sábado, 18 de janeiro de 2014

RUA SATURNINO DE BRITO, EM CAMPINAS





QUEM FOI SATURNINO DE BRITO?

 

 

Francisco Saturnino Rodrigues de Brito nasceu no dia 14 de julho de 1864, em Campos dos Goitacases, estado do Rio de Janeiro.

Formou-se em Engenharia civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1886, e é considerado por muitos como o mais notável engenheiro sanitarista brasileiro, sendo o pioneiro nesta especialidade no país.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Integrou a comissão que construiu a cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, sendo esta a primeira cidade brasileira projetada com toda a infraestrutura para ser a capital do estado.

Sendo republicano e positivista, Saturnino de Brito interrompeu sua carreira para se alistar no batalhão Benjamin Constant, que lutou pela proclamação da República.

Em 1897, integrou a comissão de saneamento do Estado de São Paulo, quando organizou os projetos de saneamento de Campinas, Ribeirão Preto, Limeira, Sorocaba e Amparo. Elaborou também os projetos de saneamento das cidades de Petrópolis, Paraíba do Sul, Itaocara e Campos, entre 1898 e 1901, no Estado do Rio de Janeiro.







Em Santos, foi responsável por um projeto pioneiro de esgotos, com estações elevatórias elétricas e automáticas das águas. Foi responsável pelo saneamento da lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, e a retificação do rio Tietê, em São Paulo.

Foi inventor do Tanque Flexível em São Paulo, no ano de 1900. Seus estudos, trabalhos e sistemas construídos ou reformados pelo mesmo, fizeram com que a adoção do sistema separador fosse decretada obrigatória no país, em 1912.

Escreveu vários livros e artigos técnicos entre os quais se destacam: Apontamentos de geometria analítica (1882), Teoria lógica da assimilação (1887), Saneamento de Santos (1898) e Esgotos das cidades (1901).

 

Saturnino de Brito morreu no dia 10 de março de 1929, aos 65 anos de idade, em Pelotas, enquanto vistoriava obras de saneamento que ele projetara na cidade.

 

 






 

A Rua Saturnino de Brito está situada na Vila Itapura. Ela tem seu início na Avenida Orosimbo Maia e entende-se até a Avenida Francisco Glicério, e após esta, termina como uma rua sem saída. Nela estão encontrados diversos edifícios residenciais e empreendimentos comerciais.

 




 

 
 
 
 
 
 
 
 

Fontes:



 

 

domingo, 15 de dezembro de 2013


A partir de hoje, o blog "Campinas, meu amor" entra em período de férias, após um maravilhoso ano, em que pude retratar da maneira mais dedicada e comprometida o passado e o presente desta querida cidade que é Campinas.

Agradeço de coração a todos que prestigiaram as publicações deste blog. Espero ter, em algum momento, trazido informações úteis, conhecimento que agrega, entretenimento e importantes detalhes que tenham ajudado alguém a conhecer melhor esta cidade do estado de São Paulo.

Na segunda quinzena de janeiro volto a publicar neste blog, sempre com a intenção clara de demonstrar meu imenso amor por minha terra natal. Empenhar-me-ei para trazer novidades, muito mais informações e tudo aquilo que colabore para tornar este blog cada vez melhor.

Um abraço,


Alexandre Campanhola

domingo, 8 de dezembro de 2013

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A praça "Ópera A Noite do Castelo"



Nas proximidades do Mercado Municipal de Campinas, encontra-se uma praça diferente daquelas que estamos acostumados a conhecer. Uma praça com poucas árvores, com poucos bancos , sem jardins e opções para se distrair, envolvida pelo trânsito vindo da Avenida Orosimbo Maia e pelas  passadas apressadas dos transeuntes que se dirigem aos terminais de ônibus. Uma praça onde raramente se encontra pessoas passeando, crianças brincando e o sonido harmonioso dos pássaros. Apenas moradores de ruas em busca de esconderijo nos túneis que atravessam esta praça.

 
 
 
E, além desta característica que a torna tão desigual às outras praças, seu nome também é curioso e quase ninguém sabe de que se trata, e porque talvez seja umas das poucas coisas que lhe dão a beleza de uma praça.
 
 
O nome “Ópera A Noite do Castelo” é uma homenagem a Carlos Gomes, o maestro de Campinas. Foi sua primeira ópera, composta durante seus anos de estudante no Rio de Janeiro.
 
 
 
 
 


 
 


 
 
A primeira apresentação de A Noite do Castelo foi realizada pelo Opera Lyrica Nacional no Theatro Lyrico Fluminense em 4 de setembro de 1861 e recebeu diversos aplausos, levando o público ao delírio. A obra foi dedica ao aniversário de casamento do imperador Dom Pedro II. Carlos Gomes foi nomeado Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa no palco naquela noite, com o imperador prendendo a medalha no compositor.








Em 1978, a ópera foi apresentada pela Orquestra Sinfônica de Campinas, pelo Coral da Universidade Estadual de Campinas e pelo Coral da Universidade de São Paulo.












Fonte:

http://en.wikipedia.org/wiki/A_noite_do_castelo


 

domingo, 1 de dezembro de 2013

CINE WINDSOR - Crônicas de Campinas






Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema em um passeio escolar. Cheguei feliz e entusiasmado àquele cinema antigo, na Rua General Osório, no centro de Campinas, pois estava em cartaz o filme “Esqueceram de mim -1”.
O cinema encheu-se de inocentes almas de oito anos de idade, que sorriam, brincavam e saboreavam as pipocas que a inspetora de alunos trouxera para o lanche da turma, decerto comprada do velho pipoqueiro que trabalhava bem em frente.
Dizem que o Cine Windsor em tempos remotos fora o “Point” da sociedade campineira, e naquele dia era uma criança pura, que exibia bons filmes e recebia doces almas como as nossas.
Anos depois, o tradicional cinema resolveu amadurecer um pouco, mas uma maturidade meio que forçada, motivada pela concorrência dos Shoppings Center. A partir de então, começaram a ser exibidos filmes pornográficos, e apenas maiores de dezoito anos podiam adentrá-lo. Imagino o grau de devassidão que ocorreu em seu interior neste período, e o quanto seu ambiente outrora fino foi maculado pelos comportamentos pervertidos dos frequentadores.
Um pouco mais tarde definiu-se a decadência do Cine Windsor e suas portas foram fechadas. Ninguém mais buscava lazer naquele espaço, e seus limites tornaram-se refúgio de viciados em droga, mendigos e marginais.
Hoje, suas portas novamente abertas recebem uma comunidade evangélica que vai buscar redenção de seus pecados e benções divinas, e, em vez de bilheteria, agora existe em sua entrada uma pessoa que nos convida para ganhar o reino dos céus.
Na verdade, a vida deste cinema é igual à vida de muita gente que nasce pura, contamina-se com o mundo, cai e depois busca refúgio na religião e, assim como o Cine Windsor, só querem o Paraíso.







 

Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola

 
 
 
Imagens:
 
 




Imagine passear novamente pelas ruas movimentadas de Campinas, sentir o cheiro dos doces da Padaria Orly, ler sobre lojas como a Muricy, Rua Treze de Maio, e se emocionar com as histórias de uma juventude cheia de sonhos, amizades e descobertas.




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domingo, 24 de novembro de 2013

O BUSTO DE LUÍS VAZ DE CAMÕES, EM CAMPINAS






Luís Vaz de Camões nasceu na cidade portuguesa de Coimbra, por volta de 1525, e faleceu na cidade de Lisboa, em 10 de junho de 1580. Era filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, uma família de fidalgos decadentes.

Estudou na Universidade de Coimbra e ingressou no Exército da coroa portuguesa, onde serviu como militar no norte da África. Ferido em combate, perdeu o olho direito. Também participou de várias expedições militares na Índia e na China.







Uma das amadas de Camões foi a jovem chinesa Dinamene, que morreu afogada em um naufrágio. Diz a lenda que Camões conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas, segurando com uma das mãos e nadando com a outra. Camões escreve vários sonetos lamentando a morte da amada.

 Frequentou a corte lisboeta, tendo permanecido preso durante quase um ano por agressão a um oficial do rei.









Sua obra-prima, Os Lusíadas, uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, dedicado ao rei Dom Sebastião, valeu ao poeta uma pensão de 15 mil-réis ao ano. Segundo consta, Camões nunca recebeu esse benefício com regularidade. Morreu na miséria e foi enterrado como indigente.












O busto de Luís Vaz de Camões está situado na praça que também tem se nome, próximo ao hospital Beneficência portuguesa.








 

 















FONTE:

http://www.e-biografias.net/luis_camoes/

domingo, 17 de novembro de 2013

RUA CORONEL QUIRINO, EM CAMPINAS



Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"





QUEM FOI O CORONEL QUIRINO?




Joaquim Quirino dos Santos nasceu em Campinas-SP, em 15 de maio 1820. Era filho do major Joaquim Quirino dos Santos e de Manoela Joaquina de Oliveira, e irmão de Bento Quirino dos Santos e de Francisco Quirino dos Santos.
 

Foi desde moço oficial da Guarda Nacional atingindo após diversas promoções a posição de Coronel-Comandante da Milícia, em Campinas, aos 50 anos. Também foi delegado de polícia com atuação ativa, energética e justiceira, combatendo as jogatinas na cidade.



Foi comerciante junto com os irmãos.
 

Ocupou cargos públicos. Foi vereador pelo Partido Republicano ainda na época da Monarquia.
 

Fundou a Santa Casa da Misericórdia de Campinas e exerceu o cargo de diretor da Companhia de Iluminação e Gás. Também participou de outros empreendimentos como a fundação do Teatro São Carlos, da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em 1867 e da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, em 1872.
 

Destacou-se durante a epidemia de varíola que assolou a cidade em 1873. Por iniciativa e despesa própria, criou um estabelecimento apropriado para a guarda e cuidados aos contagiados pela doença e a Escola Corrêa de Melo, destinada às crianças carentes, localizada onde hoje está o Terminal Mercado.
 

Uma curiosidade é que o Coronel foi o introdutor do carnaval na cidade. Para as festividades, promovia bailes em sua própria casa, que ficava na esquina das Ruas Dr. Quirino, naquela época denominada Rua do Comércio, com a Rua Barreto Leme, ainda denominada Rua da Matriz. Nos dias mais movimentados, chegava a jogar jatos de água nos participantes.

 
O Coronel Quirino não nasceu rico e morreu em condição paupérrima em Campinas, aos 69 anos de idade, no dia 28 de fevereiro de 1889.

 

 

 
A Rua Coronel Quirino recebeu este nome em 1881, quando se cogitava a denominação Rua Amador Bueno, a qual não foi aceita pela Comissão de Obras públicas, que resolveu homenagear Joaquim Quirino dos Santos.

Esta rua serviu de caminho para o povoado local em uma época de constantes inundações nas proximidades do leito do Córrego do Proença, região que era muito utilizada. Com o progresso do Bairro Cambuisal, hoje Cambuí, o caminho passou a ser ainda mais procurado.  Na época, Campinas ainda era conhecida como Freguesia de Nossa Senhora de Conceição das Campinas do Mato Grosso.







A Rua Coronel Quirino tem seu início na Avenida Orosimbo Maia e se estende até encontrar-se com a Rua Padre Viera. Nela estão presentes diversos condomínios residenciais e estabelecimentos comerciais.

 






















Fontes:





 

sábado, 9 de novembro de 2013

O ENCONTRO NA PRAÇA "ÓPERA A NOITE NO CASTELO" - Crônicas de Campinas






Eram três horas da tarde, quando ela chegou à praça “Ópera A Noite no Castelo” para aquele encontro. Sentou-se no pequeno banco de concreto, em volta do qual nenhuma flor florescia, nenhuma árvore derramava suas sombras. Um mendigo bêbado dormia sobre o duro chão lá perto, enquanto os transeuntes surgiam do túnel que dava acesso ao “Mercadão”, dentre eles os alunos do “Culto à Ciência” e do “COTUCA”, provavelmente “matando” aula. Vestida com seu melhor vestido, calçada com seu melhor calçado, ela estava elegante e cheirosa, embora sua fragrância se misturasse ao fétido ar da praça, onde odores de urina e peixe trescalavam. Quem lá passava, percebendo-a solitariamente feliz compadecia-se, embora não soubesse que cruel loucura segurava-a naquele perigoso lugar. Ela residia em um velho apartamento na Rua José Paulino junto com sua viuvez. De repente, seu celular tocou, o bêbado se remexeu. Atendendo à ligação, ficou sabendo que Ele se atrasaria, mas estaria no local combinado dentro de uma hora, quando deixasse o Instituto Penido Burnier, onde tinha uma consulta marcada. Ela conformou-se logo e tirou da bolsa uma revista sobre crochê. Aos oitenta anos de idade, ainda acreditava no amor.

Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola
 
 
 

 


domingo, 3 de novembro de 2013

A COMPANHIA MOGIANA DE ESTRADAS DE FERRO - Parte final


CRONOLOGIA DA MOGIANA APÓS 1880

 


 









Em 25 de abril de 1880, uma lei provincial concede à Companhia Mogiana o privilégio para a construção de uma estrada de ferro ligando Casa Branca a São Simão e a Vila do entre Rios, que um dia será conhecida como Ribeirão Preto. O impacto da chegada da Mogiana em Ribeirão Preto é imediato. São gerados muitos empregos, especializações do capital humano, crescimento dos setores de varejo e comércio.

 
 
 
 
 
 

Em 1886, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro seguindo sua expansão chega ao Triângulo Mineiro e ao sul de Minas, visando atrair a economia local à paulista e vice-versa. São construídos em 1886 e 1888, respectivamente, os ramais de Poços de Caldas e Rio Grande. Ainda em 1888, a companhia inicia o serviço de navegação fluvial pelo rio grande, com o transporte de mercadorias e gado em grandes batelões. A partir daí, ela passa a se chamar Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação. Neste ano, a Mogiana incorpora a ferrovia Companhia Ramal Férreo do Rio Pardo e, em 1890, a Companhia Agrícola Santos Dumont.

 








A epidemia de febre amarela de 1889, em Campinas, obriga os dirigentes da Companhia Mogiana a transferirem provisoriamente seus escritórios para a cidade de Mogi-Mirim, uma solicitação feita pelos próprios empregados.

 
 

Em 1891, começa a ser erguido o Palácio da Mogiana, um edifício envolvido pelas ruas General Osório, São João (Visconde do Rio Branco) e pela Avenida Campos Sales. Este edifício torna-se a terceira sede da Mogiana. O projeto do edifício é da firma dos Irmãos Masini. O término de sua construção ocorre em 1910, pois o aumento do pessoal no escritório central e a importância crescente da companhia exigem ampliações e melhorias do edifício. 

 








 











No dia 01 de março de 1893, a Companhia Mogiana constrói uma estação no bairro Guanabara com a finalidade de desafogar a estação de partida original, que também é utilizada pela Companhia Paulista. O pátio da estação possui 13 linhas e apresenta um intenso movimento.

 










 

Em 1896, o Doutor Francisco de Sales Oliveira Júnior aceita a solicitação de vários amigos, e passa a presidir a diretoria da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

 

 




IMAGEM: Doutor Francisco de Sales Oliveira
 


 




No dia 02 de dezembro de 1897 é inaugurado o monumento Companhia Mogiana de Estradas de Ferro feito por Rafael de Rosa e fundido na Fundição Faber, no bairro do Bonfim. Rafael é quem prepara as formas e executa o trabalho de fundição.














 




















No ano de 1908, ocorre a construção da primeira locomotiva pela Companhia Mogiana. Dois anos mais tarde, José Paulino Nogueira assume a presidência da companhia. Neste ano, a Mogiana consegue um empréstimo no exterior para modernização de seus serviços, substituindo material rodante e fixo. José Paulino exercerá o cargo até o dia 10 de novembro de 1915, ano de sua morte.

 


 
Em 1921, é inaugurado o último trecho das linhas da Mogiana; seus trilhos chegam à cidade de Passos, em Minas Gerais.


Já no ano de 1936, a Mogiana inicia o transporte de rodoviários (caminhões e vãs) através da “Companhia Mogiana de Transportes”, mais tarde transformada em “Rodoviário da Companhia Mogiana”

 

 

 

Em 1952, as locomotivas a vapor deixam de operar e entra em tráfego as primeiras locomotivas diesel-elétricas GE-Cooper Bessemer.













Neste ano após atravessar uma crise financeira que interrompeu a sucessão de seus anos áureos, a posse da Companhia Mogiana passa ao Governo do estado de São Paulo, através do decreto n˚1958, que repassava dois terços da companhia. São pagos aos acionistas cedentes apólices da dívida pública estadual, chamadas “Apólices Mogiana”. A companhia perde sua identidade com sucessivas unificações e encerra sua atuação, quando ocorre o declínio da atividade ferroviária no Brasil.

 

 
 

Até novembro de 1971, quando a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro é incorporada a FEPASA – Ferrovia Paulista S.A, os olhares que a buscam no passado, enxergam uma história de esplendor e bem-sucedida expansão.

 




 

 Desde sua fundação, possibilitada pelo interesse econômico dos grandes cafeicultores, até a construção de seus últimos trilhos, sua existência trouxe modernidade e crescimento financeiro aos territórios que ela percorreu, sobretudo Campinas, que teve a honra de receber o imperador brasileiro por sua causa, de desenvolver importantes indústrias vinculadas à atividade ferroviária, de projetar grandes nomes, como Ramos de Azevedo, que participou de sua criação. Campinas tornou-se uma das cidades mais importantes do Brasil. Ainda hoje, neste futuro que vivemos, ainda vemos espalhadas pela cidade campineira os vestígios desta grande companhia; restos históricos de uma gloriosa iniciativa de homens sonhadores, que alcançaram seus objetivos.

 













 














 

FONTES:





http://portal.rac.com.br/blog/39078/43/rogerio-verzignasse/jose-paulino-comecou-a-trabalhar-cedo

 
 

domingo, 27 de outubro de 2013

A COMPANHIA MOGIANA DE ESTRADAS DE FERRO - Parte 4

 

 

TRANSFORMAÇÕES NO TERRITÓRIO CAMPINEIRO

 
 
 
No ano de 1878, a Mogiana ainda mostra-se deficiente de um aparato de oficinas mais complexas, pois conta com as oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que prestou muitos serviços à Mogiana na época de sua inauguração. Investimentos são feitos neste sentido, assim como na ampliação de seu traçado refletido por sua audaciosa expansão.
O traçado da estrada de ferro da Companhia Mogiana é moldado seguindo os interesses mais imediatos de ampliação de cultivo e transporte de café, sempre favorecendo os ricos fazendeiros. A escolha do traçado da linha férrea é determinada pela oferta do café, levando em conta as grandes propriedades da região. A valorização das propriedades por onde passam as linhas da Mogiana é evidente.
O transporte de mercadorias constitui a base da receita da companhia; o transporte de passageiros não tem papel tão significativo.
 
 
 
 
O surgimento da Companhia Mogiana propicia a criação de uma teia de troncos e ramais que vão atrás do café, e por vezes à sua frente, constituindo verdadeiras estradas cata-café. O ramal ligando Campinas-Jaguariúna com as estações – Anhumas, Tanquinho, Desembargador Furtado e Carlos Gomes – é projetado próximo às fazendas locais. A criação das estradas ferroviárias auxiliam na libertação da mão-de-obra escrava presente no sistema latifundiário e serve de incentivo à  migração interna, aquecendo ainda mais a transformação econômica do modo de produção capitalista.
 
 

 
 
 


 
 
 
 
 IMAGEM: Estação Tanquinho 1910, Desembargador Furtado 2007, Carlos Gomes 1910 e Anhumas 1910.
 
 
 
A expansão ferroviária também influência mudanças na área urbana. Surgem bairros proletários como a Vila industrial, o primeiro bairro de trabalhadores da cidade de Campinas. Prédios de imigração entra as atuais ruas Sales de Oliveira e Pereira Lima são instalados. Com a ascensão da Companhia também surge na cidade o telégrafo, o serviço postal, a iluminação pública a gás, o sistema de bondes com tração animal. Neste período também são realizadas obras de infraestrutura para fazer chegar água encanada em alguns chafarizes e ocorre a expansão da atividade comercial.
 


 
 
 
Em 1878, a Mogiana estabelece sua primeira sede em um prédio alugado na esquina da Rua General Osório com a Avenida Anchieta.
Quando a Mogiana chega à cidade de Casa Branca ela possui 173 quilômetros em sua extensão, que representam a força de seu crescimento.
 
 
 
 
Na próxima publicação:
 
A Companhia Mogiana na direção do futuro
 
 
 
 
 FONTES: