sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

🗄️📂 ARQUIVO ESPECIAL: Uma Torre Eiffel em Campinas?

 Sim. Campinas já teve a sua Torre Eiffel e no mesmo ano em que a original foi inaugurada. 


A Torre Eiffel francesa foi inaugurada no dia 31 de março de 1889, como uma peça central da Exposição Universal do mesmo ano, uma feira mundial para celebrar o centenário da Revolução Francesa. Em Campinas, nada havia para comemorar naquele ano. 

O verão de 1889 foi trágico e assombroso para a população campineira. Uma epidemia de febra amarela assolou a cidade. Várias pessoas adoeceram aos poucos e o número aumentou rapidamente. Às primeiras vítimas fatais, logo somaram-se centenas. 

Nos meses de abril e maio daquele ano, chegaram a morrer por dia de 25 a 40 pessoas. No dia 18 de abril, por exemplo, morreram 58 pessoas. Entre fevereiro e junho de 1889, mais de 400 pessoas faleceram na cidade e milhares de habitantes fugiram (cerca de três quartos da população). 

Para se ter uma ideia da gravidade da epidemia, sabe-se que em 1871, Campinas possuía cerca de 10 mil habitantes na área urbana e 23 mil na área rural. Em 1889, contabilizou-se de 3 a 5 mil moradores. Dos 27 médicos que clinicavam, apenas 3 permaneceram na cidade durante o surto da doença.

Presume-se que das 3 mil pessoas que teriam permanecido na cidade, 2 mil teriam sido atingidas pela febre e, destas, 1200 teriam morrido. Os principais atingidos foram os imigrantes italianos e portugueses.

Quando a epidemia foi controlada em julho daquele ano, havia muitas crianças órfãs que foram abrigadas no prédio do Asilo de Órfãs, que existia no hospital da Santa Casa de Misericórdia de Campinas.

Em 29 de setembro de 1889 teve início em Campinas uma grande quermesse, que foi realizada nos jardins da atual Praça Imprensa Fluminense, o Centro de Convivência, em prol das obras do Asilo de Órfãs. 


O evento que teve início das 4 horas da tarde e foi organizado por uma comissão composta por destacados cidadãos da sociedade campineira: Augusto César do Nascimento (Presidente da Comissão), João Duque (tesoureiro, da Casa Notre Dame de Paris), Dr. Alfredo Pujol (secretário), Dr. Tomás Alves, Dr. Vieira Bueno, Luis de Pádua Machado, Leopoldo Amaral, e os diretores dos três jornais da cidade (Diário de Campinas, Correio de Campinas e Gazeta de Campinas).

As damas da sociedade campineira, promotoras da quermesse, fizeram o trabalho de “sensibilizar as almas” caridosas em prol do Asilo de Órfãs. Havia no jardim 16 pavilhões, imprensa, barraquinhas que vendiam chops, cognac, cafés, frutas, flores, jornais, bibelôs, prendas, etc. As barraquinhas eram muito elegantes, todas pintadas e decoradas com capricho com colchas e panos de cores variadas.

Havia a barraca da Imprensa, toda forrada de jornais por dentro e por fora, e com caixas de tipos para a impressão do Jornal da Kermesse; havia, também, barracas dedicadas às nações de onde Campinas tinha imigrantes, como Portugal, Alemanha, Itália...

Todas as sociedades de música estavam presentes. À noite, o jardim foi iluminado a gás, luz elétrica e lanternas de papel. 

Dentre as prendas e donativos para a quermesse, que eram em grande número e provenientes das mais distintas origens, destacaram-se as peças de porcelana européia ofertadas pela Princesa Isabel e pelo Conde D’Eu. As peças, duas jarras, foram arrematadas pelo Major Antonio Luis Rodrigues e Albino José Barbosa de Oliveira Junior, que despenderam pelas peças 551 e 120 mil réis, respectivamente. 

Também, segundo o jornal Diário de Comércio, um dos itens vendidos na quermesse foi o cachimbo do Sr. Mallefatti, arquiteto da Torre Eiffel. Aquela de Paris, teve como arquitetos Maurice Koechlin e Émile Nouguier. Mas, naquela quermesse de 1889, Campinas também teve uma Torre Eiffel.

🗼 Um dos atrativos da quermesse foi uma réplica da Torre Eiffel de Paris. A torre de Campinas foi construída com madeira, seis meses após a inauguração da original. A torre possuía vinte metros de altura. No seu topo havia um gracioso lanternim, que fulgurava à noite um grande foco de luz elétrica.  

Certamente, a novidade atraiu grande público que queria estar diante da réplica da estrutura mais alta naquela época feita pela humanidade.

Também foi construído para o evento e exposto naquela quermesse o Chalet Lidgerwood, sendo a fábrica uma das mais importantes da cidade naquela época.


O evento, encerrado em 13 de outubro de 1889, auferiu um produto líquido de 27:057$810, com o qual foi possível finalizar as obras para que o Asilo de órfãs pudesse funcionar como internato.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 


Fonte:


🔍 https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Torre_Eiffel


🔍 Licurgo do Santos Filho, citado em Revista do Instituto Adolfo Lutz


🔍 https://museudaimigracao.org.br/.../hospedaria-em...


🔍 A febre amarela em Campinas no Século XIX - Profa. Dra. Cristina Brandt Friedrich Martin Gurgel


Docente da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e membro do 

Grupo de Estudos História das Ciências da Saúde da FCM, Unicamp


🔍 CARIDADE E PODER: A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Campinas 

(1871-1889)


Leila Alves Rocha 


Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação do Departamento de Política e 

História Econômica do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, para a 

obtenção do título de mestre.


🔍 https://www.facebook.com/share/p/jvLkMGixV9UG2Abv/?mibextid=oFDknk


🔍  Jornal "Diário de Notícias" do Rio de Janeiro, edição do dia 01/10/1889


🔍 Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, edição do dia 02/10/1889

📸 Biblioteca Digital Luso-Brasileira

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

📂🗄️ ARQUIVO ESPECIAL: A fábrica de Lápis Campineira

Dá para imaginar que Campinas já teve até uma fábrica de lápis?

No dia 29 de janeiro de 1924, foi fundada em Campinas a Indústria Nacional de Lápis A. O. Maia & Cia, na Rua Major Sólon, bairro Cambuí.  O prédio da fábrica foi um projeto do engenheiro Hoche Neger Segurado. 


A fábrica surgiu através de uma sociedade entre dois grandes empreendedores de Campinas, Adalberto Maia e Joaquim Gabriel Penteado, o Joá Penteado, que passou a investir na fábrica a partir de 1926. 

Antes de fundar a fábrica, Adalberto Maia trabalhou na Casa Genoud, que ficava na esquina da Rua César Bierrenbach com a Rua Barão de Jaguara. Neste estabelecimento, a maioria dos itens vendidos eram importados, e foi então que Adalberto e outros campineiros tiveram a ideia de produzir lápis no Brasil. 


Adalberto Maia teve a ajuda de Lafayette Arruda Camargo, Antão de Souza Moraes, Paulo Decourt, Antão de Paula Souza, João Francisco de Almeida, Maria Eugênia de Oliveira Freitas, Rogério de Freitas, João Keating e Gustavo Roberto Sobrinho para constituir a empresa. 

Até a esposa de Adalberto, dona Albertina, contribuiu, vendendo salgadinho para no ajudar no orçamento da família naquela época difícil, quando o marido viajou para a Europa em busca de equipamentos.

Após ser equipada com maquinário trazido da Alemanha, as atividades da fábrica passaram a acontecer regulamente dois anos depois, em 1926. 


No início, a empresa fabricava com a marca John Faber e havia uma sociedade com Luiz Faber. Mais tarde, quando o conde Roland Von Faber-Castell assumiu o negócio, após aquisições e fusões, usou-se a denominação Faber-Castell.

Os primeiros lápis brasileiros saíram das oficinas da fábrica entre o final de 1924 e o início de 1925. O nome dado aos primeiros lápis brasileiros foram vários: Uranus, Genoud, Escriptório, Pharol, Ypiranga. 

A Indústria Nacional de Lápis A. O. Maia & Cia contava com cerca de 150 funcionários e ocupava uma área de 7 mil metros quadrados. Havia pavilhões onde estavam instaladas as seções de fabricação dos produtos, desde o preparo do grafite e da madeira, até o envernizamento, marcação e acondicionamento.

A fábrica produzia uma grande variedade de lápis de todas as qualidades e aplicações. Além de lápis, eram produzias canetas de todos os modelos e lapiseiras elegantes. Também produzia seus itens de forma personalizada para presentes e como artigos de propaganda.

Sua produção atendia o Estado de São Paulo, e os estados do norte e do sul do país. A fábrica apresentava uma rápida expansão naquela década contribuindo para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Em 1930, a fábrica de lápis campineira associou-se a uma das principais fábricas de lápis do mundo, a J.S Staedtler.

Com o tempo, Adalberto Maia e outros sócios deixaram o negócio. Adalberto voltou a Casa Genoud e atuou em outros ramos. Ele faleceu no dia 26 de setembro de 1947.  

A Indústria Nacional de Lápis A. O. Maia & Cia ainda teve seu nome alterado para L.Faber & Cia Ltda, antes de ser incorporada a Johann & Faber, a qual havia se fundido com uma fábrica que surgiu na mesma época da fábrica de Campinas, com a denominação H. Fehr, sendo propriedade do suíço Germano Fehr, e que ficava na cidade de São Carlos.


Em 1947, no local onde funcionava a fábrica de lápis campineira foi instalada a Dako, fundada por Joá Penteado no dia 16 de novembro de 1935. 


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 


Fonte:


🔍📸 Pesquisa de Jane Durlin


🔍 http://www.emdec.com.br/.../portalemdec/pt-br/site.php...


🔍 📸 Blog Pró-Memória de Campinas 


📸 Jornal Hora Campinas


🔍 Página Campinas de Outrora

🎨 MUSEU CAMPINAS: Túmulo da família Milani

 O túmulo da família Milani fica no Cemitério da Saudade, que é um verdadeiro museu a céu aberto. 

É um dos primeiros túmulos vistos, quando se entra no cemitério, e um dos mais admiráveis, tamanha a beleza e riqueza das obras de arte nele presentes.

Não é possível falar da família Milani sem mencionar o nome de José Milani, ou melhor, Giuseppe Milani, o fundador da Companhia Gessy Industrial, que hoje pertence ao grupo Unilever.



Giuseppe Milani nasceu no dia 17 de maio de 1869, em Rossano Veneto, Vicenza, na Itália.

Ele tinha o ofício de sapateiro na Itália e chegou ao Brasil com as primeiras levas de imigrantes italianos. No país, Giuseppe ou José Milani abriu uma importadora de produtos de limpeza. 


Em 1887, ele comprou uma pequena fábrica de sabão, em Valinhos. Após se associar ao químico Ettore Manarini.Juntos, eles iniciaram a produção de sabonetes em Valinhos, que veio a ser a fábrica José Milani & Cia. Em duas décadas, ele viu seu negócio multiplicar a produção, o que lhe permitiu expandir seus pontos-de-venda e lançar novos produtos.


Em 1913, ele lançou o sabonete Gessy, que fez tanto sucesso a ponto de batizar toda uma linha de produtos de higiene pessoal, e mudar nome da empresa, na década de 1930. 


Ainda neste década, a empresa de José Milani entrou no ramo alimentício, produzindo gordura de coco e óleos de oliva e amendoim.


Em 1932, a empresa tornou-se sociedade anônima, e chamava-se Companhia Gessy Industrial. E, com o surgimento de uma forte concorrente, a Irmãos Lever, a empresa de José Milani, que cresceu por cerca de 30 anos sem anúncios, passou a investir intensamente em publicidade.


Ao longo de sua história, a Gessy chegou a dominar 80% do mercado de sabonetes no país. Em 1960, a marca foi vendida para a Unilever e voltou ao mercado em 2022, após 15 anos.


Giuseppe Milani faleceu no dia 29 de agosto de 1943,  em Campinas.


✍️ 📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 


Fonte:


📸 https://www.facebook.com/share/19RC33Brpo/

👉 Acervo: Unilever Brasil - fotografado da original pelos membros da APHV (Associação de Preservação Histórica de Valinhos) em visita ao museu da Unilever em Valinhos, restaurada digitalmente em alta definição.


🔍 https://oriundibrasile.blogspot.com/.../historia-144-far...


🔍 https://www.terra.com.br/.../sabonete-gessy-volta-ao...


🔍 Referência: Allan Pietri

O COLÉGIO PERSEVERANÇA

 O Colégio Perseverança foi fundado no dia 5 de março de 1860 por Antônio Ferreira Cesarino e sua esposa Balbina Gomes da Graça, ambos negros, na Rua Alecrim, número 01.

Foi uma conceituada instituição de ensino, uma das mais antigas de Campinas, e uma das poucas, dentre aquelas que surgiram posteriormente, dedicadas à alfabetização da população negra. Também funcionou como externato. Era um colégio dedicado à educação de meninas e moças. 

Antes de fundar o Colégio Perseverança, Antônio Cesarino foi aluno de música de Manoel José Gomes, o pai de Carlos Gomes. Também trabalhou na Fazenda de João Francisco de Andrade, e quando saiu de lá, exerceu a profissão de carpinteiro, música e alfaiate.


Na época em que era alfaiate, Antônio Cesarino estudava à noite e obteve um diploma de professor. Sua esposa, Balbina Gomes da Graça também era alfabetizada. 

O Colégio Perseverança dedicou-se à educação de meninas negras, de órfãs e pobres, que estudavam com o apoio de bolsas financiadas pela subvenção da Intendência Municipal.

Também era frequentado por alunas brancas de famílias abastadas, durante a tarde. A mensalidade recebida com a educação destas alunas, permitia a manutenção da instituição, e que o conceituado professor Antônio Cesarino proporcionasse ensino noturno às mulheres escravas e negras.

A primeira gestão do externato foi feita por Balbina Gomes da Graça Cesarino. Além de diretora, ela era professora e lecionou no colégio. Mais tarde, O colégio foi dirigido pela dona Bernardina Gomes Cesarino, filha mais velha de Antônio Cesarino. Neste colégio eram ministradas aulas de Primeiras Letras, Matemática, Português, Francês, História, Geografia, Costura, Desenho, Canto e Dança.



Outro ensino que era priorizado no colégio era para formação de excelentes donas de casa, que após o casamento, fossem hábeis na gestão doméstica. Além do ensino que aprimorasse os atributos femininos, de acordo com os padrões da época. 

O Colégio Perseverança foi elogiado até pelo imperador Dom Pedro II, em sua visita há alguns estabelecimentos de ensino de Campinas, no ano de 1875, embora ele tivesse atribuído à propriedade do local a um casal pardo, não admitindo que eram negros.

Neste ano, o colégio possuía 50 alunos, algumas delas, pertencentes a importantes famílias da cidade, que pagavam altas mensalidades. O quadro docente, além de Antônio Cesarino e a esposa Balbina, era composto pelas filhas do casal: Amância, Bernardina e Balbina.

O colégio participou da formação de muitos campineiros e nele lecionaram notáveis personalidades, como Leopoldo Amaral, grande jornalista, historiador e cronista da cidade, que se lecionou no externato, e Amador Florence, o filho mais velho do primeiro casamento de Hércules Florence. Ele  tornou-se professor de Latim, Francês e Desenho no Colégio Culto à Ciência.

Segundo consta em sua história, Colégio Perseverança foi reaberto em um novo endereço, anos depois da sua fundação, e ficava em frente ao passeio público, atual Praça Imprensa Fluminense, que era um dos lugares mais higiênicos e aprazíveis desta cidade, na antiga Rua do Comércio, atual Rua General Osório, no número 56.

Em 1869, durante a gestão de Amância e Bernardina, filhas de Antônio Cesarino, o Colégio Perseverança passava por dificuldades financeiras, e foi solicitada junto à Câmara Municipal isenção de impostos, pedido que foi repetido em 1873.

Alguns fatores que causaram a crise financeira no colégio foram as instabilidades econômicas que o país passava e algumas mortes na família Cesarino. 

O Colégio Perseverança existiu até o ano de 1876, mas há informações de que fim das atividades da instituição foi em 1885.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 


Fonte:


🔍📸 https://www-geledes-org-br.cdn.ampproject.org/.../per.../...


🔍 https://www.facebook.com/share/p/1Ch3bstdX7/


🔍 As narrativas e os arranjos da terminologia racial no período escravista brasileiro: o caso de Antônio Ferreira Cesarino

🌸 NOSSA ALTA SOCIEDADE: Vó Rosa

 A Vó Rosa era uma daquelas figuras populares do centro de Campinas.


🌷 Sempre frequente nas calçadas movimentadas, sentada sobre um pedaço de jornal e com algumas rosas nas mãos, a Vó Rosa às vezes era vista alegre, sorrindo à toa e sem razão aparente, mas às vezes estava chorando e pedindo socorro. 

🌼 Lázara Alves de Jesus, a Vó Rosa, assim como o fundador da cidade Barreto Leme, veio de Taubaté. Quando ela mudou-se para Campinas tinha 46 anos de idade. 

🥀 Na nova cidade ela logo sofreu uma infelicidade, ficando viúva e com um casal de filhos para criar, sendo que o menino tinha uma doença mental.

🌺 Diante desta situação, ela começou a procurar emprego, mas não conseguia nada e teve que pedir esmolas para sobreviver. 

🌸 Posteriormente, a velhinha das rosas, como era conhecida no centro de Campinas, passou a vender flores que comprava a 190 e vendia a 200 cruzeiros, na época em que tinha 66 anos de idade.



👉 Alguém conheceu este tipo popular do centro campineiro ou sabe de mais informações sobre ela?


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor 


Fonte:


🔍📸 Jornal Correio Popular


📸 Marcia Cravero

Acervo: Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink 



📖 NOSSA ALTA SOCIEDADE é o título dado pelo jornalista Moacyr Castro a uma crônica sobre os chamados "ditos populares", figuras do universo cotidiano de Campinas.

"Eram os maiores amantes da cidade. Jamais ouvi de qualquer um deles um gesto, uma expressão, contra Campinas. Também eram os que mais conheciam nossas ruas, praças, avenidas, becos, cantos e antros. Para muitos, eram loucos. Pela distância do tempo, sinto que eram loucos por esta terra, esses grandes conhecedores da alma campineira e dos campineiros. Palmilhavam Campinas inteira, dia e noite, sempre transbordando a alegria de viver aqui e com os que aqui viviam."


- Moacyr Castro -


COLÉGIO ATENEU PAULISTA

O Colégio Ateneu Paulista foi fundado pelo Dr. Álvaro Ribeiro, em setembro de 1921, e autorizado a funcionar no dia 01 de maio de 1922 por portaria da Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo.



A instituição foi Instalada no prédio do Solar do Barão de Ibitinga, esquina da Rua Quatorze de Dezembro com a Rua Doutor Quirino. Era uma área de cerca de 45 mil metros quadrados, arborizada, com uma bela praça de esportes.

A construção era constituída de três edifícios com um total de 18 salas de aula, administração, biblioteca, gabinete dentário, salão de barbeiro, salão de conferências, refeitórios, auditório, dormitórios, enfermaria e instalações para os alunos internos.

Seus primeiros diretores foram os senhores Álvaro Ribeiro, Antônio J. Ribeiro Júnior, Jorge Nogueira Ferraz e Adhemar Fonseca Ribeiro. 



Em 1950, foi fundada no próprio colégio a Escola Normal Livre Ateneu Paulista. O colégio funcionava em regime de internato e externato.

Em 1970, o colégio passou para a tutela do Estado, retomando suas atividades com o nome de Colégio Estadual Aníbal de Freitas. 

Em 1976, o prédio onde existia o Colégio Ateneu Paulista foi demolido. 





Desde 1976, O antigo Colégio Estadual Aníbal de Freitas localiza-se na Rua 01 de Março, nº 38, no Jardim Guanabara, e seu atual nome é Escola Estadual Professor Aníbal de Freitas.



No dia 13 de agosto de 1929, Álvaro Ribeiro, fundador do colégio, sofreu um mal súbito nas dependências da instituiçao. Ele havia discutido com um aluno interno rebelde da cidade de Socorro, que junto a outros alunos faziam algazarra no refeitório. Álvaro Ribeiro só teve tempo de levar as mãos ao peito e lamentar com aqueles garotos: ‘Vocês estão me matando!’. Depois, ele caiu e faleceu.


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor


Fonte:


🔍 Centro de Memória da Unicamp 

🔍📸 Blog Pró-Memória de Campinas 

📸 https://caheisablogger.blogspot.com/.../e-banda-passou...

📸 Página Campinas de Antigamente



Imagine passear novamente pelas ruas movimentadas de Campinas, sentir o cheiro dos doces da Padaria Orly, ler sobre lojas como a Muricy, Rua Treze de Maio, e se emocionar com as histórias de uma juventude cheia de sonhos, amizades e descobertas.



📖 “Quando Campinas Era o Mundo” é um mergulho em memórias reais que vão despertar em você aquela saudade gostosa de uma época que jamais voltará.


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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

😢 HORA DA SAUDADE


Década de 1920. Villa Industrial Football Club 


⚽ Esta história vem do fundo do baú. Você sabia que a Vila Industrial já teve times de futebol que jogou contra Guarani e Ponte Preta?

Um deles foi o Villa Industrial Football Club, uma agremiação fundada na década de 1910. Sua sede e o campo ficavam na Vila Industrial. A equipe era filiada da Associação Campineira de Football (ACF).

Na década de 1910, o Villa Industrial era considerado a terceira força do futebol campineiro, junto com o Guarani e a Ponte Preta. Nesta época, Campinas tinha outros times de futebol, como o Campinas Black Team, o White Team, Esperia, Concórdia e Internacional Ponte Preta. 

O Villa Industrial disputava com estas equipes o Campeonato da Associação Campineira. Os jogos eram disputados no Hipódromo do Bonfim. Naquela época, uma partida de futebol era chamada match de football, e os time era team. O uso dos termos em inglês era normal.

Em 1916, o Villa Industrial Football Club ficou em segunda lugar da Liga Campineira de Foot-Ball ao lado do Esperia e atrás somente do Concordia, seu maior rival. O Concórdia Football Club anos depois daria origem ao Bonfim FC.

Outros times surgiram em Campinas na década de 1920, como o Ypiranga Football Club e o Americano Football Club. Naquela década, o time da Villa Industrial continuou em plena atividade, inclusive realizando jogos em benefício a causas nobres. 

No dia 25 de julho de 1920, o team da vila operária realizou uma match de football contra o Rio Branco da Villa Americana, atual cidade de Americana, em benefício das obras de construção do Hospital da Sociedade Portuguesa de Socorros Mutuos, que mais tarde se chamaria Sagrado Coração de Jesus.

Na imagem desta publicação, vemos o elenco do Villa Industrial que havia perdido por 3x1 do Amparo Atlético Clube, na década de 1920.

Na década de 1930, o Villa Industrial ainda existia e realizou até jogos na Vila de Americana contra o Rio Branco, como em 1938. Neste época, Campinas contava com outras equipes de destaque, como o Guanabara Futebol Clube e o Esporte Clube Mogiana, que foi fundado em 1933. 

A Vila Industrial ainda tinha outra equipe de futebol expressiva, o Campinas Futebol Clube, o Tricolor Vilense, mas deixamos esta história para outra publicação.

✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor


Fonte:


🔍📸 https://historiadofutebol.com/blog/?p=103484

👉 Correio de São Paulo – Correio Paulistano – Celso Franco

🔍 Jornal A Rolha (SP), edição de 1918

🔍 https://historiadofutebol.com/blog/?p=110631

🔍 Jornal Vida Esportiva, edição de 1918

👉  Sérgio Mello

🔍 Publicação de Fernando Pereira da Silva 

📸 Jornal São Paulo ilustrado, edição de 1920

Escola Professor Antônio Vilela

 A História da Escola Professor Antônio Vilela teve seu início com a fundação do 5° Grupo Escolar, no dia 01 de fevereiro de 1922, no número 727 da Rua 24 de maio, onde atualmente existe o Colégio Renovatus.



Os grupos escolares foram criados inicialmente no Estado de São Paulo em 1893, enquanto uma proposta de reunião de escolas isoladas agrupadas segundo a proximidade entre elas. 

Os grupos escolares foram responsáveis por um novo modelo de organização escolar no início da República, a qual reunia as principais características da escola graduada, um modelo utilizado no final do século XIX em diversos países da Europa e nos Estados Unidos para possibilitar a implantação da educação popular.



Constituíram um fenômeno tipicamente urbano, já que no meio rural ainda predominou as escolas isoladas por muito tempo. 

O Grupo Escolar foi uma escola eficiente para a seleção e a formação das elites. A questão do ensino para as massas populares só esteve presente na reforma paulista de 1920.



Em 15 de fevereiro de 1945, o antigo Quinto Grupo Escolar recebeu o nome de Escola Antônio Vilela Júnior.

Situada ao lado do Teatro Municipal José de Castro Mendes, na Vila Industrial, uma curiosidade é que tanto o teatro como a escola estão localizados em uma região onde existiu um cemitério.

Outra curiosidade é que, segundo consta, durante um tempo, no período noturno, a Escola Antônio Vilela Júnior passava a se chamar Ginásio Escolar Benedito Sampaio. A escola que recebe este nome situa-se hoje na Rua Delfino Cintra, no bairro Botafogo


ANTÔNIO VILELA JÚNIOR 

O Professor Antônio Vilela de Oliveira Júnior, nasceu em Aparecida-SP, no dia 26 de agosto de 1863. Era filho de Antonio Vilela de Oliveira (1828-1896) e de Maria Jesuína da Conceição Vilela.

Nascido muito pobre, Antonio Vilela Júnior é um exemplo do que se pode fazer a força de vontade, o sacrifício e a dedicação ao trabalho. 

Foi a princípio, telegrafista da Estrada de Ferro D.Pedro II, hoje Central do Brasil, e nesse cargo trabalhou até poder iniciar o curso da Escola Normal de São Paulo, na qual se diplomou em 1886.

Trabalhou como professor da Escola Normal de Socorro, na organização do Grupo Escolar de Amparo, e em maio de 1911, foi promovido a Diretor da Escola Normal de Guaratinguetá, cargo que exerceu por quatro anos.

Veio para Campinas em 1915 para dirigir a Escola Normal de Campinas, hoje Carlos Gomes, onde permaneceu até o falecimento. 

Por seus inestimáveis serviços à causa da educação e da assistência social, o emérito educador teve seu nome lembrado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para a denominação do Grupo Escolar da Vila Industrial, aqui em  Campinas, a 15 de fevereiro de 1945.

O professor Antônio Vilela Júnior faleceu no dia 24 de junho de 1919.

A Escola Antônio Vilela Júnior fica na Rua Conselheiro Gomide, S/N, na Vila Industrial.






✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor



Fonte:


🔍 https://antoniovilelajunior.blogspot.com/2011/09/?m=0

🔍 Blog Museu Musical

🔍 https://artsandculture.google.com/.../qQEd-17f5idGTg...

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DESDE 1919: Casa Paulo

 A Casa Paulo foi fundada no dia 10 de abril de 1919 pelo imigrante tcheco Frederico Pavlú. 


Frederico veio ao Brasil sem o registro de nascimento, e aqui no país, seu nome foi registrado erroneamente como Frederico Paul. 

Já a tradução de seu sobrenome Pavlú, que resulta em Paulo, fez com que ele ficasse bastante conhecido por este nome, que é mais familiarizado pelos brasileiros. Logo, a vidraçaria que o imigrante tcheco fundaria foi batizada de Casa Paulo. 



Quando veio morar em Campinas com sua esposa, Frederico fundou uma loja que vendia quadros, vidros, espelhos e molduras, a Casa Paulo. Ela ficava na esquina da Rua Regente Feijó com a Rua Bernardino de Campos. Por um curto período de tempo, a loja ficou instalada na Rua General Osório, antes de se estabelecer na Rua Ernesto Kuhlmann, próximo ao Mercado Municipal.  


Em suas primeiras décadas de existência, a Casa Paulo especializou-se no comércio de itens que atraíam artistas renomados e pessoas da alta sociedade. Eram gravuras compradas por amantes da pintura e por decoradores. 



Alguns dos frequentadores ilustres da loja foram: os pintores Aldo Cadarelli e Salvador Caruso, o escultor Lélio Coluccini e o artista plástico Francisco Biojone.

Superando as oscilações econômicas e crises provocadas em tempos de Segunda Guerra Mundial, a Casa Paulo continuou inovando, produzindo itens artesanais com padrão industrial e aumentando o número de funcionários. 



Se no começo a loja importava bastante mercadorias, com o tempo tornou-se uma verdadeira indústria de espelhos e quadros. 

A Casa Paulo diversificou seus produtos e estilos de clientes, atendendo aos gostos mais variados, sempre com a tradicional qualidade no atendimento, que atravessou gerações. 


Assim, aquelas molduras antes requisitadas por um público bastante específico, passaram a emoldurar diplomas, fotos de família e de time de futebol. Também passaram a fazer sucesso os objetivos decorativos baseados na tradição católica.



A Casa Paulo é o estabelecimento do centro de  Campinas, pertencente a mesma família, mais antigo. O negócio foi administrado por Frederico Pavlú, depois foi herdado por Hans Pavlú Filho, Hans Pavlú Júnior e Hans Pavlú Neto. 


Em 2005, Hans Pavlú Filho faleceu. Hans Neto assumiu o negócio e teve um grande desafio, manter sua tradição e sucesso. Foi na base de muito trabalho e amor ao ofício, que Hans Neto cumpriu sua missão, modernizando a loja e criando condições para que seus clientes tivessem mais comodidade.



Atualmente, a Casa Paulo comercializa molduras, vidros, espelhos, box de banheiro, esquadra de alumínio e oferece o tradicional serviço e conhecimento herdado de muitas gerações. 



Em 2015, a Casa Paulo foi homenageada pela Associação Comercial e Industrial de Campinas como a empresa mais antiga da cidade. 

A Casa Paulo fica na Rua Ernesto Khulmann, n° 199, no centro de Campinas. 



✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 


Fonte:


🔍📸 Acervo: Casa Paulo


🔍 https://www.casapaulo.com.br/


📸 Página Campinas de Antigamente


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🏡 DOCE LAR: O Palacete de Henrique Armbrust

 

Uma construção que infelizmente não existe mais. Este belo palacete ficava na esquina da Rua Barão de Jaguara com a Rua Bernardino de Campos, ao lado da Praça Antônio Pompeo de Camargo.


O Palacete Armbrust foi construído em 1890. Ele pertencia ao comerciante Henrique Armbrust, que no dia 29 de dezembro de 1898 encaminhou a intendência municipal um requerimento para a demolição de um imóvel no número 32 da Rua Barão de Jaguara, e a reconstrução de outro imóvel, o palacete. 

Henrique Armbrust era de origem alemã. Ele chegou no Brasil por volta de 1874, ao lado de sua esposa Madalena Hatz, Paulina, Otto Armbrust e outros alemães. Foi sócio junto com Otto e Benjamin Reinhardt da firma Armbrust, Reinhardt e Cia.

No dia 01 de abril de 1879, nasceu em Campinas Gustavo Armbrust, filho de Henrique e Madalena. Gustavo ganhou notoriedade à frente da Cruzada Nacional de Educação, uma campanha que lutou contra o analfabetismo no Brasil. 


Henrique Armbrust também foi sócio de João Ferreira da Silva na firma Ferreira da Silva e Armbrust, que era especializada no comércio de vidros, papeis pintados, tintas e obras de funileiro. Tornou-se também um depósito de móveis. O comércio ficava na Rua Direta, atual Ria Barão de Jaguara, no número 40.

Com seu filho Henrique Armbrust filho, ele foi proprietário da Armbrust e Filho, que comercializava máquinas de costura. 

Ainda nos anos de 1880, Henrique Armbrust tinha endereço de residência na Rua Saldanha Marinho, no número 49, por isso fica a dúvida se o palacete construído era apenas residência ou também um local comercial. 

No dia 18 de setembro de 1903, Alberto Santos Dumont chegou a Campinas para a inauguração do Monumento-Túmulo de Carlos Gomes. Depois de atravessar o centro da cidade a partir da estação ferroviária, e receber pomposas e admiradas saudações, ele foi recepcionando no Palacete Armbrust por Henrique e sua esposa Paulina. 



Segundo as fontes consultadas, na época da visita de Santos Dumont, a esposa de Henrique era Paulina, e não mais Madalena Hatz. Não foi descoberta a causa da mudança de esposa.

Santos Dumont foi até uma das janelas, que possibilitava uma vista ampla da Praça Bento Quirino, ainda ovacionado sob sons da bandas musicais e aplausos populares. 

Anos mais tarde, na década de 1910, o Palacete Armbrust tornou-se sede da Companhia Campineira de Tração, Luz e Força, responsável pelo fornecimento de energia na cidade.



Em 1956, durante a implantação do Plano de Melhoramentos Urbanos de Prestes Maia, que incluía o alargamento das vias, o Palacete Armbrust foi demolido.



🗣️ A sessão DOCE LAR, através da qual conheceremos algumas residências do passado ou ainda existentes, e histórias sobre elas e seus proprietários. 


✍️📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor

 


Fonte:


🔍 https://artsandculture.google.com/.../cQIyAEURn1eBJg...


🔍 https://ihggcampinas.org/.../a-baronesa-de-ataliba.../


🔍 https://arq-camp.campinas.sp.gov.br/.../demoli-o-e...


🔍 Jornal Correio Paulistano 


🔍 https://gomessilva2.wixsite.com/imigracaoalemasp/page3


QUEM FOI ÁLVARES DE AZEVEDO?

 

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu no dia 12 de novembro de 1831, na casa de seu avô, o Conselheiro Silveira da Mota, na Rua Quintino Bocaiúva, esquina com a Rua Senador Feijó, em São Paulo.



Era filho de Inácio Manoel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Silveira da Motta Azevedo.

Por muito tempo, houve uma lenda de que Álvares, também conhecido como Maneco pelos familiares, amigos próximos e admiradores de sua obra, teria nascido na biblioteca da Faculdade de Direito, em uma noite de festa.

Durante a infância, viveu no Rio de Janeiro, e estudou no Colégio Stoll, e mais tarde, no Colégio Dom Pedro II. Quando concluiu este nos estudos, ingressou na Faculdade de Direto do Largo São Francisco, em São Paulo.



Neste época, ele morou em repúblicas com os amigos Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães, com os quais teve fortes laços de amizade.

Álvares de Azevedo era um jovem inteligente e idealista. Na mocidade, já era um poeta de extrema sensibilidade. Influenciado pela leitura de poetas românticos europeus, como Lord Byron, Alfred de Musset, Alphonse de Lamartine e Percy Bysshe Shelley, sua poesia era caracterizada pela melancolia, o amargor irônico, a inquietação e o pessimismo imaginativo.

Também havia em seus versos uma descrença profunda no amor, que procurava em vão. Um amor frustrado e idealizado. Álvares de Azevedo carregava na face os traços do sofrimento devido à sua tuberculose e um tumor na fosse ilíaca causada por um queda de cavalo. 

Em 1849, ele fundou a revista Ensaio Filosófico Paulistano. Também participou ativamente da Sociedade Epicureia e começou a escrever o poema épico intitulado "O Conde Lopo", do qual apenas fragmentos sobreviveram

Álvares de Azevedo foi escritor da segunda geração do Romantismo, contista, dramaturgo, poeta, ensaísta e expoente da Literatura Gótica Brasileira. As obras de Álvares de Azevedo tendem a jogar fortemente com as noções opostas, como amor e morte, sentimentalismo e pessimismo, platonismo e sarcasmo. 

Dentre suas obras publicadas, nenhuma em vida, poucas, apesar da importante criação literária, destacam-se os livros "Lira dos Vinte Anos", "Poesias Diversas", "Poema do Frade", "Carta sobre a atualidade do teatro entre nós", "A Noite na Taberna" e "Macário". 

Ele é patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras.

Álvares de Azevedo faleceu no dia 25 de abril de 1852, aos 20 anos de idade e no quinto e último ano da faculdade. Um mês antes de sua morte, escreveu o poema "Se eu morresse amanhã", que foi lido em seu enterro por Joaquim Manoel de Macedo, autor do livro  “A Moreninha”.


 🚙🚸 TRAVESSA ÁLVARES DE AZEVEDO 


A Travessa Álvares de Azevedo recebeu esta denominação no dia 05 de setembro de 1934, através do ato n° 63 assinado pelo prefeito Perseu Leite de Barros.

Na época, a rua que é limitada pelas ruas Itú e Coronel Quirino pertencia ao bairro Villa Amália, e recebeu o atual nome para homenagear aquele que é considerado um dos maiores poetas brasileiros.




🗣️ " Porque esta pergunta precisa ser para sempre respondida!"


✍️ ALEXANDRE CAMPANHOLA 

Campinas, meu amor


Fonte:


🔍 Centro de Memória da Unicamp

 

🔍📸https://pt.m.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvares_de_Azevedo


📸 https://www.descubrasampa.com.br/.../escultura-alvares-de...


🔍 https://capital.sp.gov.br/.../bibli.../alvaresdeazevedo/3839


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

🏡 DOCE LAR: A Residência de Carlos Penteado Stevenson


Uma construção que infelizmente não existe mais. Esta bela residência ficava na esquina da Rua Dr. Guilherme da Silva com a Avenida Júlio de Mesquita. Na outra esquina e em frente à residência, ficava o antigo estádio da Ponte Preta. 

A residência de Carlos Penteado Stevenson foi um projeto de Hoche Neger Segurado. Atualmente, existe um preso no local e na outra esquina, no mesmo sentido, um posto de gasolina. 




Carlos Penteado Stevenson nasceu no dia 25 de março de 1894, em Campinas. Ele era filho de Charles William Erskine Stevenson e de Rita Nogueira Penteado. Foi casado com Sylvia Carvalho de Siqueira antes 1926, e tiveram pelo 4 filhos e 1 filha.



Seu pai foi engenheiro, poeta, cronista, contista, orador e conferencista. Por muito tempo foi engenheiro- chefe da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. 

Participou do projeto de remodelação de Campinas, em 1933, defendendo mudanças nos aspectos visuais da cidade. Ele acreditava que a cidade civiliza o homem, dando-lhe polidez e a linha que ninguém consegue conquistar nos limitados círculos do interior na vida rustica da roça. 



Seu filho, o Dr. Carlos Penteado Stevenson foi médico. Ele fundou o Hospital Stevenson, especializado em oftalmologia, em 1927, na Avenida Andrade Neves. No dia 30 de julho de 1943, o hospital foi adquirido por um grupo de médicos e, a partir desta data, passou a se chamar Vera Cruz. 



Também foi um dos fundadores do Rotary Club de Campinas, no dia 08 de outubro de 1931.

Carlos Penteado Stevenson morreu no dia 08 de agosto de 1975, em Campinas. 


🗣️ A sessão DOCE LAR, através da qual conheceremos algumas residências do passado ou ainda existentes, e histórias sobre elas e seus proprietários. 

✍️📸 ALEXANDRE CAMPANHOLA

Campinas, meu amor 🇧🇷❤️


Fonte:


🔍 📸 Construção, arquitetura e configuração urbana de Campinas nas 

décadas de 1930 e 1940. O papel de quatro engenheiros modernos

Autora: SILVIA AMARAL PALAZZI ZAKIA


📸 Álbum de Propagandas de Campinas de 1930

👉 Página: Campinas de Antigamente

 

🔍📸 https://ancestors.familysearch.org/.../carlos-penteado...


🔍📸  Pesquisadora Jane Durlin