domingo, 28 de abril de 2013

RUA BARÃO GERALDO DE REZENDE, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"


QUEM FOI BARÃO GERALDO DE REZENDE?

 

 
Geraldo Ribeiro de Souza Rezende nasceu em 19 de abril de 1846, no Rio de Janeiro. Era filho do Marquês de Valença, senador Estevão Ribeiro de Rezende, e da Marqueza de Valença, Sra. Ilidia Mafalda de Souza Queiroz.
 
Foi fazendeiro em Campinas, onde recebeu a Fazenda Santa Genebra como herança. Também herdou a fazenda Rio das Pedras do avô, e as duas fazendas deram origem ao Distrito de Barão Geraldo.
 
Era conhecido por ser um grande produtor de café do estado de São Paulo e ao mesmo tempo um grande escravocrata. Também era amigo íntimo do imperador D. Pedro II.
 
Foi vereador em Campinas entre 1883 e 1886, pelo Partido Conservador, e deputado geral do Parlmento Nacional, pouco antes da proclamação da república. Após este acontecimento, ele retirou-se da vida pública e passou a se dedicar à cultura do café, passando a ser conhecido como "Barão do café, por excelência". Sua fazenda, na época, era considerada modelo de inovação.
 
Executou algumas atividades filantrópicas sendo um dos maiores benfeitores do antigo Liceu de Artes e Ofícios de Campinas, atual Nossa Senhora Auxiliadora, ao qual doou terras para as necessidades do estabelecimento e contribuiu com elevadas somas de dinheiro para sua manutenção. Também participou da administração da Santa Casa da Misericórdia.
 
Foi o primeiro presidente da Companhia Carril Agrícola Funilense, que se estendia desde o bairro do Guanabara até Cosmópolis, na época, distrito de Campinas. Esta companhia não prosperou e levou o Barão Geraldo de Rezende à falência.
 
A falência também foi resultado dos grandes gastos da família e com seus empreendimentos e, para saldar as dívidas, a Fazenda Santa Genebra foi leiloada. Tal fato levou o fazendeiro a cometer suicídio com veneno, na sede de sua fazenda, em 1 de outubro de 1907.
 
 
 
 
 
A Rua Barão Geraldo de Rezende tem seu início na Avenida Barão de Itapura, no bairro do Guanabara, e estende-se até a Rua José Paulino, na Vila Itapura.
Nesta rua está localizada a Fábrica de Chapéus Cury, fundada por Miguel Vicente Cury, que foi duas vezes prefeito de Campinas e que dá nome a um conhecido viaduto. A Fábrica de Chapéus Cury encerrou suas atividades, em Campinas, em 2012.
 Esta rua também era a rua de entrada do antigo campo do Guarani Futebol Clube, conhecido como Estádio do Pastinho.
 





*Na placa da imagem acima, o sobrenome Rezende está escrito incorretamente. Foto tirada em 2013.







 


 
 
 
 
 
 
 
Fontes:
 

*neste link temos mais informações sobre a histórica Fábrica de Chapéus Cury:
 
 


quarta-feira, 24 de abril de 2013

VENDEDORAS



 



Outro dia, perambulando pelo centro de Campinas, um oculto e talvez insignificante contraste me chamou a atenção, e não pude deixar de analisar: as diferenças que circundam a vida da vendedora que trabalha na loja Casas Bahia, da Avenida Campos Sales, e da vendedora que trabalha em uma das lojas de móveis usados da Rua General Osório, próximo ao Terminal Mercado.
  A vendedora da grandiosa loja mostra-nos as novidades, os lançamentos e as variedades; a vendedora da pequena loja tenta convencer-nos a ficar com o fogão que já foi de alguma dona-de-casa suburbana.
  Uma trabalha uniformizada e risonha; a outra, com o velho jeans esmaecido; uma leva-nos ao computador para fazer crediários; a outra implora por um mísero pagamento à vista; uma divide-se para atender aos vários clientes; a outra fica na porta da loja observando o movimento; uma estuda e se dedica para um dia gerenciar a loja; a outra continuará trabalhando ao chegar em casa.
  E, não obstante os contrastes, uma coisa elas têm em comum: a dignidade.




Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola


 

LEIAM OS POEMAS DO POETA ALEXANDRE CAMPANHOLA NO LINK:

domingo, 21 de abril de 2013

RUA AMÉRICO BRASILIENSE, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros indo para o centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"


QUEM FOI AMÉRICO BRASILIENSE?

 
 

Américo Brasiliense de Almeida Melo nasceu no Rio de Janeiro, no dia 08 de agosto de 1833. Era filho do Dr. Francisco Antônio de Almeida Mello e da D. Felizarda Joaquina Pinto Mello.

Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Franscisco, em 1855. Recebeu o grau de Bacharel, no mesmo ano, e o de Doutor, em 8 de novembro de 1860.
 
Foi deputado provincial de 1858 a 1867, exercendo também o cargo de Presidente da Paraíba e do Rio de Janeiro. 
 
Fundou a Loja Maçônica América, junto com Luiz Gama e Américo Campos, passando a fazer propaganda abolicionista e republicana, e com Saldanha Marinho, Aristides Lobo e outros, participou da elaboração do Manifesto Republicano de 1870.
 
 
Foi também Ministro Plenipotenciário de Estado junto ao governo de Portugal.
 
Foi nomeado o terceiro governador de São Paulo, exercendo o cargo em 1891. Continuou no poder, neste ano, como presidente, em decorrência da Constituição de 1891, que estabelecia o título de presidente ao chefe do Executivo, mas ficou poucos meses no cargo. Enfrentou um período de grandes conturbações e foi quem promulgou a primeira Constituição do Estado. Abandonou o cargo antes de completar o mandato.
 
Elaborou o primeiro projeto da Constituição Federal de 1891. 
 
Américo Brasiliense residiu em Campinas de 1870 a 1874, participando ativamente do processo de criação do colégio "Culto à Ciência", bem como de muitas outras atividades importantes para a propaganda republicana.
 
Américo Brasiliense morreu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 26 de março de 1896, quando ocupava o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.
 
 

 
 
A Rua Américo Brasiliense, no bairro Cambuí, passou a ter este nome em 1955, mediante uma lei municipal. Antes, ela era conhecida com a designação de Rua 4. 

Ela tem seu início na Avenida José de Souza Campos e estende-se até a Rua Coronel Quirino.  
 
 
 
 
 
 
 












Fontes:
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Brasiliense_de_Almeida_Melo

http://www.stf.jus.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=201 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O BUSTO DE HÉRCULES FLORENCE, EM CAMPINAS




Antoine Hércule Romuald Florence nasceu em Nice, na França, em 29 de fevereiro de 1804. Filho de um cirurgião do exército real francês e uma nobre francesa, herdou o gosto do pai pelo desenho.

Foi desenhista, pintor, fotógrafo e litógrafo.

Em 1824, Hércules Florence mudou-se para o Rio de Janeiro onde se empregou como caixeiro na loja de roupas do francês Dillon e, mais tarde, numa tipografia e livraria do senhor Plancher.

Acompanhando a Expedição Langsdorff, em 1825, pelo interior do Brasil, realizou uma série de desenhos e aquarelas nos quais retrata a fauna, a flora, a paisagem e a população dos locais visitados.

Após esta expedição, Hércules Florence começa a escrever um diário completo sobre a viagem científica, que só seria publicado em 1977 com o título de "Viagem fluvial do Tietê ao Amazonas pelas províncias brasileiras de São Paulo, Mato Grosso e Grão-Pará".

Em 1830, o artista muda-se para a Vila de São Carlos, atual Campinas, em São Paulo, onde constitui família e torna-se fazendeiro. Continua a registrar paisagens e as transformações pelas quais passa a região no decorrer do século XIX. Em seus registros por imagens destacam-se o incremento de cana-de-açúcar e café, o trabalho dos escravos no engenhos e as queimadas e derrubadas das matas para plantio.

Ainda em 1830, ele inventa a poligrafia, método de impressão em cores semelhante ao mimeógrafo. Dedica-se a outros processos químicos de reprodução de imagens.

Hércules Florence morreu em Campinas, em 27 de março de 1879.




 








O busto de Hércules Florence está localizado no Largo de São Benedito entre as Ruas Cônego Cipião, Duque de Caxias, Irmã Serafina e Boaventura do Amaral.





 Fotos:

 

 Fontes:

http://www.mamcampinas.com.br/de-1820-a-1829/103-1825-hercule-florence.html

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=2048&cd_item=2&cd_idioma=28555

http://www.algosobre.com.br/biografias/hercules-florence.html

domingo, 14 de abril de 2013

RUA BARATA RIBEIRO, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros se dirigindo ao centro, e se questionou a ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"

 
 
QUEM FOI BARATA RIBEIRO?
 
 
 

Cândido Barata Ribeiro nasceu em 11 de Março de 1843, em Salvador (BA). Filho de José Maria Cândido Ribeiro e Veridiana Barata Ribeiro. Sua família mudou-se para o Rio de Janeiro em 1853. Barata Ribeiro estudou no colégio do mosteiro de São Bento, residindo, por concessão especial, num quarto dessa casa conventual, durante alguns anos.Lecionava um curso de preparatórios para manter-se. Cursou Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tornando-se doutor em Ciências Médicas e Cirúrgicas, em 1867, aos 26 anos de idade.
 
Quando se mudou para Campinas, ele foi nomeado Diretor do Serviço Médico do Hospital de Campinas e fundou a escola para crianças pobres.
 
 Atuando na medicina, Barata Ribeiro foi pioneiro na utilização do raio-x para diagnóstico clínico de osteosarcomas (câncer nos ossos). Desenvolveu estudos sobre o "pé torto de congênito", a tuberculose óssea e articular e as deformidades raquíticas.
 
 
Mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1891, atuou como Presidente do Conselho de Intendentes Municipais.
 
Era abolicionista e republicano. Alcançou o cargo de prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro), em dezembro de 1892. No ano seguinte, foi responsável por diversas melhorias no plano de saneamento.
 
Em outubro de 1893, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, tomando posse no mesmo ano. Teve no ano seguinte a aprovação negada para assumir o Senado da República, pois o consideravam despreparado juridicamente.
 
Em 1899, foi eleito senador pelo Distrito Federal (RJ) e exerceu o mandato até 1909. Nestas atividades políticas não aceitou salário, pois fazia por ideal político e público.
 
Escreveu diversos livros como "Mulheres que morrem", "O Soldado brasileiro", "A Mucama", "O Divórcio" e peças para teatro, destacando-se "O Segredo do Lar", com temática abolicionista encenado em 1872. Em sua homenagem, uma das principais ruas de Copacabana (RJ), recebeu seu nome.

Foi membro da Academia Nacional de Medicina e de várias associações científicas e casado com D. Ana Borges Barata Ribeiro.

Barata Ribeiro faleceu em 10 de fevereiro de 1910, na cidade do Rio de Janeiro, aos 66 anos e foi sepultado no cemitério São João Batista, em Botafogo.






A Rua Barata Ribeiro situa-se no Vila Itapura, em Campinas. Seu início ocorre na Rua Dona Libânia (na altura da CPFL) e seu término na Avenida Barão de Itapura (na altura do Instituto Agronômico de Campinas), no bairro do Guanabara. Ela tem a extensão de aproximadamente 600 metros e nela existem muitos restaurantes, prédios comerciais, estacionamentos, e, principalmente, a igreja São Paulo Apóstolo.


















Fontes:

http://www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=33&cod=23525

http://www.stf.jus.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=217

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com.br/2008/06/personagem-cndido-barata-ribeiro.html 


domingo, 7 de abril de 2013

HUMILDE RESIDÊNCIA





Ontem enquanto me dirigia ao Terminal Mercado, em Campinas, passei defronte a uma loja que, naquele instante, tentava atrair os populares ao som de Michel Teló, cuja música falava de humilde residência, cama quebrada, ausência de cobertor, e aquela coisa toda.
Ao chegar ao meu destino e me situar na plataforma referente ao ônibus que pegaria, lá estavam aquelas pobres figuras que há tempo tenho visto.
   Em um cantinho esquecido do terminal de ônibus, alguns sem-tetos têm vivido há vários meses, configurando uma misérrima sociedade. Sempre juntos, lá eles dormem e passam os dias, conversando, bebendo, observando as idas e vindas dos trabalhadores de Campinas. É um espaço só deles, onde não predominam camas quebradas, mas um rígido leito de papelão. Onde os cobertores são rotos e poentos, mas o suficiente para mantê-los aquecidos, algumas vezes. Onde não se quer fazer amor, mas recebê-lo, que seja a mínima atenção que lhes reforce a esperança.
Há residência mais humilde do que aquela cujo teto é iluminado com as estrelas do céu?




Crônicas de Campinas

Alexandre Campanhola







 
 
 
 






LEIAM OS POEMAS DO POETA ALEXANDRE CAMPANHOLA NO LINK:
http://sitedepoesias.com/poetas/Alexandre+Campanhola
 



sábado, 6 de abril de 2013

POEMA DEDICADO AO COLÉGIO "CULTO À CIÊNCIA"






 
 
 
Ao colégio “Culto à Ciência”

 
 
Cauto vacila o passo solitário

Em doce anelo de um viver bendito,

Posto curvado, a só, ante este templo

Que reverência pede no fragor

De pórticos augustos “Vinde a mim”!

Ressoa n`alma um clamor que profuso,

Ao longo projeta uma nova aurora,

Em que viceja nos doirados sonhos

A velha crença de adejar mais alto.

 

Desdobra-se o pendão de mil amores,

Uma página no brasão em fogo

Avança com ruído forte! É cansada

Que a lira agarra suas mãos altivas,

Quer ser nutrida no afinar das cordas,

Dilata o peito num amor bem santo!

 

Quem não ama? O imortal paraíso

Onde os ramos de vida mais pululam.

O gênio da mocidade que inspira

Frias cabeças de cismar incertos;

Onde povoam – juvenis risadas –

Como um bosque feérico d`arcanjos

Tão ideal. Cria-se um novo mundo

Com os vetustos versos de seus lábios,

Que manso diz - amor, saudade – e apura

O alegre voo da pomba bisonha.

 

Há de florir quem perpassar seus campos,

Embevecido ao descobrir seus raios,

Que acorda em afago a existência amarga.

Colhe os louros no jardim querido,

Ó ser ditoso no frescor das sombras,

Defronte a face maternal que ri!

Vai ser um Deus ao seu amado filho,

Sonhando a glória no clemente trono

O altar quem é? – sua benção paterna.

 

Dá-se uma gota ao viajor perdido

No ermo adusto que os caminhos abrasa,

E um lago claro se esparge alteroso,

Em cujos reflexos de alvor gentil

Tanta ventura vestirá os planos.

 

Dá-se uma gota à alma ressequida,

Semeia um grão no solo vaporoso,

E quantos frutos vão buscar o eterno,

Vão alentar a inepta humanidade!

 

Que seja o fado tão igual p`ra todos!

Afoga o pranto uns olhares saudosos,

Quando o silêncio qual noturno manto,

Torna deserta uma vereda inteira.

É cauto o passo sobre as folhas secas,

Onde dançando a viração desmaia.

Qu`inda a donzela suspire os arcanos,

E venha o enlevo perfumar a tarde!

Que junto esteja do amoroso moço,

Quando um poema ser gritado a longe.

Nos pátios cante a juventude amiga,

Que o corredor lhe possa unir em laços,

A verde quadra e um porvir brilhante!

E no intervalo da estação dos sonhos,

Diga o mancebo que sua alma enfrenta,

Qualquer procela p´ra seguir avante,

Qual um Colombo de fulgor nos olhos!

 

Num século regou estas campinas,

Olimpo – onde se acendem sóis vindoiros –

Varrei, senhor tempo, suas idades

- Que vá brilhar este astro no infinito!

 

Imortais gemidos, talentos d`alma

Habitam o seio de seu piano

Que dorme, mas num sono esplendoroso

Quais foram seus atletas, seus guerreiros,

Desatando os elos do triunfo!

Fremeu com emoção o seu ginásio

E no parnaso do teatro ilustre,

Reinou com suas bagas a utopia.

O cristo inda vela – é ubíquo broquel –

A extrema solidão no seu repoiso,

Assim como abençoa seus pastores

Soltando as asas – monsieur Dumont –

 

O brando fado alveje sua origem.

Ó braços sempre abertos à esperança.

Rastros da imorredoura saudade!

 
 
 
                                                                                                     Campinas 30/07/2004
 
 
 
 
Poema de Alexandre Campanhola para o livro "Monotonias da Noite"
 
 
OUTROS POEMAS DO POETA ALEXANDRE CAMPANHOLA SÃO ENCONTRADOS NO LINK:
 

domingo, 31 de março de 2013

A GRAVURA DO DR. L.L. ZAMENHOF, EM CAMPINAS


Ludwik Lejzer Zamenhof nasceu em 15 de dezembro de 1859, na cidade de Bialystok, na época pertencente ao império russo, mas atualmente pertencente à Polônia.

Foi um oftamologista e filólogo judeu polonês.

Quando vivia em Bialystok, nesta cidade o uso de diversas línguas era comum, embora gerasse muitas dificuldades de compreensão entre as várias culturas. Tal situação, motivou Zamenhof a desenvolver um novo idioma denominado Esperanto, em um processo longo e trabalhoso, como forma de resolver o problema.

Em 1887, com ajuda econômica de seu cunhado, ele publicou um manual intitulado Internacia Lingvo ("Língua Internacional", em esperanto) com o pseudônimo de Doutor Esperanto, palavra que acabou por se converter no nome de sua criação. Em pouco tempo o novo idioma ganhou muitos adeptos superando outro idioma planificado, na época, o volapuk, criado em 1879.

Em 1905, aconteceu o primeiro Congresso Universal de Esperanto, em Bolonha-sobre-o-Mar, na França, reunindo quase mil pessoas.

Em 1906, foi fundado no Brasil o primeiro grupo esperantista, o Suda Stelaro em Campinas, 19 anos após o surgimento da língua.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial, os adeptos do esperanto foram perseguidos pelos ditadores da época, e Zamenhof teve sua família dizimada.

Após o período de guerra, a língua passou a ser reconhecida para e educação, ciência e cultura por orgãos como a UNESCO e sua popularização só aumentou com a ascendência da Internet.

O doutor L.L. Zamenhof morreu em Varsóvia, na Polônia, em 14 de abril de 1917.


O Esperanto é empregado em viagens, correspondências, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio. Alguns sistemas estatais de educação oferecem cursos opcionais de esperanto, e há evidências de que auxilia na aprendizagem dos demais idiomas.














A gravura do DR. L.L. Zamenhof, criador da língua Esperanto, está presente na praça Napoleão Laureano, no bairro do Botafogo, em Campinas, paralela à Rua Delfino Cintra.


















Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwik_Lejzer_Zamenhof

http://pt.wikipedia.org/wiki/Esperanto

sábado, 30 de março de 2013

RUA MARIA MONTEIRO, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila Itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros se dirigindo ao centro, e se questionou a ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"



QUEM FOI MARIA MONTEIRO?

 
 
Maria Monteiro nasceu no dia 16 de janeiro de 1870, em Campinas. Filha do professor de música e organista Francisco Monteiro e de Joaquina Leopoldina Andrade Monteiro, era prima distante do maestro Carlos Gomes.
 
Ainda pequena já demonstrava vocação musical e tinha o apelido de Zica. Estudante dedicada, iniciou os estudos musicais em Jundiaí. Depois, teve aulas no Colégio Florence, em Campinas. Na adolescência, cantava em coros da igreja e na escola. Ao representar a personagem bíblica Verônica que limpou a face de Cristo no calvário, durante procissão do senhor morto, Maria Monteiro foi vista como uma garota de talento.
 
Sua voz ecoou em 8 de dezembro de 1883, na festa de inauguração da Matriz Nova de Campinas. Ela tinha apenas 13 anos e foi elogiada em texto publicado na Gazeta de Campinas.
 
Maria Monteiro encantou até o imperador D. Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, em 1886, numa apresentação na escola, como parte da programação oficial para recepcionar o casal real.
 
Após ganhar uma bolsa de estudos, por iniciativa da imperatriz, a garota estudou em conservatórios italianos
formando-se em maestria e artista de canto. Em milão, ficou sob a proteção de Carlos Gomes e estudou canto lírico, no Real conservatório, mesmo lugar onde o primo tinha recebido o diploma de maestro. Em 1889, iniciou sua carreira profissional, com estreia no teatro de Peruggia, na ópera Mefistófeles, de Arrigo Boito.
 
Maria Monteiro bilhou e conquistou palcos de outros países, como Itália, França, Inglaterra e Espanha, nas óperas Carmem e Cavalaria Rusticana.
 
Casou-se com o rico comerciante italiano Ermenegildo Grandi, abandonando a carreira para dedicar-se ao lar, como era vontade do marido.
 
 
Maria Monteiro morreu no dia 13 de fevereiro de 1897, aos 27 anos de idade, vítima de infecção na garganta e comprometimento nos pulmões. Foi sepultada no cemitério Stagliano, perto de Gênova, na Itália.
 
Nos degraus do túmulo de Carlos Gomes, em Campinas, foi colocada uma efígie desta grande cantora.
 
 


 
 


A Rua Maria Monteiro, no bairro do Cambuí, era denominada antes Rua São Miguel. Em 30 de maio de 1923, passou a se chamar Rua Maria Monteiro em homenagem a primeira cantora lírica do Brasil.
 
 
 

 
 
 




 

Seu início é nas proximidades da Praça Augusto Cézar e sua longa extensão faz com que seu término seja na Avenida Orosimbo Maia.

Diversos empreendimentos comerciais e edifícios residenciais estão presentes em sua extensão.

 
 
 
 
 
 






Fontes:
 
 



domingo, 24 de março de 2013

RUA FALCÃO FILHO, EM CAMPINAS


Continuando o trabalho que foi realizado no ano passado em meu outro blog "Um poeta", farei uma breve biografia sobre os personagens que dão nome às ruas e avenidas do centro de Campinas e, em cada postagem, uma personalidade será homenageada. Agora, destacarei as ruas dos bairros próximos do centro como Cambuí, Botafogo, Vila itapura e Guanabara, pois certamente você já passou por alguma rua destes bairros se dirigindo ao centro, e se questionou ao ver o nome da rua ou avenida: "Quem foi esta pessoa?"



QUEM FOI FALCÃO FILHO ?





Clemente Falcão de Souza Filho nasceu em 18 de outubro de 1834 em São Paulo-SP.

Recebeu primorosa educação, não somente literária como também artística  e mesmo física. Assim, além de versado nas letras clássicas, e conhecendo a fundo todas as disciplinas da instrução secundária, sabia música, tocava piano com maestria e conhecia a dança, o desenho, a esgrima e a natação.


Foi  advogado, um dos fundadores e primeiro Presidente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, lente da Faculdade de Direito de São Paulo e patrono da cadeira 38 da Academia Paulista de Letras tendo publicado alguns livros referentes à área do Direito.







Relatos afirmam que Falcão Filho foi ligado a uma sociedade secreta denominada "Bucha", que adotava práticas da Ordem dos Iluminados de Weishaupt, na Alemanha, e da Maçonaria.

Sob a presidência de Falcão Filho, foi concluída a linha da Companhia Paulista de Estradas de Ferro até Campinas, em 11 de Agosto de 1872.


Falcão Filho faleceu em 4 de abril de 1887 em São Paulo-SP.






A Rua Falcão Filho tem seu início na Rua Marechal Deodoro, nas proximidades do Mercado Municipal, o "Mercadão" e se prolonga até a Rua Delfino Cintra. Trata-se de uma rua de pequena extensão, mas que liga a região dos terminais do "Mercadão" à região da Avenida Barão de Itapura.
A Rua Falcão Filho situa-se no Bairro do Botafogo.



























 
Fontes:

http://www02.us.archive.org/stream/s3academiadeso00nogu/s3academiadeso00nogu_djvu.txt
http://www.jbcultura.com.br/gde_fam/pafn241.htm#6310
http://www.fundacaoromi.org.br/fundacao/cultura.php?foto=ah_ferrovia&area=cultura&p1=3&p2=21&p3=65&id_ah_ferrovia=1


segunda-feira, 18 de março de 2013

O BUSTO DE JÚLIO DE MESQUITA, EM CAMPINAS





Júlio César Ferreira de Mesquita, nasceu em Campinas, em 18 de Agosto de 1862, filho de pais portugueses. Há um mistério sobre seu batizado, pois embora consta que teria ocorrido em Campinas, existem versões que alegam que Júlio de Mesquita teria sido batizado em Santa Bárbara um ano antes. Este batismo, segundo pesquisadores, teria sido forjado para que ele pudesse entrar na Faculdade de Direito antes da idade requerida, mas existe uma outra hipótese: os Mesquitas seriam de origem israelita, ou cristãos novos, e o batismo em outra cidade seria uma forma de não encontar resistência social na cidade onde viviam.

Júlio de Mesquita foi aos três anos de idade com os pais a Portugal para fazer os primeiros estudos. Ao regressar, estudou em Campinas , nos colégios "Caldeira Morton" e "Culto à Ciência". Estreou nas letras com o conto " Um lindo Natal", publicado no " Almanaque popular" de Campinas, em 1877.
 
 
Foi apoiado por sua família nos estudos e formou-se pela escola do Largo de São Francisco de Direito, em 1883.
Foi casado com Lucila de Cerquiera César, filha do senador José Alves de Cerqueira César e Maria do Carmo Salles, irmã de Campos Salles e tetraneta de Barreto Leme, fundador de Campinas. O casal teve doze filhos.

Deixou a carreira de advogado, onde trabalhou no escritório do Dr. Francisco Quirino dos Santos, pela intensa paixão que tinha pelo jornalismo e pela política. Tornou-se vereador de Campinas, secretário do primeiro governo provisório republicano de São Paulo, deputado à Constituinte paulista, senador estadual e deputado federal, fazendo parte da Comissão de Justiça da Câmara. Em 1909, foi elevado ao posto de Líder da Maioria.

No jornalismo, Júlio de Mesquita gerenciou o jornal A Provincia, fundado por adeptos do Partido Republicano. Nas mãos de Mesquita o jornal ganhou importância nacional. Em 1891, Júlio de Mesquita assumiu a direção de " O Estado de São Paulo", dando início a dinastia que hoje controla o jornal e também a empresa. Quando rompeu relações com Campos Salles, em 1927, o jornal perdeu acionistas, e Júlio investiu na compra de suas ações, e pôde posteriormente orgulhar-se por ter um jornal livre, sem qualquer vínculo partidário. Nas páginas de seu jornal, apresentou suas ideias referente à política, sua postura a favor do voto livre e da democracia. Foi amigo e seguidor das ideias de Ruy Barbosa e editor da série de reportagens de Euclides da Cunha. Em 1924, durante a revolução, foi preso e a circulação do jornal suspensa.

Conquistou o título de " Príncipe dos Jornalistas Brasileiros".





No dia 15 de Março de 1927, em São Paulo, Júlio de Mesquita morreu aos 65 anos de idade devido a problemas pulmonares. Ele está enterrado no Cemitério da Consolação em São Paulo.













O busto de Júlio de Mesquita está presente na Praça Imprensa Fluminense, no Centro de Convivência, no bairro do Cambuí.





















Fontes: