sábado, 18 de março de 2017

PREFEITOS DE CAMPINAS: Raphael Andrade Duarte



Raphael Andrade Duarte nasceu em Campinas, no dia 21 de setembro de 1867. Era filho do fazendeiro Capitão Joaquim Carlos Duarte e de Ana Francisca de Andrade, que tinha parentesco com o poeta Guilherme de Almeida. Era proprietário de fazenda no município de Mogi Mirim

Foi romancista, historiador, biógrafo, poeta, teatrólogo e jornaista. Também foi membro da Academia Campinense de Letras.






Estudou no Colégio Culto à Ciência, de Campinas, São João do Lajeado, em Sorocaba, São Luís, de Itu, no Seminário Episcopal de São Paulo e no afamado Moretzohn, de São Paulo, onde se graduou em Humanidades.

Durante sua vida, Raphael  fundou e dirigiu sociedades literárias e recreativas, incentivou por muito tempo as atividades culturais campineiras e foi membro nato de comissões promotoras de atos cívicos, espetáculos musicais e sessões comemorativas e literárias.

Raphael foi um dos fundadores do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, em 31 de outubro de 1901, e atuou como colaborador da revista desta entidade. Também exerceu o cargo de vice-presidente, redator gerente, redator e secretário Geral.






Foi fundador presidente do Tênis Clube de Campinas, Mordomo da Santa Casa de Misericórdia, Benemérito do Asilo de inválidos, presidente da Orquestra Sinfônica de Campinas, sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Na polítca, elegeu-se vereador à Câmara Municipal em diversas legislaturas e também ocupou o cargo de vice-prefeito.

Em 1920, Raphael Andrade Duarte assumiu a cargo de prefeito de Campinas, cargo anteriomente ocupado por Heitor Teixeira Penteado. Em dezembro de 1922, finalizou sua passagem pela prefeitura.





No início de sua administração, defendeu a demolição do Teatro São Carlos e a construção de um novo teatro municipal para Campinas. Apesar de uma certa oposição na Câmara Municipal, Raphael  obteve o apoio da maioria dos vereadores e conseguiu aprovar a lei de criação do novo teatro, lei essa publicada em 5 de setembro de 1921. Em 10 de setembro de 1930, o Teatro Municipal foi inaugurado na gestão do prefeito Orosimbo Maia.
 
 
 

Em companhia do grande Álvaro Ribeiro, Raphael Duarte, em 1922, quando do Centenário da Independência, comemorado no Rio de Janeiro, e com um pavilhão para cada estado, celebrou as comemorações no pavilhão que conseguiu só para Campinas, onde uma banda musical executou sob aplausos composições de Carlos Gomes.

Foi homenageado, sendo patrono desde 1958 da escola infantil EMEI Prefeito Rafael Andrade Duarte, no bairro do Taquaral e nomeando uma rua no bairro Nova Campinas.


Raphael Andrade Duarte faleceu no dia 10 de abril de 1958, em sua terra natal.

 


Fontes:




 

ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 4 de março de 2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

RUA BOAVENTURA DO AMARAL: Quem foi Boaventura do Amaral?




Boaventura do Amaral Camargo nasceu em Itu, em 1789. Foi um militar consagrado em 1812, quando participou nas campanhas do sul contra os castelhanos.  A pedido de um dos líderes da Revolução Liberal Paulista de 1842, comandou como capitão o “Corpo Municipal de Permanentes”, origem da atual Força Pública do Estado de São Paulo. No dia 02 de junho de 1842, quando comandava uma tropa de cavalaria de setenta homens no Combate da Venda Grande em Campinas, durante a Revolução Liberal Paulista, ofereceu tenaz resistência às forças militares que combatiam a revolta, mas foi assassinado a sangue frio pelos soldados rivais.





A Revolução Liberal Paulista teve seu início no dia 17 de maio de 1842, na cidade de Sorocaba. Naquele dia, a Câmara Municipal daquela cidade decretou Sorocaba como capital da Província de São Paulo e nomeou como presidente interino o sorocabano Rafael Tobias de Aguiar, líder do movimento revolucionário junto com o padre Diogo Antônio Feijó.






A Razão da eclosão dessa revolta foram as decisões tomados pelo Partido Conservador, que detinha o poder ministerial durante o império de Dom Pedro II. Antes da ascendência do movimento revolucionário, os conservadores criaram uma lei interpretativa do Ato Adicional de 21 de agosto de 1834, o qual dava maior autonomia às províncias, e através desta lei pretendiam fortalecer a unidade nacional, criando um Conselho de Estado para dirigir a nação e abolir as assembleias legislativas das províncias. Este intuito de tirar a autonomia das províncias, consolidando os conservadores no poder, causou revolta no Partido Liberal, principal opositor dos conservadores, dando origem à Revolução Liberal.





Duque de Caxias foi chamado pelo Corte Imperial para pacificar São Paulo e desembarcou, com 400 homens, em Santos. Logo organizou a defesa da capital e em dois ataques sucessivos, obrigou os revolucionários a retirarem-se para longe, perseguindo-os na direção São Paulo – Campinas. Vale lembrar que apesar de apelar para o levante das armas, os revoltosos liberais tinham um preparo militar bastante precário, pela má qualidade das armas, pouca munição, muita improvisação e dispersão.




A Revolução Liberal de 1842 ocorreu no mesmo ano em que a Vila de São Carlos emancipou-se à categoria de cidade, passando a chamar-se Campinas. O Padre e Senador Diogo Antônio Feijó, um dos líderes do movimento liberal, residia na cidade nesta época, e mesmo doente, deslocou-se a Sorocaba para apoiar a revolta.




No dia 07 de junho de 1842, na antiga estrada de Limeira, onde havia um sobrado conhecido como “Engenho da Lagoa” ou “Sítio do Teodoro”, que foi inicialmente um centro de fabricação de açúcar e depois um entreposto comercial de mantimentos, e que por sua grandiosidade foi chamado posteriormente de “Venda Grande”, ocorreu o combate no qual as forças liberais campineiras, composta por 400 homens, com toda sua precariedade, foram derrotadas pelas forças imperiais.






Este acontecimento ficou conhecido como o Combate de Venda Grande. O combate foi sangrento deixando 19 mortos e muitos feridos. Dentre os mortos, estava o comandante Boaventura do Amaral Camargo, que veio de Itu com seu pequeno contingente para lutar junto aos demais liberais, alojados em Venda Grande. Boaventura do Amaral Camargo morreu em terras campineiras lutando por seus ideais e contra o autoritarismo que se instaurava no país. Pelo seu heroísmo, apesar da inferioridade militar de sua tropa, comparada com as forças do império.





A Rua Boaventura do Amaral quando foi criada não possuía nome e situava-se em um local pantanoso, o que lhe rendeu a alcunha de “Rua do Brejo”. Já em 1848, chamou-se “Rua do Chafariz”, nome dado por ato da Câmara Municipal por causa de um velho chafariz que existia nas imediações. Em meados do século XIX, foi chamada de “Rua do Mercado” em consequência da existência do “Mercado Grande” ou “Dos Caipiras”, que foi construído lá em 1861, e que foi demolido em 1918. No lugar do mercado foi construído o prédio do Instituto de Educação Carlos Gomes. Antes disso, em 1896, quando o “Mercado Grande” foi fechado, a construção foi adaptada para as instalações do Desinfetório Municipal, onde funcionou  a Comissão Sanitária durante a epidemia de febre amarela.




A Rua do Mercado perdeu esta denominação recebeu no dia 30 de novembro de 1883, através de uma resolução da Câmara Municipal por iniciativa do Dr. Ricardo G. Daunt, para homenagear a memória do voluntarioso combatente que deu a vida por seu ideal revolucionário, Boaventura do Amaral.




A Rua Boaventura do Amaral tem seu início nas proximidades da Rua Proença e se prolonga até a Avenida Benjamin Constant. Ao longo de sua extensão, encontram-se algumas construções e lugares muito conhecidos em Campinas, como os colégios Pio XII e Carlos Gomes e as praças Largo São Benedito e Carlos Gomes.


Fontes:





ALEXANDRE CAMPANHOLA

domingo, 12 de fevereiro de 2017

GRANDES HOMENS DE CAMPINAS: José de Castro Mendes


 
José de Castro Mendes nasceu em Campinas, no dia 27 de junho de 1901. Descendente de uma família campineira tradicionalmente ligada ao comércio de bens culturais, sua infância não foi fácil, pois desde que perdeu seu pai, teve que trabalhar para ajudar no sustento da família.
Foi jornalista, pintor, músico, fotógrafo, poeta, historiador e cronista.




Como memorialista dedicou boa parte de sua vida à história de Campinas, empregando seus talentos na busca pelo passado, rememorando em seus escritos e imagens uma “cidade que não mais existe”.

Conviveu desde a juventude com artistas e intelectuais da cidade. Não teve muitos benefícios nessa época, apesar do sobrenome conhecido. Mas, por ser uma pessoa extremamente culta, musicista, crítico de teatro e um bom desenhista, conseguiu emprego no setor de Botânica do Instituto Agronômico de Campinas, onde desenhava plantas nativas e com doença.

Foi colaborador da revista modernista A Onda, na qual ilustrou o livreto de poemas Nebulosas, do colega Júlio Mariano, e elaborou alguns cenários para peças do teatro amador da cidade, como, por exemplo, “Histórias da Vida de Jesus”, produzida e estrelada por Carlos “Carlito” Maia, filho do ex-prefeito da cidade, Orosimbo Maia.




Também trabalhou no jornal Correio Popular, de 1927 até o final de sua vida, e manteve por anos as colunas “Minarete” e “Teatro e Cinema”, que mostravam o quanto era especialista nas artes em geral.

Em homenagem à ligação que tinha com a arte e principalmente aos serviços prestados como incentivador e divulgador do teatro amador, em 1974 seu nome batizou o teatro que hoje é conhecido como Teatro Castro Mendes, na Vila Industrial.




Ainda no Correio Popular, publicou, um pouco antes de falecer, o extenso suplemento “Histórias da Cidade de Campinas”, através do qual reuniu, por meio de temas, a história das ruas, praças, prédios, dos “grandes campineiros” e muitos outros fatos referentes à cidade que tanto amava.

Trabahou também em outro jornal, o Diário do Povo, no início da década de 1960, no qual elaborou uma série em quadrinhos sobre a história da cidade, destinado às crianças.



Seus registros históricos retratavam uma Campinas em plena transformação, exaltando o progresso e o crescimento urbano. Em seu livro “Efemérides Campineiras”, ele traça o perfil da cidade e seus principais fatos ano a ano, desde sua fundação até o momento em que o livro foi produzido.

Em 1951, a Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, através do álbum “Retratos da Velha Campinas”, mostra dezenas de imagens coletadas por Castro Mendes, reunindo fotos antigas e pinturas de H. Lewis, Hércules Florence e dele próprio. Este trabalho enriquece a memória da Campinas existente antes das grandes reformas ocorridas entre as décadas de 40 e 60 do século XX.


 

Como pintor, Castro Mendes exibiu seu talento criando aquarelas que relembravam partes internas e externas dos antigos sobrados do período cafeeiro do interior do estado, caracterizando a arquitetura colonial daquele período e exprimindo artisitcamente uma época próspera. Estas pinturas que representavam os aspectos daquela realidade foram reunidas em um trabalho denominado “Velhas Fazendas Paulistas”, publicado no Instituto Agronômico de Campinas - IAC – realizado em parceria com o engenheiro J. E. Teixeira Mendes, em 1947. Foi elogiado pelo escritor Menotti Del Picchia por conta desta obra, que referenciou Velhas Fazendas como um dos mais importantes registros em imagem das antigas fazendas cafeeiras.

Através de livros, artigos nos jornais, aquarelas e organizações de diversas coleções e exposições, Castro Mendes ou Zeca, como era conhecido, celebrou sua terra natal com muito amor e dedicação, sem obter lucro algum com tal atitude. Era a paixão por Campinas que o impulsionava a realizar criações em prol da memória da cidade.

Apesar de tanta entrega ao propósito de exaltar Campinas, Castro Mendes lamentava o pouco interesse da população em geral para com seus trabalhos. No final de sua vida, desiludido, resolveu queimar todos os seus manuscritos.

José de Castro Mendes faleceu no dia 26 de janeiro de 1970.

 
 
 

Fonte:

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com.br/2009_01_01_archive.html


ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 4 de fevereiro de 2017

CURIOSIDADES DE CAMPINAS: A fábrica da Leco



A Leco foi um dos negócios fundados pela família de origem suíça do empresário Jorge Paulo Lemann, no Brasil. Especializada na fabricação de laticínios, seu nome era uma abreviatura de Lemann & Company.




Em 1945, a Leco iniciou suas atividades com o nome de Laticínios Campinas. A fábrica instalou-se na Avenida Orosimbo Maia, número 1339, na região central de Campinas. Três anos depois, adotou a designação Companhia Leco de Produtos Alimentícios.




Em uma época em que o leite era entregue à domicílio através de carroças e vinha em garrafa de vidro com tampa de alumínio, a Leco construiu uma história de sucesso e inovação, a partir da cidade campineira.




Na década de 1950, a empresa lançou o leite tipo B. Até 1954, a distribuição do produto era restrita às cidades de Campinas e São Paulo.

 
Além do tradicional leite de saquinho, a Leco também produzia doce de leite em pote, queijo tipo Minas, dentre outros produtos de grande qualidade.
A Leco foi pioneira da embalagem em caixinha, criada pela Tetra Pak.
 
 
 
A empresa foi muito bem sucedida em sua atuação no segmento de laticínios durante muitos anos, tanto que se tornou a segunda entre as companhias de laticínios de São Paulo.


 

Em 1982, ela foi adquirida por outra tradicional empresa do ramo, a Vigor. Ainda neste ano, a fábrica da Leco em Campinas foi transformada em um supermercado.

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 ✍ ALEXANDRE CAMPANHOLA  
CAMPINAS, MEU AMOR 🇧🇷 ❤️ 


Fontes:




Meus agradecimentos aos amigos Wagner Paulo dos Santos e Jane Durlin pela contribuição com imagens à publicação.

  

sábado, 28 de janeiro de 2017

domingo, 22 de janeiro de 2017

REPORTANDO: Tragédia no Cine Rink



Desabamento deixa 40 mortos e mais de 400 feridos



Domingo, 16 de setembro de 1951. Uma tragédia ocorre no Cine Rink, localizado na esquina da Rua Barão de Jaguara com a Rua Conceição. Às quinze horas e dezoito minutos, quando ocorre a matinê dupla em que são exibidos os filmes “Os Salteadores” e “Amar foi minha ruina”, uma das vigas que sustenta o meio do telhado da sala de cinema se desprende e cai sobre o estuque, um forro feito com cimento e tela. O peso é tanto que o estuque não é capaz de suportá-lo, o que desencadeia a queda de uma avalanche de madeiras, pregos e telhas sobre centenas de pessoas, atingindo, sobretudo, quem está se sentado nas fileiras do meio. Como uma lâmina afiada, as madeiras que caem causam inúmeros ferimentos nas pessoas atingidas, desfigurando rostos, arrancando peles, cortando tudo o que está em seu caminho. As vítimas são colocadas na calçada, em frente ao cinema. Algumas são levadas à Farmácia São Luís, perto do local. Muitos taxistas se solidarizam e levam os feridos até os hospitais próximos, enquanto as ambulâncias chegam. É pedido auxílio os médicos presentes no estádio Moisés Lucarelli, onde jogam Ponte Preta e XV de Piracicaba. O resultado da tragédia: 25 pessoas morrem, dentre as quais, muitas crianças. São eles: Adir Eglesias Duran, Agenor Arantes, Aguinaldo Xavier de Souza Filho, Alaor Pereira Campos, Ana Alves dos Reis, Antonio Benedito Rocha, Antonio Arruda Ribas, Augusto Cesar Massaini, Benedito Wilson Franco, Carlos Rudge Ramos, Carlos Ferraz Lacerda, Carlos Baltazar Filho, Consuelo Moreno, Cid Morais Júnior, Flora Castione Oliva, Hiroshi Nishimura, Izaura Alves, Myrce Campos Graça, Olga Tereza Finelli Monteiro, Roberto da Silva Ferreira, Salete Lopes de Moraes, Tereza Martins Moreno, Terezinha Maria Nogueira e Waldemar Cazassa. Um nome não consta nesta lista. Posteriormente morrem mais 15 pessoas. Também são contados mais de 400 feridos. Inaugurado em 1878, o Rink começou na verdade suas atividades de 1878, quando era um local de lazer com um rinque de patinação, passatempo preferido da elite da época. Depois, o prédio serviu para apresentações de circo, bailes e teatro, até se transformar em uma sala de cinema com capacidade para 1200 pessoas.






Fontes:

http://www.campinasdeantigamente.com.br/2014/08/cine-rink.html

http://www.alexnucci.com.br/blog/?p=985



ALEXANDRE CAMPANHOLA

sábado, 14 de janeiro de 2017

PRAÇA HERÓIS DA LAGUNA



Um pouco de história...


A Guerra do Paraguai foi um conflito armando envolvendo a chamada Tríplice Aliança constituída por Brasil, Argentina e Uruguai, apoiada financeiramente pela Inglaterra, contra o Paraguai, que na época tornou-se uma nação industrializada e com objetivos expansionistas. Este conflito durou de 1864 a 1870, e culminou com a derrota do Paraguai, que teve grande parte de sua população tragicamente reduzida.


 
Quanto à razão da guerra, sabe-se que a intervenção do governo brasileiro de Dom Pedro II na política uruguaia desagradou o ditador paraguaio Solano Lopez, pois o ditador uruguaio Aguirre, que foi deposto, era seu aliado.




A invasão brasileira ao território do Uruguai teve como retaliação o aprisionamento, em Assunção, do navio brasileiro Marquês de Olinda. Em seguida, o Paraguai atacou Dourados, na província do Mato Grosso. Além disso, os paraguaios fizeram, em 1865, várias incursões armadas em território argentino, com o objetivo de conquistar o Rio Grande do Sul.



Essas pretensões do Paraguai causaram reação por parte de Brasil, Argentina e Uruguai que se reuniram na chamada Tríplice Aliança, um acordo militar que os ingleses apoiaram, pois não queriam concorrência comercial de outro país, no caso o Paraguai, em relação aos seus produtos industrializados.

 
Os heróis da Laguna...







Quando o Estado do Mato Grosso foi invadido pelos paraguaios, o governo brasileiro enviou o exército para expulsá-los. Parte do exército saiu de Santos e, a caminho do conflito, acampou em Campinas. O acampamento foi erguido em um local que era conhecido como Largo de Santa Cruz, no exato local onde fica atualmente a Praça Heróis da Laguna.

 
 

Chegado ao seu destino, a tropa brasileira deparou-se com a falta de alimentos, com o clima difícil e doenças, além da própria batalha. Por isso, o exército decidiu se retirar da Fazenda Laguna, onde o conflito ocorreu, para salvar o máximo de vidas possíveis.

 


No território onde, posteriormente, recebeu o nome de Praça Heróis da Laguna, para homenagear aqueles combatentes, acamparam-se cerca de 1680 soldados, mas muito mais da metade morreu na batalha. Essa história ficou conhecida como a Retirada de Laguna e foi imortalizada na literatura do Visconde de Taunay, um de seus protagonistas.




O Monumento Heróis da Laguna, um bloco de granito onde está inscrita uma homenagem aos soldados que passaram pelo local, foi inaugurado em 16 de janeiro de 1940.
A Praça Heróis da Laguna fica no bairro Cambuí, em Campinas, tendo à sua frente o Largo de Santa Cruz, e a Rua Major Sólon entre ambos.




 ALEXANDRE CAMPANHOLA
 

sábado, 7 de janeiro de 2017

RUA DR. MASCARENHAS: Quem foi o Dr. Mascarenhas?




Francisco de Araújo Mascarenhas nasceu em 28 de janeiro de1867, em Campinas, mas foi registrado em 1868. Era filho de João de Paula Mascarenhas e Manoela Araújo Oliveira Rozo. Casou-se em 1902 com Ernestina Soares (a Titina - 1884-1950) descendente dos Barões de Paranapanema. Foi médico, veterinário e político, no entanto, foi na medicina que se destacou, ganhando admiração da população campineira.

 
 
 


Especializou-se no atendimento das crianças e engajou-se neste propósito com verdadeira devoção. Admirado por suas atuações no cenário infantil, o Dr. Mascarenhas era conhecido por sua grande modéstia, bondade e solicitude. Tornou-se sinônimo de caridade aos olhares sociais por sua iniciativa de zelar pelas crianças pobres, tal como fazia pelas crianças ricas. Atendia a todas com o mesmo sorriso acolhedor e gesto gentil, pois era despido de ambição e vaidade.
 

 
 

Em um de seus aniversários, recebeu como presente um automóvel comprado através da iniciativa das crianças, que arrecadaram, junta à população, uma importância em dinheiro de CR$ 30 mil, necessária para a aquisição do veículo. O carro da marca “Berliet”, oferecido em nome das crianças de Campinas, serviu para o Dr. Mascarenhas atender seus clientes nos arrabaldes e subúrbios, pois dentro da cidade ele preferia sempre andar a pé.

 
 
 

 
Na política, o Dr. Mascarenhas elegeu-se vereador e ocupou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Campinas durante várias legislaturas. Também foi intendente (administrador público da época) de 1905 a 1906 e de 1906 a 1908.

 

 
 

Neste tempo, aliou-se ao grande vulto popular de prestígio e coragem, Álvaro Ribeiro, e ambos iniciaram uma grande campanha a favor da fundação de um hospital exclusivamente para crianças pobres, o Hospital Álvaro Ribeiro, que durante muito tempo esteve presente na Rua São Carlos, na Vila Industrial, e cumpriu o programa traçado pelos seus inesquecíveis e beneméritos fundadores.




O Dr. Mascarenhas dedicou sua vida, sobretudo, ao seu propósito de socorrer aos necessitados e aflitos, amando e servindo as crianças, às quais no início de sua carreira profissional, ele se dirigiu com aquele preceito sublime do Evangelho: “Vinde a mim as criancinhas”.




O Dr. Mascarenhas morreu pobre, no dia 20 de setembro de 1946 e foi sepultado no Cemitério da Saudade, em uma humilde campa.



A Rua Dr. Mascarenhas recebeu este nome em 1923. Anteriormente, chamava-se Rua 7 de Dezembro, para marcar o dia em que foi inaugurado o templo de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Campinas.
 


Essa rua tem em seus limites as ruas Saldanha Marinho e a Avenida Lix da Cunha, e cruza a movimentada Avenida Andrade Neves.




Em seu percurso, encontram-se muitas construções residenciais antigas, algumas funcionando como pensões. Há também a presença de imóveis comerciais, hotéis, clínicas e duas pontes da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.




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Fontes:

Historiador Lucas Camargo
 
ALEXANDRE CAMPANHOLA