pelos pacientes, o tratamento carinhoso associado à piedade cristã à serviço do saber.

Teve participação importante na fundação da Maternidade de Campinas, da qual pertenceu à primeira diretoria, comandada por seu amigo, o doutor Thomaz Alves.

Destacou-se como um médico competente, bondoso e paciente com as pessoas, independentemente da classe social e da condição financeira.

Enquanto esteve em Campinas, colaborou com todas as direções da Maternidade, mas nunca exerceu o cargo de presidente da mesma, apesar de suas qualidades e sua importância.

Também foi médico-cirurgião destacado no hospital Beneficência Portuguesa.

Esteve por diversas vezes na Europa, em busca de especialização, mas sempre auxiliando sua Maternidade, como no caso da compra de materiais cirúrgicos, com a ajuda de Mario Gatti.

Em 1921, foi admitido pelo colégio “American College of Surgeons” de Chicago.

Também exerceu o cargo de vereador, em Campinas.

Por muito tempo, deu nome à antiga rodoviária de Campinas. Ele nomeia uma rua na cidade de São Paulo e outra em Campinas.

O Dr. José Barbosa de Barros morreu no dia 16 de fevereiro de 1949, em São Paulo.

                                               


O busto do Dr. José Barbosa de Barros está presente em frente a Avenida Barão de Itapura, próximo à antiga rodoviária de Campinas.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A PRAÇA CARLOS GOMES, EM CAMPINAS (Crônica)


PRAÇA CARLOS GOMES

 

 
Quando penso em um lugar agradável e tranquilo do centro de Campinas, logo penso na Praça Carlos Gomes.
 
 
 




Envolvida pelas movimentas ruas Irmã Serafina, Boaventura do Amaral, Conceição e General Osório, sua arborização e seus traços apreciáveis, além de silenciar a agitação derredor, traz na lembrança toda a harmonia e excelência das composições de Carlos Gomes.







É o lugar ideal para quem deseja caminhar e esquecer dos problemas; sentar no banco para ler um jornal ou uma revista, ignorando o passar das horas; para quem quer somente observar o movimento a sua volta que expressa a grandiosidade da cidade de Campinas.




 
 
 
 
A praça Carlos Gomes é o local onde os moradores dos edifícios que a circundam, levam suas crianças para brincar no parque, seus cachorrinhos para dar uma volta, e é um belo refúgio para se respirar aquele ar puro, que o trânsito conturbado não é capaz de contaminar.
 
 


 
 
 
 
Na praça Carlos Gomes encontramos figuras ilustres como Rui Barbosa, cujo olhar está sempre direcionado à prefeitura municipal logo em frente, abençoando com sua sabedoria as ações tomadas em prol da população campineira. Na direção deste olhar, também está o colégio Carlos Gomes, no qual depositamos a esperança na formação de novos sábios como o "Águia de Haia".
 
 



 
 
 
É nesta praça que a voz dos comunicadores se levanta, que as pessoas falam o que desejam inspiradas por suas almas entusiasmadas e seus corações incendiados.
 
 
 

 
 
 
 
Tambem é nessa praça que os alunos do tradicional colégio Carlos Gomes se encontram após as aulas para conversar; que os aposentados põe em dia os assuntos, sempre vigiados e seduzidos pelas garotas de programa.
 
 
 

 
 
 
 
Por fim, na praça Carlos Gomes a natureza que se extingue nas grandes cidades, marca presença com tantas visões agradáveis e tranquilizantes. Certamente, todos que passam por esta praça, sentem uma grande paz interior, esquecem as preocupações e distraem-se com tantos atrativos.
 
 
 

 
 
 
 
 

domingo, 28 de abril de 2013

RUA BARÃO GERALDO DE REZENDE, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"


QUEM FOI BARÃO GERALDO DE REZENDE?

 

 
Geraldo Ribeiro de Souza Rezende nasceu em 19 de abril de 1846, no Rio de Janeiro. Era filho do Marquês de Valença, senador Estevão Ribeiro de Rezende, e da Marqueza de Valença, Sra. Ilidia Mafalda de Souza Queiroz.
 
Foi fazendeiro em Campinas, onde recebeu a Fazenda Santa Genebra como herança. Também herdou a fazenda Rio das Pedras do avô, e as duas fazendas deram origem ao Distrito de Barão Geraldo.
 
Era conhecido por ser um grande produtor de café do estado de São Paulo e ao mesmo tempo um grande escravocrata. Também era amigo íntimo do imperador D. Pedro II.
 
Foi vereador em Campinas entre 1883 e 1886, pelo Partido Conservador, e deputado geral do Parlmento Nacional, pouco antes da proclamação da república. Após este acontecimento, ele retirou-se da vida pública e passou a se dedicar à cultura do café, passando a ser conhecido como "Barão do café, por excelência". Sua fazenda, na época, era considerada modelo de inovação.
 
Executou algumas atividades filantrópicas sendo um dos maiores benfeitores do antigo Liceu de Artes e Ofícios de Campinas, atual Nossa Senhora Auxiliadora, ao qual doou terras para as necessidades do estabelecimento e contribuiu com elevadas somas de dinheiro para sua manutenção. Também participou da administração da Santa Casa da Misericórdia.
 
Foi o primeiro presidente da Companhia Carril Agrícola Funilense, que se estendia desde o bairro do Guanabara até Cosmópolis, na época, distrito de Campinas. Esta companhia não prosperou e levou o Barão Geraldo de Rezende à falência.
 
A falência também foi resultado dos grandes gastos da família e com seus empreendimentos e, para saldar as dívidas, a Fazenda Santa Genebra foi leiloada. Tal fato levou o fazendeiro a cometer suicídio com veneno, na sede de sua fazenda, em 1 de outubro de 1907.
 
 
 
 
 
A Rua Barão Geraldo de Rezende tem seu início na Avenida Barão de Itapura, no bairro do Guanabara, e estende-se até a Rua José Paulino, na Vila Itapura.
Nesta rua está localizada a Fábrica de Chapéus Cury, fundada por Miguel Vicente Cury, que foi duas vezes prefeito de Campinas e que dá nome a um conhecido viaduto. A Fábrica de Chapéus Cury encerrou suas atividades, em Campinas, em 2012.
 Esta rua também era a rua de entrada do antigo campo do Guarani Futebol Clube, conhecido como Estádio do Pastinho.
 





*Na placa da imagem acima, o sobrenome Rezende está escrito incorretamente. Foto tirada em 2013.







 


 
 
 
 
 
 
 
Fontes:
 

*neste link temos mais informações sobre a histórica Fábrica de Chapéus Cury:
 
 


quarta-feira, 24 de abril de 2013

VENDEDORAS



 



Outro dia, perambulando pelo centro de Campinas, um oculto e talvez insignificante contraste me chamou a atenção, e não pude deixar de analisar: as diferenças que circundam a vida da vendedora que trabalha na loja Casas Bahia, da Avenida Campos Sales, e da vendedora que trabalha em uma das lojas de móveis usados da Rua General Osório, próximo ao Terminal Mercado.
  A vendedora da grandiosa loja mostra-nos as novidades, os lançamentos e as variedades; a vendedora da pequena loja tenta convencer-nos a ficar com o fogão que já foi de alguma dona-de-casa suburbana.
  Uma trabalha uniformizada e risonha; a outra, com o velho jeans esmaecido; uma leva-nos ao computador para fazer crediários; a outra implora por um mísero pagamento à vista; uma divide-se para atender aos vários clientes; a outra fica na porta da loja observando o movimento; uma estuda e se dedica para um dia gerenciar a loja; a outra continuará trabalhando ao chegar em casa.
  E, não obstante os contrastes, uma coisa elas têm em comum: a dignidade.




Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola


 

LEIAM OS POEMAS DO POETA ALEXANDRE CAMPANHOLA NO LINK:

domingo, 21 de abril de 2013

RUA AMÉRICO BRASILIENSE, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"


QUEM FOI AMÉRICO BRASILIENSE?

 
 

Américo Brasiliense de Almeida Melo nasceu no Rio de Janeiro, no dia 08 de agosto de 1833. Era filho do Dr. Francisco Antônio de Almeida Mello e da D. Felizarda Joaquina Pinto Mello.

Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Franscisco, em 1855. Recebeu o grau de Bacharel, no mesmo ano, e o de Doutor, em 8 de novembro de 1860.
 
Foi deputado provincial de 1858 a 1867, exercendo também o cargo de Presidente da Paraíba e do Rio de Janeiro. 
 
Fundou a Loja Maçônica América, junto com Luiz Gama e Américo Campos, passando a fazer propaganda abolicionista e republicana, e com Saldanha Marinho, Aristides Lobo e outros, participou da elaboração do Manifesto Republicano de 1870.
 
 
Foi também Ministro Plenipotenciário de Estado junto ao governo de Portugal.
 
Foi nomeado o terceiro governador de São Paulo, exercendo o cargo em 1891. Continuou no poder, neste ano, como presidente, em decorrência da Constituição de 1891, que estabelecia o título de presidente ao chefe do Executivo, mas ficou poucos meses no cargo. Enfrentou um período de grandes conturbações e foi quem promulgou a primeira Constituição do Estado. Abandonou o cargo antes de completar o mandato.
 
Elaborou o primeiro projeto da Constituição Federal de 1891. 
 
Américo Brasiliense residiu em Campinas de 1870 a 1874, participando ativamente do processo de criação do colégio "Culto à Ciência", bem como de muitas outras atividades importantes para a propaganda republicana.
 
Américo Brasiliense morreu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 26 de março de 1896, quando ocupava o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.
 
 

 
 
A Rua Américo Brasiliense, no bairro Cambuí, passou a ter este nome em 1955, mediante uma lei municipal. Antes, ela era conhecida com a designação de Rua 4. 

Ela tem seu início na Avenida José de Souza Campos e estende-se até a Rua Coronel Quirino.  
 
 
 
 
 
 
 












Fontes:
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Brasiliense_de_Almeida_Melo

http://www.stf.jus.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=201 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O BUSTO DE HÉRCULES FLORENCE, EM CAMPINAS




Antoine Hércule Romuald Florence nasceu em Nice, na França, em 29 de fevereiro de 1804. Filho de um cirurgião do exército real francês e uma nobre francesa, herdou o gosto do pai pelo desenho.

Foi desenhista, pintor, fotógrafo e litógrafo.

Em 1824, Hércules Florence mudou-se para o Rio de Janeiro onde se empregou como caixeiro na loja de roupas do francês Dillon e, mais tarde, numa tipografia e livraria do senhor Plancher.

Acompanhando a Expedição Langsdorff, em 1825, pelo interior do Brasil, realizou uma série de desenhos e aquarelas nos quais retrata a fauna, a flora, a paisagem e a população dos locais visitados.

Após esta expedição, Hércules Florence começa a escrever um diário completo sobre a viagem científica, que só seria publicado em 1977 com o título de "Viagem fluvial do Tietê ao Amazonas pelas províncias brasileiras de São Paulo, Mato Grosso e Grão-Pará".

Em 1830, o artista muda-se para a Vila de São Carlos, atual Campinas, em São Paulo, onde constitui família e torna-se fazendeiro. Continua a registrar paisagens e as transformações pelas quais passa a região no decorrer do século XIX. Em seus registros por imagens destacam-se o incremento de cana-de-açúcar e café, o trabalho dos escravos no engenhos e as queimadas e derrubadas das matas para plantio.

Ainda em 1830, ele inventa a poligrafia, método de impressão em cores semelhante ao mimeógrafo. Dedica-se a outros processos químicos de reprodução de imagens.

Hércules Florence morreu em Campinas, em 27 de março de 1879.




 








O busto de Hércules Florence está localizado no Largo de São Benedito entre as Ruas Cônego Cipião, Duque de Caxias, Irmã Serafina e Boaventura do Amaral.





 Fotos:

 

 Fontes:

http://www.mamcampinas.com.br/de-1820-a-1829/103-1825-hercule-florence.html

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=2048&cd_item=2&cd_idioma=28555

http://www.algosobre.com.br/biografias/hercules-florence.html

domingo, 14 de abril de 2013

RUA BARATA RIBEIRO, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros se dirigindo ao centro, e se questionou a ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"

 
 
QUEM FOI BARATA RIBEIRO?
 
 
 

Cândido Barata Ribeiro nasceu em 11 de Março de 1843, em Salvador (BA). Filho de José Maria Cândido Ribeiro e Veridiana Barata Ribeiro. Sua família mudou-se para o Rio de Janeiro em 1853. Barata Ribeiro estudou no colégio do mosteiro de São Bento, residindo, por concessão especial, num quarto dessa casa conventual, durante alguns anos.Lecionava um curso de preparatórios para manter-se. Cursou Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tornando-se doutor em Ciências Médicas e Cirúrgicas, em 1867, aos 26 anos de idade.
 
Quando se mudou para Campinas, ele foi nomeado Diretor do Serviço Médico do Hospital de Campinas e fundou a escola para crianças pobres.
 
 Atuando na medicina, Barata Ribeiro foi pioneiro na utilização do raio-x para diagnóstico clínico de osteosarcomas (câncer nos ossos). Desenvolveu estudos sobre o "pé torto de congênito", a tuberculose óssea e articular e as deformidades raquíticas.
 
 
Mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1891, atuou como Presidente do Conselho de Intendentes Municipais.
 
Era abolicionista e republicano. Alcançou o cargo de prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro), em dezembro de 1892. No ano seguinte, foi responsável por diversas melhorias no plano de saneamento.
 
Em outubro de 1893, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, tomando posse no mesmo ano. Teve no ano seguinte a aprovação negada para assumir o Senado da República, pois o consideravam despreparado juridicamente.
 
Em 1899, foi eleito senador pelo Distrito Federal (RJ) e exerceu o mandato até 1909. Nestas atividades políticas não aceitou salário, pois fazia por ideal político e público.
 
Escreveu diversos livros como "Mulheres que morrem", "O Soldado brasileiro", "A Mucama", "O Divórcio" e peças para teatro, destacando-se "O Segredo do Lar", com temática abolicionista encenado em 1872. Em sua homenagem, uma das principais ruas de Copacabana (RJ), recebeu seu nome.

Foi membro da Academia Nacional de Medicina e de várias associações científicas e casado com D. Ana Borges Barata Ribeiro.

Barata Ribeiro faleceu em 10 de fevereiro de 1910, na cidade do Rio de Janeiro, aos 66 anos e foi sepultado no cemitério São João Batista, em Botafogo.






A Rua Barata Ribeiro situa-se no Vila Itapura, em Campinas. Seu início ocorre na Rua Dona Libânia (na altura da CPFL) e seu término na Avenida Barão de Itapura (na altura do Instituto Agronômico de Campinas), no bairro do Guanabara. Ela tem a extensão de aproximadamente 600 metros e nela existem muitos restaurantes, prédios comerciais, estacionamentos, e, principalmente, a igreja São Paulo Apóstolo.


















Fontes:

http://www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=33&cod=23525

http://www.stf.jus.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=217

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com.br/2008/06/personagem-cndido-barata-ribeiro.html 


domingo, 7 de abril de 2013

HUMILDE RESIDÊNCIA





Ontem enquanto me dirigia ao Terminal Mercado, em Campinas, passei defronte a uma loja que, naquele instante, tentava atrair os populares ao som de Michel Teló, cuja música falava de humilde residência, cama quebrada, ausência de cobertor, e aquela coisa toda.
Ao chegar ao meu destino e me situar na plataforma referente ao ônibus que pegaria, lá estavam aquelas pobres figuras que há tempo tenho visto.
   Em um cantinho esquecido do terminal de ônibus, alguns sem-tetos têm vivido há vários meses, configurando uma misérrima sociedade. Sempre juntos, lá eles dormem e passam os dias, conversando, bebendo, observando as idas e vindas dos trabalhadores de Campinas. É um espaço só deles, onde não predominam camas quebradas, mas um rígido leito de papelão. Onde os cobertores são rotos e poentos, mas o suficiente para mantê-los aquecidos, algumas vezes. Onde não se quer fazer amor, mas recebê-lo, que seja a mínima atenção que lhes reforce a esperança.
Há residência mais humilde do que aquela cujo teto é iluminado com as estrelas do céu?




Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola







 
 
 
 






LEIAM OS POEMAS DO POETA ALEXANDRE CAMPANHOLA NO LINK:
http://sitedepoesias.com/poetas/Alexandre+Campanhola
 



sábado, 6 de abril de 2013

POEMA DEDICADO AO COLÉGIO "CULTO À CIÊNCIA"






 
 
 
Ao colégio “Culto à Ciência”

 
 
Cauto vacila o passo solitário

Em doce anelo de um viver bendito,

Posto curvado, a só, ante este templo

Que reverência pede no fragor

De pórticos augustos “Vinde a mim”!

Ressoa n`alma um clamor que profuso,

Ao longo projeta uma nova aurora,

Em que viceja nos doirados sonhos

A velha crença de adejar mais alto.

 

Desdobra-se o pendão de mil amores,

Uma página no brasão em fogo

Avança com ruído forte! É cansada

Que a lira agarra suas mãos altivas,

Quer ser nutrida no afinar das cordas,

Dilata o peito num amor bem santo!

 

Quem não ama? O imortal paraíso

Onde os ramos de vida mais pululam.

O gênio da mocidade que inspira

Frias cabeças de cismar incertos;

Onde povoam – juvenis risadas –

Como um bosque feérico d`arcanjos

Tão ideal. Cria-se um novo mundo

Com os vetustos versos de seus lábios,

Que manso diz - amor, saudade – e apura

O alegre voo da pomba bisonha.

 

Há de florir quem perpassar seus campos,

Embevecido ao descobrir seus raios,

Que acorda em afago a existência amarga.

Colhe os louros no jardim querido,

Ó ser ditoso no frescor das sombras,

Defronte a face maternal que ri!

Vai ser um Deus ao seu amado filho,

Sonhando a glória no clemente trono

O altar quem é? – sua benção paterna.

 

Dá-se uma gota ao viajor perdido

No ermo adusto que os caminhos abrasa,

E um lago claro se esparge alteroso,

Em cujos reflexos de alvor gentil

Tanta ventura vestirá os planos.

 

Dá-se uma gota à alma ressequida,

Semeia um grão no solo vaporoso,

E quantos frutos vão buscar o eterno,

Vão alentar a inepta humanidade!

 

Que seja o fado tão igual p`ra todos!

Afoga o pranto uns olhares saudosos,

Quando o silêncio qual noturno manto,

Torna deserta uma vereda inteira.

É cauto o passo sobre as folhas secas,

Onde dançando a viração desmaia.

Qu`inda a donzela suspire os arcanos,

E venha o enlevo perfumar a tarde!

Que junto esteja do amoroso moço,

Quando um poema ser gritado a longe.

Nos pátios cante a juventude amiga,

Que o corredor lhe possa unir em laços,

A verde quadra e um porvir brilhante!

E no intervalo da estação dos sonhos,

Diga o mancebo que sua alma enfrenta,

Qualquer procela p´ra seguir avante,

Qual um Colombo de fulgor nos olhos!

 

Num século regou estas campinas,

Olimpo – onde se acendem sóis vindoiros –

Varrei, senhor tempo, suas idades

- Que vá brilhar este astro no infinito!

 

Imortais gemidos, talentos d`alma

Habitam o seio de seu piano

Que dorme, mas num sono esplendoroso

Quais foram seus atletas, seus guerreiros,

Desatando os elos do triunfo!

Fremeu com emoção o seu ginásio

E no parnaso do teatro ilustre,

Reinou com suas bagas a utopia.

O cristo inda vela – é ubíquo broquel –

A extrema solidão no seu repoiso,

Assim como abençoa seus pastores

Soltando as asas – monsieur Dumont –

 

O brando fado alveje sua origem.

Ó braços sempre abertos à esperança.

Rastros da imorredoura saudade!

 
 
 
                                                                                                     Campinas 30/07/2004
 
 
 
 
Poema de Alexandre Campanhola para o livro "Monotonias da Noite"
 
 
OUTROS POEMAS DO POETA ALEXANDRE CAMPANHOLA SÃO ENCONTRADOS NO LINK: